Somos Anjos e Mestres!
Todos nós sabemos alguma coisa que alguém, em algum lugar, precisa aprender e, por vezes, nós mesmos recordarmos.

terça-feira, 23 de abril de 2013

"A Voz de quem... Não se Cala e Não Consente"!!!



A professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, é de Uberlância. Ela escreveu uma carta para a presidente Dilma que foi entregue em mãos.
Vale a pena ler...
"É a voz de quem não se cala e não consente".

BRASIL CARINHOSO
Bom dia, dona Dilma!
Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO.
Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um  mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.
Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos.
Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT. É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.
Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora.
Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História do Brasil.
Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola.
A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp. Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida de que são mal-nascidos.
Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação.
Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou? O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual presidente endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática.
A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma?
Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!
Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. De ensino técnico, profissionalizante...Para ontem.
Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais.
Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudante brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste.
Nossos meninos e jovens leem (quando leem), mas não compreendem o que leram. Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contra cheque confirma o que estou informando.
Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo,mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina. A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa...
De escola em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente. Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam.
Lá eles permanecem... Aqui a evasão é exorbitante.
Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa. Só que educação não é despesa.
É investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente.
Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos governos.
Vale à pena investir mais em educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.
Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem está falando.
Senhora PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso.
A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado.
O planeta terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo.
Sou fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez. Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada.
Outros usaram? E daí? A senhora não é os outros. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer.
Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro. Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.
A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício.
Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro, a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileira vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinquência e às drogas.
Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a obrigação de votar e o direito de votar e ser votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, alienada e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, está foi a escolha de vocês.
A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais.
Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente? Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital. Democracia é isto, minha cara...
Transparência... Não ofende... Não dói.
Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE.
Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.
Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde. O contraditório é muito saudável.
Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma?
Carinho de presidentA da república do Brasil neste momento, no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias.
É professor dentro da sala de aula, do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.
Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária. Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos?
Os miseráveis são. Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos.
Esta é a jogada. Suja... A televisão mostra ininterruptamente imagens de desespero social.
Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!
Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.
Último lembrete: a pobreza é uma consequência da esmola... Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.
Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê?
Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.


Atenciosamente,
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012


segunda-feira, 22 de abril de 2013

"A Força da Solidariedade"!


Conta-se que um poeta estava, um dia, passeando ao crepúsculo em uma floresta, quando, de repente, surgiu diante dele uma aparição do maior dos poetas.
O grande poeta disse ao apavorado poeta que o destino estava sorrindo para ele e que ele tinha sido escolhido para conhecer os segredos do Céu e do Inferno.
O grande poeta transportou-se então, junto ao poeta, ainda apavorado com experiência tão súbita, ao velho e místico rio que circundava aquela região. Entraram em uma canoa e o grande poeta instruiu o poeta para remar até o Inferno.
Quando chegaram, o poeta estava algo surpreso por encontrar um lugar semelhante à floresta onde estavam antes, e não feito de fogo e enxofre nem infestado de demônios alados e criaturas exalando fogo, como ele pensava.
O grande poeta pegou o poeta pela mão e levou-o por uma trilha. Logo o poeta sentiu, à medida que se aproximava de uma barreira de rochas e arbustos, o cheiro de um delicioso ensopado. Junto com o cheiro, entretanto, vinham misteriosos sons de lamentações e ranger de dentes. Ao contornar as rochas, deparou com uma cena incomum.
Havia uma grande clareira com muitas mesas grandes e redondas. No meio de cada mesa, havia uma enorme panela contendo um ensopado, cujo cheiro o poeta havia sentido, e cada mesa estava cercada de pessoas definhadas e famintas.
Cada pessoa segurava uma colher com a qual tentava comer o ensopado. Devido ao tamanho da mesa, entretanto, e por serem as colheres compridas de forma a alcançar a panela no centro, o cabo das colheres era duas vezes maior que os braços das pessoas.
Isso tornava impossível para qualquer daquelas pessoas colocarem a comida na boca. Havia muita luta e imprecações enquanto cada uma tentava desesperadamente pegar pelo menos uma gota do ensopado.
O poeta ficou muito abalado com aquela cena, fechou os olhos e suplicou ao grande poeta que o tirasse dali. Em um momento, eles estavam de volta à canoa e o grande poeta mostrou  como chegar até o Céu. Quando chegaram, o poeta surpreendeu-se novamente ao ver uma cena que não correspondia às suas expectativas.
Aquele lugar era quase exatamente igual ao que eles tinham acabado de sair. Não havia grandes portões de pérolas nem bandos de anjos a cantar. Novamente o grande poeta conduziu-o por uma trilha aonde o cheiro de comida vinha de trás de uma barreira de rochas e arbustos. Desta vez, entretanto, eles ouviram cantos e risadas quando se aproximaram.
Ao contornarem a barreira, o poeta ficou muito surpreso de encontrar um quadro idêntico ao que eles tinham acabado de ver no inferno; grandes mesas cercadas por pessoas com colheres de cabos, grandes também, e uma grande panela de ensopado no centro de cada mesa.
A única e essencial diferença, entre aquele grupo de pessoas e o que eles tinham visto no inferno, era que as pessoas neste grupo estavam usando sua colheres para alimentar uns aos outros.

Autor Desconhecido

domingo, 21 de abril de 2013

"Quando o Pai esquece o Filho"!

Um homem que se finge de burro é mais burro do que um burro honesto.
O que me dói é ver um pai casar de novo e esquecer o filho do primeiro casamento. Esquecer. Nenhum cartão de Natal ou presente debaixo da lareira.
É que ganhou um herdeiro do segundo casamento, está envolvido na escolha do enxoval, no anúncio do jornal, em fumar charuto com o sogro e com aquela vaidade suprema de ostentar para sua esposa que é experiente e sabe segurar a criança.
Ele apaga a casa anterior — com o que havia dentro dela — e se apega à casa recente. Entende que sua criança ou adolescente cresceu o suficiente para não depender mais dele. Nenhum filho cresce o suficiente para ser órfão de repente, não importa a idade.
Aquele filho a quem amava e criava com zelo, a quem aconselhava e trocava as fraldas passa a existir somente como uma pensão, uma linha do seu contracheque. Não pergunta. Não telefona. Não se encontra fora de hora. Está muito ocupado criando um bebê. O que dá para entender é que ele não ama o filho, mas a mulher com quem se encontra no momento. Faz qualquer coisa para agradá-la, inclusive negar a paternidade do primeiro casamento.
É do tipo ou tudo ou nada, ligado à figura masculina patriarcal, que oferece e tira conforme suas vantagens. Não é bem um pai, mas um latifundiário emocional, desconfiado, sob permanente ameaça de invasão de suas terras.
Mãe é diferente, sempre se elogia quando menciona seu filho. Mareja os olhos ao mexer na gaveta das camisas, coleciona bilhetes e desenhos, inventa uma porção de neologismos no abraço. Não se guarda para depois, para um melhor momento, está disposta a conversar pressentimentos e costurar recordações.
Pai costuma se omitir no momento do desabafo. É comedido demais para estar vivo. Troca de personalidade, de residência, de amor, o que precisar, no sentido de prevenir a sobrecarga de problemas. Para namorar, ele some por meses (exatamente o contrário da mãe, que administra o final de semana com o apoio da babá e da avó).
Homem ainda não conseguiu conciliar sua vida profissional com a afetiva. Não é capaz de unir nem a vida afetiva pregressa com a vida afetiva atual. Cuida de um afeto por vez. Pai não forma sindicato, não cria associação. Continua defendendo que ninguém tem o direito de se meter na vida dele e converte em inimigos os amigos que insinuam sua indisposição filial.
Ele se separou de uma mulher, não do seu filho, mas culpa o filho porque não consegue completar uma frase com a ex. Parte do princípio de que ajudando o filho está ajudando a ex. Gostaria de matá-la, mas então se mata para o filho.
Ou entende que seu filho deve procurá-lo, cria paranoias e neuroses para aliviar sua culpa. Age como um ressentido, fala mal do filho do primeiro casamento para a mulher do segundo casamento, alegando ingratidão. E a mulher do segundo casamento concorda com o absurdo porque está preocupada com o nenê e deseja a exclusividade do marido. E não entende que um irmão depende do outro irmão, que uma família não cresce por empréstimos.
Homem tem que aprender a sofrer em público, sofrer por um filho o que sofre por uma dor de cotovelo, apanhar das cólicas e da coriza, desabar numa mesa de bar, beber interurbanos, fechar a rua e o sobrenome para encurtar distâncias, chorar nas apresentações escolares, fingir abandono a cada despedida, para só assim mostrar que pai, pai mesmo, nunca será dispensável.

Fabrício Carpinejar

sábado, 20 de abril de 2013

"Pressões Sociais e Liberdade Individual"!


Acredito que possa ser de enorme valia dissecar certas peculiaridades das relações interpessoais e suas correlações com a questão da liberdade do ser humano. Apesar de já ter sido enfático na afirmação de que o prazer derivado da coerência entre os conceitos e a conduta, (é assim que defino a liberdade) está na dependência da maturidade individual, não se pode subestimar o caráter pernicioso das pressões do meio. É preciso uma grande força interior para ter condições de não ceder às repressões externas; se o meio social fosse menos homogeneizador, sem dúvida alguma mais pessoas teriam mais força para buscar um modo de ser coerente com suas convicções.
Fica claro também que os esquemas econômicos e políticos repressivos, e que sempre estão a serviço de trazer benefícios materiais exagerados a um pequeno grupo, têm um maior interesse na imaturidade e consequente fraqueza emocional das pessoas; é evidente que, nessas condições, elas ficam totalmente submetidas às ordens do meio, por não terem forças para suportar qualquer tipo de dor derivada das críticas e maledicências. E estas pessoas mais inseguras também atuam de um modo repressor em relação às outras pessoas.
Um exemplo, bem característico do que costuma acontecer no seio da família, poderá nos esclarecer bem. Um pai ou uma mãe inseguros se comportam exatamente conforme as normas de uma dada sociedade; se sentem profundamente infelizes e frustrados com suas vidas, sendo capazes de se perceber como covardes - ao menos consigo mesmos - por não terem dado às suas vidas uma direção diferente.
Temem o julgamento dos vizinhos, dos parentes e amigos e acham isto abominável.
Porém, se tiverem um filho que, na adolescência, tende para condutas extravagantes e pouco convencionais, imediatamente se transformam nos repressores dele. Temem, por ele, represálias que eles, pais, seriam incapazes de suportar; temem também as críticas diretas relativas ao seu modo de educar os filhos; e, principalmente, agem de modo repressivo por causa da inveja, que é um impulso agressivo derivado da admiração.
Os esquemas repressivos podem ser diretos, autoritários, ou mais sutis...
Os esquemas autoritários são de natureza primitiva, tanto através do exercício do poder efetivo que uma pessoa tenha sobre a outra (o pai pode impedir um filho de sair de casa, suprimir sua mesada etc.), como através da subtração das manifestações de afeto (ficar sem falar com um filho, mostrar-se indiferente e decepcionado etc.).
Os esquemas sutis são de natureza mais intelectualizada, tendo, por isso mesmo, uma aparência racional e lógica. O mais em voga tem a ver com o uso que muitas pessoas fazem das interpretações psicológicas. O modo como o conhecimento da subjetividade humana foi difundido pelos meios de comunicação em massa guarda apenas uma pálida semelhança com a grandeza do pensamento, sério e refinado, do grande nome e iniciador da psicologia como ciência, que foi Freud. Estabelecem-se rápidas e fáceis correlações entre os comportamentos atuais e eventuais experiências "traumáticas" do passado, todas elas com a finalidade de desqualificar a racionalidade da conduta afetiva. Assim, se os jovens se opõem aos padrões convencionais de sua família, isso será porque teve uma forte carência afetiva na infância e está agora apenas querendo chamar a atenção e atenuar suas frustrações afetivas. Será que as coisas são mesmo assim?
Será que se opor a padrões oficiais, mesmo quando seus seguidores não estão satisfeitos e se percebem como frustrados e covardes, é apenas uma manifestação de inadequação psicológica?
Não será um esforço sincero no sentido de buscar uma solução individual mais satisfatória, ao menos como ingrediente fundamental?


Flávio Gikovate

sexta-feira, 19 de abril de 2013

"Mito da Criação"!!!

Na eternidade existia o Ser, aquele que simplesmente é.
Percebendo o Ser que nada mais poderia haver ali além dele próprio, o Ser pensou: “que se faça a luz!”
E irradiou-se da eternidade para a ante-sala de seu Reino.
E, tendo preenchido todo o Reino, o Ser soube que era bom.
Movimentando-se em sua ante-sala, o Ser refletia sobre si mesmo.
E, a cada reflexão, um universo brotava de sua mente.
E assim, nesse movimento, universos iam e vinham de sua fronte, como num piscar de olhos.
E, tendo percebido que cada universo continha uma nova história, o Ser soube que era bom.
Seu plano para cada universo era cuidadosamente elaborado em sua mente, entre os momentos em que apenas refletia sobre si mesmo...
Cada universo tinha uma substância, e essa substância os preenchia por completo...
Cada estrela, planeta e partícula.
E para que houvesse movimento, o Ser permitiu que a substância fosse maleável.
E para que os seres conscientes que brotassem pudessem renascer quantas vezes fossem necessárias, o Ser permitiu que a maleabilidade da substância construísse uma sequência de eventos na consciência dos seres.
E para que tudo não fosse determinado, o Ser permitiu que um átimo dessa maleabilidade ficasse a cargo dos pensamentos e da vontade dos próprios seres conscientes.
Tendo erigido o infinito em seu próprio Reino, o Ser decidiu aventurar-se em seus próprios pensamentos.
E desde então tem sido testemunha do nascer e morrer dos sóis, do raro alvorecer de vidas em algumas de suas pedras, e até do surgimento de seres conscientes.
E tem observado todas as conquistas e desgraças, todas as juras de amor e todos os olhares indiferentes, e mesmo o início e o fim dos grandes impérios...
E tendo visto tudo isso, jubilou-se mesmo foi com o conhecimento que os seres elaboraram sobre o próprio Ser, pois que lembravam seus momentos de auto-reflexão.
Dizem os iniciados que vez por outra o viram, escondido no tronco oco de uma árvore ou atrás de uma nuvem... As vezes mesmo mais distante, navegando entre as estrelas...
E dizem eles ainda que alguns perguntaram seu nome, e ele simplesmente disse:

“Eu sou”.


Autor Desconhecido

quinta-feira, 18 de abril de 2013

" O Resultado de tuas Escolhas...Tua Vida"!!!


Talvez você pense que está deixando de viver muitas coisas, mas talvez você não esteja.
Você pode nem acreditar, mas neste momento existe alguém que gostaria de estar exatamente no teu lugar.
Tudo bem, talvez você não tenha a família perfeita ou o emprego dos seus sonhos. O lugar em que você vive pode não ser o melhor lugar do mundo, talvez você nunca tenha feito algo que você realmente quis ou que fosse significante, mas lembre-se: você sempre pode mudar isso.
É uma questão de escolha... E toda escolha demanda sabedoria.
Muitos dos problemas familiares não são, necessariamente, um problema familiar, mas um problema de sabedoria. Às vezes falta tato e maturidade para lidar com determinadas situações.
Muito do sentimento de vazio que porventura te assalta também é um problema de sabedoria... Falta discernimento para compreender e reconhecer o bem que há em teu estado e, acredite, você ama o lugar em que você vive, por mais que isto não pareça verdade.
Aquele desejo enorme de voar ante tanto céu, tanto ar, também é apenas mais um problema de discernimento: você pode voar, não há correntes amarrando teus pés.
Mas toda escolha tem suas desvantagens e você precisa ter preparo para elas.
Se você decide não voar por qualquer coisa que você supõe que te prenda, lembre-se, isto também é escolha sua, e se não te faz feliz inicialmente, te esforce para ser feliz durante e finalmente.
Entretanto, repare que muitas pessoas angustiam-se desejando que sua vida seja significante para si próprias, mas eu te digo, tanto melhor é que tua vida seja significante para as outras pessoas.
Neste momento alguém precisa de você, mais do que você precisa de alguém.

 Augusto Branco

quarta-feira, 17 de abril de 2013

"O Passado e o Futuro"...


O passado e o futuro estão dentro de vós, e não fora de vós.
O passado é como uma trilha de migalhas de pão que delimita o caminho que percorremos na floresta, e os degraus que subimos na montanha.
Ele também nos aponta as armadilhas e os trechos sem saída. Ele nos traz a história de todos os nossos irmãos, que seguiram por este mesmo caminho, em eras de outrora.
Porém, não se admirem demasiadamente com o passado.
Não queiram viver uma vida que já não existe mais; não queiram seguir a trilha reversa, atrás de migalhas que não estão mais lá.
Que a natureza não se detém em tempo algum. Os rios fluem sem cessar, e toda represa um dia encontra um caminho para vencer o concreto e seguir em frente... Não sejam represas, sejam rios!
Que a vida segue apenas em uma única direção: adiante...E todos aqueles que ignoram tal verdade, se tornam mortos enquanto vivos, cheios de lágrimas represadas.
E o futuro, este é o hóspede que ainda não chegou. Portanto, não se preocupem em arrumar a casa para ele, pois que ele tampouco avisou quando irá chegar.
Talvez, sejamos nós que tenhamos de chegar a sua casa. Talvez ele more no cume da montanha, e seu convite seja como um chamamento, para que prossigamos a subir, sem mourejar.
E quando chegarmos lá no alto, veremos que de nada adiantou toda essa preocupação com sua visita... Todos os jantares e todas as mesas postas, tudo em vão.
Foi no café da manhã que chegamos em sua morada, e lá do alto víamos o vale ensolarado e toda a extensão de nossas vidas na floresta.
E soubemos que a mesa estava posta para nós, e não para o hóspede.
Que o hóspede era na verdade o anfitrião.
Que a vida não atende aos nossos compromissos: ela tem os seus próprios.
E da sua agenda, a vida mesmo cuida... Que nada foi gravado em pedra.
E todas as coisas fluem, como as estações do ano. E todas as histórias se encerram em um único momento. Este é o momento que realmente nos importa...
A vida se vive neste farfalhar de grama, nesta brisa incessante, neste aroma eterno de primavera.

 Gibran Kahlil Gibran

terça-feira, 16 de abril de 2013

"Cego é aquele que não quer Ver"!

Pode ter certeza... Nada acontece da noite para o dia, ou seja, sem que nenhum evento explícito ou mesmo algum sinal anterior tenha indicado o rumo dos acontecimentos. Isto é, no amor e na vida em geral, vale ficar atento ao dito popular "cego é aquele que não quer ver!".
Gente cega, ou melhor, não querendo ver existe aos montes. E é até compreensível se considerarmos que ninguém, em sã consciência, fica esperando ansiosamente para que tudo dê errado em sua própria vida. Então, preferimos não acreditar, nem pensar, talvez disfarçar ou até tentar driblar o destino tal qual ele anda se mostrando.
Mas o fato é que a vida avisa, sim... Sempre manda sinais. E quanto mais a gente finge que não vê, quanto mais a gente insiste em agir como se estivesse tudo certo, ignorando dores, incômodos e irritações, mais desastrosas serão as consequências. Mais difícil vai se tornar o conserto. Mais distantes ficaremos do que é essencial.
A questão é: o que fazer diante da constatação de que algo precisa ser mudado? Como lidar com a percepção, intuição ou sensação de que seu relacionamento anda mal, estranho, desequilibrado, fragilizado ou adoecido?
Bem, reconhecer esse quadro emocional já é um bom começo, mas nada de pânico ou ansiedade descontrolada, porque isso só serve para levá-lo a conclusões e ações precipitadas e, muito provavelmente, equivocadas.
Sendo assim, respire fundo e, neste exato momento, apenas relaxe os músculos e se dê um tempinho para refletir sobre qual a melhor atitude a tomar.
Tome consciência do que é seu neste cenário. Quais são os seus sentimentos?
O que você realmente quer? Quanto está disposto a tentar curar e salvar esse amor, de verdade? Não se deixe enganar pelo orgulho ou pelo medo. Encha-se de bom senso e de sua inteligência afetiva.
Lembre-se de que toda história, inclusive esta história que você está vivendo agora, tem dois lados... O seu e o da outra pessoa. Cada um enxerga o que está acontecendo a partir de suas crenças, de seus valores e do modo como aprendeu a validar cada um deles. Portanto, saiba que você terá de ouvir e considerar o que o outro está sentindo e pensando sobre o que estão vivendo. Sem isso, não há nem como começar qualquer boa intenção...
Depois, com os pensamentos e os sentimentos mais claros para si mesmo, tente ser o mais coerente possível. Não porque qualquer parte disso tudo tenha a ver com um estar certo e o outro estar errado ou quem tem mais razão ou mais certezas. Mas porque a felicidade só é possível no encontro íntegro e honesto entre o que você deseja, pensa, sente e faz.
Adoraria poder dizer que, ao se dispor a ouvir a versão do outro e ao se dispor também a falar sinceramente sobre o modo com que você enxerga esta situação, o que vai mal passaria a ir bem. Mas não é exatamente assim que os problemas se resolvem. Aliás, nem me atreveria a dizer que as questões do amor se tratam de problemas a serem resolvidos.
Amar é um exercício diário que tem muito mais a ver com flexibilidade, ajustes, crescimento e amadurecimento do que com posturas enrijecidas e inflexíveis ou decisões absolutas. Nada é absoluto no amor porque ele é vivo, pulsa, vibra e transforma - a si, ao outro e ao mundo!
Quanto mais você olhar de frente, quanto mais você se ver e reconhecer o que é seu, diferenciando-se do outro e admitindo que os dois estão implicados no rumo que esta relação tomou para que chegasse onde está, mais preparado para lidar com o que vier você estará.
Pode ser dor, aprendizado, culpa, raiva, medo, insegurança e tristeza. E tudo isso faz parte de um encontro verdadeiro. Mas pode ser também, e certamente será, uma humanidade linda, mais amor, perdão, alegria e compreensão.
E, sobretudo, a percepção de que não existe nada mais incrível e mágico do que encarar o próprio coração e o coração do outro como a maior oportunidade de se descobrir fazendo tudo isso valer muito a pena!


Rosana Braga

segunda-feira, 15 de abril de 2013

"Sobre... Humilhação"!

Durante uma vida a gente é capaz de sentir de tudo, são inúmeras as sensações que nos invadem, e delas a arte igualmente já se serviu com fartura. Paixão, saudades, culpa, dor-de-cotovelo, remorso, excitação, otimismo, desejo... Sabemos reconhecer cada uma destas alegrias e tristezas, não há muita novidade, já vivenciamos um pouco de cada coisa, e o que não foi vivenciado foi ao menos testemunhado através de filmes, novelas, letras de música.
Há um sentimento, no entanto, que não aparece muito, não protagoniza cenas de cinema nem vira versos com freqüência, e quando a gente sente na própria pele, é como se fosse uma visita incômoda. De humilhação que falo.
Há muitas maneiras de uma pessoa se sentir humilhada. A mais comum é aquela em que alguém nos menospreza diretamente, nos reduz, nos coloca no nosso devido lugar... Que lugar é este que não permite movimento, travessia?. Geralmente são opressões hierárquicas: patrão-empregado, professor-aluno, adulto-criança. Respeitamos a hierarquia, mas não engolimos a soberba alheia, e este tipo de humilhação só não causa maior estrago porque sabemos que ele é fruto da arrogância, e os arrogantes nada mais são do que pessoas com complexo de inferioridade. Humilham para não se sentirem humilhados.
Mas e quando a humilhação não é fruto da hierarquia, mas de algo muito maior e mais massacrante: o desconhecimento sobre nós mesmos? Tentamos superar uma dor antiga e não conseguimos. Procuramos ficar amigos de quem já amamos e caímos em velhas ciladas armadas pelo coração. Oferecemos nosso corpo e nosso carinho para quem já não precisa nem de um nem de outro. Motivos nobres, mas os resultados são vexatórios.
Nesses casos, não houve maldade, ninguém pretendeu nos desdenhar...
Estivemos apenas enfrentando o desconhecido: nós mesmos, nossas fraquezas, nossas emoções mais escondidas, aquelas que julgávamos superadas, para sempre adormecidas, mas que de vez em quando acordam para, impiedosas, nos colocar em nosso devido lugar.


 Martha Medeiros

domingo, 14 de abril de 2013

"A Impunidade no Brasil"!

Não é novidade que no Brasil a impunidade é uma questão muito debatida em protestos, porém nunca resolvida. Muitos fazem crítica a este erro inaceitável do poder público, mas parece que estamos longe de alcançarmos o direito de vermos punidos aqueles que assolam a sociedade.
A Human Rights Watch, uma organização de defesa dos direitos humanos, criticou duramente os atos impunes na justiça brasileira. Segundo a ONG, os abusos aos direitos humanos no Brasil são significativos, pois no país há muita impunidade e há ainda a falta de acesso à Justiça. Afirmou ainda que os policiais são muito corruptos e que as condições das prisões brasileiras são muito ruins.
O caso é que a Justiça brasileira é cega até demais, cega e surda! Parece que ninguém é punido. As prisões vivem lotadas e quem comanda dentro das cadeias são os bandidos.
Isso é resultado de uma política aberta a atos viciosos que contemplam a fidalguia e aflige aos pobres. Todavia o problema vai além disso, porque concerne a corrupção e a ameaça aos homens dotados da lei, concerne vícios e interesses econômicos (entendendo-lhe como uma associação direta entre dinheiro e corrupção).
A maioridade deveria, em força da lei, se alinhar à idade em que o indivíduo é considerado cidadão, 16 anos, para que houvesse menos atos impunes.
Enfim, há diversas medidas que podem ser tomadas; porém o problema é muito maior do que imaginamos, uma vez que o Supremo Tribunal Federal olvida estas conversações e dialogam entre si (os membros do STF) como se tivessem os mais altos títulos nobiliárquicos e, assim sendo, decidem sozinhos o que é certo e errado se tratando da inconsistente justiça brasileira.


Ronyvaldo Barros dos Santos

sábado, 13 de abril de 2013

"Lenda Chinesa"!

Era uma vez, uma jovem chamada Lin,  casou e foi viver com o marido para a casa da sogra. Passados uns anos começou a perceber que era árduo viver com a sua sogra. O temperamento de ambas eram incompatíveis e Lin irritava-se com os hábitos, rotinas e criticava-a cada vez com mais afinco. Com o passar dos tempos, as coisas foram piorando, chegando a um ponto tal de se tornar insuportável. No entanto, e para infelicidade de Lin, segundo as antigas tradições chinesas, a nora tem que estar sempre ao serviço da sogra e obedecer-lhe em tudo.
Mas Lin, não conseguindo suportar mas aquela situação tão dolorosa, tomou uma decisão séria e foi consultar um Mestre, velho amigo do seu pai.
Depois de ouvir a jovem, o Mestre Huang pegou numas ervas medicinais e disse-lhe:
“Para te livrares da tua sogra, não as deves usar todas as ervas de uma só vez, pois isso poderá causar suspeitas.
Vais misturando as ervas com a comida, pouco a pouco, dia após dia, e assim ela irá ser envenenada lentamente.
Mas para teres a certeza de não existir suspeitas quando ela morrer, deves trata-la com muito carinho e amizade. Não discutas, e ajuda-a a resolver os seus problemas.”
Lin respondeu:
"Obrigada, Mestre Huang, irei fazer ao pormenor tudo aquilo que me disse.”
Lin ficou contente e voltou para casa entusiasmada com o seu plano de assassinar a sogra. Durante varias semanas, Lin serviu, dia sim dia não, uma refeição preparada especialmente para a sogra. Tendo sempre presente a recomendação do Mestre Huang para evitar quaisquer suspeitas sobre si e o seu plano; controlava as suas atitudes e comportamentos irracionais e difíceis, obedecia à sogra em tudo e acima de tudo tratava-a como se fosse a sua própria mãe.
Passados seis meses, toda a família estava diferente. Lin controlava bem o seu temperamento e para seu espanto quase nunca se aborrecia. Durante este meses, não chegou a ter uma única discussão com a sua sogra, esta por sua vez também se mostrava mais amável e atenciosa.
As atitudes da sogra também sofreram mudanças e ambas passaram-se a tratar como mãe e filha.
Certo dia, Lin correu a procurar o Mestre Huang para mais uma vez lhe pedir ajuda.
“Mestre, Mestre, por favor...ajude-me a evitar que o veneno acabe com a vida da minha sogra. Ela transformou-se numa mulher agradável e gosto tanto dela como se fosse a minha própria mãe.”
O Mestre Huang sorriu e abanou a cabeça:
“Lin, não te preocupes...a tua sogra não mudou. Quem mudou foste tu e as ervas que te dei são vitaminas. O veneno estava nas tuas próprias atitudes, mas com o tempo foi substituído pelo amor e carinho que lhe foste dedicando."

 Os árabes têm um provérbio que diz:
 “O nosso inimigo, não é aquele que nos odeia, mas aquele que nós odiamos.”
Na China, existe outro provérbio:
 “A pessoa que ama os outros também será amada”


Autor Desconhecido

sexta-feira, 12 de abril de 2013

"Polaridades Masculina e Feminina"...

Nas gerações passadas, e mesmo hoje, homens e mulheres, desde criancinhas eram programados para serem Masculinos e Femininas e isto significava dois mundos separados, apartados e totalmente distintos.
Aos homens, era vedado e proibido tudo que representasse o feminino e, de modo correspondente e oposto, às meninas era vedado como tabu tudo que representasse o mundo masculino. Para meninos havia um horizonte prescrito de competição, vida fora do lar, ambição de poder e a perspectiva de se tornar um guerreiro heróico, um "caçador" competitivo, que iria trazer comida para dentro de casa.
Para as meninas, o horizonte prescrito era o de ser mãe, professora, saber cozinhar, limpar, desenvolver-se em "prendas domésticas" e se tornar administradora de um lar e de uma família.
Cada qual era treinado para cumprir seu "destino" como homem ou como mulher. Repetir os papéis tradicionais desempenhados pelos ancestrais era a única perspectiva reinante.
Estes padrões quebraram-se nos tempos modernos, não somente por motivos sócio-culturais, financeiros/econômicos ou mercadológicos. O maior motivo é a necessária evolução psicológica.
A evolução psicológica está levando homens e mulheres não mais à procura de suas "caras metades" (cada qual em sua especialidade) e, sim, impulsionando um e outro na direção de uma integração de polaridades no universo íntimo de cada um, integração esta a ser exercida e desenvolvida nos relacionamentos interpessoais. Esse passa a ser o desejo dos que estão evolução: o de uma complementação íntima que solucione os inúmeros defeitos e conflitos de uma aproximação do companheiro motivada por carência, medo de ficar só ou outro motivo menos honroso. Buscar o parceiro para sentir-se mais completo já mostrou que é um objetivo falido e sem saída.
Por outro lado, na vida prática, já não basta que o homem vá para o mundo externo e a mulher permaneça circunscrita ao mundo interno do lar, cada qual fazendo "Sempre" o que o outro "Nunca" faz. Esta fase esgotou-se de seu sentido de mútua assistência e compensação entre Polaridades.
Agora o desafio psicológico é o de desenvolver e assimilar à personalidade, ambas as polaridades, oscilar ocasionalmente entre os pares de opostos e esta fluência entre os pares de opostos nos fez enfrentar desafios e a procurar respostas para conflitos inimagináveis para as gerações mais antigas.
Para os homens surgiu a tarefa-desafio de assimilar à personalidade a sua polaridade feminina. Correspondentemente, às mulheres coube o desafio-tarefa de assimilar aspectos e qualidades antes restritas aos homens em geral.
Tanto para uns quanto para os outros, isto implicou em quebras de tabus e de proibições ancestrais e a incorporação de aspectos femininos pelos homens e dos masculinos pelas mulheres se tornou imperiosa. Para os homens, nunca pareceu interessante fazer isto, em especial por representar para eles uma quase insuportável perda de poder e de autonomia. Já para as mulheres, a assimilação de componentes da polaridade masculina sempre pareceu atraente e desejável, justamente por significar ter mais autonomia, liberdade, poder e autoestima crescentes.
Hoje temos que falar em Polaridades Psíquicas se quisermos entender o que se passa entre os homens, entre as mulheres e na vida conjugal em geral.
O fato de alguém nascer como um exemplar de Macho não depende das polaridades existentes, pois podemos encontrar entre os homens o Macho/Masculino e o Macho/Feminino.
Do mesmo modo entre as fêmeas de nossa espécie podemos encontrar a Fêmea/Feminina e a Fêmea/Masculina. Então, acabaram-se os papéis prescritos...
A necessidade de integração psicológica das polaridades criou variantes e alternativas que foram, em outras épocas, inimagináveis. Tanto para as mulheres quanto para os homens a mudança foi brutal.
Um quadro muito simplificado (apenas para o nosso entendimento) dos pares de opostos que concorrem em nosso íntimo pode ser o seguinte:
Pólo Masculino... Pólo Feminino - Separação... União - Autonomia... Cooperação - Agressão... Timidez - Ativo... Passivo - Elétrico... Magnético - Diurno... Noturno - Potência... Impotência - Ação... Inércia - Mestre.. Discípulo - Comando... Obediência - Provedor... Dependente.
Enquanto que o cérebro egóico, intelectual, analista, explicativo, linear e absolutamente preso ao mundo dos sentidos funcionava no Princípio de Separação do Um-Ou, seu cérebro pode passar a funcionar no Princípio da Unidade do Ambos-Sempre.
Descrever esse fenômeno como sendo relacionado aos hemisférios cerebrais é apenas uma analogia que ajuda a entender como somos atingidos e sofremos impactos pela divisão em pares de opostos.
Na prática, estou dizendo que você sempre funcionou mentalmente na base do "Um ou Outro" dos pares de opostos, Alguém que é sempre Passivo não é nunca Ativo e vice-versa. A vida que se baseie em um lado da moeda ou a que se baseie no outro lado dela obriga que exista o desequilíbrio íntimo. Mudamos todos paulatinamente da experiência desintegradora e separativa do "Ou" para o mundo integrativo do "E". O ego-pensante é separativo e lida com as partes melhor do que com o todo. O Eu Superior à Consciência é capaz de integrar em uma compreensão o choque entre os opostos.
Quem se identifica com "Um" lado de um Par de Oposto aplica a esta pseudo-escolha a regra do "Sempre" e só dá aceitação e valor positivo às polaridades com as quais se identifica. Então, você chama de Bom este lado do par de opostos com o qual se identificou. Vice-versa, a polaridade oposta, o outro lado do par, acaba qualificado como Mau e recebe a marca do "Nunca".
Se você "Sempre" funciona como Independência, então, o correspondente "Nunca" se aplica à sua porção Dependência , no par de opostos descrito no quadro acima.
Na verdade, e na medida de sua conscientização do fenômeno em curso, os hemisférios masculino e feminino, estão agora, não somente se unificando, eles estão se integrando no momento mesmo em que você usa seu cérebro.
Uma transformação psicológica e fisiológica está acontecendo e a conscientização de "Ambos" os pares de Opostos e sua integração psicológica em cada indivíduo está se tornando vital para o desenvolvimento do ser humano.


Luis Vasconcellos

quinta-feira, 11 de abril de 2013

"Abismo do Silêncio"!



Entre pais e filhos não há maior abismo que o silêncio.
O silêncio da indiferença, do esquecimento, da mágoa...
Silêncios que tem início na infância, talvez até antes do nascimento, quando os pais não consideram que ali, no ventre da mãe, já existe um ser.
Embora aquele novo corpo físico ainda esteja em elaboração, ligado a ele, desde a concepção, já está o Espírito reencarnante.
Assim, toda vida psíquica e comportamental da mãe, e também do pai, terá muita influência sobre o feto.
A alma que regressa não está consciente, mas sente se é querida ou não, se há equilíbrio no lar ou não, se realmente terá um lar ou não...
Desta forma, é importante conversar, desde esses primeiros momentos, com o bebê que irá nascer.
Dizer a ele que é amado; que os pais irão preparar um lar onde reinará o carinho, a compreensão; que estão cientes da missão que estão recebendo e vão se esforçar para serem bem sucedidos.
Os carinhos na barriga, os beijos suaves, as canções de ninar jamais serão esquecidos pelo Espírito, que cada dia se sentirá mais seguro em voltar ao palco terrestre.
Os estímulos que podemos produzir por vezes são tão fortes, que presenciaremos vários casos em que há resposta.
O bebê se mexe, chuta, dá cambalhotas, como se quisesse dizer alguma coisa.
Estudos mostram que, depois de nascida, a criança reconhece sons, música e vozes ouvidos no período da gestação.
Assim, podemos entender que no útero materno não há silêncio, há vida.
Vida que começou na concepção, e talvez até antes, se considerarmos o planejamento reencarnatório, o encontro com os futuros pais no mundo espiritual, os planos, os sonhos...
Não há espaço para o silêncio na família.
O hábito do diálogo, o hábito de se envolver com a vida do outro, da empatia, começa na gestação.
Os pais podem iniciar o processo educacional do seu filho ainda no ventre, de modo desajustado ou feliz, pelos tipos e vida íntima que escolham.
Pelos hábitos sociais e alimentares que adotem, enfim, pelas descargas de vida ou de morte que façam incidir sobre o seu filhinho.
Conscientes da missão grandiosa que estão recebendo do Criador, os bons pais aproveitarão o período da gestação para darem boas-vindas ao Espírito que volta.
Sendo um amor do passado, um opositor ou mesmo um estranho naquele núcleo, merece receber os cuidados necessários para que tenha em sua nova vida, todos os recursos para crescer.
Em sua bagagem vêm muitos planos, muitas dificuldades, mas certamente a vontade de vencer, de acertar e de amar.
Procura amigos que o acolham, que o apóiem em seu novo tentame, e que estejam sempre presentes em sua vida.
É isso que nos faz filhos e depois pais, que nos une em família, e que propicia que aprendamos a amar, primeiro poucos, para depois amarmos toda a Humanidade.
No amor, não há lugar para o silêncio...

Autor Desconhecido

quarta-feira, 10 de abril de 2013

"Nossa Luta é Incerta"!


A metralhadora giratória da desigualdade social assola várias nações no planeta todo. Fome, miséria, desemprego, guerras, conflitos e um sentimento espiritual e real de derrota da raça humana enraizado na alma. Parece que fomos designados para sofrer. Nosso planeta está sendo depredado e mal utilizado em todos os sentidos. Os humanos não se entendem, a exploração é generalizada e a ganância permeia o saco de maldades de uma classe capitalista parasitária e destruidora.
Nossas possibilidades de resistência estão se esgotando com o tempo. Com uma população de mais de 7 bilhões de habitantes, os espaços estão cada vez menores e as disputas estão mais ferozes do que nunca. O diálogo praticamente não existe mais em alguns lugares e instituições. Segue-se a ideologia liberal ou neoliberal de forma cega e arrogante. Todos nós estamos ficando acuados e sem poder de ação substantiva e eficaz. Apesar da Primavera Árabe nos mostrar seu exemplo de luta pela liberdade, nesta mesma região as distorções e exclusão social são gigantescas. Terão tempo de superar tudo isso?
As nações mais ricas vem aumentando os seus gastos com armamentos e segurança como nunca fizeram desde o final da Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria
Uma nova "Paz Armada" está no ar. O terrorismo foi escolhido para substituir o perigo comunista. Depois do famigerado e mentiroso 11 de setembro de 2001 nos EUA, a história do início do século XXI iniciou-se. Todas as ações são justificadas porque os americanos estão se vingando dos tais terroristas. Que justificativa é essa afinal? Sadam Hussein e Osama Bin Laden foram capturados e executados (sobre o último temos dúvidas, cadê o corpo de Bin Bin?). Iraque e Afeganistão continuam sob o domínio norte-americano e europeu até hoje.
Algo está errado nesta história toda. As desgraças dos pobres do mundo são o mal menor, a preocupação da Nova Ordem Mundial é a eliminação de qualquer tipo de questionamento ou resistência, seja ela intelectual, econômica, política, cultural ou militar. O bolso das nações trilhonárias está se fechando aos miseráveis do continente africano, nação essa que foi saqueada pelo imperialismo dos séculos XIX e XX. França, Inglaterra, Bélgica, Alemanha e outros, estão mais preocupados com suas pátrias do que com a dor e sofrimento dos excluídos do planeta Terra. Os novos e gigantes China e Índia terão espaço neste neo-imperialismo do século XXI? A pobreza e a fome em seus países é gigante também. Liberdade de expressão e democracia estão caminhando como tartarugas nestes países. Será que haverá espaço para eles no mundo? Buscando e expandindo eles estão. É só dar uma olhada no comércio mundial e suas trocas. No entanto, tem uma parcela de países que não vê com bom olhos todo este crescimento. A disputa está lançada. Quem vencerá?
Mas o grande foco ainda são os EUA. Depois da crise econômica de 2008, muita coisa mudou no receituário liberal americano para eles internamente e para o mundo. No entanto, a economia americana não anda bem das pernas até hoje. Sabendo que o grande objetivo é a destruição do dólar e a criação de uma nova moeda mundial, com um exército mundial, com leis mundiais, com um governo mundial, o controle absoluto está em marcha constante, cada vez mais rápido e escandalosamente anti-democrático e autoritário. Algo necessita ser feito contra tudo isso. Escravos do sistema nós já somos. Bens materiais eles já tem de sobra, o que sobra é o poder. Poder este que vem sendo executado e ampliado em uma escala nunca vista antes na história da humanidade.
Os nazistas ficariam com inveja. Aliás, eles também não são uma espécie de nazistas também? Hitler para a Nova Ordem Mundial não é considerado uma coisa negativa, pelo contrário, é o seu guia mestre, sua inspiração constante, sua leitura e lembrança diária de que o poder global é possível e será feito se não houver uma resistência radical no mesmo nível. Alguém se prontifica a destruir eles?
Os modelos de organização político, econômico e social que temos estão superados. Os Estados socialistas foram derrotados e nos sobrou o modelo de Estado capitalista. Se na extinta União Soviética as coisas não eram muito interessantes para a maioria da população, imaginem vocês hoje então. Façam as comparações possíveis. Torturas, assassinatos, polícia política, opressão, autoritarismo e totalitarismo, ditadura pessoal, culto aos líderes, centralização política, existência de um único partido político, gastos militares em progressivo aumento, corrida armamentista e etc, tudo característica da U.R.S.S. do século XX. Os EUA são muito diferentes disso? Sabemos que não, até porque o desenvolvimento e a evolução da mídia e do marketing camuflou e camufla as comparações que possam ser feitas aqui.
Vejam vocês, no território do Tio Sam, o país é governado somente por dois partidos, que na verdade são um só. Isso mesmo, democratas e republicanos não apresentam mais as diferenças que tinham no passado, pelo contrário, estão unidos em prol da defesa deles mesmos enquanto elite econômica e militar.
Eles representam hoje o novo tipo de imperialismo imposto ao mundo, seja através do poder econômico, político e principalmente militar. Os americanos gastam trilhões de dólares por ano em armamentos e pesquisas neste setor. Seja Bush ou Obama a história é a mesma. As corporações por trás do Estado se sentem totalmente representadas.
O novo modelo de Estado que temos hoje é o das corporações. O Estado não é independente, logo, a democracia e a liberdade estão sendo suprimidas. Após os atentandos de 2001 várias leis foram feitas e aprovadas para justamente roubar o restante de liberdade que os americanos tinham, imaginem no mundo. Ou seja, nem soviéticos e muito menos americanos conseguiram acabar com a fome e miséria do mundo. As desigualdades estão em plena marcha acelerada. Nossa luta não é somente em ser socialista, capitalista ou libertário. Nossa luta é em saber se existe espaço ou brechas neste sistema para podermos sobreviver. A queda do socialismo no mundo não representou melhoria na vida das pessoas. O fim do capitalismo será a nova aurora com verdadeira democracia, justiça, distribuição de renda e liberdade? Temos certeza de que derrotando o capitalismo poderemos propor algo diferente e novo? Ou só trocaremos as bandeiras, suas cores, os nomes das instituições e tudo será o mesmo de novo? As dúvidas são enormes, as respostas também. Que venha o novo, mas antes, teremos que escolher nosso verdadeiro inimigo e derrotá-lo, do contrário, nada terá efeito.
Liberdade, Igualdade e Fraternidade outra vez. Precisamos, mas sobre as caveiras dos mortos traidores. Não haverá transições pacíficas. Guerras e mortes ocorrerão, isto é fato e inevitável.
Os donos do capital não querem conversa ou negociação, querem manter seus lucros e ampliar seus poderes cada vez mais. Estamos ficando sem alternativa.

  Profº José Eduardo Brondi

terça-feira, 9 de abril de 2013

"Ser Livre"...


Não duvide do valor da vida, da paz, do amor, do prazer de viver, em fim, de tudo que faz a vida florescer. Mas duvide de tudo que a compromete. Duvide do controle que a miséria, ansiedade, egoísmo, intolerância e irritabilidade exercem sobre você.
Quando somos abandonados pelo mundo, a solidão é superável... Quando somos abandonados por nós mesmos, a solidão é quase incurável.
Sábio é o ser humano que tem coragem de ir diante do espelho da sua alma para reconhecer seus erros e fracassos e utilizá-los para plantar as mais belas sementes no terreno de sua inteligência.
Ser livre é não ser escravo das culpas do passado nem das preocupações do amanhã...
Ser livre é ter tempo para as coisas que se ama... É abraçar, se entregar, sonhar, recomeçar tudo de novo. É desenvolver a arte de pensar e proteger a emoção...
Mas, acima de tudo, ser livre é ter um caso de amor com a própria existência e desvendar seus mistérios.
Se seus sonhos são pequenos, sua visão será pequena, suas metas serão limitadas, seus alvos serão diminutos, sua estrada será estreita, sua capacidade de suportar as tormentas será frágil.
Os sonhos regam a existência com sentido.
Não tenha medo da vida, tenha medo de não vivê-la.
Não há céu sem tempestades, nem caminhos sem acidentes.
Só é digno do pódio quem usa as derrotas para alcançá-lo...
Só é digno da sabedoria quem usa as lágrimas para irrigá-la.
Os frágeis usam a força; os fortes, a inteligência.
Seja um sonhador, mas una seus sonhos com disciplina.
Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas.
Seja um debatedor de idéias... Lute pelo que você ama.

 Augusto Cury

segunda-feira, 8 de abril de 2013

"Aprendendo a Desaprender"...


Passamos a vida inteira ouvindo os sábios conselhos dos outros. Tens que aprender a ser mais flexível, tens que aprender a ser menos dramática, tens que aprender a ser mais discreta, tens que aprender praticamente tudo!
Mesmo as coisas que a gente já sabe fazer, é preciso aprender a fazê-las melhor, mais rápido, mais vezes. Vida é constante aprendizado. A gente lê, a gente conversa, a gente faz terapia, a gente se puxa pra tirar nota dez no quesito "sabe-tudo". Pois é...
E o que a gente faz com aquilo que a gente pensava que sabia?
As crianças têm facilidade para aprender porque estão com a cabeça virgem de informações, há muito espaço para ser preenchido, muitos dados a serem assimilados sem a necessidade de cruzá-los: tudo é bem-vindo na infância. Mas nós já temos arquivos demais no nosso winchester cerebral.
Para aprender coisas novas, é preciso antes deletar arquivos antigos. E isso não se faz com o simples apertar de uma tecla. Antes de aprender, é preciso dominar a arte de desaprender.
Desaprender a ser tão sensível, para conseguir vencer mais facilmente as barreiras que encontramos no caminho...
Desaprender a ser tão exigente consigo mesmo, para poder se divertir com os próprios erros.
Desaprender a ser tão coerente, pois a vida é incoerente por natureza e a gente precisa saber lidar com o inusitado...
Desaprender a esperar que os outros leiam nosso pensamento: em vez de acreditar em telepatia, é melhor acreditar no poder da nossa voz...
Desaprender a autocomiseração: enquanto perdemos tempo tendo pena da gente mesmo, os demais seguiram em frente...
A solução é voltar ao marco zero...
Desaprender para aprender... Deletar para escrever em cima.
Houve um tempo em que eu pensava que, para isso, seria preciso nascer de novo, mas hoje sei que dá pra renascer várias vezes nesta mesma vida. Basta desaprender o receio de mudar.

  Martha Medeiros


domingo, 7 de abril de 2013

"As Atitudes...Tudo ou Nada"!


Percebo que as pessoas que decidem transformar sua vida desenvolvem um tipo especial de atitude.
Elas se empenham em cada ação como se a vida inteira dependesse desse esforço.
Elas vêem a construção do futuro como a única forma de viver como fazem os oficiais com seus soldados em situações desfavoráveis de batalha.
Em outras palavras, decidem queimar as pontes que permitem retroceder.
Nessas decisões radicais, é importante assumir, também, um comportamento radical.
Nos grupos de Alcoólicos Anônimos fala-se muito sobre o perigo de tomar um único copo de bebida, pois a decisão de parar de beber tem que vir acompanhada de uma atitude do tipo tudo ou nada.
Uma pessoa dependente dos pais que resolve morar sozinha não pode mais chegar atrasada ao emprego porque perdeu a hora.
Terá, pelo menos, de comprar um despertador eficaz porque não haverá ninguém para acordá-la toda manhã.
Um empresário que está à beira da falência não pode continuar gastando sem nenhum controle.
A decisão de partir para o tudo ou nada é somente o primeiro passo.
Depois da decisão, precisa haver atitude.
Há pessoas que se casam, mas querem levar a vida de solteiras.
Resultado... O casamento fracassa.
Há pessoas que decidem ter filho, mas querem continuar a viver como se os filhos não existissem.
Resultado... Teremos crianças órfãs de pais vivos.
Lembre-se, há dois tipos de atitudes: as atitudes tudo ou nada e as atitudes mais ou menos.
Uma atitude mais ou menos sempre leva a um resultado medíocre.
É importante entender com toda clareza que, durante um processo de transformação radical, a atitude de fazer um pouco de cada vez nos trará resultados muito parecidos aos que teríamos se não fizéssemos nada.
Quem quer fazer uma revolução na vida precisa tomar uma atitude radical.
E, quando se toma uma decisão radical, é preciso continuar caminhando pela estrada que escolhemos com comprometimento, determinação e fé.
Nossas atitudes devem ter a mesma intensidade das decisões que tomamos.
Uma atitude tudo ou nada é mergulhar em um novo amor como se sua respiração dependesse da respiração do seu companheiro.
É sair da casa dos pais e cuidar de suas responsabilidades como se houvesse apenas você no mundo para pagar suas contas.
É aprender uma nova profissão como se sua vida dependesse dessa empreitada.
É abraçar o novo emprego como se essa fosse a última oportunidade de sua vida.
Porque é preciso correr atrás de nossos objetivos com a determinação de um faminto que anseia por um prato de comida. Buscar a água como um homem perdido no deserto.
Dançar a música da vida como se seu corpo e sua alma fossem os instrumentos dessa música!
Afinal, se você romper as grades da gaiola, mas não bater as asas para valer, jamais poderá voar de verdade!

 Roberto Shinyashiki

sábado, 6 de abril de 2013

"O Verdadeiro Amor"!!!


Um homem de idade já bem avançada veio à Clínica onde trabalho, para fazer um curativo na mão ferida. Estava apressado, dizendo-se atrasado para um compromisso, e enquanto o tratava perguntei-lhe sobre qual o motivo da pressa.
Ele me disse que precisava ir a um asilo de anciãos para, como sempre, tomar o café da manhã com sua mulher que estava internada lá.
Disse-me que ela já estava há algum tempo nesse lugar porque tinha um Alzheimer bastante avançado.
Enquanto acabava de fazer o curativo, perguntei-lhe se ela não se alarmaria pelo fato de ele estar chegando mais tarde.
 - Não, ele disse. Ela já não sabe quem eu sou. Faz quase cinco anos que não me reconhece.
Estranhando, lhe perguntei:
 - Mas se ela já não sabe quem o senhor é, porque essa necessidade de estar com ela todas as manhãs?
 Ele sorriu e dando-me uma palmadinha na mão, disse :
 - É. Ela não sabe quem eu sou, mas eu contudo sei muito bem quem é ela.
 Meus olhos lacrimejaram enquanto ele saía e eu pensei:
 Essa é a classe de amor que eu quero para a minha vida.
 O verdadeiro amor não se reduz ao físico nem ao romântico.
 O verdadeiro amor é a aceitação de tudo o que o outro é...
Do que foi... Do que será... Do que já não é..."


Autor desconhecido

sexta-feira, 5 de abril de 2013

"Reflexos do Pensamento"...


Quando olhamos no espelho, vemos mais do que nossos simples reflexos, mais do que meras contemplações.
Enxergamos diversos "Eus" — os que fomos e aqueles que nunca chegamos a ser...
Há cicatrizes, marcas de feridas mal curadas; há, também, além do nossos "Eus", pessoas que tocaram nossa alma.
Enquanto nos olhamos, pensamentos voam... Pairam sombras das sombras...
Existem os mistérios da mente, os mistérios do coração e, raramente, os motivos da razão.
Deparamo-nos com o reflexo do nosso corpo. e os das nossas ações, da nossa alma...
Muitas vezes, a vida é como o reflexo do espelho: ela nos mostra tudo ao contrário.
E nós somos os personagens principais nesse espelho... Onde buscamos rosas e, muitas vezes, encontramos espinhos.
Nós e nossos "Eus" se colocam como transversais do tempo, do corpo, da alma... Buscamos, então,  em vão, projetar um reflexo para o futuro...
Podemos mudar nossa imagem, mas o reflexo não muda... Não muda o que vemos...
Não procuramos simplesmente por rugas... Procuramos a nós mesmos!
 
"O mundo é como um espelho
 que devolve a cada pessoa
 o reflexo dos seus próprios pensamentos.
A maneira como você encara a vida
 é que faz toda diferença"
.(Luis Fernando Veríssimo)
 
GotinhaMRL

quinta-feira, 4 de abril de 2013

"Brasil com Zelo"!!!

Sabe anda muito difícil ter vontade de escrever sobre esse país.
Você liga a televisão (aberta) e só vê programações de péssima qualidade e jornais sensacionalistas.
Não existe um veiculo que informe com qualidade e isenção.
Jornalistas são formadores de opiniões, mas será que a maioria deles têm publico alvo para atingir?(Não generalizo, mas a TV em seu horário diurno e vespertino não diz a que veio).
O povão tá mesmo interessado em saber sobre nossa economia e politicas desenvolvimentistas?
Na real, acho que a maior importância hoje esta sendo dada para a conclusão dos estádios e se o Felipão vai ou não arrumar um esquema tático para seleção.
A prova do ENEM com receita de miojo e com a citação do Hino do Palmeiras não ecoou como deveria, a transposição do Rio São Francisco não afeta o Sudeste, a questão dos royalties não importa se vai ficar com os Estados atuais ou se serão distribuídos equitativamente para os demais Estados, somos ou não uma federação?
E com essa imprensa que só faz barulho enquanto o IBOPE esta em níveis por eles desejados a coisa ainda flui, mas assim que o fato perde o interesse tudo caí no esquecimento.
Quando será que esse país terá voz ativa novamente nas ruas, hoje está tudo muito comodo.
Todo mundo grita e fica atrás do muro, ninguém põe a cara à tapa. Para ser justo o único que colocou a cara a tapa foi o Min. Joaquim Barbosa o qual liderou uma explosão ética dentro do STF. Será que assinar petições pelas redes sociais geram algum efeito?
Herança dos anos de chumbo, do governo das casernas.
Sempre entendi que nossa transição politica do regime militar para o democrático foi um processo muito rápido. Uma constituinte expressa (no sentido de rapidez) gerou (outorgou uma Constituição) muito avançada para esse país, que por anos a fio vinha sendo corroído por politicas econômicas inflacionarias, sistemas educacionais públicos sucateados,e o pior recepcionou leis ordinárias da primeira Medade do século XX, quanta insensatez!
E o que herdamos disso, uma enchurrada de medidas provisórias e emendas constitucionais (essas não de cunho social, mas sim de cunho politico, para satisfazer anseios particulares ou angariar votos superconvenientes). Nosso sistema politico então uma verdadeira balburdia (pluripartidarismo) tem dinheiro para tudo isso? O povão sabe o porque de tantos partidos, tem eles a ideia de um sistema bipartidário?
Sim, continua a herança militar de não deixarem os fortes se juntarem para criar um sistema politico forte e adequado, assim não se cria uma filosofia um programa politico e ideológico coeso.
A maioria de nossos políticos não são vocacionados e tão pouco preparados ideologicamente para tal mister. Usam a máquina simplesmente para enriquecer a si próprios e grupos interessados em surrupiar o dinheiro público. Se isso não se denomina MÁFIA, não sei qual nome Tupiniquim a dar.
Tenho sim a convicção de que a democracia ainda é a melhor filosofia politica que há, porém o grande defeito dela é a lentidão das decisões. Perde-se muito com essa letargia!
Às vezes penso utopicamente sobre a aplicabilidade de uma timocracia, talvez no atual cenário politico que vivenciamos seria o melhor para nossa administração federal.
O meu desejo nesse breve texto é produzir um debate, pelo menos entre nós internautas em viabilizar um movimento mais forte e fiscalizatório sobre nossos representantes, que possa ser um vetor de aproximação entre nós mais afortunados (na acepção de termos acesso digital) para podermos não ficar dependente apenas de mídias televisivas ou rádio frequenciais.
O nosso guardião da Constituição pode ser preparado mas não mágico para colocar Ordem e Progresso na velocidade que precisamos para dar um futuro pelo menos de paz para nossos herdeiros.
O governo fala que estamos caminhando bem, mas quem o está pressionando? Quem é nossa atual oposição?



Vânder Herrera. 

quarta-feira, 3 de abril de 2013

"Estamos com Fome de Amor"...

Uma vez Renato Russo disse com uma sabedoria ímpar: "Digam o que disserem, o mal do século é a solidão". Pretensiosamente digo que assino embaixo sem dúvida alguma.
Parem pra notar, os sinais estão batendo em nossa cara todos os dias...Baladas recheadas de garotas lindas, com roupas cada vez mais micros e transparentes, danças e poses em closes ginecológicos, chegam sozinhas... E saem sozinhas.
Empresários, advogados, engenheiros que estudaram, trabalharam, alcançaram sucesso profissional e, sozinhos.
Tem mulher contratando homem para dançar com elas em bailes, os novíssimos "personal dance", incrível. E não é só sexo não, se fosse, era resolvido fácil, alguém duvida?
Estamos é com carência de passear de mãos dadas, dar e receber carinho sem necessariamente ter que depois mostrar performances dignas de um atleta olímpico, fazer um jantar pra quem você gosta e depois saber que vão "apenas" dormir abraçados, sabe, essas coisas simples que perdemos nessa marcha de uma evolução cega.
Pode fazer tudo, desde que não interrompa a carreira, a produção. Tornamos-nos máquinas e agora estamos desesperados por não saber como voltar a "sentir", só isso, algo tão simples que a cada dia fica tão distante de nós.
Quem duvida do que estou dizendo, dá uma olhada no site de relacionamentos Orkut, o número que comunidades como: "Quero um amor pra vida toda!", "Eu sou pra casar!" até a desesperançada "Nasci pra ser sozinho!".
Unindo milhares, ou melhor, milhões de solitários em meio a uma multidão de rostos cada vez mais estranhos, plásticos, quase etéreos e inacessíveis.
Vivemos cada vez mais tempo, retardamos o envelhecimento e estamos a cada dia mais belos e mais sozinhos. Sei que estou parecendo o solteirão infeliz, mas pelo contrário, pra chegar a escrever essas bobagens (mais que verdadeiras) é preciso encarar os fantasmas de frente e aceitar essa verdade de cara limpa. Todo mundo quer ter alguém ao seu lado, mas hoje em dia é feio, démodé, brega.
Alô gente! Felicidade, amor, todas essas emoções nos fazem parecer ridículos, abobalhados, e daí? Seja ridículo, não seja frustrado, "pague mico", saia gritando e falando bobagens, você vai descobrir mais cedo ou mais tarde que o tempo pra ser feliz é curto, e cada instante que vai embora não volta.
Mais (estou muito brega!), aquela pessoa que passou hoje por você na rua, talvez nunca mais volte a vê-la, quem sabe ali estivesse a oportunidade de um sorriso a dois.
Quem disse que ser adulto é ser ranzinza?
Um ditado tibetano diz que se um problema é grande demais, não pense nele e se ele é pequeno demais, pra quê pensar nele.
Dá pra ser um homem de negócios e tomar iogurte com o dedo ou uma advogada de sucesso que adora rir de si mesma por ser estabanada; o que realmente não dá é continuarmos achando que viver é out, que o vento não pode desmanchar o nosso cabelo ou que eu não posso me aventurar a dizer pra alguém: "vamos ter bons e maus momentos e uma hora ou outra, um dos dois ou quem sabe os dois, vão querer pular fora, mas se eu não pedir que fique comigo, tenho certeza de que vou me arrepender pelo resto da vida".
Antes idiota que infeliz!


 Arnaldo Jabor

terça-feira, 2 de abril de 2013

"O Medo do Amor"!!!


Medo de amar? Parece absurdo, com tantos outros medos que temos que enfrentar: medo da violência, medo da inadimplência, e a não menos temida solidão, que é o que nos faz buscar relacionamentos. Mas absurdo ou não, o medo de amar se instala entre as nossas vértebras e a gente sabe por quê.
O amor, tão nobre, tão denso, tão intenso, acaba. Rasga a gente por dentro, faz um corte profundo que vai do peito até a virilha, o amor se encerra bruscamente porque de repente uma terceira pessoa surgiu ou simplesmente porque não há mais interesse ou atração, sei lá, vá saber o que interrompe um sentimento, é mistério indecifrável.
Mas o amor termina, mal-agradecido, termina, e termina só de um lado, nunca se encerra em dois corações ao mesmo tempo, desacelera um antes do outro, e vai um pouco de dor pra cada canto...
Dói em quem tomou a iniciativa de romper, porque romper não é fácil, quebrar rotinas é sempre traumático. Além do amor existe a amizade que permanece e a presença com que se acostuma, romper um amor não é bobagem, é fato de grande responsabilidade, é uma ferida que se abre no corpo do outro, no afeto do outro, e em si próprio, ainda que com menos gravidade.
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Passa a dor do amor, vem a trégua, o coração limpo de novo, os olhos novamente secos, a boca vazia. Nada de bom está acontecendo, mas também nada de ruim. Um novo amor? Nem pensar. Medo, respondemos.
Que corajosos somos nós, que apesar de um medo tão justificado, amamos outra vez e todas as vezes que o amor nos chama, fingindo um pouco de resistência mas sabendo que para sempre é impossível recusá-lo.

 Martha Medeiros

segunda-feira, 1 de abril de 2013

"Fome...Doença que Usurpa"!


É necessário conhecer os problemas da humanidade. O capitalismo propiciou o surgimento das diferenças sociais e econômicas, e a partir de então, ficou claríssimo um mundo composto por riqueza x pobreza, lucro x exploração, desperdício e sobras x fome entre outras especificidades.
A fome é um problema que está na ordem do dia, atraindo a atenção mundial.
Nos últimos tempos, os telejornais mostraram que a África sofre com esse mal.
Por razão do estômago vazio, milhares de seres humanos estão perdendo a vida lentamente, em sua maioria crianças. Dentre as que ainda sobrevivem, há aquelas que apresentam atraso no crescimento físico e intelectual. De fato, a fome mata e não perdoa ninguém.
O diagnóstico sobre as causas da fome é diversificado.
Parte dos pesquisadores alega que alimento existe; o que não há é renda para adquiri-los. Outros dizem que o que falta no mundo é uma melhor distribuição da produção dos alimentos, pois estamos produzindo muito, mas em poucas regiões...  Já os mais otimistas alegam que, se eliminássemos o desperdício de alimentos, resolveríamos o problema. Por fim, há também aqueles que admitem a falta de alimentos para uma parcela dos 7 bilhões de seres humanos que habitam a Terra.
Apesar de não haver consenso sobre as causas, existe uma estatística divulgada pela ONU recentemente que nos estarreceu. Há uma perspectiva de que 750 mil pessoas possam morrer de fome até o final deste ano no mundo. Por outro lado, quem visita com frequência as seções de economia dos jornais vê matérias que apontam aumento na produção de alimentos e os consequentes os recordes de produção de grãos, por sua vez decorrentes do crescimento tecnológico, fazendo-nos crer que seria possível que todas as pessoas tivessem acesso aos alimentos.
Debater as causas da fome é apenas a ponta do iceberg. É preciso dar muito mais atenção para a fome que está presente no Brasil e em vários outros países. Parece que temos, todos, a compreensão comum de que o que interessa é buscar respostas para os seguintes questionamentos: O que fazer para mudar a realidade desses famintos seres humanos? O que está faltando para que todos possam ter acesso, no mínimo, a três refeições diárias? Algumas respostas até florescem em nossas mentes, mas dificilmente conseguimos transformá-las em prática social.
Sabe-se que nos lares abastados e até de classe média, é comum haver mais alimento do que as pessoas realmente consomem, e boa parte disso acaba virando lixo, o que parece sugerir que muitas pessoas não dão valor aos alimentos. Evitar o desperdício é condição sine qua non para que todos tenham comida no prato.
Otimizar os alimentos e reaproveitar as sobras e os exageros também minimizaria a fome. No Brasil, joga-se muita comida fora. Há uma lei que pune os doadores de comida. Essa legislação sanitária excessivamente rigorosa faz que muitos supermercados, restaurantes, bufetts, bares ou organizadores de eventos em geral não distribuam os alimentos que sobram. Vale advertir que não estamos nos referindo aos alimentos que sobram nos pratos e guarnições, mas sim àqueles que sobram nas próprias panelas; digamos os exageros que muitas vezes são cometidos nas cozinhas.
A lei foi pensada para proteger o consumidor, impedindo que muitos mal intencionados reutilizassem as sobras impróprias para o consumo, todavia a lei vem impedindo que muitas doações de alimentos bons sejam realizadas.
Tudo isso não é novo. A lei, sozinha, não resolve tudo. Registre-se, ainda, que as autoridades fingem não enxergar o que já foi exibido por dezenas de vezes nas telas da televisão. Parte da comida que é jogada no lixo é coletada e consumida por seres humanos que vivem nas ruas e nos lixões. Exposto o cenário, resta perguntar: Cadê as preocupações humanitárias e éticas com esses famintos seres humanos? Carecemos de apoiar um programa controlado e inspecionado de doação de alimentos e minimizar a fome? Ou devemos fechar os olhos e permitir que coletem e consumam os restos do lixo? E nos países africanos em que nem mesmo há restos no lixo, o que fazer? Por que os governos e organismos internacionais não criam uma política para matar a fome do mundo? Será que é tão dispendioso? É oportuno matar a fome do mundo? É mais barato matar a fome do mundo, ou criar armas para amedrontar o mundo?
Enquanto não resolvemos a fome do Brasil e do mundo, podemos fazer nossa parte ajudando quem realmente necessita, sobretudo na questão da alimentação.
Há pessoas enfermas, sem condições de trabalhar...Há crianças inocentes que necessitam de ajuda psicológica e material... Há entidades assistenciais sérias que precisam de apoio.
Evite os desperdícios em sua casa e valorize o alimento que tem a sua mesa diariamente!


Inês Silva e Marçal Rizzo