Somos Anjos e Mestres!
Todos nós sabemos alguma coisa que alguém, em algum lugar, precisa aprender e, por vezes, nós mesmos recordarmos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

"A Conquista e o Objeto Conquistado"


Os opostos se atraem, sobre isso nada precisa ser feito, pois sob esta lei homens e mulheres se procurarão por todo o sempre. O côncavo e o convexo se complementam.
Cada qual vê o "Outro" como o seu objeto de satisfação e de prazer.
Cada qual vê, no Outro, aspectos atraentes e faz o que for exigido para garantir a si mesmo(a) a continuidade do prazer, do encontro, da troca, da relação, da conquista e, claro, acima de tudo e de todos, da perpetuação da espécie. 
Alguém duvida da força e domínio deste instinto em nosso comportamento de relação e de envolvimento?
Forças poderosas e instintivas estão no domínio quando se trata de relacionamento entre sexos e entre polaridades masculina e feminina...
Para homens e mulheres, no passado e ainda hoje, os papéis e posições no jogo da conquista são geralmente diferentes e até opostos: No passado os papéis eram prescritos e claros: Cabia à mulher, com mais freqüência, o papel passivo, ou seja: ela dava sinais e esperava a iniciativa do homem, ela tinha um "comportamento de conquista" por meios indiretos (vulgo sedução), estimulando o macho a um papel ativo, quase sempre delegando a ele as iniciativas. Sabemos hoje o quanto isso mudou! Geralmente alguém que decide entrar em um relacionamento depois de responder positivamente a comportamentos e sinais de sedução ou conquista, depois de algum tempo, acaba por ver, com saudade e sofrimento, eles desaparecerem ou se tornarem cada vez mais raros.
Como reagir quando flores não são mais enviadas, poesias não são mais escritas, momentos de encontro são mais espaçados, telefonemas rareiam, datas significativas são esquecidas, bilhetes/ cartas / torpedos / correios eletrônicos não são mais enviados?
Ninguém errará se pensar que o lado feminino anseia muito mais por estes acontecimentos e sofre proporcionalmente mais, pela falta deles... Mas são anseios também do lado masculino.
Há um amor de posse ("toma lá, dá cá") e há um amor de doação ("é dando que se recebe").
As pessoas presas do egocentrismo e do narcisismo não conhecem o amor de doação. Alguém poderá dizer, sem faltar com a verdade, que estas pessoas só amam a si próprias e não ao Outro.

O primeiro tipo de amor é muito mais comum e de uso corrente do que o segundo que depende muito mais de que sejam atingidos alguns graus de evolução psicológica.
Pergunta: O que acontece quando o objeto da conquista já está garantido?
Vamos refletir nisto: Todo relacionamento tem fases e normalmente a primeira fase contém componentes de sedução e conquista em grande proporção.
Estas pessoas, quando fazem algo de bom para o Outro, o fazem com vistas a obter o que desejam e, uma vez alcançado este objetivo, abandonam os comportamentos de conquista/sedução e, aos poucos vão deixando de dar sinais de interesse ou de carinho pelo Outro.
O amor de doação é o ideal a ser atingido, mas o amor de possessividade (típico do predador oculto em nós mesmos) é bem mais comum.
Em cada um de nós (nos homens, mais do que nas mulheres) a "percepção do predador" cumpre um papel dominante (um modo instintivo de lidar com tudo e com todos, dos tempos dos caçadores e nômades que um dia fomos!
Ora, este modo de perceber, ao mundo e aos outros, seleciona e quer controlar (vulgo possuir) somente aquilo ou aquele que constitua um objeto de desejo; selecionar o que interessa ao ego (o EU, sob o ponto de vista egoísta), controlar o que necessita ser garantido (como uma necessidade, uma carência), garantir o que ofereça satisfação. Para o predador só o que interessa é levar vantagem e obter prazer e realização.
Ele não faz um carinho se isso não fizer parte de uma estratégia para receber ou conseguir algo em troca, ele não dá um presente sem a segurança de que haverá reciprocidade; ele não dá confiança sem a certeza de que o Outro está sob controle. Ora, sabemos que a desconfiança predomina onde há insegurança e medo de se entregar, de se arriscar, de viver... Pois esse é exatamente o caso do predador egocêntrico, macho ou fêmea.
Este modo seletivo de percepção (do predador embutido em nós) se esforça por discriminar e afastar tudo aquilo que possa trazer ou causar dor (ou que constitua ameaça). Em todos estes episódios os inseguros, os desconfiados e os traumatizados por separações e mortes anteriores (reais ou virtuais) sofrem por uma ansiedade diante da perda iminente daquilo ou daquela pessoa que anteriormente parecia estar garantida e conquistada... Quando o relacionamento está em seus inícios e às vezes por bastante tempo, o predador pensa mais ou menos assim: Há um período de conquista em que o Outro ainda não me pertence, ainda não está garantido e então ele(a) precisa ser seduzido e convencido a ficar, a permanecer, a durar... Para conseguir esta segurança e permanência tenho o direito de partir para o vale tudo, posso lançar mão de qualquer arma, de qualquer estratégia, de qualquer maquinação, mesmo que o Outro tenha que ser enrolado, iludido, pois eu sempre sei (assim acha o egoísta) o que o Outro quer ou necessita; sou capaz de imaginar e de conhecer suas expectativas e sonhos, necessidades e carências.
Quem já viveu ao lado de um egoísta típico sabe o quanto ele erra nas suas quase sempre simplórias deduções a respeito do que desejamos. Um egoísta típico presenteia mais a si mesmo do que ao Outro...
Se alguém for capaz de, realmente, se colocar no lugar do Outro, então será capaz de prever seus passos, antecipar suas necessidades e suprir suas carências. Porém com amor e respeito. Mas um egoísta não faz isso por amor e desprendimento e, sim, por interesse e no intuito (não declarado) de possuir, de ter poder, de controlar e de garanti-lo para si.
O predador que se esconde em nós, sempre vaidoso, poderia dizer também: “a meu ver (sob o ponto de vista do meu desejo egoísta de controlar o Outro) ninguém poderá satisfazer o Outro mais do que eu mesmo.“ A pessoa que ama demais a si mesma é cheia de falso orgulho e sustenta com dificuldades uma auto estima frágil. Naturalmente, jamais aceitará tal verdade! Mas, pensemos juntos: Quando um predador se sente preterido, passado pra trás ao ver o Outro parecer feliz ou satisfeito ao lado de outra pessoa, como sempre, ficará imaginando que tudo o que ele(a) fez de nada serviu! Ele(a) dirá: gastei energia à toa! Ficará com a vaidade pessoal ofendida: o que o enche de raiva e de indignação, pois a auto-estima estará ferida e, ao mesmo tempo, dependente do Outro para se sustentar.
Naturalmente, com legítimo pesar, podemos entender o por quê de tantas separações acabarem em brigas, raivas, ódios, desejos de vingança e assim por diante. Podemos ver aí também os crimes e atentados à liberdade do Outro.
O fato é que o “predador egoísta” detesta ser passado pra trás!!! Sua vaidade pessoal está acima até tudo!
Mas, continuemos acompanhando o pensamento do predador, desta vez de modo mais otimista e positivo, pois vamos imaginar que tudo está bem e o relacionamento entrou nos eixos, já que ele já garantiu a conquista e seduziu o Outro:
Ele(a) pensa, ao sentir-se seguro da conquista: “na medida em que eu (predador) me sinto garantido em minha conquista, o Outro já não exige mais tanto esforço de minha parte, pois já “caiu no laço” e tudo de que necessitarei será de cuidar da manutenção do conquistado. Sendo assim, aos poucos, e também para não dar na vista, posso abandonar aqueles comportamentos de conquista e de sedução. Minha percepção já pode deixar de se ocupar e de se concentrar na procura de garantir o vínculo com o Outro para poder concentrar-se, de novo, exclusivamente, e apenas, em mim mesmo.” Como sabemos, a partir daí o hábito e a rotina começarão a engolir tudo... e a economia de gestos de sedução começará a acontecer.
Parece uma historinha, mas quantos não se encaixam tanto em um lado da história como no outro, tanto no papel da caça quanto no do caçador?
O fato é que, a partir daí uma espécie muito particular de transe se instala e a rotina começa a comer lentamente as bases emocionais e sentimentais sobre as quais a relação se construiu e frutificou... Não há nada de errado ou de condenável na busca do prazer e muito menos no esforço de manter e/ou garantir as fontes de satisfação; porém, ter apenas este horizonte em vista, faz com que seja impossível a consciencia da existência real do Outro (em sua humanidade e complexidade) e esta característica egoísta anula e rouba o sentido do que poderia ser realmente dirigido ao Outro, presenteado ou doado ao Outro, sem qualquer expectativa (a não ser a de faze-lo feliz) e sem a preocupação com o que se vai lucrar.
Hoje em dia está se tornando comum um casal se envolver emocionalmente e, ao mesmo tempo, se relacionar sob um ponto de vista de valores e de conceitos do lucro e da ganância que domina estes nossos dias.
Quantos relacionamentos se tornam “empobrecidos” e se limitam à colaboração em pagar contas e sustentar necessidades?
O Amor autêntico entre os seres humanos e entre polaridades que se complementam não depende em nada destes vícios e desvios e se fará verdadeiro, onde os envolvidos realmente se entregarem, confiarem, arriscarem e se projetarem em seus sonhos... Amar, confiar, se entregar são estados de espírito que dependem de que haja energia disponível e são possíveis onde alguém se arrisque, aposte e se disponha a viver uma fantasia. Nada mudará isso, jamais... Felizmente!
O Amor é energia e não precisa ser inventado... Ele simplesmente acontece e quem conhece a sua força sabe que ela transcende qualquer manipulação ou desejo de poder sobre o Outro. Quem conhece o amor tem gestos e atitudes para com o Outro apenas por ser feliz enquanto age e sente desta maneira... O Amor não é egocêntrico!

                                                  
(Autor Desconhecido)
                                                                               

"Analfabetismo Ambiental"


 A falta de consciência ambiental não está apenas nas ações predatórias do bicho homem, mas, na sua grande ignorância em relação ao meio ambiente em que vive.
 É esse o fato gerador das enormes dificuldades para o entendimento mais profundo das questões ambientais ou ecológicas.
E isso se deve, em parte, à visão reducionista que hoje prevalece quando tratamos do meio ambiente, uma visão limitadora que nos leva a pensar que ele é algo aquém ou além de nós.
Até mesmo aqueles que possuem boa vontade no trato dessa questão, equivocam-se quando tentam desenvolver, por exemplo, uma educação ambiental baseada numa visão puramente mecanicista, que coloca o homem em separado em relação ao meio ambiente, quando em realidade o homem é parte integrante do todo ambiental.  Discute-se já há algum tempo a questão da sustentabilidade, ou seja, um desenvolvimento que sustente o meio ambiente ao invés de degradá-lo. E o maior obstáculo tem sido a falta do entendimento de que o que deve ser sustentável é a vida em sua totalidade, não o desenvolvimento em si, que deveria e deve estar alicerçado em melhorar a existência humana e não colocá-la em risco.
O secular analfabetismo ambiental foi que gerou essa cegueira crônica que impede o homem de ver o óbvio: todo tipo de desenvolvimento visa, em suas razões básicas, a evolução da vida humana não apenas no sentido quantitativo, e sim no aspecto qualitativo. Para refletir: mas e se esse desenvolvimento aniquila a vida do homem a quem ele serve? Que homem sobreviverá para gozar o desenvolvimento? Se alguma coisa está errada há muito tempo e ninguém quer admitir, não será porque essa cegueira já se instalou na alma humana?
Educadores, cientistas, ambientalistas, técnicos e outros interessados sinceros na causa ambiental que é essencialmente humana também, não têm como fugir ao fato de que precisam rever seus conceitos em relação ao meio ambiente e à sua sustentabilidade. Toda a ação educativa e prática em prol do meio ambiente deve necessariamente passar pela mudança da visão linear-mecanicista de Descartes e Newton, onde o universo é visto separado em partes, para uma visão holística e ecológica cuja compreensão é a de que o universo é uma imensurável e dinâmica teia onde tudo se relaciona com tudo, digamos assim; tudo que existe contribui para a existência do todo.
O meio ambiente é uma rede ou uma teia, um sistema do qual fazemos parte: há um encadeamento natural no universo e nós fazemos parte dele. Devemos perceber, por exemplo, que quando derrubamos uma árvore é parte da nossa vida que está sendo podada, é o habitat de muitas vidas que se vai; toda a agressão ao ambiente e à sua biodiversidade refletirá a curto, médio ou logo prazo, em nosso próprio existir. Ao poluirmos a água ou degradarmos qualquer sítio, é a saúde do planeta e a nossa própria que estamos a afetar. Quando provocamos uma queimada é toda uma biodiversidade que se deteriora, são animais, insetos, um encadeamento natural que estamos a por fim. E a cada vez que essas ações se repetem ficamos mais vulneráveis em nossa sobrevivência. Se não compreendermos ou sentimos esse fenômeno é por que com certeza nos falta sabedoria, então devemos com humildade ir buscá-la através do aprendizado e de novas práticas ambientais.  Fora da alfabetização ambiental não há salvação nem para o meio ambiente nem para nós, já que estamos umbilicalmente ligados. É preciso, aqui e agora, darmos um novo viés pedagógico ao estudo ecológico e às práticas preservacionistas, algo que propicie ao mesmo tempo a compreensão racional do meio ambiente e a criação de laços emocionais ou afetivos com a natureza em todas as suas formas. Basta de paliativos, de palavras ao léu, de discursos meramente políticos ou ambientalmente corretos. A responsabilidade é de todos, mas o compromisso maior é daqueles que detêm algum conhecimento, poder, coragem e competência cidadã, ferramentas necessárias para forjar uma nova consciência ecológica solidária e universal. No mais, como já cantou o poeta Taiguara: “e que as crianças cantem livres sobre os muros...”
Boa Reflexão e viva consciente.



Willes Silva

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

"O Homem e as Regras Sociais"


Ainda mais difícil do que aceitar o desamparo da condição humana, é o de nos depararmos com a nossa insignificância cósmica.
Somos um modesto animal, apesar de dispormos de um cérebro de razoável competência, para alguns assuntos ele é bastante inferior ao que supomos - que habita um modesto planeta de um dos bilhões de sistemas solares. E é evidente que nossa vaidade fica bastante ofendida com estas constatações; basta ver a reação de hostilidade desencadeada sobre criaturas como Galileu e Darwin, que nada mais fizeram senão nos mostrar alguns aspectos da nossa insignificância.
Na verdade, não gostamos nem mesmo de pensar em assuntos deste tipo; sabemos que é verdade, mas tratamos de mudar nossa atenção o mais rápido possível para a realidade concreta que nos cerca e, com isto, nos distrairmos destas coisas dolorosas e geradoras de desespero e medo. A insignificância cósmica ofende a vaidade humana, de modo que acredito que isto se transforme em um reforço ainda maior no sentido do indivíduo tratar de obter o destaque social, de se sentir importante e significante ao menos por comparação com outros homens. Acho também que isto explica uma correlação, para mim bem evidente, entre vaidade e inteligência: ou seja, quanto mais lúcido da condição humana (e isto é derivado da inteligência), mais frustrado o indivíduo fica e mais busca remédio para sua dor no destaque social. Ao se sentir mais importante (e isto nem sempre tem a ver com mais útil, mais construtivo) a pessoa se sente menos frustrada;  se sente importante porque é reconhecida por outras pessoas, admirada e invejada por elas. Não é difícil perceber como esta peculiaridade da psicologia humana pode ser mais um importante fator para a determinação dos grupos sociais como nós o conhecemos. Alguns se destacam defendendo as regras do jogo estabelecido; são os governantes, os que detêm o poder; são reverenciados, terão estátuas depois de mortos, serão nome de rua; não são tão insignificantes, ao menos à primeira vista, quanto a grande massa da população, que será lembrada apenas pelos familiares (e ainda assim por muito pouco tempo). Sentir-se-ão tanto mais significantes quanto mais tiverem adeptos, pessoas que pensam como eles, obedeçam às suas falas e lhes sigam; inversamente se sentirão brutalmente ofendidos com as oposições que a eles se façam, pois estas são criaturas que também lidam mal com o desamparo (por isso escolheram o sucesso segundo as regras do jogo existente, sem tentar modificá-las). Outras buscam a significância de um modo mais sofisticado, isto é, defendendo pontos de vista mais de acordo com seus sentidos de justiça pessoal e social. São pessoas que se opõem à ordem social mais igualitária; agem, porém, de uma maneira meio messiânica, se colocando como os salvadores dos oprimidos. Estão em busca, antes de tudo, de um sentido grandioso para suas vidas, coisa que só será alcançado se forem capazes de salvar o seu povo. Compõem-se em grupos minoritários e também tendem para o autoritarismo, pois não toleram divergências de opinião - coisa que bem demonstra a precária construção psicológica destas pessoas. Outros ainda buscam saídas individuais, coisa bastante comum com os de temperamento artístico. Poetas, pintores, filósofos de gênio, músicos, buscam também o destaque social e a significância através de obras que eles pretendem sejam eternas. Mas, como regra, têm vidas bastante extravagantes e costumam ser as criaturas mais coerentes entre o que pensam e o modo como agem (insisto que coerência não implica em não mudar de opinião; a conduta vai mudando junto com as novas idéias). Exercem, como regra, suas vaidades físicas de modo mais direto; vivem em permanente transgressão das regras sociais e chamam a atenção por causa disto. Despertam a admiração e a inveja das pessoas em geral, que adorariam viver desta maneira, mas não o fazem porque não tem coragem.


Flávio Gikovate


"Corações Calejados"


Fala-se de mãos e pés calejados, mas pouco se fala de corações calejados. Portanto... quanta gente há por aí vivendo como se não fosse possível ter sentimentos porque um dia foram magoadas.
As pessoas mais duronas, que parecem indiferentes ao amor, carinho e ternura, são pessoas endurecidas pela vida. São vítimas de uma dor que não souberam gerir. Uma empresa mal administrada vai à falência; um coração mal dirigido vai à ruína.
 Somos nós os gerentes da nossa vida. A nós cabe as decisões importantes que conduzirão nosso caminho. Você já experimentou andar com um sapato apertado? No início a gente agüenta, faz até cara bonita e se diz que depois vai amaciar. Mas isso nem sempre acontece e depois de algum tempo percebemos que, mesmo se as pedras no caminho podem fazer mal, melhor mesmo é deixar esse sapato de lado, ainda que seja aquele que a gente tanto desejou e até se sacrificou para adquirir. Há pessoas que calejam nosso coração. Fazem parte da nossa vida e as amamos, mas nos fazem mal... tanto e tanto que acabamos fechando aos poucos as portas do nosso coração a outras possibilidades. Nos trancamos dentro dele e vivemos na escuridão da nossa própria sombra. Não permita que alguém magoe seu coração a ponto de te deixar insensível. Não deixe de acreditar nas estrelas porque um dia as nuvens escuras encobriram seu céu. Se seu coração está calejado, cuide dele com mais carinho ainda. Que seja ele a transformar a atitude dos outros em relação a você e não o contrário! Se alguém que você ama só quer brincar com seu coração, talvez essa pessoa não mereça o amor que você sente. E por mais difícil que seja, guarde seu coração das asperezas, não deixe que as decepções o endureça.

Olhe em outras direções, dê uma chance aos que te querem bem e ao seu coração de ser cuidado com o carinho que ele merece.


L.. Thompson

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

"Amélia de Hoje"...


Amélia que era mulher de verdade. Eu sou apenas uma mulher. E gostaria de reinvindicar o direito de sê-lo. Sou vaidosa. Uso baton pra dar cor à minha vida. Maquiagem para parecer mais bonita. Não faço tudo com perfeição; alguns fios de cabelo branco, apesar de todas as tentativas para evitá-los, aparecem. Uso cremes pra retardar o envelhecimento e se à noite tenho dores de cabeça é porque me sinto cansada. Nem sempre estou disponível e pronta e cometo erros. Me engano, como qualquer outro ser humano normal.
Gosto de roupas, sapatos, jóias, perfumes e flores. Um minuto de atenção me faz ganhar todo o dia. Sou sensível, fraca, frágil. Sou forte quando preciso. Minha única busca: o amor e tudo o que dele resulta: crianças, trabalho, dia-a-dia e felicidade. Mas vou além: quero segurança, andar de mãos dadas, ser pega no colo e ser chamada de rainha. Minhas lágrimas me traem quando menos espero. E desespero. Detesto a solidão, a falta de atenção. Sou impaciente e não gosto de esperar. Não quero ser objeto e nem ter dono. Sou capaz, por mim mesma, amando, de me entregar de todo e ser fiel.
Sem amarras, simplesmente por amor. Posso ferir, como todas as rosas. Mas perfumo também, dou encanto. Ilumino o amor como só as mulheres sabem fazer. Compenso, se assim posso dizer. Há sempre um preço para a felicidade e tocar nela é aceitar pagar esse preço.

Sou uma Amélia dos tempos modernos. Mais independente, sabendo o que quer. E o que quero é ser eu mesma.                                                                              
                                                                                            
                      L.Thompson                      
     

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

"Personalidade...Homens e Mulheres"

Um novo estudo sugere que os homens podem mesmo ser de Marte e as mulheres de Júpiter. Psicologicamente falando, há grandes diferenças entre as personalidades masculina e feminina. Mas há controvérsias. Os resultados de uma pesquisa mostram que cerca de 18% das mulheres compartilham personalidades parecidas com os homens, e 18% dos homens compartilham personalidades parecidas com as mulheres. Mas a maioria das mulheres têm traços de personalidade que são bastante distintas das dos homens, e vice-versa. Segundo os pesquisadores, os homens tendem a ser mais dominantes (fortes e agressivos) e emocionalmente estáveis, enquanto as mulheres tendem a ser mais sensíveis, atenciosas (com os outros) e apreensivas. “Psicologicamente, homens e mulheres são quase uma espécie diferente”, disse o pesquisador Paul Irwing.  As descobertas podem explicar por que algumas carreiras são dominadas por homens (como engenharia) e outras por mulheres (como psicologia). No entanto, o estudo atraiu críticas de outros especialistas que afirmam que os métodos que os pesquisadores usaram para computar seus resultados são falhos, e que homens e mulheres não são tão diferentes assim. Os cientistas analisaram informações de mais de 10.000 pessoas nos Estados Unidos entre as idades de 15 e 92 anos que fizeram um teste de personalidade. Os testes foram projetados para medir 15 facetas da personalidade, incluindo estabilidade emocional, dominância, vivacidade, audácia social, sensibilidade e abertura à mudança. Em seguida, os pesquisadores combinaram a pontuação nessas facetas de personalidade para calcular o que chamaram de “diferença global” na personalidade entre homens e mulheres. A “diferença global” é essencialmente uma soma de todas as diferenças. Os resultados vão contra a opinião dominante entre os psicólogos de que, em geral, os homens e as mulheres são mais semelhantes do que diferentes em uma série de maneiras, incluindo traços de personalidade. Uma falha do estudo é que os homens e mulheres participantes avaliaram os seus traços de personalidade sozinhos. As pessoas são inclinadas a se classificar de uma forma que está de acordo com os estereótipos de gênero. Não é muito viril para um homem dizer que é sensível, por exemplo. Também, usar 15 facetas de personalidade para calcular uma “diferença global” gera um valor que não tem qualquer significado real.

Essa “diferença global” não ficaria maior se mais fatores de personalidade fossem adicionados, além de 15. Ou seja, como muito mais características existem, é mais provável que homens e mulheres não sejam assim tão diferentes mesmo.


LiveScience

"Ser Feliz"!


  Diz a filosofia oriental que ao longo do ano temos sempre dois dias em que nada podemos fazer..." O ontem e o amanhã"!
Não se pode viver nenhum outro dia, a não ser o de hoje. O ontem já ficou para trás e dele só nos restam as experiências, que devem  servir de sabedoria para a nossa caminhada de hoje.
 O amanhã nos reserva o desconhecido, de onde nada podemos tirar. 
Do ontem trazemos as saudades e as lembranças e para o amanhã tecemos esperanças. Mas nem as lembranças nem as esperanças podem ser vividas. 
Elas apenas podem ser percebidas e sentidas, mas não podemos deixar que controlem o nosso hoje, que sejam a razão da nossa vida. 
O amanhã e o ontem são as casas do impossível. Tudo o que é possível realizar reside no hoje, no agora, neste instante. 
“A vida não é contada em meses, ou anos... É contada em minutos e segundos. Portanto, viva cada segundo intensamente. Seja feliz a cada momento”. (Ionaz)
 Amanhã eu vou ter um belo carro e, então, vou ser feliz... Ontem eu estava na praia e estava feliz. No mês que vem vou estar de férias, e então estarei feliz... Mês passado eu namorava aquela garota e era feliz. Ano que vem mudo de emprego, e então serei feliz fazendo o que gosto. Há um ano eu tinha um bom emprego e estava bem de vida... Ilusões... Tudo somente ilusões! 
Não existe amanhã, não existe o mês que vem, nem o ano que vem. Não existe ontem, mês passado e ano passado. Tudo o que existe é o agora. E é agora que você pode ser feliz. Decida-se pela “felicidade já”! Seja feliz agora. Seja feliz a cada segundo, um segundo de cada vez.

Felicidade é ter a consciência de que cada instante em sua vida é valiosíssimo. Ser feliz é saber viver cada instante intensamente, com alegria, garra, ousadia, e com a vivacidade de uma criança. É provar da fonte da vida a cada instante, e se deliciar com os estímulos e recompensas presentes a cada momento.

                                                                  Gilberto Cabeggi   

domingo, 6 de janeiro de 2013

"Pare para Pensar"!

Pare para pensar...É difícil compreender o real valor desta pequena expressão em uma sociedade como a nossa. É difícil perceber o quão importante "parar verdadeiramente para pensar" pode ser para cada um de nós, o quanto isso pode afetar a nossa visão sobre as coisas, sobre o mundo e sobre nossos comportamentos e objetivos.
Isso porque, pensar, atualmente, é realmente difícil. Há toda uma estrutura social que nos impede, que nos força a uma vida corrida, em que muitas vezes não podemos de fato escolher o caminho que queremos seguir, apenas tomamos as decisões mais apropriadas para que tenhamos um bom trabalho, para que tenhamos o nosso dinheiro, para que passemos em um vestibular ou em um concurso. E no pouco tempo que nos resta, quando já estamos cansados e esgotados por causa do estresse do dia-a-dia, entra em "jogo" a "sedução" do consumo, dos objetos de consumo, especialmente aqueles voltados para o entretenimento, como filmes, seriados, novelas e até mesmo livros.
De algum modo, estamos sempre em atividade, em movimento, mesmo quando estamos "parados". Quando não há o estudo ou o trabalho para ocupar a cabeça, "descansa-se" por intermédio da imersão no mundo do entretenimento. É um modo de descansar, mas também de evitar o pensamento, que às vezes pode ser doloroso, já que vivemos em uma sociedade com muitos problemas; sociedade que às vezes nos força a viver de um modo que não queremos - e pensar sobre isso pode, sim, como já ressaltado, ser doloroso.
Então nos anestesiamos. E se evita assim a reflexão - e sem reflexão não há mudança, nem evolução pessoal. Faça um exercício rápido e tente imaginar quando foi a última vez que você parou realmente para pensar. Quando ficou pelo menos uma hora se dedicando a apenas pensar sobre as coisas, sem mexer no celular, sem checar mensagens, sem navegar na internet, sem jogar algum jogo ou assistir televisão? Na maioria das vezes, posso apostar que a resposta é "nem me lembro" - ou que esse momento de reflexão não aconteça assim com tanta frequência.
Pois é. É assim mesmo. Esse é o mundo em que vivemos, é a sociedade em que vivemos. Ela nos molda assim, quase nos força a isso. Mas nós podemos ser um pouco rebeldes, afinal, um pouco de rebeldia é sempre bom. Podemos "parar para pensar", sempre que possível. Até porque, muitas vezes, é essa parada que nos permitirá ver que algumas decisões que tomamos não são tão acertadas - ou que até não fazem o menor sentido. É essa parada que nos faz notar que poderíamos ser mais atentos a algumas pessoas, mais abertos a amigos e familiares, mais engajados em projetos sociais e etc...
Enfim, por mais doloroso que seja, pensar faz bem, muito bem, e deve se tornar um hábito geral para que um dia possamos nos tornar pessoas melhores e, como consequência, possamos também construir uma sociedade mais humana e mais igual.

Portanto, sempre que puder, pense: não deixe simplesmente o mundo te levar.



Leonardo Schabbach

sábado, 5 de janeiro de 2013

"Sombras do Passado"!

Comparo o passado às folhas do outono, belas, cheias de nostalgia, mas vividas. Tiveram seu tempo de frescor, encanto, mas soltaram-se e foram levadas pelo vento.
Todos nós tivemos um passado...
E cada qual gosta de guardar o seu, principalmente aquele ou aqueles que marcaram a vida, deixaram cicatrizes na alma e para o qual olhamos de vez em quando com ternura.
O que não gostamos mesmo é de saber que a pessoa que amamos teve um passado amoroso. Difícil imaginar que os lábios que nos juram amor fizeram outras juras, que os braços que nos enlaçam guardaram outro corpo dentro de si, que os carinhos e batidas do coração tiveram como objetivo outra pessoa...
Ai!... Como se desprender da idéia de que não somos únicos no mundo?
Como aceitar que existam sombras que acompanham e acompanharão para sempre essa outra parte que de forma egoísta e bela julgamos nossa, só nossa?!
Queríamos que os carinhos fossem só nossos, que pelo menos para a pessoa amada a palavra "único" tenha nosso rosto.
Mas as folhas do outono vêm de diversas árvores e quando olhamos para trás, vemos que temos também nossa sombra, que nos acompanha com fidelidade. 
Achamos que isso é menos importante, porque a dor no peito do outro não nos incomoda tanto, porque nos cegamos ao que ele pode sentir e ressentir.
Porém nossas almas são sensivelmente iguais e é só ter um pouco de atenção para saber o que se passa em outro coração.Nos ententendo, entendemos a outra parte. Amadurecemos para o presente e para o futuro que virá e com os frutos que virão, mesmo se outras folhas cobriram nosso caminho lá atrás.

Amar é também aceitar o outro com todas as suas marcas, suas cargas, suas sombras... e seguir em frente!

 
L. Thompson


"Nós e a Sociedade!

É difícil escrever sobre a nossa sociedade, sobre a vida que levamos, sobre todas as coisas que, no fundo, não estão certas nesse mundo líquido que habitamos, nesse cenário informe que nos molda o tempo inteiro. Talvez o primeiro passo seja falar com sinceridade, com honestidade.
 Porque neste pequeno universo sistemático, de superficialidade, de padrões, de eficiência, aprendemos, desde sempre, a não sermos honestos, a enganarmos os outros, a mentirmos quando estamos triste ou a fingirmos que não nos importamos ao nos depararmos com alguém necessitado.
É uma falta de honestidade, de transparência, com tudo e com todos, que nos leva a uma vida em sociedade ilusória, que nos leva a ignorar o que muitas vezes sabemos haver dentro de nós: medos, inquietações, revolta e, principalmente, pensamento.
O mundo hoje não nos deixa pensar. Não somos honestos o suficiente para admitirmos que há algo de errado, há muito de errado; muito o que queremos abandonar, muitas coisas contra as quais queremos a revolta. Mas não fazemos nada, pois desde sempre nos foi ensinado a sermos passivos, a escondermos questões fundamentais que deveriam estar expostas.
Quem nunca pensou que o mundo está inteiro errado? Que as coisas não podem ficar assim? Ou que não devem ficar assim?
É uma inquietação de todos, faz parte da essência de cada ente, de cada um de nós. Sabemos que essa sociedade que vemos todos os dias não nos basta, que não pode ser benéfica. É uma mão que força todos à eficiência, a uma batalha para se provar melhor do que outro, para superar o outro. Acontece no mercado de trabalho, nas escolas, nos esportes. Acontece o tempo inteiro. Somos repetidamente forçados a alcançar metas que nada têm haver conosco, que nos empurram a padrões de competência, de beleza, de riqueza e de comportamento. Mas, no fundo, há um sentimento, uma força que nos diz, dia após dia, que há algo de errado; que um mundo assim não deveria existir – ou melhor, que não pode existir.
A agonia sobe e toma todo o corpo. Por que não fazemos nada?
Por que, por mais que saibamos que as coisas estão erradas, não conseguimos agir? 
Por que, por mais que tenhamos noção de todo o sistema, ele continua a nos oprimir a realizar sempre as mesmas coisas, a desejar sempre as mesmas coisas – e sempre da mesma maneira? E este paradoxo nos congela. Ficamos cada vez mais inertes, mais presos a um mundo particular ilusório.
Para pensar, pode não haver tempo, mas a questão é maior do que essa. Pensar é doloroso.  Por isso, somos cada vez mais anestesiados, deixamos de ser honestos conosco e com o mundo, nos atiramos a produtos cada vez mais superficiais, como se aquilo fosse capaz de nos preencher, como se tudo estivesse perfeito. Parece que o pensamento, que os sentimentos mais profundos, não devem ser acessados, não devem ser sentidos e revirados. Até mesmo admitir essas questões incomoda, traz um certo grau de tristeza. Uma tristeza estranha e chata, debilitadora, tão poderosa quão maior for o tempo que nos acostumamos a ignorá-la. E isso nos dá medo, nos faz recuar, pois não condiz com o padrão social, nos impede de chegar onde temos – mesmo que, no fundo, não queiramos – chegar.
Então, desiste-se dá luta, entrega-se a uma sociedade imóvel, ignora-se o que está cá dentro, como se sequer existisse, e inebria-se com produtos e mais produtos, com itens de consumo (sejam eles físicos ou culturais) que apenas anestesiam a dor, os pensamentos e todo aquele sentimento que grita por mudança.

E é assim que seguimos, em um mundo cada vez mais desigual, tornando-nos cada vez menos combativos e quase mortalmente deficientes.

Letícia Thompson
 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Os Pais Envelhecem!!!

Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho... Plena de emoções, por vezes angustiante, ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.
Quando nascem os filhos...  Comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça.  Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor.  Um sorriso é capaz de abrir as portas de um imenso ... Paraíso!!!!
                                                                  
Eles chegam à nossa vida, com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.
Mas os anos passam e os filhos crescem... Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões... Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.
O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecemos. E então algo começa a mudar.
Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.
Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais.
Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebe as mínimas faíscas no olho de um filho.
É quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular?
Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.
Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos.
A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.
Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.
Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente.
Passeios, comida, roupas, médicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos.
E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los?
Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?
Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão.
E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.
A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui.
O cheiro familiar da mãe estará ausente. As  roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.
Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos.
Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.
Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto...

Acredite... Dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.

 Rd.Momento Espírita
 
                                                                          

"Outro tipo de Mulher Nua"...

Depois da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. 
Nunca vi tanta mulher nua.
Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas. O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa. E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então pudor pra quê?
Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade... Emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.
É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.
Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em que sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que se esperava com ansiedade a revista que traria um ensaio de Dina Sfat, por exemplo: - pra citar uma mulher que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo.
Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira. Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal, mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.


Mas é o que devemos continuar fazendo.
Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor.



Martha Medeiros

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

"O Mito da Caixa de Pandora"

                  
                                                                                                                                                                                                 O mito da caixa de Pandora faz alusão à origem dos males que permeiam o mundo.


A caixa de Pandora é um mito grego no qual a existência da mulher e dos vários males do mundo são explicados...
Tudo começa quando Zeus, o deus de todos os deuses, resolveu arquitetar um plano para se voltar conntra a ousadia de Prometeu, que entregava aos homens a capacidade de controlar o fogo.
Para tanto, Zeus decide criar uma mulher repleta de dotes oferecidos pelos deuses e a oferece a Epimeteu, irmão de Prometeu.
Antes disso, Prometeu recusou a jovem Pandora de Zeus temendo que ela fizesse parte de algum plano de vingança da divindade roubada. Ao aceitar Pandora, Epimeteu também ganhou uma caixa onde estavam contidos vários males físicos e espirituais que poderiam acometer o mundo. Desconhecedor do conteúdo, ele foi somente alertado de que aquela caixa não poderia ser aberta em nenhuma hipótese. Com isso, o artefato era mantido em segurança, no fundo de sua morada, cercado por duas gralhas barulhentas.

Aproveitando de sua beleza, Pandora convenceu o marido a se livrar das gralhas que lhe causavam espanto. Após atender ao pedido da esposa, Epimeteu manteve relações com ela e caiu em um sono profundo. Nesse instante, não suportando a própria curiosidade, Pandora abriu a caixa proibida para espiar o seu conteúdo.
Naquele momento, ela acabou libertando várias doenças e sentimentos que atormentariam a existência do Homem no mundo. Zeus assim concluía o seu plano de vingança contra Prometeu.
Logo percebendo o erro que cometera, Pandora se apressou em fechar a caixa. Com isso, ela conseguiu preservar o único
dom positivo que fora depositado naquele recipiente: a esperança.
Dessa forma, o mito da Caixa de Pandora explica como o Homem é capaz de manter-se perseverante mesmo quando as situações se mostram bastante adversas. Além disso, esse mesmo mito explora a construção da identidade feminina como sendo marcada pela sensualidade e o poder de dissimulação.
 


Historia da Mitologia

"Maturidade é o mesmo que Velhice"?

Tenho acompanhado o mercado de trabalho e notado profundas mudanças na ordem de valores dos critérios gerenciais de muitas empresas de porte - multinacionais ou não - em relação aos seus empregados. Hoje é quase unânime a indiferença em relação à maturidade profissional e com o que chamávamos de "vestir a camisa".
Sei que às vezes também havia uma certa super-valorização do empregado velho de casa, promovendo-o como prêmio por fazer bem o que fazia, sem a preocupação de prepará-lo adequadamente para assumir cargos de maior responsabilidade.
 O "vestir a camisa", por sua vez, também era mal interpretado e, em alguns casos, transformavam esse ato espontâneo em obrigação do empregado e não num processo gradativo como fazemos antes de comprar uma roupa...
Olhamos a vitrine, conversamos com o vendedor, experimentamos em frente ao espelho para só depois comprarmos.
No entanto, excluindo-se as más interpretações e o estilo mais fordeano da diretoria da época, existia um orgulho enorme dos funcionários em trabalhar na empresa e até a família se engajava nessa frente, quase chegando a incorporar a marca ao seu sobrenome.
Hoje a maioria das empresas,  consideram a motivação e o reconhecimento dos seus funcionários antigos, perda de tempo e dinheiro.  Sentem-se aliviadas quando um deles pede demissão (menos se for trabalhar na concorrência) e quando conseguem manter a vaga em aberto, admitem treinées para ocupá-la. "Candidatos com mais de 40 anos são considerados caros e sua maturidade profissional, sinônimo de velhice". São muitas vezes trocados por mauricinhos recém-formados e dão a esses jovens de gravata, paletó e fraldas, um alto status bem menor que a sua humildade. Com o ID atuante e o SUPEREGO ainda em formação passam a querer mais cada vez mais, não importando os meios com os quais atingirão seus objetivos.
Muitos desses insaciáveis monstros criados em cativeiro, logo-logo precisarão de mais alimento para suprir seus EGOS de dimensões paquidérmicas e começarão a notar que existe um mundo lá fora, cheio de oportunidades mais interessantes do que as que têm. Começam também a perceber que os funcionários mais antigos não são valorizados e que, em breve, serão tão antigos quanto eles e, conseqüentemente, também descartados. Então, sentem que podem usar a estrutura da própria organização para procurar um novo emprego, numa concorrente, de preferência, pois, com a experiência que adquiriram, serão contratados a peso de ouro. E lá se vão os segredos e estratégias da antiga empresa para a concorrência, junto com eles. Já os antigos empregados, cada vez mais esquecidos e amarrados por questões de idade,  acompanham esse banal entra e sai denominado turn over pelos pais do capitalismo, tentando saber qual será o chefe do mês seguinte.
Mesmo ainda não sabendo, têm certeza de que ele terá pós-graduação, MBA e doutorado, conhecendo profundamente, em teoria, o funcionamento das grandes empresas.  E que... ao invés de rugas na testa, terá um rosto cheio de espinhas.


RSanchez

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"As Portas do Coração"...

Acho que ninguém passa a vida como uma folha em branco, sem escritos, sem rabiscos. Tudo vai sendo escrito na alma, os momentos vão sendo registrados , misturando o que foi com o que deixou de ser, as grandes expectativas com as grandes decepções, Cada página virada traz as marcas das que  passaram e com o tempo vamos aprendendo a prudência nas relações. Quando somos jovens é diferente, pois a esperança é tão eterna quanto o amor que toma conta da gente.
Mas os anos nos trazem a vivência, a desconfiança e a memória das coisas que nos fizeram mal.
Se na juventude nos jogamos de cara a cada nova oportunidade, mais tarde aprendemos a caminhar lentamente, olhar de longe, tentar reconhecer os riscos e buscar garantias. Essas mesmas garantias que só são assinadas depois, bem depois, caso existam.
A vida não nos abandona e as oportunidades vão surgindo. Mas, com elas as feridas que se reabrem, que revivem e fechamos os olhos a, talvez, belos instantes de felicidade plena e eterna.
Não sabemos! Não podemos saber! As pessoas não são iguais, mas tão parecidas! Não queremos sonhar de novo e cair de novo, chorar de novo e parecer tolos aos olhos dos outros... preferimos fechar as portas do coração e olhar pela fresta, imaginar o que teria sido se tivéssemos, pelo menos, tentado...
Queremos sempre o amor, nunca a dor que dele resulta. Queremos o mel, a alegria e até a saudade que pode incomodar o coração, mas dor... dor não!
Não sabemos, talvez, que seja esse o preço e que a alegria de amar um tempo vale mil vezes a dor cravada na alma.
Amar alguém é elevar-se ao ponto nobre da vida.
É tocar o céu e ter a terra aos seus pés.
E se mais tarde os ventos contrários nos trazem de volta, valeu a viagem, valeram as lembranças que carregamos e que nos sustentam.
E entre os escritos da vida, prevalecem, no fim, o néctar que soubemos tirar das flores, a poesia que tiramos dos amores, mesmo daqueles que tiveram fim.

Letícia Thompson

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Grande e Eterno Amor!!!!

"Grande e Eterno Amor... É aquele que... Sobrevive ao tempo!
 Chegou de mansinho no passado... Continua vivo no presente... 
 No futuro se eternizará"!
Um grande amor é aquele que faz você se sentir especial...
 No fundo... Não tão boa o suficiente para ele.
É aquele que você tem medo e a insegurança de o perder...
Você não se enxerga sem ele.
Um grande amor é aquele que te mata de saudades... 
Que faz você se sentir sufocada e presa a uma agonia terrível...
Por não se verem mais.
Um grande amor é aquele que te faz possessiva...
Você não o quer dividir com ninguém.
É aquele que você sente raiva nos momentos de briga...
Mas essa raiva nunca predomina o amor...
Basta se lembrar do sorriso e do olhar da pessoa amada...

 Involuntariamente, seus olhos brilham e você começa a sorrir.
Um grande amor é aquele que faz os olhos se encherem de água...
Lembrando os momentos passados.
Um grande amor é aquele que sequestra nossos pensamentos...
Na juventude, na maturidade e na velhice. 
É aquele que pode não ser perfeito...
Mas aos nossos olhos, não apresenta nenhum defeito...
É incomparável e lindo do seu próprio jeito.
Um grande amor é aquele que se o machucam...
Você se sente ferida por tabela... O defende com toda a garra...

 Ninguém no mundo parece mais importante.
É aquele que te faz ir contra sua família, amigos, colegas ...
Você enfrenta o inferno por ele... É o único que te faz ao céu chegar.
Um grande amor é uma coisa única que sentimos no coração...
Uma mistura de aperto, sufoco, alegria, tristeza e forte pulsação
Podemos ter vários amores na vida...
Mas..." Um Grande amor"... Teremos uma única vez...
Nunca poderá ser substituído...
Duram eternamente... Mesmo que distantes.
A sensação que te faz sentir é única...
E você sempre a guardará em seu coração...
Mesmo que o sonho de um reencontro fique na ilusão... 
Um grande amor findo são como grandes golpes...
Deixam cicatrizes, que reabrem a cada dia...
Nunca morrem... Continuam vivos...
Em nossa Alma deixam para sempre gravado...
"Grande e Eterno Amor"

 GotinhaMRL


Recomeçar é Preciso...



Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre...Ou quase.
E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.  
Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta.
Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança... Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas. A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante freqüência... Nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos. A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. 
E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se. Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.
Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando? A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes... Avança!
  Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.


Letícia Thompson