Somos Anjos e Mestres!
Todos nós sabemos alguma coisa que alguém, em algum lugar, precisa aprender e, por vezes, nós mesmos recordarmos.

quinta-feira, 23 de maio de 2013

"A Pior Doença... Disposição Mental Reprovável"!


A capacidade de “deter a verdade pela injustiça” sempre se faz acompanhar de desprezo pela consciência e pela intuição acerca do que é genuinamente divino. Quando alguém abraça tal determinação interior, ela acaba por criar “uma disposição mental reprovável”, se cronifica no ser uma percepção essencialmente pervertida na sua apreciação de todas as coisas.
A “disposição mental reprovável” é também resultado direto de alguém cultuar o homem, seja ele próprio o objeto do culto (narcisismo) ou qualquer outro homem (idolatria); seja pela via do egocentrismo como culto existencial, seja pela entrega a paixões adoecedoras da alma.
Quando se está disposto a trocar a verdade pela mentira, e a intuição do divino pela construção própria de qualquer forma de “Deus conveniente”, aparece imediatamente. Então, vem o culto de si mesmo. E com ele nasce a disposição mental que se entrega com avidez a toda sorte de paixões que apareçam na alma; além disso, a alma adoece tanto que também as cria de modo fantasioso.
Isto acontece porque tais violações da consciência implantam no ser a vontade de apenas ser-para-si, e isto acima de tudo. Daí a própria alma acabar por construir seus próprios deuses concretos ou apenas imaginativos, os quais existem para reforçar a disposição interior de agir conforme apenas o desejo pessoal já adoecido. Desse modo não somente deuses de pau, pedra, madeira, gesso ou ouro são construídos, mas também deuses abstratos, e que podem até mesmo ser chamados apenas de “Deus”, mas que nada mais são que “construções abstratas” que existem a fim de legitimar as paixões da alma adoecida.
Nesse caso, o “Deus” de cada um fica exatamente do tamanho da perversa paixão que alguém deseja expressar. Isto porque a “disposição mental reprovável” precisa de “deuses” que lhe dêem reforço e validação. Daí as grandes perversões da mente serem fruto direto das adoecidas paixões que se colocaram acima de qualquer coisa, fazendo com que a pessoa (ou sociedade, no caso de virar cultura) se entregue a si mesma como se isso fosse uma lei divina.
Digo isto porque todos nós trazemos a norma da lei gravada em nossos corações. Ora, a fim de esquecer de tal norma inata é que criamos deuses que sejam “camaradas” em relação aos nossos próprios desejos e paixões; ou que “demandem” de nós como sacrifício os nossos maiores desejos e paixões, incluindo, nesse caso, todas as formas de sado-masoquismo, especialmente os de natureza psicológica sutil.
Seja como for, a “disposição mental reprovável” é sempre culto a si mesmo, privilegiando toda sorte de paixões, as quais, terminam por escravizar a pessoa a seus próprios processos mentais, todos eles emulados pelas pulsões-paixões que eclodem do interior e se tornam “senhoras do destino” dos homens e mulheres que a elas se entregam.
Quando tal estado se estabelece o sentido de realidade acaba, posto que aqueles que a tais forças se entregam, perdem a capacidade de ver o todo da realidade possível, e, assim, mergulham cegos no mundo governado pelos instintos e paixões, a ponto de apenas conseguirem enxergar a si mesmos, dessa forma eliminando da percepção qualquer outro valor que não sirva aos propósitos da entrega para praticar “coisas inconvenientes”.
Daí o resultado dessa instalação mental ser a deterioração do ser, colocando o individuo no caminho da inafetividade, da busca implacável da realização de seus próprios desejos, e cegando-o para a realidade maior, e que inclui a todos os seres humanos.
Desse modo é que alguém possuído pela “disposição mental reprovável” não consegue ver mais nada além de sua própria pulsão e paixão, tornando-se o centro de qualquer mundo, e jogando para escanteio qualquer interesse humano ou mesmo divino.
O problema é que esse “estado mental”, uma vez instalado, não acaba apenas porque alguém se “converteu” ao “Deus das Escrituras”, pois, mesmo dentro do ambiente dos “convertidos”, a disposição mental reprovável encontra seu caminho.
Não faz objetos de cultos, mas cultua o desejo e a paixão como deuses existenciais, e, nesse caso, tais desejos e paixões podem até deixar de ser de natureza sexual ou explicitamente hedonista, podendo simplesmente aparecer como vaidade pela posição de si mesmo como objeto de “culto” dos outros, no panteão das falsas importâncias.
Daí, não raramente, se poder ver pessoas “cultuando a Deus”, mas que trazem em si a doença do estado mental reprovável. Isto porque se tornam como aqueles que “aprendem, aprendem, sem jamais chegar ao pleno conhecimento da verdade”.
No meio cristão o tal “estado mental” é visto quase sempre apenas como uma maligna possibilidade das mentes pagãs. Nesse caso os cristãos estão esquecidos que o “estado mental reprovável” não se faz necessariamente conhecer pelos objetos que explicitamente confessa cultuar, mas, sobretudo, pelos resultados existenciais que se fazem produzir na vida.
O “estado mental reprovável” sempre gera grandes surubas humanas... Tais surubas também podem ter cara cristã, e podem se disfarçar sob as mascaras da moral e da piedade “para fora”; embora, no interior, causem toda sorte de desconstrução. Digo isto porque onde quer que alguém se torne o centro absoluto para si mesmo, aí haverá toda sorte de resultados ruins, os quais podem também se manifestar com as caras religiosas que vemos à nossa volta.
Sim, a “disposição mental reprovável” é o que faz a pessoa se entregar às suas próprias paixões, sejam elas quais forem, mas que acontecem como absolutização do desejo pessoal contra toda e qualquer manifestação da verdade.
Ora, tal obsessão pode levar o indivíduo à suruba romana ou a qualquer outra forma de promiscuidade para a alma, incluindo a suruba religiosa. Por suruba religiosa eu quero falar da vontade obstinada de aparecer ante os sentidos de todos, mesmo que isso acabe com a própria essência do Evangelho na alma do indivíduo.
Nesse ponto fica impossível deixar de lembrar que os profetas sempre chamavam a perversão espiritual de “prostituição”. Isto porque a prostituição espiritual é fruto da “disposição mental reprovável”, e põe o cultuador no lugar do Criador, o qual é bendito eternamente.
A “disposição mental reprovável” sempre cria objetos de culto, seja na forma de um deus pagão, seja na forma de um deus cristão. Entre os cristãos tais “deuses” podem ser identificados desde o culto à piedade pessoal, ao culto à igreja, ao culto à moral, ao culto ao poder, ao culto ao dinheiro,à prosperidade, e ao culto a um homem, normalmente alguém que passa a ocupar o lugar de Deus na alma humana, em alguma assembléia de cristãos idolatras.
Ora, essa tal disposição mental é doença em-si-mesma. E ela tem o poder de cegar a pessoa para a realidade conforme o que seja amor. Além disso, os que se deixam levar por ela perdem a capacidade de amar, obedecendo apenas ao poder das pulsões pelas quais se deixam governar.
No entanto, eu diria que tal disposição mental acaba por se tornar “cultura”. Ora, quando ela se torna cultura, algo terrível acontece, posto que se torna um modo coletivo de pensar e sentir, o qual falsifica toda realidade possível.
Um homem entregue a uma “disposição mental reprovável” se torna o centro de qualquer mundo, e nada mais enxerga além de seus próprios interesses, tornando-se assim a medida de todas as coisas, o que Jesus disse que jamais deveria acontecer.
O mandamento para não julgar—afinal, as medidas do julgamento voltam-se como juízo sobre o julgador, é também um mandamento para que ninguém se torne a medida de todas as coisas, pois, quem julga, chama para si mesmo tal categoria de centro regulador da vida.
Libertar-se do “estado mental reprovável” é um desafio para toda alma.
Sem que se fique liberto disso—num exercício diário de conferencia entre a consciência o significado do amor... Ninguém consegue amar e dar-se em amor.
O pior de tudo é que esse estado mental é vicioso, e tem o poder de perverter todos os sentidos. Daí que todo aquele que a ele se entrega não mais poder percebe-lo. E, assim, sem que o saiba, muitas vezes passa a chamar a mentira de verdade, a injustiça de direito, e a paixão obcecadamente adoecida de amor irreprimível.
Não é de admirar que com tal estado se vá toda “afeição natural”. Cada um de nós deve se perguntar diariamente se suas idéias e percepções são sadias, ou se vieram a tornar-se filhas e fruto de um estado reprovável na mente.
Tal checagem da mente deve ser feita sempre, posto que a possibilidade da perversão mental é real, porém muito sutil. E a única forma de se controlar os possíveis surtos que remetem a tal estado mental, é preservando a mente conforme o Evangelho; o que, na pratica, significa buscar fazer aos outros o que se quer que seja feito a nós, especialmente quando nós podemos fazer o exercício de nos vermos sob profunda necessidade, e carentes de toda ajuda do próximo.
Quanto ao mais, tem-se que manter a mente sob o controle da lei do amor, pois, do contrário, a legislação do egoísmo acaba por estabelecer o “estado mental reprovável”, o qual é a própria corrupção do ser, e a mais terrível doença da mente, posto que não necessariamente enlouquece de modo diagnosticável, mas é loucura existencial e sensorial em si mesma... Pense nisto!


Caio Fábio

quarta-feira, 22 de maio de 2013

"Amor de Corpo Inteiro"...


Amor não é só coisa de coração... Amor é coisa de corpo inteiro.
De perna bamba... De suor frio... De mãos que tremem... De cabeça nas nuvens... De perder o juízo... De câimbra no estômago.
Todo amor no início é muito bom. Depois também... Mas de maneira diferente.
A descoberta do amor é o renascimento. É coisa de adolescente, mesmo que se tenha 70 anos... E é tão bom quanto.
Você perdeu o sentido da vida? Apaixone-se! Todo o sentido vai voltar de novo!
Coraçõezinhos não vão circular em volta da sua cabeça, mas seu coração vai pulsar de tal forma que tudo vai ficar mais intenso: as cores, as flores, o sol, tudo o que lembra vida. Você vai cantar até música que não gosta...
É a felicidade fazendo bonitas todas as coisas.
Claro que amor não se encomenda... Nem se improvisa... Nem se finge. Mas às vezes dando um pouco de oportunidade ele pode chegar.  E chega... Para alguns de surpresa, cai do céu, mas para outros fruto de longa espera e perseverança.
O amor é a corôa da existência... O cimo. Não o carregamos, é ele que nos carrega, nos transporta. Vivê-lo é viver... E ele nos faz chorar também...
Traz ansiedade e frequentemente decepções... Mas ainda assim vale a pena!
E como vale!!!
E quando toda magia se acalma, resta do amor a paz dele...
Resta navegar, tranquilamente, nessas águas que nos levam a esse destino desconhecido, mas seguramente belo, mesmo se um dia tudo tornar-se passado, pois a nostalgia do vivido compensa tudo.
Quando alguém se aproximar e você sentir que as emoções ultrapassam os limites do seu coração, você vai estar amando com todo o seu corpo...
Vai ter alcançado a plenitude do amor!


Letícia Thompson

terça-feira, 21 de maio de 2013

"Do Deserto Ao Oásis"!


Antes que o peso dos anos e a dureza da enfermidade que o levou subtraísse boa parte de sua leveza de viver, meu pai costumava me contar histórias.
Boas histórias... Não apenas pela alegria de encantar. Mas, também.
Suas histórias possuíam o brilho de um brinquedo novo. Tinham aquele frescor do sorriso das crianças pequenas; de todas aquelas que abandonavam a distração das televisões da minha infância – tão preciosas naquela época – e o rodeavam apenas para ouvi-lo falar.
Assim, ficávamos boquiabertos, eu e meus primos – todos beirando os sete anos de vida – viajando em suas palavras por um mundo de aventuras, onde heróis mitológicos com seus tapetes mágicos bordejavam nuvens douradas em busca de ocultos tesouros, lâmpadas maravilhosas e seus traiçoeiros djins.
Sim, meu pai possuía o dom de contar histórias. Seu forte sotaque de emigrante árabe conferia credibilidade à narrativa, além de proporcionar o adequado ingrediente lúdico para prender a atenção.
E, assim, à medida que íamos crescendo em idade e em entendimento, suas histórias também cresciam tanto na complexidade de sua trama, quanto na sutiliza de sua moral.
Eu recordo com carinho daquelas noites de inverno quando encastelados ao redor de nosso fogão à lenha, bebíamos chá, conversávamos e ríamos até o sono nos surpreender ou então, até que minha mãe, com sua divertida severidade, nos arrastasse ao recolhimento – ambos pela orelha.
As histórias tinham nome e tinham época. Uma das minhas prediletas é a “Do Deserto ao Oásis”, na qual ele mesmo e, também meu avô, foram os protagonistas.
A história é bem simples e já a contei em outras oportunidades.
Versa sobre uma viagem de caravana que os dois fizeram pelo Saara, e destaca a alegria do povo do deserto. Uma alegria perene e contagiante, mesmo em ambiente tão inóspito.
Da história se tira uma moral fácil de assimilar...
" A verdadeira felicidade é respaldada na máxima de que tudo na vida se restringe a estes dois elementos: deserto e oásis".
Depois do deserto vem o oásis. Depois do oásis vem o deserto... Simples assim.
E nada nesse ciclo é capaz de eclipsar a autêntica alegria de viver.
Evidentemente o segredo para vencer o deserto está na certeza do oásis...
Esse é o conselho:
Aproveite o oásis, beba de suas fontes e se fortaleça. Recobre suas energias e se prepare para a nova jornada que logo se iniciará.
E, uma vez no deserto vença cada passo de sua marcha com bravura que logo encontrará novamente o oásis, para fechar o antigo ciclo e iniciar um novo.
E assim, eu e meu pai – em cada uma de minhas idades – nos encontrávamos nesse diálogo. Ele adorava repetir as histórias. E eu adorava ouvir.
E em cada uma de minhas idades fazíamos uma longa lista de coisas que entravam em cada uma dessas categorias... Deserto ou oásis?
Por exemplo:
Ir ao dentista?  (Essa é fácil)... Deserto!
Ficar com os dentes bonitos e saudáveis?... Oásis!
Ir para a escola e estudar com afinco? – É claro que é o puro deserto!
Tirar boas notas, passar por média, entrar em férias? – Oásis, oásis e oásis!
No entanto, à medida que o tempo ia passando e a simplicidade da vida ia me escapando pelos dedos, minhas listas iam paulatinamente tornando-se mais complexas.
Já não me bastava a valentia para vencer o deserto e nem a leveza para usufruir do oásis. Eu precisava de muita sabedoria para conseguir distingui-los. E é nessa contingência, que essa história evolui, diariamente...
"Na extrema necessidade de sempre carregarmos um oásis para onde formos, ou, que em cada passada pelo deserto da luta diária, aprendamos às duras penas a arte de fabricarmos oásis".
Esse foi o legado de meu pai. Mesmo que sua morte hoje me golpeie com sua derradeira verdade e me faça caminhar pelo pior deserto de minha jornada, consigo, ainda, carregar em meu coração o frescor do oásis que ele me ensinou a construir.
Um oásis como o das histórias da minha infância que ele me ensinou a ouvir e que eu aprendi a contar. Histórias que já contei à minha filha e que ela contará para meu neto, pois esse é o nosso jeito humano de alcançarmos a eternidade.
Mantendo-nos vivos no coração de nossos filhos, e nos filhos de nossos filhos, pelo exemplo e ensinamentos que lhes damos e pela atenção e carinho que lhes dedicamos.
Façam como meu pai, contem boas histórias para seus filhos.
E que cada uma dessas histórias tenha sua trama tecida com os fios da eternidade.


Mustafá Ali Kanso

domingo, 19 de maio de 2013

"A Cultura do Coitadismo"!


Estamos vivendo uma época muito estranha. Não sei se vocês estão percebendo, mas hoje em dia, todo mundo se apressa para se encaixar no perfil de vítima, injustiçado, incompreendido. Parece uma doença psicológica que se alastra e acomete cada vez mais pessoas. Mesmo aqueles que, em outras épocas, jamais seriam tidos por sujeitos passivos de qualquer tipo de preconceito, atualmente, na primeira oportunidade que têm, levantam suas vozes para reclamar.
O que antes era próprio de grupos específicos, que, justa ou injustamente, sofriam ou tinham a percepção de serem vítimas de preconceito, difindiu-se por todos os cantos da sociedade moderna.
As pessoas tornaram-se policiais em defesa de si mesmas, prontas para gritar: "Preconceito, preconceito!" para qualquer manifestação alheia que considerem aviltantes em relação a elas mesmas. O que era a voz de alguns excluídos tornou-se uma cultura geral, que vem se impregnando cada vez mais profundamente na alma do povo.
Essa cultura do coitadismo se encontra em todos os estratos sociais, em todos os níveis culturais e em todas as faixas etárias.
É um abundante padecimento por si mesmo, uma autoproteção neurótica que acaba tornando todos os outros potenciais agressores, ainda que estes se manifestem com expressões pueris e inócuas.
Antes eram apenas os negros, as mulheres e os homossexuais. Hoje, são os gordos, os esquerdistas, os professores, os pobres, os ricos, os burros, os cultos, os ateus, os cristãos, os macumbeiros, as crianças, os velhos, os feios, as loiras, as empregadas domésticas, os consumidores e qualquer grupo que se encaixe em algum perfil específico. Até jogador de futebol se diz discriminado, quando algum comentarista o critica.
A cultura da reclamação está criando uma proibição à crítica. Falar mal de alguém, direito sagrado de todos os tempos, está se tornando algo impossível.
O que antes era uma mera questão de bons modos se transforma, a passos largos, em matéria de Direito Penal e situa qualquer pessoa como um potencial criminoso.
O resultado de tudo isso, além do cerceamento absurdo da liberdade, é um emburrecimento colossal de uma população já pouco afeita ao conhecimento.
A crítica, a exposição livre do pensamento, inclusive dos preconceitos, das ideias, ainda que absurdas, dos sentimentos e das vontades sempre foram o alicerce da inteligência. É neste campo livre e aberto, onde as cercas situam-se em extremidades longínquas, que o pensamento e a ciência se desenvolvem.
A liberdade é o seu alimento. A inteligência, se não puder dizer o que pensa, se não puder discordar e se manifestar, tende a atrofiar.
Por isso, a sociedade que permite e advoga esse direito ao coitadismo generalizado está condenando a si mesma. Nela, as pessoas ficarão cada vez mais fracas e cada vez mais burras. Daqui a pouco, seremos meramente uma manada de porcos, possuídos por espíritos baixos, se lançando, estupidamente, no abismo sem fundo da ignorância e da irrelevância.

Fábio Blanco

sábado, 18 de maio de 2013

"Coração...Terra Que Ninguém Vê"...



Coração é terra que ninguém vê...
Quis ser um dia, jardineira de um coração.
Sachei, mondei - nada colhi.
Nasceram espinhos e nos espinhos me feri.
Quis ser um dia, jardineira de um coração...
Cavei, plantei... Na terra ingrata nada criei.
Semeador da Parábola...
Lancei a boa semente a gestos largos...
Aves do céu levaram.
Espinhos do chão cobriram.
O resto se perdeu na terra dura da ingratidão.
Coração é terra que ninguém vê - diz o ditado.
Plantei, reguei, nada deu, não.
Terra de lagedo, de pedregulho... Teu coração.
Bati na porta de um coração... Bati. Bati. Nada escutei.
Casa vazia. Porta fechada, foi que encontrei...

Cora Coralina

sexta-feira, 17 de maio de 2013

"Transformadores e Expectadores"???


Você já notou como algumas pessoas parecem felizes, não importa o que esteja acontecendo em suas vidas? Existe uma certa leveza na personalidade delas.
Seus rostos, suas palavras e mesmo a sua maneira de andar parecem exalar um campo de energia brilhante. Outras pessoas parecem predispostas a pensamentos tristes e negativos, em todas as siuações.
Se, num belo dia de verão você disser: "o dia está lindo, adoro esse tipo de clima"...
Elas imediatamente responderão que detestam calor. "Terrível, muito suor, não dá para trabalhar, difícil de se concentrar. Só serve para plantas tropicais".
No dia seguinte chove. A srta. Positiva almoça com um amigo negativo.
"Adoro chuva", diz ela. "Alivia o calor, você não acha?".
O sr. Negativo resmunga: "Você está brincando? É ainda pior do que ontem...
Só serve para os patos".
Irmãos podem crescer em uma mesma família, em um mesmo ambiente e, ainda assim, se tornarem pessoas completamente diferentes. Em algum ponto do caminho um deles escolhe ver a vida como se tudo fosse possível. O outro decide que a vida é um fardo, acha as outras pessoas detestáveis e não gosta do mundo.
Embora a "historinha" que vou contar seja uma ficção, ela ilustra bem o que estou querendo dizer, isto é, que a maneira de olhar as coisas governa nossa reação a elas.
É uma história sobre dois menininhos, gêmeos idênticos, um deles otimista inveterado e o outro pessimista incorrigível.
Bem, os pais estavam preocupados com isso, e levaram os meninos a um psicólogo infantil, que disse: "Acho que sei o que fazer. No próximo aniversário deles, dêem ao pessimistazinho os melhores brinquedos que puderem comprar e ao otimista, um saco de esterco. Isso os colocará no mesmo plano".
E foi o que os pais fizeram. Colocaram os meninos em quartos separados com seus "presentes". Quando foram espiar no quarto do pessimista, viram o menino olhando com desânimo para seus lindos brinquedos e se queixando: "Não gosto dessa cor. Isso aqui provavelmente vai quebrar. Conheço um menino que tem uma calculadora melhor que essa". Os pais olharam um para o outro e soltaram um gemido.
Em seguida, atravessaram o corredor e deram uma olhada no quarto do otimista. Ele estava na maior alegria, atirando o esterco para o alto e dizendo: "vocês não me enganam! Onde existe tanto esterco assim, só pode haver um pônei por perto!".
Esses dois tipos de personalidades são geralmente, chamados de otimistas e pessimistas.
Enquanto os primeiros tendem a ver o bem em tudo, os últimos vêem o mal.
Apesar de termos capacidade de ver, tanto o bem quanto o mal, a atenção dada a um deles costuma definir nossa experiência de vida.
O dicionário define pessimismo como uma doutrina ou crença de que o mundo é o pior possível. Que, na vida há mais mal do que bem, além de dar ênfase ao lado escuro das coisas.
Seu oposto, o otimismo, é definido como uma doutrina ou crença de que o mundo é o melhor possível. Que o bem sempre triunfa sobre o mal e que a tendência é ver as coisas sob uma ótica esperançosa e alegre, esperando os melhores resultados possíveis. Ambas as realidades são subjetivas, pois não dizem respeito aos fatos, e sim às nossas atitudes. São formas de acreditar em nós mesmos e no mundo, que, ou nos limitam ou nos libertam.
É importante considerar que temos um poder de escolha sobre nossas atitudes, e que essa escolha pode ou não colorir nossa percepção da vida.
Poucos argumentariam que a escolha do otimismo tornaria nossa vida mais feliz.
E o pessimista diria: "Se você não acreditar nem esperar o melhor, nunca terá decepções. Esperando o pior, não há nada a perder".
Um dos problemas do pessimismo, entretanto, é a falta de direcionamento da vida rumo as metas alcançáveis, ou seja, o rumo subconsciente é em direção ao fracasso.
Não se pode subestimar o poder de nossa mente. Ao longo da história, a vontade humana vem superando obstáculos aparentemente intransponíveis. O pensamento positivo já provou, repetidas vezes, que quase tudo é possível, desde façanhas físicas, como escalar o Monte Everest, até casos documentados de salvamentos heróicos por pessoas normalmente muito frágeis. Todos os grandes empreendimentos são liderados por pessoas otimistas. Sem otimismo, Magellan jamais poderia ter navegado ao redor do globo. Sem otimismo, Charles Lindbergh jamais teria atravessado o Atlântico num teco-teco, abrindo caminho para as viagens aéreas intercontinentais.
E sem a crença de que as coisas podem melhorar, as reformas políticas ou sociais, em muitos países, jamais teriam acontecido.
O otimista também é um sonhador. Sem ele, jamais teríamos descoberto a eletricidade. Os inventores, por definição, são pessoas que acreditam na realidade de algo que não podem ver. Procuram também concretizar seus sonhos à luz dos fatos constatados. Um pessimista não poderia ser um inventor, pois perdeu a capacidade de sonhar.
Todos os dias fazemos opções sobre como reagiremos aos acontecimentos.
Escolher o bem cria uma atitude mental positiva, introduzindo equilíbrio em nossas vidas.
A concentração no que funciona bem em nossas vidas traz uma abertura, através da qual qualquer coisa, mesmo os milagres, pode acontecer.

"Os pessimistas são meros espectadores:..
 Os otimistas são os que transformam este mundo".
François Guizo


Daniel C. Luz
 

quinta-feira, 16 de maio de 2013

"Gente de Barro"!

Todo o Universo será atingido quando a folha de uma árvore cair.
A lua se move com o mar, o sistema solar com a galáxia e o homem com a terra e toda a natureza...
o mais lindo dos planetas que grita por socorro.
Não há tempo a perder, é hora de se fortalecer, pois, para dizer não ao aquecimento global, às guerras, à fome,à s usinas nucleares, à derrubada das florestas, etc,
É necessário mergulhar no nosso interior...
É enfrentar certas lembranças com mais amor, perdão e compreensão e curar feridas, libertar-se definitivamente das cargas negativas do passado.
Com tudo resolvido, desaparecem os mecanismos de defesa dedicados a evitar antigos sofrimentos, como também, todos os sentimentos negativos, como inveja, raiva, insegurança, etc.
A vida fica mais leve e fluente, e com uma nova predisposição, se atrai naturalmente para si outro tipo de experiências, aumenta o poder de escolha, a visão a cerca de si próprio e das infinitas possibilidades.
A terra grita por nós. Conhece-te a ti mesmo e conhecerás teu destino.
Todo o universo será atingido por isso.

Mario Gabriel Guarino
  

quarta-feira, 15 de maio de 2013

" Incertezas... O Futuro da Raça Humana "!

As maiores incertezas globais sobre o futuro da raça humana, estão necessariamente na sua forma de organização individual e coletiva.
Somos violentos e acolhedores, corruptos e honestos, explorados em sua grande maioria e solidários quando queremos. As contradições são imensas...
Os paradoxos nos sufocam!
Nossa racionalidade é estreita sobre vários assuntos, simplesmente moldaram nossa visão. Estamos condicionados sob uma lógica perversamente individualista. A neblina da discórdia está na nossa frente, devemos olhar além. Não podemos continuar com essa visão estreita e equivocada das nossas potencialidades.
Somos uma raça que evoluiu como nunca nos últimos 10 mil anos. Não superamos nem um terço dos problemas que críamos para nós mesmos. Mas nem tudo está perdido. Nossa capacidade de superação e resistência deverão vencer o presente caótico em que vivemos. O otimismo tem que ser nossa alavanca para um novo tempo. Se não podemos resolver tudo, devemos partir das coisas simples da vida primeiro.
Esse deverá ser nossa exercício mais difícil de todos.
Nos tornamo-nos mais amistosos com o próximo, amar o próximo, respeitar o próximo, entender o próximo, ensinar o próximo, estender a mão ao próximo, acolher o próximo, mostrar outro caminho ao próximo, simplesmente revolucionar nossa mente. Nossa condição material pode ser adversa e excludente, mas temos que encontrar forças para continuar nossa luta. Luta essa que deve ser travada em todos os setores da sociedade...
Seja politicamente, economicamente, socialmente, culturalmente e cientificamente devemos traçar outro caminho para a humanidade.
Se não sairmos desse labirinto de desgraças, iremos desaparecer. Podemos nos auto-destruir. Essa condição criamos. Nossa extinção. Para os ufólogos seria uma desgraça completa, já que a maioria acredita que isso poderia acontecer por forças alienígenas. Talvez antecipamos nosso destino.
Mas será que temos poder para isso? Cientificamente talvez, mas quem apostaria nesta obscura, insensata e auto-destrutiva ideia. As verdades e motivos talvez não conhecemos de fato. Mas as evidências são claras e objetivas. Nosso momento chegará. Se for para uma nova evolução tudo bem, mas se for o ao contrário, meus medos e crenças infelizmente serão verdade.
Acreditei e acredito que podemos chegar a essa irracionalidade e racionalidade humana imbecíl. Não temos tudo programado e defendido. Sempre violaremos os princípios básicos de sobrevivência.
Enquanto não econtrarmos outra forma de vivermos, seremos o que vemos no noticiário da televisão todos os dias. Guerras, assaltos, prisões, violência generalizada, corrupção, intolerância, ganância, alienção, coisificação, racismo, fundamentalismos, capitalismos, mercantilismos, liberalismos, concentração de renda, medo, mortes, destruição, tristeza, ódio, verdade, mentira, esnobismos, insensibilidade, militarismos, bombas nucleares, bombas químicas, holocaustos, nazismo, fascismo, stalinismo, leninismo, comunismo, socialismo, anarquismo, Fidel Castro, Che Guevara, Stalin, Hitler, Mussolini, Bush, Obama, Bin Laden, a farça do 11 de setembro de 2001, a Nova Ordem Mundial, a Maçonaria, as lideranças mundiais, os ricos, os bilionários, os trilhonários, os pobres, os miseráveis, os analfabetos, os sábios, os filósofos, os sociólogos, os matemáticos, os químicos, os físicos, os biológos, os historiadores, os geógrafos, os linguístas, os amadores, os primitivos, os malditos, os horríveis, os feios, os bonitos, todos juntos, celebrando nossa humanidade. Confuso. Ufa!

Prof. José E. Brondi

terça-feira, 14 de maio de 2013

"Descanse em Paz"???

Em uma de suas cartas, o romancista Gustave Flaubert escreveu...
"Que grande necrópole é o coração humano! Para que irmos aos cemitérios?
Basta abrirmos as nossas recordações; quantos túmulos!".
"Não temos tempo!" Houve uma época na história humana (e não faz muito tempo) na qual, quando um dos nossos morria, parávamos tudo o que estivéssemos fazendo; o trabalho, ou o que mais fosse, era interrompido, e, se preciso, faziam-se longas viagens, até noturnas (sem os rápidos aviões, carros e boas estradas), mas não deixávamos de, velando os partintes, cuidar dos ficantes.
A humanidade houvera compreendido que, se com a morte não nos conformamos, ao menos nos confortamos, nos fortalecemos em conjunto, nos apoiamos. As pessoas ficavam às vezes por um dia e uma noite, em volta da família, aglomerados, grudados, exalando solidariedade e emoção, orando e purgando lentamente o impacto, mostrando aos mais próximos que não estavam sozinhos na perda.
É sinal de humanidade não se conformar com a morte e, portanto, buscar vencer simbolicamente o que parece ser invencível. A própria palavra cemitério (derivada do grego), usada em vários idiomas, significa lugar para dormir, dormitório, lugar para descansar.
Deixamos de velar (no sentido de tomar conta, cuidar!) para velar (como cobrir, ocultar, esquecer, apagar).
Não temos mais tempo! Se recebemos a notícia de que algum conhecido faleceu, olhamos o relógio e pensamos: "vou ver se dou uma passadinha lá"... Alguém morre às 10 horas da manhã e, se der, será enterrado até as cinco da tarde, de maneira a, em nome do "não sofrermos muito", sermos mais práticos e rápidos. Nem as crianças (já um pouco crescidas) são levadas a velórios; muitos argumentam que é para poupá-las da dor. Isso não pode valer, parte delas cresce sem a noção mais próxima de perda e, despreparadas e insensibilizadas para enfrentar algumas situações nas quais a nossa humanidade desponta, simultaneamente, fraca e forte, perdem força vital.
Por isso, não será estranho se, em breve, tivermos que nos acostumar também com o velório virtual ou, principalmente, como já está começando em países mais "avançados", o velório "drive-thru": entra-se com o carro, coloca-se a mão sobre o corpo do falecido (enquanto o sensor lê tuas digitais para enviar um agradecimento formal), aperta-se um botão com a oração que se deseja fazer e...pronto, já vai tarde. Parece ridículo? Se não prestarmos atenção, assim será.


  "E se fosse isso perder a vida...
 Fazermos a nós próprios as perguntas essenciais um pouco tarde demais?"
 (Gilberto Cesbron)
Mário Sérgio Cortella

segunda-feira, 13 de maio de 2013

"Mudança"!!!

Sente-se em outra cadeira, no outro lado da mesa. Mais tarde, mude de mesa.
Quando sair, procure andar pelo outro lado da rua. Depois, mude de caminho, ande por outras ruas, calmamente, observando com atenção os lugares por onde você passa...Tome outros ônibus.
Mude por uns tempos o estilo das roupas. Dê os seus sapatos velhos. Procure andar descalço alguns dias.
Tire uma tarde inteira para passear livremente na praia, ou no parque, e ouvir o canto dos passarinhos.. .Veja o mundo de outras perspectivas.
Abra e feche as gavetas e portas com a mão esquerda. Durma no outro lado da cama... Depois, procure dormir em outras camas. Assista a outros programas de tv, compre outros jornais... leia outros livros... Viva outros romances.
Não faça do hábito um estilo de vida. Ame a novidade. Durma mais tarde...
Durma mais cedo.
Aprenda uma palavra nova por dia numa outra língua... Corrija a postura.
Coma um pouco menos, escolha comidas diferentes, novos temperos, novas cores, novas delícias.
Tente o novo todo dia. O novo lado, o novo método, o novo sabor, o novo jeito, o novo prazer, o novo amor... A nova vida.
Tente...  Busque novos amigos... Tente novos amores... Faça novas relações.
Almoce em outros locais, vá a outros restaurantes, tome outro tipo de bebida, compre pão em outra padaria...
Almoce mais cedo,  jante mais tarde ou vice-versa.
Escolha outro mercado... outra marca de sabonete, outro creme dental...
Tome banho em novos horários...
Use canetas de outras cores. Vá passear em outros lugares.
Ame muito, cada vez mais, de modos diferentes.
Troque de bolsa, de carteira, de malas, troque de carro, compre novos óculos, escreva outras poesias.
Jogue os velhos relógios, quebre delicadamente esses horrorosos despertadores.
Abra conta em outro banco. Vá a outros cinemas, outros cabeleireiros, outros teatros, visite novos museus.
Mude!!!
Lembre-se de que a Vida é uma só. E pense seriamente em arrumar um outro emprego, uma nova ocupação, um trabalho mais light, mais prazeroso, mais digno, mais humano.
Se você não encontrar razões para ser livre, invente-as... Seja criativo.
E aproveite para fazer uma viagem despretensiosa, longa, se possível sem destino.
Experimente coisas novas... Troque novamente... Mude, de novo...
Experimente outra vez...
Você certamente conhecerá coisas melhores e coisas piores do que as já conhecidas, mas não é isso o que importa...
O mais importante é a mudança, o movimento, o dinamismo, a energia...
Só o que está morto não muda!
Repito por pura alegria de viver: a salvação é pelo risco, sem o qual a vida não vale a pena!

Edson Marques

sábado, 11 de maio de 2013

"Nossos Sonhos"!


 Nossos sonhos são o óleo que faz com que a engrenagem da nossa vida funcione.
Sonhando, corremos o risco de cair do alto um dia; sem sonhos, nunca chegaremos a subir a lugar nenhum.
Quem não sonha, não vive; quem não sonha, perde toda a esperança de ver qualquer futuro para si mesmo; quem não sonha, morre antecipadamente, morre em vida.
Quem não sonha, não gosta de pôr-do-sol, não toma tempo para olhar as estrelas, deprime e não vê as inúmeras possibilidades que a vida nos oferece para que sejamos felizes.
Melhor pensar que vai ser melhor amanhã do que ficar remoendo as dores presentes; melhor acreditar que o mundo pode ser justo e bom, que ainda existe gente boa e feliz, do que ficar vendo coisas negativas em toda a parte.
Acreditar no amor, não é um sonho. É acreditar em algo possível...
Porque o amor nunca é um sonho, mesmo se nos faz sonhar; o amor é algo palpável e que dá sentido à nossa vida.
Sonhar que podemos ter uma vida diferente no futuro é apenas o primeiro passo na direção desse mesmo sonho.
Enquanto o vemos, vamos atrás dele e tudo fica infinitamente mais leve e mais fácil no presente; as cargas tornam-se menos pesadas, pois temos nossas mentes voltadas para algo mais bonito e não ficamos sentindo pena de nós mesmos.
E sabemos que muito pior que sentir pena dos outros, é sentir pena de si mesmo.
Foram grandes sonhadores, idealistas, que mudaram a face do mundo. É preciso que pessoas assim continuem a existir. Podemos não ser grandes revolucionários no mundo, mas podemos tentar ser os revolucionários da nossa própria vida.
Cabe a nós fazer alguma coisa... Só a nós!
Quem sonha, mantém a vida em movimento, num eterno passo na direção que nos aponta nosso grande Criador.
Quem sonha voa, corre, experimenta a vida, faz todas as coisas tornarem-se possíveis; nos sonhos pode-se ser rainha, rei, cinderela, rico, feliz ou simplesmente amado de amor infinito...
É uma experiência enriquecedora.
Então, escolha você mesmo o que você quer ser... E depois, acredite firme nisso!

Letícia Thompson
                           

sexta-feira, 10 de maio de 2013

"O Estranho em Nossa Família"...

Alguns anos depois que nasci, meu pai conheceu um estranho recém-chegado à nossa pequena cidade.
Desde o princípio, meu pai ficou fascinado com este encantador personagem, e em seguida o convidou a viver com nossa família.
O estranho aceitou e desde então tem estado conosco.
Enquanto eu crescia, nunca perguntei sobre seu lugar em minha família; na minha mente jovem já tinha um lugar muito especial.
Meus pais eram instrutores complementares. Minha mãe me ensinou o que era bom e o que era mau e meu pai me ensinou a obedecer. Mas o estranho era nosso narrador...
Mantinha-nos enfeitiçados por horas com aventuras, mistérios e comédias. Ele sempre tinha respostas para qualquer coisa que quiséssemos saber de política, história ou ciência.
Conhecia tudo do passado, do presente e até podia predizer o futuro!
Levou minha família ao primeiro jogo de futebol. Fazia-me rir, e me fazia chorar.
O estranho nunca parava de falar, mas o meu pai não se importava.
Às vezes, minha mãe se levantava cedo e calada, e quanto o resto de nós ficava escutando o que tinha que dizer, mas só ela ia à cozinha para ter paz e tranquilidade. (Agora me pergunto se ela teria rezado alguma vez, para que o estranho fosse embora).
Meu pai dirigia nosso lar com certas convicções morais, mas o estranho nunca se sentia obrigado a honrá-las.
As blasfêmias, os palavrões, por exemplo, não eram permitidos em nossa casa. Nem por parte nossa, nem de nossos amigos ou de qualquer um que nos visitasse.
Entretanto, nosso visitante de longo prazo, usava sem problemas sua linguagem inapropriada que às vezes queimava meus ouvidos e que fazia meu pai se retorcer e minha mãe se ruborizar.
Meu pai nunca nos deu permissão para tomar álcool.
Mas o estranho nos animou a tentá-lo e a fazê-lo regularmente.  Fez com que o cigarro parecesse fresco e inofensivo, e que os charutos e os cachimbos fossem distinguidos.
Falava livremente (talvez demasiado) sobre sexo. Seus comentários eram às vezes evidentes, outras sugestivos, e geralmente vergonhosos.
Agora sei que meus conceitos sobre relações foram influenciados fortemente durante minha adolescência pelo estranho.
Repetidas vezes o criticaram,  mas ele nunca fez caso aos valores de meus pais,  mesmo assim, permaneceu em nosso lar.
Passaram-se mais de cinquenta anos desde que o estranho veio para nossa família.
Desde então mudou muito; já não é tão fascinante como era ao principio.
Não obstante se hoje você pudesse entrar na guarida de meus pais, ainda o encontraria sentado em seu canto, esperando que alguém quisesse escutar suas conversas ou dedicar seu tempo livre a fazer-lhe companhia...
Seu nome? Nós o chamamos... Televisor!                                        
Agora este Televisor tem uma esposa que se chama Computador,e um filho que se chama Celular!
Acho que devemos ter muito cuidado com estes dois novatos, já que o primeiro foi a lareira da sala de visitas de nossas vidas, onde queimamos raízes...


Autor Desconhecido
                                                                              

quinta-feira, 9 de maio de 2013

" De Bandeja para Bandidos"!!!

Dêem uma pausa e reflitam sobre a verdade do que está escrito abaixo. O ORKUT apareceu como uma forma de contatar amigos, saber notícias de quem está distante e mandar recados... O FACEBOOK também.
Hoje está sendo utilizado com o propósito de, creio ser o seu maior trunfo, obter informações sobre uma classe privilegiada da população brasileira. Por que será que só no Brasil teve a repercussão que teve? Outras culturas hesitam em participar sua vida e dados de intimidade, de forma tão irresponsável e leviana..
Por acaso você já recebeu um telefonema que informava que seus filhos estavam sendo seqüestrados? Sua mãe idosa já foi seguida por uma quadrilha de malandros ? Já te abordaram num barzinho, dizendo que te conheciam faz tempo? Já foi a festas armadas para reencontrar os amigos de 30 anos atrás e não viu ninguém?
Pois é... Ta tudo lá.
No ORKUT, No FACEBOOK.Com cinco minutos de navegação eu sei que quantos filhos você tem, ou se não tem, se tem namorado/a, sei que estuda no colégio tal,ou que trabalha em tal lugar, sei que freqüentatais cinemas, tais bares, tais festas, sei nome de familiares, sei nome de amigos; sei, sei, sei!
E o melhor de tudo, com uma foto na mão! Identifico seu rosto em meio a multidões, na porta do seu trabalho, no meio da rua... Afinal, já sei onde você está...É só ler os seus recadinhos.
Faço um pedido... Quem quiser se expor assim, faça-o de forma consciente e depois não lamente, nem se desespere, caso seja vítima de uma armação.
Mas poupe seus filhos, poupe sua vida Íntima. O bandido te ligou pra te extorquir dinheiro também porque você deixou.. A foto dos meninos estava lá... Teu local de trabalho tava lá. A foto do hotel 5 estrelas na praia tava lá.
A foto da moto que está na garagem estava lá. Realmente somos um povo muito inocente e deslumbrado. Por enquanto, temos ouvido falar de ameaças a crianças e idosos.
Até que um dia a ameaça será fato real. Tarde demais.
Se você me entendeu, ótimo! Reveja sua participação no ORKUT, FACEBOOK, ou ao menos suprima as fotos e imagens de seus filhos menores e parentes que não merecem passar por situações de risco que você os coloca.
Oriente seus filhos a esse respeito, pois colocam dados deles e da família sem pensar em consequências, fazem isso pelo desejo de participar, mas não sabem ou não pensam no perigo de se dar dados pessoais e da família para que qualquer pessoa veja... Se acha que não tenho razão, deve se achar invulnerável
Informo que pessoas muito próximas a mim e queridas já passaram por dramas gratuitos, sem perceber que tinham sido vítimas da própria imprudência.
A falta de malícia para a vida nos induz a correr riscos desnecessários...
Não só de Orkut, FACEBOOK, vive a maioria dos internautas.
Temos uma infinidade de portas abertas e que por um descuido colocamos uma informação que pode nos prejudicar. Disponibilizar informações a nosso respeito pode se tornar perigoso ou desagradável.
Portanto, cuidado ao colocar certas informações na Internet... Não conhecemos a pessoa ou as pessoas que estão do outro lado da rede.
O papo pode ser muito bom, legal... Mas as consequências...Desastrosas!!!
DE QUE ADIANTA...
FICAR PREOCUPADO COM A SEGURANÇA DA CASA, DO TRABALHO E OUTROS LOCAIS, COLOCANDO CAMERAS, ALARMES, IDENTIFICADOR DE CHAMADAS, SEGURANÇA PESSOAL E OUTROS MAIS, SE TUDO É TÃO SIMPLES E DADO DE BANDEJA...

PS: Passe a todos que você conhece e que utilizam as Redes Sociais, para que todos tenhamos consciência sobre o assunto e possamos colaborar com a diminuição do crime.
Esta campanha é muito importante para a sua segurança e de seus faníliares!
Marco André Vizzortti
Professor de Informática da USP
 

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Gosto de Saudade"!

Não sei se saudade tem cor... Dizem que sim.
O que eu sei é que ela tem forma... Tem gosto... Tem cheiro... E peso também.
E, acreditem, ela tem asas!!! Se não, como nos transportaria tantas vezes a lugares tão distantes?
E sei ainda que ela se agiganta quando mais tentamos diminuí-la. Sei que ela dói de dor intensa e sem remédio.
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas pra gente. Porque quando amamos alguém, a saudade já chega por antecipação, sorrateira, disfarçada de algo que não conseguimos decifrar.
É aquela dor fininha de não sei o quê, a angústia boba que nos invade só de imaginar a separação.
E a gente fica meio sem saber o que fazer.
Mas é assim... É uma dor que gostamos de sentir, um sabor que queremos provar, é algo que não sabemos explicar, mas é quase palpável...
É amor disfarçado de muita coisa... São emoções guardadas bem lá no fundo.
Saudade... do que foi e do que vai ser. Saudade que nos acompanha pra diminuir a solidão e que nos mostra, sobretudo, que estamos vivos.
Aprendi ainda que saudade não mata. É só quase. A gente pensa que vai morrer, mas sobrevive sempre, porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa que chamamos de esperança, que nos ajuda a caminhar, porque saudade, como o amor, não é cega... Saudade vê mais além.

Letícia Thompson

                                    

terça-feira, 7 de maio de 2013

"Grandeza da Sabedoria Indígena...Carta do Cacique ao Presidente"!


Esta carta foi escrita, em 1855, por um índio norte-americano, de nome Seattle, cacique da tribo Duwamish, para o então Presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce.
"O Grande Chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra.
O Grande Chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa da nossa amizade. Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra.
O Grande Chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas - elas nuca empalidecem. Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho. O homem branco esquece a sua terra natal, quando, depois de morto vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos das campinas, o calor que emana do corpo de um mustang, o homem - todos pertencem à mesma família. Portanto quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós.
O Grande Chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, não. Porque esta terra é para nós sagrada.
Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendemos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo.
O rumorejar da água é a voz do pai de meu pai. Os rios são irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas cargas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão. Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver.
Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mais sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mão - a terra, e seu irmão - o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante.
Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto: Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende. Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende. O barulho parece insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo?
Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo o pinheiro. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.
O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe seu último suspiro. E se te vendermos a nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado coma fragrância das flores campestres.
Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar a nossa terra.
Se decidirmos aceitar, farei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que nós, os índios, matamos apenas para o sustento de nossa vida.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si. Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de teus pés são as cinzas de nossos antepassados. Para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa.
Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios. De uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza.
Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si... Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama de vida: ele é meramente um fio da mesma...
Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará.

Cacique Seattle

segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Homem... Único Animal Racional"???

O Homem...Único Animal Racional?
A resposta é sim. Afinal de contas, o homem é o único animal que se comunica através da fala, estabelecida como uma linguagem de códigos sonoros que designam os mais diversos significados. Tudo isso auxiliou o homem a construir a civilização em que estamos vivendo.
Mas, por outro lado, o homem tem sido o mais irracional dos animais, uma vez que nenhum outro mata por um motivo que não alimentação ou legítima defesa.
A civilização humana está deixando o nosso planeta doente, cheio de feridas como Cubatão, Hiroshima, Duque de Caxias... Outras ameaças como a destruição da camada de ozônio, chuva ácida, poluição marinha ameaçando as praias, destruição de espécies vivas.
É chegada a hora do homem se conscientizar que ele precisa se adaptar à realidade de sua casa planetária.
Devo reconhecer que não é possível voltar atrás no tempo transformando a nossa civilização consumista em cultura nômade. O que é necessário é promover um desenvolvimento sustentável que não permita o prejuízo para gerações futuras.
Nesse sentido, a civilização humana moderna está em decadência. A sociedade capitalista é tão ilusória quanto a socialista. Nada que o capitalismo criou funcionou e o mundo já se viu ameaçado de uma guerra nuclear. Ou seja: não podemos esperar mais para nos adaptarmos à realidade do nosso planeta, temos que ser amigos entre si e de nossa casa planetária, antes que ela comece a usar o remédio certo contra nós, quando aí podemos ter certeza de que será o fim da civilização humana.
O Planeta Terra tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos, enquanto que o gênero animal humano tem aproximadamente 100 mil anos. Que tempo ínfimo que o homem está aqui na terra! Transformando proporcionalmente o tempo geológico de 4,6 bilhões de anos em 46 anos de idade humana chegaremos á conclusão de que se a Terra tivesse 46 anos, só no ano passado é que teriam aparecido... os dinossauros.
Pois o homem só teria aparecido na semana passada e a Revolução Industrial teria acontecido a um minuto atrás. Neste minuto que passou, o homem se espalhou pelo planeta muito mais do que qualquer outro mamífero e se multiplicou como uma praga.
Talvez pelo fato de o homem ser um fenômeno tão recente, a Terra ainda não sabe qual o remédio definitivo contra ele e se defende com remédios temporários como furacões, terremotos, etc., que desde as épocas pré-humanas funcionam temporariamente.
O que estamos esperando para nos adaptarmos à realidade terrestre? Estaremos esperando que a Terra acabe com a espécie humana usando o remédio definitivo?
O momento de nos adaptarmos é agora, nos próximos vinte segundos, ou melhor, nas próximas décadas.


Pedro Lima Brandão 
 

domingo, 5 de maio de 2013

"Vida Além da Vida"!!!


Viver, morrer, ciclo de existências que, se encarado pela ótica materialista, parece denotar fim, aniquilamento que leva ao nada; quando deve ser bem outra a realidade. Fica muito difícil acreditar em algo sem ter-se a certeza absoluta; humanamente impossível é dar ouvidos a todo tipo de opiniões; perdemo-nos em controvérsias e o que resta é a tremenda dúvida e muitas vezes a decisão final de não crer em nada ou enterrar nas entranhas do subconsciente o que vem a ser eternidade. Assim vamos vivendo, embrenhados pela ilusão inerente à vida. É a ilusão que nos faz continuar estrada a fora, enfrentando barreiras, escalando montanhas, buscando um topo que não sabemos exatamente onde está.
A ilusão é como o colesterol: existe a boa e a má; aquela que nos insufla a esperança e nos prende à caminhada e a outra que faz do destino um manancial de tragédias e sofrimentos. Saber decidir é crucial à boa existência. Diferenciar sinceridade de charlatanismo não é nada fácil. Em verdade, a ilusão não existe. Somos nós que, cercados pela dor de um lado e pelo prazer, do outro, procuramos sentido na vida dando cabeçadas só para, mais tarde, compreendermos que estávamos sendo devorados pelo próprio veneno da ilusão criada por nós mesmos; sendo artífices do nosso próprio destino podemos, a hora que desejarmos, voltar ao ponto de partida e assim sofrer menos. Isto não significa desistir dos sonhos, mas, pelo contrário, sonhar os sonhos que valem mesmo a pena. Isto exige sabedoria e esta só se adquire dentro do amor e do desapego ao mesmo tempo.
O maior fator de felicidade está em espalhar sementes de amor. O medo da morte desaparece à medida que nos conscientizamos da nossa missão na terra e, a partir daí, nos esforçamos para cumpri-la. O fim da jornada trará, no descanso, a certeza do viver correto. Saber que as sementes foram plantadas por nossas mãos, e que sua semeadura, colheita e usufruto fizeram do mundo um lugar melhor, deixa no espírito a maravilhosa sensação do dever cumprido, o que faz da morte um descanso merecido e esperançoso.
Não existe a menor importância em distinguir ressurreição de reencarnação no que se refere ao destino da alma e do corpo por ocasião do que se chama morte.
O homem vive por suas crenças e a Aura de cada um é preparada ao longo da existência para seguir o caminho determinado pela própria pessoa enquanto cumpre ou deixa de cumprir sua missão. Acreditar ou não pode fazer a diferença.
Se acreditamos em Deus, num criador, este Poder Maior sabe com perfeição o destino de suas criaturas. O ateu, o agnóstico, ao impregnarem suas mentes com a ideia da extinção total da alma e do corpo após a morte; de que tudo retorna ao pó, ao nada, estão não mais do que imprimindo em suas Auras um desejo que pode vir a realizar-se posto que a mente cria o destino na esteira do cosmos. Não cai uma folha da árvore sem uma razão de ser, sem uma vontade pré-determinada.
Isto não significa, porém, que, dentro da perfeição cósmica e da harmonia da Grande Vida, o destino dos ateus e dos agnósticos não irá, em seu devido tempo, juntar-se ao destino global das existências, pois tudo obedece a um plano maior e inexorável. É claro que as dúvidas sempre vão existir porque quem vai não volta para contar a história.
A Grande Sabedoria Cósmica não permite esta espécie de clarividência; isto só serviria para atrapalhar. O homem vive para os seus sonhos, alegra-se quando os realiza e frustra-se ao não alcançar o que sonhou. A vida eterna, o paraíso, a felicidade espiritual, tudo são metas e o esforço até chegar a elas é a ferramenta comum a todos os seres humanos.
Contudo, há os entendidos, os estudiosos e os que vivenciaram experiências no campo da espiritualidade e presenteiam os menos afortunados com suas convicções. A crença que pode ou não angariar vai de encontro às opiniões do mundo. Não há teoria, afirmação, ou demonstrações que não despertem curiosidades aliadas a dúvidas, desprezos e críticas; isto é normal e a explicação está no livre arbítrio de cada um. Mas, a questão não é acreditar ou deixar de acreditar, senão interagir com o mundo no sentido de entregar-se à vida, vivendo-a intensamente.
A criança que está em cada um de nós não quer saber do futuro; ele a Deus pertence. As opiniões são o que menos importa; tampouco importa a nossa opinião. O universo é um grande palco e nós os atores. Cada ato é uma existência.
Buscamos representar o melhor de nós, entregando ao diretor a condução dos atos que virão a seguir. Deixemos as nossas vestes, a posição que vamos ocupar neste palco infinito, onde estaremos, como estaremos, a critério da inteligência que conhece muito melhor do que nós todas as suas entradas, saídas, enfim, sua constituição. Que demos o melhor de nós em atos, movimentos e vozes a fim de partimos tranquilos e confiantes; sabendo que, cumprida nossa tarefa, o palco vai continuar e nós, que nele representamos a vida, somos a própria vida que vive eternamente. Se somos vida, se representamos a vida e esta não morre, logicamente não existe morte, mas estágios de vida. Não morremos jamais. Como em tudo na vida existe causa e efeito, o homem não foge à regra e a vida não foge à regra.
É simples perceber isto analisando a própria natureza. Há uma transformação em todas as coisas, em todos os seus elementos; nada surge do nada. Há uma origem para todos os elementos, um começo, um processo criativo perfeito e magnânimo.
O homem é o modelo de perfeição e ele reconhece Deus com sendo a origem de sua criação.
Não haveria o ser humano se não fosse Deus e não haveria Deus se não fosse o ser humano, pois é o homem quem concebe Deus em seu pensamento como sendo o maior exemplo de perfeição. Ao se falar ou venerar Deus, reconhece-se o bem, o amor, os bons sentimentos, enfim, a perfeição.
E sendo Deus perfeição, jamais criaria um ser, da forma que concebeu o homem, para que, ao fim de tanta luta, esforço, aquisição de sabedoria e busca, simplesmente deixasse de existir para sempre. Isto não faz sentido e contraria até a criação perfeita de Deus.
Portanto, sem traumas, indagações exageradas e receios, após viver uma vida que vale a pena ser vivida, entreguemos a Ele nossa vida e nosso destino, que será o melhor, com toda a certeza, segundo a Sua vontade.


Prof. Edgard Santos

sábado, 4 de maio de 2013

"Reféns do Passado"!

Você viveu uma linda história de amor (ou nem tão linda assim), mas o fato é que não consegue se desvincular do passado, despedir-se do que não deu certo e botar a vida pra andar? Ainda está preso ao que já acabou, patinando sem sair do lugar?
Bem, é claro que viver o luto pela morte de um relacionamento faz parte!
Sofrer é até saudável quando a dor serve como elaboração e análise do que houve... Erros, acertos e aprendizados.
Desfazer um laço, até quando parece mesmo a melhor solução, não é uma das mais prazerosas situações que podemos viver, é verdade!
Mas também é verdade que você, bem lá no fundo, sabe que se manter atolado na dor, no desespero, na lamentação e no lugar de vítima não são opções para quem quer realmente ficar bem.
Chorar e doer tem que ter limite! Tem que ter fim. O próximo passo é a porta para o recomeço!
Como? Sei que não é fácil e as respostas não estão disponíveis em sites de busca ou livros de autoajuda. Esses são ferramentas que até podem ajudar no apontamento de uma direção, mas as respostas, a forma de recomeçar, o jeito de reconstruir a vida e o chão a se seguir começam dentro de você. São habilidades que já estão aí e você precisa, pra recomeçar, lançar mão delas. O primeiro passo é você quem dá... Mais ninguém!
Dicas? Claro, existem várias! Uma delas é viver um dia de cada vez... Só por hoje... Só agora... Só o presente.. Este momento. Assim, fracionando o tempo, fica infinitamente mais fácil.
Só o próximo passo, mas sabendo em qual direção você quer ir, aonde quer chegar... Tendo um plano, um propósito, uma meta.
Recaídas? Sim, provavelmente terão! Fazem parte! Mas cada vez mais espaçadas.
Cada dia um pouquinho mais forte, um pouquinho mais lúcido e seguro. Um pouquinho mais perto do melhor que está por vir.
Mas uma coisa é certa: ficar preso ao passado é sinônimo de culpa, mágoa, arrependimento e tristeza. Assim como se tornar refém do futuro é sinônimo de medo, ansiedade, insegurança e incerteza. Por outro lado, o passado pode ser mestre quando você o reconhece como tal, aprende com ele e se torna dono e autor de sua história, suas lembranças, seus aprendizados e suas escolhas.
Do mesmo modo com o futuro, quando você usa esse tempo que só existe em sua fantasia e o transforma em sonhos, planos e esperança.
De resto e de verdade, só temos o agora. É aqui que está a paz e as reais possibilidades. É o único tempo em que você pode fazer, agir. Em nenhum outro há alguma chance de você existir. Então, se quer deixar de ser refém e parar de sofrer por algo que já era, mude o foco...
Escreva a próxima página do livro de sua vida. O que deseja contar nela? O que precisa fazer para torná-la muito além de um conto de fadas para ninar crianças?
Por fim, sinto muito se você esperava encontrar aqui alguma resposta curta, direta e objetiva para a solução da sua dor. Sinto se você esperava que eu indicasse o culpado por você estar se sentindo assim, colocando você no lugar de impotente e injustiçado. A vida definitivamente não funciona assim...
Desde que o mundo é mundo, pessoas sofrem e doem, mas também desde que o mundo é mundo, elas só superam tudo isso depois de superarem, antes, a si mesmas. E se tantas podem, por que você, justo você, não poderia?
Sim, você pode e nem precisa ser sozinho. Para isso, o Universo nos encheu de facilitadores: amigos, cursos, colo das pessoas que nos amam, profissionais, bolos de chocolate, livros, flores, mar, canto dos pássaros, sol, lua, estrelas, entre outros. E se você ainda não encontrou nada disso ou tudo isso lhe parece pouco demais, abra os olhos e acorde!
Lembre-se: o mundo não vai parar até que você faça isso...
Cada dia perdido é, de fato, mais um dia perdido! Então, comece logo, comece agora: é pra frente que se anda e que se vive!
E só pra não dispensar a sabedoria popular... "Quem vive de passado é museu"!


Rosana Braga

sexta-feira, 3 de maio de 2013

"Amar"!!!

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
Amar e esquecer... Amar e malamar.. Amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia, e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o áspero, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

  Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 2 de maio de 2013

"O Poder do Coração"!

Por muito tempo acreditamos que o nosso poder é mental. Que precisamos pensar, e analisar, pesando todas as possibilidades nos processos de escolha e tomadas de atitude.
Valorizamos completa e unicamente tudo que vem pela ciência como verdadeiro e explicado pela linearidade das equações e conceitos. Sequer percebemos que mesmo esta verdade científica vem mudando ao longo dos séculos e agora cada vez mais rápido.
Fragmentamo-nos como seres, perdidos no emaranhado de funções. Assumimos o personagem e esquecemos o ator por trás de cada papel. Na maioria das vezes, não conseguimos exercer nenhuma das atribuições de maneira alegre, harmoniosa e produtiva. Por quê?
A ciência deveria nos dar suporte, explicações, caminhos, soluções. Não é isto que pensamos e esperamos? No início, a proposta científica/tecnológica era para que, com maior automação dos processos, tivéssemos mais tempo para nós mesmos.
Tornamo-nos escravos desta automação. Entramos em um terrível círculo vicioso, por um lado, todo nosso tempo vai para alimentar esta estrutura e, por outro, cada vez ela se torna mais forte, coloca-nos fora dela e muitas pessoas já estão à margem do sistema que criamos.
Você está feliz? É feliz? Faz aquilo que gosta? Você dirige sua vida ou ela é dirigida?
Esta situação tem uma saída?
Sim, temos uma saída e ela se mostra cada vez mais clara e perceptível. Qual é?
Assumir seu próprio poder!
Como?
Através do seu Coração!
Sim, é possível você reassumir o controle sobre sua vida, suas emoções, seus relacionamentos, sua saúde e suas realizações. O coração é o caminho!
O coração é muito mais do que um órgão de nosso corpo físico, que leva sangue e nutrientes.
Ele é inteligente, tem um cérebro funcional e capaz de tomar decisões de maneira independente.
Tem uma linguagem própria, a Variação do Batimento Cardíaco, que se faz entender pelo cérebro craniano e demais órgãos.
Fomos desviados dele, nos iludimos por caminhos aparentemente mais seguros e sedutores.
Mas alguns ramos da Ciência estão reabrindo e iluminando o caminho de volta ao coração.
Estes ramos da ciência são a Física Quântica e a Biologia.
Existe um estado a ser alcançado que chamamos Coerência. Neste estado, onde o coração está equilibrado em termos de campo eletromagnético e alimentado em função de bons sentimentos, cérebro e coração entram em Sintonia.
Alinhados, assumem seu verdadeiro papel, o Coração sabe, conhece e tem a plena capacidade de "Decidir".  O Cérebro, então, vai articular utilizando o aprendizado adquirido, e os registros de experiências bem elaboradas e resolvidas para dar forma ao que se pretende.
Conseguimos sair dos padrões mentais de medo, julgamento, culpa, bloqueios e entramos na energia pura do coração que simplesmente avalia energeticamente e decide baseado em Quem Somos de fato e no que nos faz felizes!
São mais de vinte anos de pesquisas no Instituto HeartMath e universidades importantes, avaliando o papel das emoções na linguagem do coração que está intrinsecamente ligada à nossa percepção da realidade (Física Quântica) e que todo este conjunto atua de maneira concreta nas nossa células (Biologia).
Três técnicas simples, um software que ajuda a avaliar o nível de equilíbrio emocional e também a reconhecer quando estiver em estado de Coerência e uma série de conceitos e dinâmicas lúdicas, que ajudarão a quebrar padrões e crenças que não ajudam no processo de crescimento e de vida.


Tania Orlando  

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"Sonhador da Montanha de Oriah"!



Não me interessa o que você faz para ganhar a vida...
Quero saber o que você deseja ardentemente, se ousa sonhar em atender aquilo pelo qual seu coração anseia.
Não me interessa saber a sua idade...
Quero saber se você se arriscará a parecer um tolo por amor, por sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com a sua lua...
Quero saber se tocou o âmago de sua dor, se as traições da vida o abriram ou se você se tornou murcho e fechado por medo de mais dor!
Quero saber se pode suportar a dor, minha ou sua, sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la.
Quero saber se você pode aceitar alegria, minha ou sua; se pode dançar com abandono e deixar que o êxtase o domine até a ponta dos dedos das mãos ou dos pés, sem nos dizer para termos cautela, sermos realistas, ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos.
Não me interessa se a história que me conta é a verdade...
Quero saber se consegue desapontar outra pessoa para ser autêntico consigo mesmo, se pode suportar a acusação de traição e não trair a sua alma.
Quero saber se você pode ver beleza mesmo que ela não seja tão bonita todos os dias, e se pode buscar a origem de sua vida na presença de Deus.
Quero saber se você pode viver com o fracasso, seu e meu, e ainda, à margem de um lago, gritar para a lua prateada: ‘Posso!’
Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro tem...
Quero saber se pode levantar-se após uma noite de sofrimento e desespero, cansado, ferido até os ossos, e fazer o que tem de ser feito pelos filhos.
Não me interessa saber quem você é e como veio parar até aqui...
Quero saber se você ficará comigo no centro do incêndio e não se acovardará.
Não me interessa saber onde, o quê, ou com quem você estudou...
Quero saber o que o sustenta a partir de dentro, quando tudo o mais desmorona.
Quero saber se consegue ficar sozinho consigo mesmo e se, realmente, gosta da companhia que tem nos momentos vazios.

Ancião Indio Americano