Somos Anjos e Mestres!
Todos nós sabemos alguma coisa que alguém, em algum lugar, precisa aprender e, por vezes, nós mesmos recordarmos.

domingo, 6 de janeiro de 2013

"Pare para Pensar"!

Pare para pensar...É difícil compreender o real valor desta pequena expressão em uma sociedade como a nossa. É difícil perceber o quão importante "parar verdadeiramente para pensar" pode ser para cada um de nós, o quanto isso pode afetar a nossa visão sobre as coisas, sobre o mundo e sobre nossos comportamentos e objetivos.
Isso porque, pensar, atualmente, é realmente difícil. Há toda uma estrutura social que nos impede, que nos força a uma vida corrida, em que muitas vezes não podemos de fato escolher o caminho que queremos seguir, apenas tomamos as decisões mais apropriadas para que tenhamos um bom trabalho, para que tenhamos o nosso dinheiro, para que passemos em um vestibular ou em um concurso. E no pouco tempo que nos resta, quando já estamos cansados e esgotados por causa do estresse do dia-a-dia, entra em "jogo" a "sedução" do consumo, dos objetos de consumo, especialmente aqueles voltados para o entretenimento, como filmes, seriados, novelas e até mesmo livros.
De algum modo, estamos sempre em atividade, em movimento, mesmo quando estamos "parados". Quando não há o estudo ou o trabalho para ocupar a cabeça, "descansa-se" por intermédio da imersão no mundo do entretenimento. É um modo de descansar, mas também de evitar o pensamento, que às vezes pode ser doloroso, já que vivemos em uma sociedade com muitos problemas; sociedade que às vezes nos força a viver de um modo que não queremos - e pensar sobre isso pode, sim, como já ressaltado, ser doloroso.
Então nos anestesiamos. E se evita assim a reflexão - e sem reflexão não há mudança, nem evolução pessoal. Faça um exercício rápido e tente imaginar quando foi a última vez que você parou realmente para pensar. Quando ficou pelo menos uma hora se dedicando a apenas pensar sobre as coisas, sem mexer no celular, sem checar mensagens, sem navegar na internet, sem jogar algum jogo ou assistir televisão? Na maioria das vezes, posso apostar que a resposta é "nem me lembro" - ou que esse momento de reflexão não aconteça assim com tanta frequência.
Pois é. É assim mesmo. Esse é o mundo em que vivemos, é a sociedade em que vivemos. Ela nos molda assim, quase nos força a isso. Mas nós podemos ser um pouco rebeldes, afinal, um pouco de rebeldia é sempre bom. Podemos "parar para pensar", sempre que possível. Até porque, muitas vezes, é essa parada que nos permitirá ver que algumas decisões que tomamos não são tão acertadas - ou que até não fazem o menor sentido. É essa parada que nos faz notar que poderíamos ser mais atentos a algumas pessoas, mais abertos a amigos e familiares, mais engajados em projetos sociais e etc...
Enfim, por mais doloroso que seja, pensar faz bem, muito bem, e deve se tornar um hábito geral para que um dia possamos nos tornar pessoas melhores e, como consequência, possamos também construir uma sociedade mais humana e mais igual.

Portanto, sempre que puder, pense: não deixe simplesmente o mundo te levar.



Leonardo Schabbach

sábado, 5 de janeiro de 2013

"Sombras do Passado"!

Comparo o passado às folhas do outono, belas, cheias de nostalgia, mas vividas. Tiveram seu tempo de frescor, encanto, mas soltaram-se e foram levadas pelo vento.
Todos nós tivemos um passado...
E cada qual gosta de guardar o seu, principalmente aquele ou aqueles que marcaram a vida, deixaram cicatrizes na alma e para o qual olhamos de vez em quando com ternura.
O que não gostamos mesmo é de saber que a pessoa que amamos teve um passado amoroso. Difícil imaginar que os lábios que nos juram amor fizeram outras juras, que os braços que nos enlaçam guardaram outro corpo dentro de si, que os carinhos e batidas do coração tiveram como objetivo outra pessoa...
Ai!... Como se desprender da idéia de que não somos únicos no mundo?
Como aceitar que existam sombras que acompanham e acompanharão para sempre essa outra parte que de forma egoísta e bela julgamos nossa, só nossa?!
Queríamos que os carinhos fossem só nossos, que pelo menos para a pessoa amada a palavra "único" tenha nosso rosto.
Mas as folhas do outono vêm de diversas árvores e quando olhamos para trás, vemos que temos também nossa sombra, que nos acompanha com fidelidade. 
Achamos que isso é menos importante, porque a dor no peito do outro não nos incomoda tanto, porque nos cegamos ao que ele pode sentir e ressentir.
Porém nossas almas são sensivelmente iguais e é só ter um pouco de atenção para saber o que se passa em outro coração.Nos ententendo, entendemos a outra parte. Amadurecemos para o presente e para o futuro que virá e com os frutos que virão, mesmo se outras folhas cobriram nosso caminho lá atrás.

Amar é também aceitar o outro com todas as suas marcas, suas cargas, suas sombras... e seguir em frente!

 
L. Thompson


"Nós e a Sociedade!

É difícil escrever sobre a nossa sociedade, sobre a vida que levamos, sobre todas as coisas que, no fundo, não estão certas nesse mundo líquido que habitamos, nesse cenário informe que nos molda o tempo inteiro. Talvez o primeiro passo seja falar com sinceridade, com honestidade.
 Porque neste pequeno universo sistemático, de superficialidade, de padrões, de eficiência, aprendemos, desde sempre, a não sermos honestos, a enganarmos os outros, a mentirmos quando estamos triste ou a fingirmos que não nos importamos ao nos depararmos com alguém necessitado.
É uma falta de honestidade, de transparência, com tudo e com todos, que nos leva a uma vida em sociedade ilusória, que nos leva a ignorar o que muitas vezes sabemos haver dentro de nós: medos, inquietações, revolta e, principalmente, pensamento.
O mundo hoje não nos deixa pensar. Não somos honestos o suficiente para admitirmos que há algo de errado, há muito de errado; muito o que queremos abandonar, muitas coisas contra as quais queremos a revolta. Mas não fazemos nada, pois desde sempre nos foi ensinado a sermos passivos, a escondermos questões fundamentais que deveriam estar expostas.
Quem nunca pensou que o mundo está inteiro errado? Que as coisas não podem ficar assim? Ou que não devem ficar assim?
É uma inquietação de todos, faz parte da essência de cada ente, de cada um de nós. Sabemos que essa sociedade que vemos todos os dias não nos basta, que não pode ser benéfica. É uma mão que força todos à eficiência, a uma batalha para se provar melhor do que outro, para superar o outro. Acontece no mercado de trabalho, nas escolas, nos esportes. Acontece o tempo inteiro. Somos repetidamente forçados a alcançar metas que nada têm haver conosco, que nos empurram a padrões de competência, de beleza, de riqueza e de comportamento. Mas, no fundo, há um sentimento, uma força que nos diz, dia após dia, que há algo de errado; que um mundo assim não deveria existir – ou melhor, que não pode existir.
A agonia sobe e toma todo o corpo. Por que não fazemos nada?
Por que, por mais que saibamos que as coisas estão erradas, não conseguimos agir? 
Por que, por mais que tenhamos noção de todo o sistema, ele continua a nos oprimir a realizar sempre as mesmas coisas, a desejar sempre as mesmas coisas – e sempre da mesma maneira? E este paradoxo nos congela. Ficamos cada vez mais inertes, mais presos a um mundo particular ilusório.
Para pensar, pode não haver tempo, mas a questão é maior do que essa. Pensar é doloroso.  Por isso, somos cada vez mais anestesiados, deixamos de ser honestos conosco e com o mundo, nos atiramos a produtos cada vez mais superficiais, como se aquilo fosse capaz de nos preencher, como se tudo estivesse perfeito. Parece que o pensamento, que os sentimentos mais profundos, não devem ser acessados, não devem ser sentidos e revirados. Até mesmo admitir essas questões incomoda, traz um certo grau de tristeza. Uma tristeza estranha e chata, debilitadora, tão poderosa quão maior for o tempo que nos acostumamos a ignorá-la. E isso nos dá medo, nos faz recuar, pois não condiz com o padrão social, nos impede de chegar onde temos – mesmo que, no fundo, não queiramos – chegar.
Então, desiste-se dá luta, entrega-se a uma sociedade imóvel, ignora-se o que está cá dentro, como se sequer existisse, e inebria-se com produtos e mais produtos, com itens de consumo (sejam eles físicos ou culturais) que apenas anestesiam a dor, os pensamentos e todo aquele sentimento que grita por mudança.

E é assim que seguimos, em um mundo cada vez mais desigual, tornando-nos cada vez menos combativos e quase mortalmente deficientes.

Letícia Thompson
 

sexta-feira, 4 de janeiro de 2013

Os Pais Envelhecem!!!

Talvez a mais rica, forte e profunda experiência da caminhada humana seja a de ter um filho... Plena de emoções, por vezes angustiante, ser pai ou mãe é provar os limites que constituem o sal e o mel do ato de amar alguém.
Quando nascem os filhos...  Comovem por sua fragilidade, seus imensos olhos, sua inocência e graça.  Basta vê-los para que o coração se alargue em riso e cor.  Um sorriso é capaz de abrir as portas de um imenso ... Paraíso!!!!
                                                                  
Eles chegam à nossa vida, com promessas de amor incondicional. Dependem de nosso amor, dos cuidados que temos. E retribuem com gestos que enternecem.
Mas os anos passam e os filhos crescem... Escolhem seus próprios caminhos, parceiros e profissões... Trilham novos rumos, afastam-se da matriz.
O tempo se encarrega da formação de novas famílias. Os netos nascem. Envelhecemos. E então algo começa a mudar.
Os filhos já não têm pelos pais aquela atitude de antes. Parece que agora só os ouvem para fazer críticas, reclamar, apontar falhas.
Já não brilha mais nos olhos deles aquela admiração da infância e isso é uma dor imensa para os pais.
Por mais que disfarcem, todo pai e mãe percebe as mínimas faíscas no olho de um filho.
É quando pais idosos, dizem para si mesmos: Que fiz eu? Por que o encanto acabou? Por que meu filho já não me tem como seu herói particular?
Apenas passaram-se alguns anos e parece que foram esquecidos os cuidados e a sabedoria que antes era referência para tudo na vida.
Aos poucos, a atitude dos filhos se torna cada vez mas impertinente. Praticamente não ouvem mais os conselhos.
A cada dia demonstram mais impaciência. Acham que os pais têm opiniões superadas, antigas.
Pior é quando implicam com as manias, os hábitos antigos, as velhas músicas. E tentam fazer os velhos pais se adaptarem aos novos tempos, aos novos costumes.
Quanto mais envelhecem os pais, mais os filhos assumem o controle. Quando eles estão bem idosos, já não decidem o que querem fazer ou o que desejam comer e beber. Raramente são ouvidos quando tentam fazer algo diferente.
Passeios, comida, roupas, médicos - tudo passa a ser decidido pelos filhos.
E, no entanto, os pais estão apenas idosos. Mas continuam em plena posse da mente. Por que então desrespeitá-los?
Por que tratá-los como se fossem inúteis ou crianças sem discernimento?
Sim, é o que a maioria dos filhos faz. Dá ordens aos pais, trata-os como se não tivessem opinião ou capacidade de decisão.
E, no entanto, no fundo daqueles olhos cercados de rugas, há tanto amor. Naquelas mãos trêmulas, há sempre um gesto que abençoa, acaricia.
A cada dia que nasce, lembre-se, está mais perto o dia da separação. Um dia, o velho pai já não estará aqui.
O cheiro familiar da mãe estará ausente. As  roupas favoritas para sempre dobradas sobre a cama, os chinelos em um canto qualquer da casa.
Então, valorize o tempo de agora com os pais idosos.
Paciência com eles quando se recusam a tomar os remédios, quando falam interminavelmente sobre doenças, quando se queixam de tudo.
Abrace-os apenas, enxugue as lágrimas deles, ouça as histórias (mesmo que sejam repetidas) e dê-lhes atenção, afeto...

Acredite... Dentro daquele velho coração brotarão todas as flores da esperança e da alegria.

 Rd.Momento Espírita
 
                                                                          

"Outro tipo de Mulher Nua"...

Depois da invenção do photoshop, até a mais insignificante das criaturas vira uma deusa, basta uns retoquezinhos, aqui e ali. 
Nunca vi tanta mulher nua.
Os sites da internet renovam semanalmente seu estoque de gatas vertiginosas. O que não falta é candidata para tirar a roupa. Dá uma grana boa. E o namorado apóia, o pai fica orgulhoso, a mãe acha um acontecimento, as amigas invejam, então pudor pra quê?
Não sei se os homens estão radiantes com esta multiplicação de peitos e bundas. Infelizes não devem estar, mas duvido que algo que se tornou tão banal ainda enfeitice os que têm mais de 14 anos.
Talvez a verdadeira excitação esteja, hoje, em ver uma mulher se despir de verdade... Emocionalmente.
Nudez pode ter um significado diferente e muito mais intenso.
É assistir a uma mulher desabotoar suas fantasias, suas dores, sua história.
É erótico uma mulher que sorri, que chora, que vacila, que fica linda sendo sincera, que fica uma delícia sendo divertida, que deixa qualquer um maluco sendo inteligente.
Uma mulher que diz o que pensa, o que sente e o que pretende, sem meias-verdades, sem esconder seus pequenos defeitos.
Aliás, deveríamos nos orgulhar de nossas falhas, é o que nos torna humanas, e não bonecas de porcelana.
Arrebatador é assistir ao desnudamento de uma mulher em que sempre se poderá confiar, mesmo que vire ex, mesmo que saiba demais.
Pouco tempo atrás, posar nua ainda era uma excentricidade das artistas, lembro que se esperava com ansiedade a revista que traria um ensaio de Dina Sfat, por exemplo: - pra citar uma mulher que sempre teve mais o que mostrar além do próprio corpo.
Mas agora não há mais charme nem suspense, estamos na era das mulheres coisificadas, que posam nuas porque consideram um degrau na carreira. Até é. Na maioria das vezes, rumo à decadência. Escadas servem para descer também.
Não é fácil tirar a roupa e ficar pendurada numa banca de jornal, mas, difícil por difícil, também é complicado abrir mão de pudores verbais, expor nossos segredos e insanidades, revelar nosso interior.


Mas é o que devemos continuar fazendo.
Despir nossa alma e mostrar pra valer quem somos, o que trazemos por dentro. Não conheço strip-tease mais sedutor.



Martha Medeiros

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

"O Mito da Caixa de Pandora"

                  
                                                                                                                                                                                                 O mito da caixa de Pandora faz alusão à origem dos males que permeiam o mundo.


A caixa de Pandora é um mito grego no qual a existência da mulher e dos vários males do mundo são explicados...
Tudo começa quando Zeus, o deus de todos os deuses, resolveu arquitetar um plano para se voltar conntra a ousadia de Prometeu, que entregava aos homens a capacidade de controlar o fogo.
Para tanto, Zeus decide criar uma mulher repleta de dotes oferecidos pelos deuses e a oferece a Epimeteu, irmão de Prometeu.
Antes disso, Prometeu recusou a jovem Pandora de Zeus temendo que ela fizesse parte de algum plano de vingança da divindade roubada. Ao aceitar Pandora, Epimeteu também ganhou uma caixa onde estavam contidos vários males físicos e espirituais que poderiam acometer o mundo. Desconhecedor do conteúdo, ele foi somente alertado de que aquela caixa não poderia ser aberta em nenhuma hipótese. Com isso, o artefato era mantido em segurança, no fundo de sua morada, cercado por duas gralhas barulhentas.

Aproveitando de sua beleza, Pandora convenceu o marido a se livrar das gralhas que lhe causavam espanto. Após atender ao pedido da esposa, Epimeteu manteve relações com ela e caiu em um sono profundo. Nesse instante, não suportando a própria curiosidade, Pandora abriu a caixa proibida para espiar o seu conteúdo.
Naquele momento, ela acabou libertando várias doenças e sentimentos que atormentariam a existência do Homem no mundo. Zeus assim concluía o seu plano de vingança contra Prometeu.
Logo percebendo o erro que cometera, Pandora se apressou em fechar a caixa. Com isso, ela conseguiu preservar o único
dom positivo que fora depositado naquele recipiente: a esperança.
Dessa forma, o mito da Caixa de Pandora explica como o Homem é capaz de manter-se perseverante mesmo quando as situações se mostram bastante adversas. Além disso, esse mesmo mito explora a construção da identidade feminina como sendo marcada pela sensualidade e o poder de dissimulação.
 


Historia da Mitologia

"Maturidade é o mesmo que Velhice"?

Tenho acompanhado o mercado de trabalho e notado profundas mudanças na ordem de valores dos critérios gerenciais de muitas empresas de porte - multinacionais ou não - em relação aos seus empregados. Hoje é quase unânime a indiferença em relação à maturidade profissional e com o que chamávamos de "vestir a camisa".
Sei que às vezes também havia uma certa super-valorização do empregado velho de casa, promovendo-o como prêmio por fazer bem o que fazia, sem a preocupação de prepará-lo adequadamente para assumir cargos de maior responsabilidade.
 O "vestir a camisa", por sua vez, também era mal interpretado e, em alguns casos, transformavam esse ato espontâneo em obrigação do empregado e não num processo gradativo como fazemos antes de comprar uma roupa...
Olhamos a vitrine, conversamos com o vendedor, experimentamos em frente ao espelho para só depois comprarmos.
No entanto, excluindo-se as más interpretações e o estilo mais fordeano da diretoria da época, existia um orgulho enorme dos funcionários em trabalhar na empresa e até a família se engajava nessa frente, quase chegando a incorporar a marca ao seu sobrenome.
Hoje a maioria das empresas,  consideram a motivação e o reconhecimento dos seus funcionários antigos, perda de tempo e dinheiro.  Sentem-se aliviadas quando um deles pede demissão (menos se for trabalhar na concorrência) e quando conseguem manter a vaga em aberto, admitem treinées para ocupá-la. "Candidatos com mais de 40 anos são considerados caros e sua maturidade profissional, sinônimo de velhice". São muitas vezes trocados por mauricinhos recém-formados e dão a esses jovens de gravata, paletó e fraldas, um alto status bem menor que a sua humildade. Com o ID atuante e o SUPEREGO ainda em formação passam a querer mais cada vez mais, não importando os meios com os quais atingirão seus objetivos.
Muitos desses insaciáveis monstros criados em cativeiro, logo-logo precisarão de mais alimento para suprir seus EGOS de dimensões paquidérmicas e começarão a notar que existe um mundo lá fora, cheio de oportunidades mais interessantes do que as que têm. Começam também a perceber que os funcionários mais antigos não são valorizados e que, em breve, serão tão antigos quanto eles e, conseqüentemente, também descartados. Então, sentem que podem usar a estrutura da própria organização para procurar um novo emprego, numa concorrente, de preferência, pois, com a experiência que adquiriram, serão contratados a peso de ouro. E lá se vão os segredos e estratégias da antiga empresa para a concorrência, junto com eles. Já os antigos empregados, cada vez mais esquecidos e amarrados por questões de idade,  acompanham esse banal entra e sai denominado turn over pelos pais do capitalismo, tentando saber qual será o chefe do mês seguinte.
Mesmo ainda não sabendo, têm certeza de que ele terá pós-graduação, MBA e doutorado, conhecendo profundamente, em teoria, o funcionamento das grandes empresas.  E que... ao invés de rugas na testa, terá um rosto cheio de espinhas.


RSanchez

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

"As Portas do Coração"...

Acho que ninguém passa a vida como uma folha em branco, sem escritos, sem rabiscos. Tudo vai sendo escrito na alma, os momentos vão sendo registrados , misturando o que foi com o que deixou de ser, as grandes expectativas com as grandes decepções, Cada página virada traz as marcas das que  passaram e com o tempo vamos aprendendo a prudência nas relações. Quando somos jovens é diferente, pois a esperança é tão eterna quanto o amor que toma conta da gente.
Mas os anos nos trazem a vivência, a desconfiança e a memória das coisas que nos fizeram mal.
Se na juventude nos jogamos de cara a cada nova oportunidade, mais tarde aprendemos a caminhar lentamente, olhar de longe, tentar reconhecer os riscos e buscar garantias. Essas mesmas garantias que só são assinadas depois, bem depois, caso existam.
A vida não nos abandona e as oportunidades vão surgindo. Mas, com elas as feridas que se reabrem, que revivem e fechamos os olhos a, talvez, belos instantes de felicidade plena e eterna.
Não sabemos! Não podemos saber! As pessoas não são iguais, mas tão parecidas! Não queremos sonhar de novo e cair de novo, chorar de novo e parecer tolos aos olhos dos outros... preferimos fechar as portas do coração e olhar pela fresta, imaginar o que teria sido se tivéssemos, pelo menos, tentado...
Queremos sempre o amor, nunca a dor que dele resulta. Queremos o mel, a alegria e até a saudade que pode incomodar o coração, mas dor... dor não!
Não sabemos, talvez, que seja esse o preço e que a alegria de amar um tempo vale mil vezes a dor cravada na alma.
Amar alguém é elevar-se ao ponto nobre da vida.
É tocar o céu e ter a terra aos seus pés.
E se mais tarde os ventos contrários nos trazem de volta, valeu a viagem, valeram as lembranças que carregamos e que nos sustentam.
E entre os escritos da vida, prevalecem, no fim, o néctar que soubemos tirar das flores, a poesia que tiramos dos amores, mesmo daqueles que tiveram fim.

Letícia Thompson

terça-feira, 1 de janeiro de 2013

Grande e Eterno Amor!!!!

"Grande e Eterno Amor... É aquele que... Sobrevive ao tempo!
 Chegou de mansinho no passado... Continua vivo no presente... 
 No futuro se eternizará"!
Um grande amor é aquele que faz você se sentir especial...
 No fundo... Não tão boa o suficiente para ele.
É aquele que você tem medo e a insegurança de o perder...
Você não se enxerga sem ele.
Um grande amor é aquele que te mata de saudades... 
Que faz você se sentir sufocada e presa a uma agonia terrível...
Por não se verem mais.
Um grande amor é aquele que te faz possessiva...
Você não o quer dividir com ninguém.
É aquele que você sente raiva nos momentos de briga...
Mas essa raiva nunca predomina o amor...
Basta se lembrar do sorriso e do olhar da pessoa amada...

 Involuntariamente, seus olhos brilham e você começa a sorrir.
Um grande amor é aquele que faz os olhos se encherem de água...
Lembrando os momentos passados.
Um grande amor é aquele que sequestra nossos pensamentos...
Na juventude, na maturidade e na velhice. 
É aquele que pode não ser perfeito...
Mas aos nossos olhos, não apresenta nenhum defeito...
É incomparável e lindo do seu próprio jeito.
Um grande amor é aquele que se o machucam...
Você se sente ferida por tabela... O defende com toda a garra...

 Ninguém no mundo parece mais importante.
É aquele que te faz ir contra sua família, amigos, colegas ...
Você enfrenta o inferno por ele... É o único que te faz ao céu chegar.
Um grande amor é uma coisa única que sentimos no coração...
Uma mistura de aperto, sufoco, alegria, tristeza e forte pulsação
Podemos ter vários amores na vida...
Mas..." Um Grande amor"... Teremos uma única vez...
Nunca poderá ser substituído...
Duram eternamente... Mesmo que distantes.
A sensação que te faz sentir é única...
E você sempre a guardará em seu coração...
Mesmo que o sonho de um reencontro fique na ilusão... 
Um grande amor findo são como grandes golpes...
Deixam cicatrizes, que reabrem a cada dia...
Nunca morrem... Continuam vivos...
Em nossa Alma deixam para sempre gravado...
"Grande e Eterno Amor"

 GotinhaMRL


Recomeçar é Preciso...



Não sei dizer se a vida nos cansa ou se nós é que nos sentimos fadigados às vezes da existência. Nos repetimos sempre...Ou quase.
E nos lamentamos desse dia-a-dia onde nos levantamos, trabalhamos, regressamos e descansamos para no dia seguinte recomeçarmos.  
Mas é essa a vida e muitos não aceitariam mudança nenhuma se a oportunidade lhes fosse oferta.
Ter que recomeçar alguma coisa abala muita gente, pois mesmo a vida corriqueira e imutável causa segurança... Conhece-se os caminhos, os atalhos, os desvios, as curvas a serem evitadas. A consciência de ter que recomeçar é que nos faz sofrer, duvidar, temer. Medimos nossa capacidade e com bastante freqüência... Nossa incapacidade! Se não medirmos nada, avançaremos como as crianças avançam nos primeiros passos, titubeantes, mas orgulhosos. A mente humana é um poderoso instrumento. Ela condiciona, impõe, impede, impele, comanda... mas nem sempre no bom sentido. Ela sente, ressente, guarda as impressões e as marcas que a vida vai fazendo ao longo dos anos. 
E se pensamos em recomeçar alguma coisa, ela acende a luz vermelha em sinal de atenção. Assim é que muitos paralisam-se e não fazem nada. Acomodam-se. Porém, a vida nos impõe recomeços a cada instante e os seguimos com naturalidade, fazemos nossa parte. Somos condicionados e nem nos questionamos.
Me pergunto então por que não nos condicionamos a viver coisas novas, experimentar nem que seja por uma vez ousar. Se é nossa mente que nos comanda e que somos donos de nós, por que não pegarmos as rédeas, o comando? A vida desabrocha por todos os cantos e precisamos vivê-la. Mas bem vivê-la. Deus nos criou para sermos felizes, não para passarmos os dias perdidos em lamentos sem tomar atitudes... Avança!
  Recomeçar é preciso quando o que temos já não nos satisfaz. E recomeçar é sempre possível quando colocamos de lado as dúvidas, pois perdedor na vida não é quem tentou e não conseguiu, mas sim aquele que abandonou a coragem e perdeu a fé.


Letícia Thompson

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Curiosidades... Simpatias para Ano Novo!!!!

O termo simpatia tem origem no vocábulo grego sympátheia, e traduz “afinidade ou correspondência entre dois ou mais corpos, pelas propriedades que os aproximam”.
Quando se referindo ao sentimento de simpatia podemos conceituar a “atração entre duas pessoas, pela analogia ou conformidade de propensões e sentimentos que as caracterizam ou tendência natural de atração de uma pessoa para com outra”.

Quanto ao seu significado místico podemos conceituar como sendo “modalidade de superstição que procura, na magia e na feitiçaria, meios para afastar certos males ou conseguir determinado bem com o emprego de rezas, sinais cabalísticos, signos místicos, rituais, receitas e/ou preceitos”.
O próprio termo magia aponta para a “arte em que se pretende empregar conscientemente poderes invisíveis e sobrenaturais para obter efeitos visíveis”.

Segundo o célebre mago Eliphas Lèvy, um dos pilares da alta magia está fundamentado no denominado “Princípio Simpático” ou “Princípio da Correspondência”, no qual se encontra em agentes ou eventos isolados uma relação de causa e efeito não necessariamente interligados racionalmente.
Como primeiro exemplo, podemos citar a tradição de se preparar para a ceia de Réveillon pratos contendo lentilhas, para trazer sorte financeira.
Dois princípios simpáticos regem a tradição: a semelhança das lentilhas ao formato das moedas e também ao fato de que poucas lentilhas cruas rendem uma panela cheia depois de cozidas – querendo significar aí o aumento dos recursos financeiros por uma relação simpática com “o aumento” da quantidade do alimento na panela durante seu cozimento.
Outro exemplo, também relacionado ao cardápio, é a tradição arraigada no Brasil de que o prato principal da ceia de Réveillon deverá ser sempre o leitão assado, pois o porco fuça para frente. Desaconselhando, portanto, o caranguejo que anda para trás, e as aves como galinha, peru, etc. que ciscam para trás.
E por aí vai.
Um colega químico, cujo ceticismo é tão grande quanto seu bom humor, criou uma série de “simpatias” não tão mágicas assim. Por exemplo, para evitar que seu carro fosse roubado ele aplicou o ritual de sempre pagar o seguro em dia e guardá-lo em um estacionamento.
Para ter prosperidade no ano-novo ele criou uma série de novas simpatias que realmente funcionam:
 • Sempre incrementar sua poupança com parte de seu décimo terceiro salário;
 • Nunca gastar mais do que ganha;
 • Investir parte de seu salário e de seu tempo em cursos de aprimoramento pessoal e profissional;
 • Manter-se bem informado;
 • Trabalhar com entusiasmo, esmero e pontualidade;
 •Sempre assumir uma atitude positiva perante a vida.

Posso garantir, caro leitor, que funciona! A cada ano ele está mais próspero!
E como mensagem de um final de ano, já que a Terra irá iniciar mais um ciclo em sua órbita solar, gostaria de concluir essa hipercrônica com a singela, repetitiva e pouco imaginativa fábula do:

Cavaleiro do Ciclo Vicioso
 

Antigamente as mensagens postais eram transportadas por cavaleiros que atravessavam as florestas a galope em grande velocidade. Em suas idas e vindas faziam a mesma trilha diversas vezes por semana, anos a fio, em meio a frondosas árvores.
Um destes cavaleiros, o protagonista de nossa história, ao chegar a determinado trecho do bosque teve uma inquietação:
- Há algo nesta trilha que é importante recordar. Mas o que será?
Enquanto estava imerso nestas divagações, distraiu-se do caminho e não viu o galho mais baixo que o derrubou do cavalo.
No chão, se recordou tristemente que já caíra do cavalo por diversas vezes naquele mesmo trecho e pela mesma razão.

A moral da história deixo por conta do querido leitor.

E que o leitor, nesse novo ciclo que se inicia, nunca caia do mesmo cavalo no mesmo trecho do mesmo caminho pela mesma razão.

                                                    
H,Science
 

Faxina de Ano Novo!!!


Adoro faxinas de Ano Novo!
Além de se livrar de uma porção de coisas inúteis e acabar o dia imunda, mas de alma lavada, sempre existe a possibilidade de descobrir no fundo de alguma gaveta algum tesouro esquecido. Foi numa dessas orgias de arrumação que encontrei aquele texto sobre Inteligência Espiritual.
 A expressão dançava há tempos na minha cabeça, mas eu ainda não tinha feito nada a respeito e a xerox cheia de pó veio me lembrar desse compromisso de saber mais sobre o assunto. O texto me levou ao livro de um professor da Universidade da Califórnia, Dr. Robert Emmons, considerado o criador do termo Inteligência Espiritual. Seu livro, The Psychology or Ultimate Concerns: motivation and spirituality in personality, não é uma leitura assim fácil, mas é ótima para desbravar estradas ainda desconhecidas. Inteligência Espiritual. É disso que trata o livro e de como a busca espiritual pode, sim, nos trazer a felicidade. Ou, pelo menos, ajudar cada um de nós a ter uma personalidade mais integrada; quer dizer, lidar melhor com desejos e pelos conflitantes e com a sensação de fragmentação que a gente experimenta tantas vezes nesse nosso mundo louco e competitivo. O Dr. Emmons descobriu que de todos os objetivos que a gente coloca para nortear e dar sentido e significado para as nossas vidas, a busca da espiritualidade é a que mais parece ser capaz de trazer junto a felicidade. E para dar conta das caras de espanto e incredulidade, o livro é recheado de pesquisas e dados que dão aval científico para você concluir que dinheiro (e poder e sucesso e amor) não faz mesmo as pessoas felizes.
Em uma das pesquisas os estudiosos concluíram que, em média, 20% dos adultos consideram a busca da elevação espiritual seu principal objetivo na vida. Além disso, descobriram que era justamente nesse grupo que estavam as pessoas que se consideravam mais felizes. E tinham casamentos mais harmoniosos, eram mais saudáveis e lidavam melhor com as frustrações. Depois de concluir que, sim, as pessoas que orientavam suas vidas pela busca espiritual eram mais felizes, a próxima pergunta era como reconhecer e desenvolver esses recursos dentro de cada um. O Dr. Emmons cunhou o termo Inteligência Espiritual para dar nome às principais características (ele chama de forças ou dimensões) que formam o lado espiritual da nossa personalidade.

1) capacidade de ir além ou de transcender as preocupações materiais e físicas;
2) habilidade para experimentar estados mais profundos de consciência em relação às Verdades Últimas da vida humana. Esses estados são caracterizados por um sentimento forte de conexão com a natureza, com a vida, com a humanidade ou com Deus;
3) habilidade de santificar o trabalho de todo o dia e as relações humanas, impregnando o cotidiano com valores, sentido e propósito;
4) habilidade de usar seus recursos espirituais para resolver problemas;
5) capacidade de fazer investimentos psíquicos para alcançar um comportamento virtuoso.

Pois é, queria muito falar com vocês sobre esse tema, Inteligência Espiritual, embora ache que ele ainda vai dar muito pano para manga. Porque, como disse o nosso Dr. Robert Emmons, ainda não está completamente esclarecido o tremendo potencial que existe na compreensão do aspecto espiritual da personalidade. E talvez seja esse lado da nossa alma, agora com carimbo científico, que pode nos levar onde outras estradas falharam na busca de uma vida mais rica e mais feliz.


 Adília Belotti

sábado, 29 de dezembro de 2012

"Todo Dia é Ano Novo"...

Na imprevisível estrada da vida, chegamos ao começo de mais um ano... 2013!
Lutas, desafios, sonhos, conquistas... Missões! Algumas coisas foram alcançadas em 2012, outras ficaram para trás; com fé e esperança, serão realizadas no ano vindouro.
Neste circuito, de “ Ir e Vir”, partimos com alegria e otimismo para uma nova caminhada...

Aprendemos a acreditar na esperança, no amanhã e na realização do impossível de hoje. O grande barato da vida é olhar para trás e sentir orgulho da nossa história; mesmo que ela tenha deixado muito a desejar. 
 Para que o ano novo não fique repetitivo, lance um desafio... Aventure-se um pouquinho mais, fuja da rotina... Que norteou sua vida o ano inteirinho simplesmente por não ter tentado novas alternativas.
 É claro que a vida prega peças! Muda o século, o milênio, o ano, mas o homem continua cheio de imperfeições; a personalidade da natureza nem sempre é a que desejamos.
Mas... E daí?  Acabar-se com as esperanças?

O que desejamos é sermos sábios o suficiente para transformarmos tudo em uma boa experiência! O sentido de viver não reside na certeza do presente, mas sim na presente certeza da incerteza do amanhã.
O insucesso é, muitas vezes, apenas uma oportunidade para recomeçarmos com mais inteligência.

 Jamais haverá “ano novo” se continuarmos a copiar os erros dos anos velhos. A cada dia que amanhece, a cada novo amigo que ganhamos, enriquecemo-nos e aperfeiçoamo-nos, não tanto pelo que nos dão, mas pelo que revelam a nós.
O equilíbrio será, sem dúvida alguma, o fiel amigo na balança da vida, é ele que acaba por controlar a vida na mais perfeita ordem e harmonia... É dentro de nós que o Ano Novo dorme... E espera desde sempre!

“ Embora ninguém possa voltar atrás e fazer um novo começo, qualquer um pode começar agora e fazer um novo fim”! (Chico Xavier)

Feliz Ano Novo!

Com carinho,

Márcia (GotinhaMRL)

A Diferença Pede Licença!...

E julga-se, sem piedade, os fracos, os fortes, os vencedores, os perdedores, os sãos, os doentes.
Chama-se de diferente aquele que não está na mesma linha de normalidade que a maioria do ser humano. Mas, o que é ser diferente senão o fato de não ser igual? Não somos assim, todos diferentes?
Por que etiquetas, se todos trazemos em nós riquezas inúmeras, mesmo se muitas vezes imperceptíveis aos olhos humanos?

A diferença pede licença sim!!!
Dá-me oportunidade!
Deixa-me mostrar quem sou, ao meu tempo! Deixa-me desenvolver  minhas capacidades e farei florir meu deserto.
Peço é oportunidade para mostrar do que sou capaz. Peço aceitação para estar no meu lugar, não o escolhido pra mim, mas aquele onde sou capaz de chegar.
Se não plantamos sementes, jamais colheremos frutos!
Deixar que cada qual desenvolva a seu tempo e seu ritmo o seu potencial é dar abertura ao mundo. É a diversidade de flores que dá a beleza a um jardim.
Quem é normal e quem é anormal se o sangue corre da mesma forma para todos, se o coração bate da mesma forma, se as lágrimas têm a mesma cor e se o sorriso fala com as mesmas palavras?
A diferença pede aceitação, pede respeito, pede tolerância e pede, sobretudo, muito amor.
Anormal não é quem foge dos padrões sociais; anormal é quem não compreende e não aceita que somos todos seres imperfeitos, mas, nem por isso, diminuídos aos olhos de Deus; anormal é quem se acredita grande e pensa que o mundo todo é pequeno; é quem não percebeu o verdadeiro significado da palavra amar.
Quando Jesus morreu de braços abertos foi para abraçar toda a humanidade; quando perdôou o ladrão, lavou pés, sarou cegos e leprosos, foi para nos dar a lição da humildade, para nos mostrar que grande mesmo é aquela pessoa capaz de abrir todas as portas do seu coração e de olhos fechados receber com amor todo aquele que a vida coloca no nosso caminho, independente da sua classe social, raça, religião, condição física ou mental.

A diferença pede licença!...
Abra-lhe o caminho e você vai ver onde ela é capaz de chegar!


Letícia Thompson

sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

O Contrário do Amor...

O contrário de bonito é feio, de rico é pobre, de preto é branco, isso se aprende antes de entrar na escola. Se você fizer uma enquete entre as crianças, ouvirá também que o contrário do amor é o ódio. 
Elas estão erradas. Faça uma enquete entre adultos e descubra a resposta certa: o contrário do amor não é o ódio, é a indiferença.
O que seria preferível, que a pessoa que você ama passasse a lhe odiar, ou que lhe fosse totalmente indiferente? 
Que perdesse o sono imaginando maneiras de fazer você se dar mal ou que dormisse feito um anjo a noite inteira, esquecido por completo da sua existência? O ódio é também uma maneira de se estar com alguém. Já a indiferença não aceita declarações ou reclamações: seu nome não consta mais do cadastro.
Para odiar alguém, precisamos reconhecer que esse alguém existe e que nos provoca sensações, por piores que sejam. Para odiar alguém, precisamos de um coração, ainda que frio, e raciocínio, ainda que doente. Para odiar alguém gastamos energia, neurônios e tempo. Odiar nos dá fios brancos no cabelo, rugas pela face e angústia no peito. Para odiar, necessitamos do objeto do ódio, necessitamos dele nem que seja para dedicar-lhe nosso rancor, nossa ira, nossa pouca sabedoria para entendê-lo e pouco humor para aturá-lo. O ódio, se tivesse uma cor, seria vermelho, tal qual a cor do amor.
Já para sermos indiferentes a alguém, precisamos do quê? De coisa alguma. A pessoa em questão pode saltar de bung-jump, assistir aula de fraque, ganhar um Oscar ou uma prisão perpétua, estamos nem aí. Não julgamos seus atos, não observamos seus modos, não testemunhamos sua existência. Ela não nos exige olhos, boca, coração, cérebro: nosso corpo ignora sua presença, e muito menos se dá conta de sua ausência. Não temos o número do telefone das pessoas para quem não ligamos. A indiferença, se tivesse uma cor, seria cor da água, cor do ar, cor de nada.
Uma criança nunca experimentou essa sensação: ou ela é muito amada, ou criticada pelo que apronta. Uma criança está sempre em uma das pontas da gangorra, adoração ou queixas, mas nunca é ignorada. Só bem mais tarde, quando necessitar de uma atenção que não seja materna ou paterna, é que descobrirá que o amor e o ódio habitam o mesmo universo, enquanto que a indiferença é um exílio no deserto.


 Martha Medeiros



" A Paz Mundial..."

A paz mundial só será possível...
Quando os países do primeiro mundo, se sentirem responsáveis
pelo caos e miséria do terceiro mundo... 


Quando os políticos chegarem a conclusão, de que discursos e promessas não põem fim às desigualdades sociais...
De que raça, cor e credo não fazem disso uns melhores que outros... 


Quando os empresários de todo o mundo perceberem, que a ganância e o lucro fácil tem limites...
Quando os homens de todas as crenças descobrirem...
Que não se deve matar em nome de Deus...
Que a vida é um direito inalienável...

Que vivemos todos sobre o mesmo chão...
E nascemos e morremos da mesma forma.

Enfim...
A paz mundial só será possível...
Quando o homem descobrir, que nada...
Exceto nossos conceitos e preconceitos, nos faz sermos diferentes uns do outros...
Só então poderemos viver em paz, e em harmonia com nossos semelhantes.


Mas, talvez esse dia nunca chegue...
Se... A humanidade continuar a se destruir.



Edmar Guedes Corrêia