Somos Anjos e Mestres!
Todos nós sabemos alguma coisa que alguém, em algum lugar, precisa aprender e, por vezes, nós mesmos recordarmos.

quarta-feira, 8 de maio de 2013

"Gosto de Saudade"!

Não sei se saudade tem cor... Dizem que sim.
O que eu sei é que ela tem forma... Tem gosto... Tem cheiro... E peso também.
E, acreditem, ela tem asas!!! Se não, como nos transportaria tantas vezes a lugares tão distantes?
E sei ainda que ela se agiganta quando mais tentamos diminuí-la. Sei que ela dói de dor intensa e sem remédio.
Se não fosse ela, não sei se teríamos consciência do tamanho da importância das pessoas pra gente. Porque quando amamos alguém, a saudade já chega por antecipação, sorrateira, disfarçada de algo que não conseguimos decifrar.
É aquela dor fininha de não sei o quê, a angústia boba que nos invade só de imaginar a separação.
E a gente fica meio sem saber o que fazer.
Mas é assim... É uma dor que gostamos de sentir, um sabor que queremos provar, é algo que não sabemos explicar, mas é quase palpável...
É amor disfarçado de muita coisa... São emoções guardadas bem lá no fundo.
Saudade... do que foi e do que vai ser. Saudade que nos acompanha pra diminuir a solidão e que nos mostra, sobretudo, que estamos vivos.
Aprendi ainda que saudade não mata. É só quase. A gente pensa que vai morrer, mas sobrevive sempre, porque ela traz escondidinha nela uma outra coisa que chamamos de esperança, que nos ajuda a caminhar, porque saudade, como o amor, não é cega... Saudade vê mais além.

Letícia Thompson

                                    

terça-feira, 7 de maio de 2013

"Grandeza da Sabedoria Indígena...Carta do Cacique ao Presidente"!


Esta carta foi escrita, em 1855, por um índio norte-americano, de nome Seattle, cacique da tribo Duwamish, para o então Presidente dos Estados Unidos, Franklin Pierce.
"O Grande Chefe de Washington mandou dizer que deseja comprar a nossa terra.
O Grande Chefe assegurou-nos também de sua amizade e benevolência. Isto é gentil de sua parte, pois sabemos que ele não precisa da nossa amizade. Vamos, porém, pensar em sua oferta, pois sabemos que se não o fizermos, o homem branco virá com armas e tomará nossa terra.
O Grande Chefe de Washington pode confiar no que o Chefe Seattle diz, com a mesma certeza com que nossos irmãos brancos podem confiar na alteração das estações do ano. Minha palavra é como as estrelas - elas nuca empalidecem. Como podes comprar ou vender o céu, o calor da terra? Tal idéia nos é estranha. Se não somos da pureza do ar ou do resplendor da água, como então podes comprá-los? Cada torrão desta terra é sagrado para meu povo. Cada folha reluzente de pinheiro, cada praia arenosa, cada clareira e inseto a zumbir são sagrados nas tradições e na consciência do meu povo. A seiva que circula nas árvores carrega consigo as recordações do homem vermelho. O homem branco esquece a sua terra natal, quando, depois de morto vai vagar por entre as estrelas. Os nossos mortos nunca esquecem esta formosa terra, pois ela é a mãe do homem vermelho. Somos parte da terra e ela é parte de nós. As flores perfumadas são nossas irmãs; o cervo, o cavalo, a grande águia - são nossos irmãos. As cristas rochosas, os sumos das campinas, o calor que emana do corpo de um mustang, o homem - todos pertencem à mesma família. Portanto quando o Grande Chefe de Washington manda dizer que deseja comprar nossa terra, ele exige muito de nós.
O Grande Chefe manda dizer que irá reservar para nós um lugar em que possamos viver confortavelmente. Ele será nosso pai e nós seremos seus filhos. Portanto vamos considerar a tua oferta de comprar nossa terra. Mas não vai ser fácil, não. Porque esta terra é para nós sagrada.
Esta água brilhante que corre nos rios e regatos não é apenas água, mas sim o sangue de nossos ancestrais. Se te vendemos a terra, terás de te lembrar que ela é sagrada e terás de ensinar a teus filhos que é sagrada e que cada reflexo espectral na água límpida dos lagos conta os eventos e as recordações da vida de meu povo.
O rumorejar da água é a voz do pai de meu pai. Os rios são irmãos, eles apagam nossa sede. Os rios transportam nossas cargas e alimentam nossos filhos. Se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar e ensinar a teus filhos que os rios são irmãos nossos e teus, e terás de dispensar aos rios a afabilidade que darias a um irmão. Sabemos que o homem branco não compreende o nosso modo de viver.
Para ele um lote de terra é igual a outro, porque ele é um forasteiro que chega na calada da noite e tira da terra tudo o que necessita. A terra não é sua irmã, mais sim sua inimiga, e depois de a conquistar, ele vai embora. Deixa para trás os túmulos de seus antepassados e nem se importa. Arrebata a terra das mãos de seus filhos e não se importa. Ficam esquecidos a sepultura de seu pai e o direito de seus filhos à herança. Ele trata sua mão - a terra, e seu irmão - o céu, como coisas que podem ser compradas, saqueadas, vendidas como ovelha ou miçanga cintilante.
Sua voracidade arruinará a terra, deixando para trás apenas um deserto: Não sei. Nossos modos diferem dos teus. A vista de tuas cidades causa tormento aos do homem vermelho. Mas talvez isto seja assim por ser o homem vermelho um selvagem que de nada entende. Não há sequer um lugar calmo nas cidades do homem branco. Não há lugar onde se possa ouvir o desabrochar da folhagem na primavera ou o tinir das asas de um inseto. Mas talvez assim seja por ser eu um selvagem que nada compreende. O barulho parece insultar os ouvidos. E que vida é aquela se um homem não pode ouvir a voz solitária do curiango ou de noite, a conversa dos sapos em volta de um brejo?
Sou um homem vermelho e nada compreendo. O índio prefere o suave sussurro do vento, purificado por uma chuva do meio-dia, ou recendendo o pinheiro. O ar é precioso para o homem vermelho, porque todas as criaturas respiram em comum - os animais, as árvores, o homem.
O homem branco parece não perceber o ar que respira. Como um moribundo em prolongada agonia, ele é insensível ao ar fétido. Mas se te vendermos nossa terra, terás de te lembrar que o ar é precioso para nós, que o ar reparte seu espírito com toda a vida que ele sustenta. O vento que deu ao nosso bisavô o seu primeiro sopro de vida, também recebe seu último suspiro. E se te vendermos a nossa terra, deverás mantê-la reservada, feita santuário, como um lugar em que o próprio homem branco possa ir saborear o vento, adoçado coma fragrância das flores campestres.
Assim pois, vamos considerar tua oferta para comprar a nossa terra.
Se decidirmos aceitar, farei uma condição: O homem branco deve tratar os animais desta terra como se fossem seus irmãos. Sou um selvagem e desconheço que possa ser de outro jeito. Tenho visto milhares de bisões apodrecendo na pradaria, abandonados pelo homem branco que os abatia a tiros disparados do trem em movimento. Sou um selvagem e não compreendo como um fumegante cavalo de ferro possa ser mais importante do que o bisão que nós, os índios, matamos apenas para o sustento de nossa vida.
O que é o homem sem os animais? Se todos os animais acabassem, o homem morreria de uma grande solidão de espírito. Porque tudo quanto acontece aos animais logo acontece ao homem. Tudo está relacionado entre si. Deves ensinar a teus filhos que o chão debaixo de teus pés são as cinzas de nossos antepassados. Para que tenham respeito ao país, conta a teus filhos que a riqueza da terra são as vidas da parentela nossa.
Ensina a teus filhos o que temos ensinado aos nossos: que a terra é nossa mãe. Tudo quanto fere a terra fere os filhos da terra. Se os homens cospem no chão, cospem sobre eles próprios. De uma coisa sabemos: a terra não pertence ao homem, é o homem que pertence à terra. Disto temos certeza.
Todas as coisas estão interligadas, como o sangue que une uma família. Tudo está relacionado entre si... Tudo quanto agride a terra, agride os filhos da terra. Não foi o homem quem teceu a trama de vida: ele é meramente um fio da mesma...
Tudo que ele fizer à trama, a si próprio fará.

Cacique Seattle

segunda-feira, 6 de maio de 2013

"Homem... Único Animal Racional"???

O Homem...Único Animal Racional?
A resposta é sim. Afinal de contas, o homem é o único animal que se comunica através da fala, estabelecida como uma linguagem de códigos sonoros que designam os mais diversos significados. Tudo isso auxiliou o homem a construir a civilização em que estamos vivendo.
Mas, por outro lado, o homem tem sido o mais irracional dos animais, uma vez que nenhum outro mata por um motivo que não alimentação ou legítima defesa.
A civilização humana está deixando o nosso planeta doente, cheio de feridas como Cubatão, Hiroshima, Duque de Caxias... Outras ameaças como a destruição da camada de ozônio, chuva ácida, poluição marinha ameaçando as praias, destruição de espécies vivas.
É chegada a hora do homem se conscientizar que ele precisa se adaptar à realidade de sua casa planetária.
Devo reconhecer que não é possível voltar atrás no tempo transformando a nossa civilização consumista em cultura nômade. O que é necessário é promover um desenvolvimento sustentável que não permita o prejuízo para gerações futuras.
Nesse sentido, a civilização humana moderna está em decadência. A sociedade capitalista é tão ilusória quanto a socialista. Nada que o capitalismo criou funcionou e o mundo já se viu ameaçado de uma guerra nuclear. Ou seja: não podemos esperar mais para nos adaptarmos à realidade do nosso planeta, temos que ser amigos entre si e de nossa casa planetária, antes que ela comece a usar o remédio certo contra nós, quando aí podemos ter certeza de que será o fim da civilização humana.
O Planeta Terra tem aproximadamente 4,6 bilhões de anos, enquanto que o gênero animal humano tem aproximadamente 100 mil anos. Que tempo ínfimo que o homem está aqui na terra! Transformando proporcionalmente o tempo geológico de 4,6 bilhões de anos em 46 anos de idade humana chegaremos á conclusão de que se a Terra tivesse 46 anos, só no ano passado é que teriam aparecido... os dinossauros.
Pois o homem só teria aparecido na semana passada e a Revolução Industrial teria acontecido a um minuto atrás. Neste minuto que passou, o homem se espalhou pelo planeta muito mais do que qualquer outro mamífero e se multiplicou como uma praga.
Talvez pelo fato de o homem ser um fenômeno tão recente, a Terra ainda não sabe qual o remédio definitivo contra ele e se defende com remédios temporários como furacões, terremotos, etc., que desde as épocas pré-humanas funcionam temporariamente.
O que estamos esperando para nos adaptarmos à realidade terrestre? Estaremos esperando que a Terra acabe com a espécie humana usando o remédio definitivo?
O momento de nos adaptarmos é agora, nos próximos vinte segundos, ou melhor, nas próximas décadas.


Pedro Lima Brandão 
 

domingo, 5 de maio de 2013

"Vida Além da Vida"!!!


Viver, morrer, ciclo de existências que, se encarado pela ótica materialista, parece denotar fim, aniquilamento que leva ao nada; quando deve ser bem outra a realidade. Fica muito difícil acreditar em algo sem ter-se a certeza absoluta; humanamente impossível é dar ouvidos a todo tipo de opiniões; perdemo-nos em controvérsias e o que resta é a tremenda dúvida e muitas vezes a decisão final de não crer em nada ou enterrar nas entranhas do subconsciente o que vem a ser eternidade. Assim vamos vivendo, embrenhados pela ilusão inerente à vida. É a ilusão que nos faz continuar estrada a fora, enfrentando barreiras, escalando montanhas, buscando um topo que não sabemos exatamente onde está.
A ilusão é como o colesterol: existe a boa e a má; aquela que nos insufla a esperança e nos prende à caminhada e a outra que faz do destino um manancial de tragédias e sofrimentos. Saber decidir é crucial à boa existência. Diferenciar sinceridade de charlatanismo não é nada fácil. Em verdade, a ilusão não existe. Somos nós que, cercados pela dor de um lado e pelo prazer, do outro, procuramos sentido na vida dando cabeçadas só para, mais tarde, compreendermos que estávamos sendo devorados pelo próprio veneno da ilusão criada por nós mesmos; sendo artífices do nosso próprio destino podemos, a hora que desejarmos, voltar ao ponto de partida e assim sofrer menos. Isto não significa desistir dos sonhos, mas, pelo contrário, sonhar os sonhos que valem mesmo a pena. Isto exige sabedoria e esta só se adquire dentro do amor e do desapego ao mesmo tempo.
O maior fator de felicidade está em espalhar sementes de amor. O medo da morte desaparece à medida que nos conscientizamos da nossa missão na terra e, a partir daí, nos esforçamos para cumpri-la. O fim da jornada trará, no descanso, a certeza do viver correto. Saber que as sementes foram plantadas por nossas mãos, e que sua semeadura, colheita e usufruto fizeram do mundo um lugar melhor, deixa no espírito a maravilhosa sensação do dever cumprido, o que faz da morte um descanso merecido e esperançoso.
Não existe a menor importância em distinguir ressurreição de reencarnação no que se refere ao destino da alma e do corpo por ocasião do que se chama morte.
O homem vive por suas crenças e a Aura de cada um é preparada ao longo da existência para seguir o caminho determinado pela própria pessoa enquanto cumpre ou deixa de cumprir sua missão. Acreditar ou não pode fazer a diferença.
Se acreditamos em Deus, num criador, este Poder Maior sabe com perfeição o destino de suas criaturas. O ateu, o agnóstico, ao impregnarem suas mentes com a ideia da extinção total da alma e do corpo após a morte; de que tudo retorna ao pó, ao nada, estão não mais do que imprimindo em suas Auras um desejo que pode vir a realizar-se posto que a mente cria o destino na esteira do cosmos. Não cai uma folha da árvore sem uma razão de ser, sem uma vontade pré-determinada.
Isto não significa, porém, que, dentro da perfeição cósmica e da harmonia da Grande Vida, o destino dos ateus e dos agnósticos não irá, em seu devido tempo, juntar-se ao destino global das existências, pois tudo obedece a um plano maior e inexorável. É claro que as dúvidas sempre vão existir porque quem vai não volta para contar a história.
A Grande Sabedoria Cósmica não permite esta espécie de clarividência; isto só serviria para atrapalhar. O homem vive para os seus sonhos, alegra-se quando os realiza e frustra-se ao não alcançar o que sonhou. A vida eterna, o paraíso, a felicidade espiritual, tudo são metas e o esforço até chegar a elas é a ferramenta comum a todos os seres humanos.
Contudo, há os entendidos, os estudiosos e os que vivenciaram experiências no campo da espiritualidade e presenteiam os menos afortunados com suas convicções. A crença que pode ou não angariar vai de encontro às opiniões do mundo. Não há teoria, afirmação, ou demonstrações que não despertem curiosidades aliadas a dúvidas, desprezos e críticas; isto é normal e a explicação está no livre arbítrio de cada um. Mas, a questão não é acreditar ou deixar de acreditar, senão interagir com o mundo no sentido de entregar-se à vida, vivendo-a intensamente.
A criança que está em cada um de nós não quer saber do futuro; ele a Deus pertence. As opiniões são o que menos importa; tampouco importa a nossa opinião. O universo é um grande palco e nós os atores. Cada ato é uma existência.
Buscamos representar o melhor de nós, entregando ao diretor a condução dos atos que virão a seguir. Deixemos as nossas vestes, a posição que vamos ocupar neste palco infinito, onde estaremos, como estaremos, a critério da inteligência que conhece muito melhor do que nós todas as suas entradas, saídas, enfim, sua constituição. Que demos o melhor de nós em atos, movimentos e vozes a fim de partimos tranquilos e confiantes; sabendo que, cumprida nossa tarefa, o palco vai continuar e nós, que nele representamos a vida, somos a própria vida que vive eternamente. Se somos vida, se representamos a vida e esta não morre, logicamente não existe morte, mas estágios de vida. Não morremos jamais. Como em tudo na vida existe causa e efeito, o homem não foge à regra e a vida não foge à regra.
É simples perceber isto analisando a própria natureza. Há uma transformação em todas as coisas, em todos os seus elementos; nada surge do nada. Há uma origem para todos os elementos, um começo, um processo criativo perfeito e magnânimo.
O homem é o modelo de perfeição e ele reconhece Deus com sendo a origem de sua criação.
Não haveria o ser humano se não fosse Deus e não haveria Deus se não fosse o ser humano, pois é o homem quem concebe Deus em seu pensamento como sendo o maior exemplo de perfeição. Ao se falar ou venerar Deus, reconhece-se o bem, o amor, os bons sentimentos, enfim, a perfeição.
E sendo Deus perfeição, jamais criaria um ser, da forma que concebeu o homem, para que, ao fim de tanta luta, esforço, aquisição de sabedoria e busca, simplesmente deixasse de existir para sempre. Isto não faz sentido e contraria até a criação perfeita de Deus.
Portanto, sem traumas, indagações exageradas e receios, após viver uma vida que vale a pena ser vivida, entreguemos a Ele nossa vida e nosso destino, que será o melhor, com toda a certeza, segundo a Sua vontade.


Prof. Edgard Santos

sábado, 4 de maio de 2013

"Reféns do Passado"!

Você viveu uma linda história de amor (ou nem tão linda assim), mas o fato é que não consegue se desvincular do passado, despedir-se do que não deu certo e botar a vida pra andar? Ainda está preso ao que já acabou, patinando sem sair do lugar?
Bem, é claro que viver o luto pela morte de um relacionamento faz parte!
Sofrer é até saudável quando a dor serve como elaboração e análise do que houve... Erros, acertos e aprendizados.
Desfazer um laço, até quando parece mesmo a melhor solução, não é uma das mais prazerosas situações que podemos viver, é verdade!
Mas também é verdade que você, bem lá no fundo, sabe que se manter atolado na dor, no desespero, na lamentação e no lugar de vítima não são opções para quem quer realmente ficar bem.
Chorar e doer tem que ter limite! Tem que ter fim. O próximo passo é a porta para o recomeço!
Como? Sei que não é fácil e as respostas não estão disponíveis em sites de busca ou livros de autoajuda. Esses são ferramentas que até podem ajudar no apontamento de uma direção, mas as respostas, a forma de recomeçar, o jeito de reconstruir a vida e o chão a se seguir começam dentro de você. São habilidades que já estão aí e você precisa, pra recomeçar, lançar mão delas. O primeiro passo é você quem dá... Mais ninguém!
Dicas? Claro, existem várias! Uma delas é viver um dia de cada vez... Só por hoje... Só agora... Só o presente.. Este momento. Assim, fracionando o tempo, fica infinitamente mais fácil.
Só o próximo passo, mas sabendo em qual direção você quer ir, aonde quer chegar... Tendo um plano, um propósito, uma meta.
Recaídas? Sim, provavelmente terão! Fazem parte! Mas cada vez mais espaçadas.
Cada dia um pouquinho mais forte, um pouquinho mais lúcido e seguro. Um pouquinho mais perto do melhor que está por vir.
Mas uma coisa é certa: ficar preso ao passado é sinônimo de culpa, mágoa, arrependimento e tristeza. Assim como se tornar refém do futuro é sinônimo de medo, ansiedade, insegurança e incerteza. Por outro lado, o passado pode ser mestre quando você o reconhece como tal, aprende com ele e se torna dono e autor de sua história, suas lembranças, seus aprendizados e suas escolhas.
Do mesmo modo com o futuro, quando você usa esse tempo que só existe em sua fantasia e o transforma em sonhos, planos e esperança.
De resto e de verdade, só temos o agora. É aqui que está a paz e as reais possibilidades. É o único tempo em que você pode fazer, agir. Em nenhum outro há alguma chance de você existir. Então, se quer deixar de ser refém e parar de sofrer por algo que já era, mude o foco...
Escreva a próxima página do livro de sua vida. O que deseja contar nela? O que precisa fazer para torná-la muito além de um conto de fadas para ninar crianças?
Por fim, sinto muito se você esperava encontrar aqui alguma resposta curta, direta e objetiva para a solução da sua dor. Sinto se você esperava que eu indicasse o culpado por você estar se sentindo assim, colocando você no lugar de impotente e injustiçado. A vida definitivamente não funciona assim...
Desde que o mundo é mundo, pessoas sofrem e doem, mas também desde que o mundo é mundo, elas só superam tudo isso depois de superarem, antes, a si mesmas. E se tantas podem, por que você, justo você, não poderia?
Sim, você pode e nem precisa ser sozinho. Para isso, o Universo nos encheu de facilitadores: amigos, cursos, colo das pessoas que nos amam, profissionais, bolos de chocolate, livros, flores, mar, canto dos pássaros, sol, lua, estrelas, entre outros. E se você ainda não encontrou nada disso ou tudo isso lhe parece pouco demais, abra os olhos e acorde!
Lembre-se: o mundo não vai parar até que você faça isso...
Cada dia perdido é, de fato, mais um dia perdido! Então, comece logo, comece agora: é pra frente que se anda e que se vive!
E só pra não dispensar a sabedoria popular... "Quem vive de passado é museu"!


Rosana Braga

sexta-feira, 3 de maio de 2013

"Amar"!!!

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar?
Amar e esquecer... Amar e malamar.. Amar, desamar, amar?
Sempre, e até de olhos vidrados, amar?
Que pode, pergunto, o ser amoroso, sozinho, em rotação universal, senão rodar também, e amar?
Amar o que o mar traz à praia, e o que ele sepulta, e o que, na brisa marinha, é sal, ou precisão de amor, ou simples ânsia?
Amar solenemente as palmas do deserto, o que é entrega ou adoração expectante, e amar o inóspito, o áspero, um vaso sem flor, um chão de ferro, e o peito inerte, e a rua vista em sonho, e uma ave de rapina.
Este o nosso destino: amor sem conta, distribuído pelas coisas pérfidas ou nulas, doação ilimitada a uma completa ingratidão, e na concha vazia do amor a procura medrosa, paciente, de mais e mais amor.
Amar a nossa falta mesma de amor, e na secura nossa, amar a água implícita, e o beijo tácito, e a sede infinita.

  Carlos Drummond de Andrade

quinta-feira, 2 de maio de 2013

"O Poder do Coração"!

Por muito tempo acreditamos que o nosso poder é mental. Que precisamos pensar, e analisar, pesando todas as possibilidades nos processos de escolha e tomadas de atitude.
Valorizamos completa e unicamente tudo que vem pela ciência como verdadeiro e explicado pela linearidade das equações e conceitos. Sequer percebemos que mesmo esta verdade científica vem mudando ao longo dos séculos e agora cada vez mais rápido.
Fragmentamo-nos como seres, perdidos no emaranhado de funções. Assumimos o personagem e esquecemos o ator por trás de cada papel. Na maioria das vezes, não conseguimos exercer nenhuma das atribuições de maneira alegre, harmoniosa e produtiva. Por quê?
A ciência deveria nos dar suporte, explicações, caminhos, soluções. Não é isto que pensamos e esperamos? No início, a proposta científica/tecnológica era para que, com maior automação dos processos, tivéssemos mais tempo para nós mesmos.
Tornamo-nos escravos desta automação. Entramos em um terrível círculo vicioso, por um lado, todo nosso tempo vai para alimentar esta estrutura e, por outro, cada vez ela se torna mais forte, coloca-nos fora dela e muitas pessoas já estão à margem do sistema que criamos.
Você está feliz? É feliz? Faz aquilo que gosta? Você dirige sua vida ou ela é dirigida?
Esta situação tem uma saída?
Sim, temos uma saída e ela se mostra cada vez mais clara e perceptível. Qual é?
Assumir seu próprio poder!
Como?
Através do seu Coração!
Sim, é possível você reassumir o controle sobre sua vida, suas emoções, seus relacionamentos, sua saúde e suas realizações. O coração é o caminho!
O coração é muito mais do que um órgão de nosso corpo físico, que leva sangue e nutrientes.
Ele é inteligente, tem um cérebro funcional e capaz de tomar decisões de maneira independente.
Tem uma linguagem própria, a Variação do Batimento Cardíaco, que se faz entender pelo cérebro craniano e demais órgãos.
Fomos desviados dele, nos iludimos por caminhos aparentemente mais seguros e sedutores.
Mas alguns ramos da Ciência estão reabrindo e iluminando o caminho de volta ao coração.
Estes ramos da ciência são a Física Quântica e a Biologia.
Existe um estado a ser alcançado que chamamos Coerência. Neste estado, onde o coração está equilibrado em termos de campo eletromagnético e alimentado em função de bons sentimentos, cérebro e coração entram em Sintonia.
Alinhados, assumem seu verdadeiro papel, o Coração sabe, conhece e tem a plena capacidade de "Decidir".  O Cérebro, então, vai articular utilizando o aprendizado adquirido, e os registros de experiências bem elaboradas e resolvidas para dar forma ao que se pretende.
Conseguimos sair dos padrões mentais de medo, julgamento, culpa, bloqueios e entramos na energia pura do coração que simplesmente avalia energeticamente e decide baseado em Quem Somos de fato e no que nos faz felizes!
São mais de vinte anos de pesquisas no Instituto HeartMath e universidades importantes, avaliando o papel das emoções na linguagem do coração que está intrinsecamente ligada à nossa percepção da realidade (Física Quântica) e que todo este conjunto atua de maneira concreta nas nossa células (Biologia).
Três técnicas simples, um software que ajuda a avaliar o nível de equilíbrio emocional e também a reconhecer quando estiver em estado de Coerência e uma série de conceitos e dinâmicas lúdicas, que ajudarão a quebrar padrões e crenças que não ajudam no processo de crescimento e de vida.


Tania Orlando  

quarta-feira, 1 de maio de 2013

"Sonhador da Montanha de Oriah"!



Não me interessa o que você faz para ganhar a vida...
Quero saber o que você deseja ardentemente, se ousa sonhar em atender aquilo pelo qual seu coração anseia.
Não me interessa saber a sua idade...
Quero saber se você se arriscará a parecer um tolo por amor, por sonhos, pela aventura de estar vivo.
Não me interessa saber que planetas estão em quadratura com a sua lua...
Quero saber se tocou o âmago de sua dor, se as traições da vida o abriram ou se você se tornou murcho e fechado por medo de mais dor!
Quero saber se pode suportar a dor, minha ou sua, sem procurar escondê-la, reprimi-la ou narcotizá-la.
Quero saber se você pode aceitar alegria, minha ou sua; se pode dançar com abandono e deixar que o êxtase o domine até a ponta dos dedos das mãos ou dos pés, sem nos dizer para termos cautela, sermos realistas, ou nos lembrarmos das limitações de sermos humanos.
Não me interessa se a história que me conta é a verdade...
Quero saber se consegue desapontar outra pessoa para ser autêntico consigo mesmo, se pode suportar a acusação de traição e não trair a sua alma.
Quero saber se você pode ver beleza mesmo que ela não seja tão bonita todos os dias, e se pode buscar a origem de sua vida na presença de Deus.
Quero saber se você pode viver com o fracasso, seu e meu, e ainda, à margem de um lago, gritar para a lua prateada: ‘Posso!’
Não me interessa onde você mora ou quanto dinheiro tem...
Quero saber se pode levantar-se após uma noite de sofrimento e desespero, cansado, ferido até os ossos, e fazer o que tem de ser feito pelos filhos.
Não me interessa saber quem você é e como veio parar até aqui...
Quero saber se você ficará comigo no centro do incêndio e não se acovardará.
Não me interessa saber onde, o quê, ou com quem você estudou...
Quero saber o que o sustenta a partir de dentro, quando tudo o mais desmorona.
Quero saber se consegue ficar sozinho consigo mesmo e se, realmente, gosta da companhia que tem nos momentos vazios.

Ancião Indio Americano

terça-feira, 30 de abril de 2013

"Educação Sem Limites"!!!

A coisa mais difícil que existe nesta vida é educar um ser humano, pois que demanda a nossa atenção por um tempo, que deixamos de perceber porque até o último momento podemos receber educação.
Alguns fatores apontam as causas da falta de limites na educação das crianças de um modo geral, destacando os valores morais que sumiram do nosso cenário, haja vista o enorme número de casos de corrupção ininterrupta; na política, empresas, igrejas, etc, apresentados na mídia, onde, dificilmente a lei consegue ser cumprida, ademais, instaurou-se na cultura a idéia de que ser esperto é a grande jogada, o contrário; uma tremenda burrice, então, por qual razão seguir regras?
Outro ponto importante vem a ser a ausência dos pais na vida da criança, em virtude da carga horária dedicada ao trabalho, deixando a convivência educacional aos cuidados da escola, desde os primeiros momentos, nas creches e nas instituições educacionais, do governo ou particulares.
Esta necessidade familiar gerou um sentimento de culpa nos pais, que, para compensar tais circunstâncias, acabam sendo permissivos em demasia com os seus filhos, impedindo, por conseguinte, momentos de se educar e proporcionar os valores que devem ser seguidos; derivados dos próprios valores existentes nos pais e na constituição da personalidade da criança.
Contudo, abre-se nova polêmica neste rastro de educação sem limites, ao lembrarmos que muitos pais com filhos hoje adolescentes e outros adultos vêm de uma geração na qual pregou por muitos anos a idéia de que a liberdade total era a melhor saída, contrapondo à idéia de repressão sócio-histórica vivida por eles em sua juventude, o que acarretou em juízo de valores distorcido, vindo de um radicalismo social para outro, sem fazer "escola" desta forma de se educar.
Não houve ponderação e conseqüentemente faltou um plano mediano que fosse sendo ajustado à medida que as demandas surgissem. Simplesmente foi-se estabelecendo este modelo de educação até o momento em que se evidenciaram os desastrosos resultados.
Outra condição a ser pensada é o exagero que os pais têm com relação aos traumas que poderão causar, caso venham a ser mais enérgicos na educação dos seus filhos. Usar o bom senso e algumas regras para estabelecer limites na educação infantil não arranca pedaço de ninguém. Faz-se necessária a consciência de que para educar é preciso esforço, dedicação, perseverança e paciência; muita paciência.
Nas escolas a relação entre o aluno e o professor chegou a uma condição muito favorável, quando entendemos que a participação do aluno está maior, diferentemente de outras épocas onde o papel se restringia apenas a ouvir e guardar as informações que chegavam.
A criança de hoje está mais bem estimulada e responde com maior agilidade ao meio, o que lhe confere a boa posição de ser participante nos grupos sociais; casa e escola especialmente. Todavia, dada a falta de condução por conta da educação sem limites, a criança acaba se tornando um canhão sem direção, que atira para vários lados ao acaso a acerta em quem estiver na trajetória, e a si mesma invariavelmente.
O exercício do viver só é realizável vivendo, na prática, e o mesmo ocorre com a educação, portando, é preciso arregaçar as mangas e assumir o papel de orientador, de guia, de educador. Começar, antes tarde do que nunca a se envolver neste processo importante e determinador da vida do ser humano, cavando tempo e espaço para esta empreitada. Sempre que desejamos muito alguma coisa damos um jeito no tempo e espaço para alcançá-la. O que nos impede de lutar por esta causa mais do que nobre? Qual medo existe em tentar educar os próprios filhos?
Como em qualquer situação da vida, haverá tropeços, que darão lugar ao adequado proceder conforme a prática e a persistência desta convivência. Os rumos poderão ser diferentes, e certamente o serão. Outros benefícios virão naturalmente, como um maior sentimento de amor próprio, e em muitos casos, a unidade familiar.
Mas é preciso começar, tentar, fazendo acontecer.
Confie em si mesmo e mude o cenário, assumindo as responsabilidades e transmitindo muitos valores aos seus filhos, por via de uma educação que dá segurança e conforto, pois todos nós sempre desejamos isto.

Armando Correa de Siqueira Neto


segunda-feira, 29 de abril de 2013

"Você... Mulher Especial"!


Você pode ter defeitos, viver ansiosa e ficar irritada algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maior empresa do mundo. Só você pode evitar que ela vá à falência.
Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.
Gostaria que você sempre se lembrasse de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.
Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.
Ser feliz... Não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza... Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos... Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.
Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver a vida, apesar de todos os desafios. Ser feliz não é uma obra do destino, mas uma conquista de quem sabe viajar para dentro do seu próprio ser.
Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar um autor da Própria história.
Ser feliz... É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis norecôndito da sua alma e agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida. É não ter medo dos próprios sentimentos. É saber falar de si mesma. É ter coragem para ouvir um "não". É ter segurança para receber uma crítica, mesmo que injusta. É beijar o marido, os filhos, curtir os pais e ter momentos poéticos com os amigos... Mesmo que eles nos magoem...
Ser feliz .. .É deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de cada um de nós.
É ter maturidade para falar "eu errei"... É ter ousadia para dizer "me perdoe”!
É ter sensibilidade para expressar "eu preciso de você"... É ter capacidade de dizer "eu te amo".
Desejo que a vida se torne um canteiro de oportunidades para você ser feliz...
Que nas suas primaveras você seja amante da alegria...
Que nos seus invernos você seja amigo da sabedoria...
E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo, pois assim você será cada vez mais apaixonada pela vida. E descobrirá que...
Ser feliz... Não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância,usar as perdas para refinar a paciência, usar as falhas para esculpir a serenidade.
Usar a dor para lapidar o prazer, usar os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.
Jamais desista de si mesma!!!
Jamais desista das pessoas que você ama.Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível... E você é uma mulher especial !!!!!

Fernando Pessoa 

domingo, 28 de abril de 2013

"Quero"...



" Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto...
 Mesmo quando a situação não for muito alegre...
 E que esse meu sorriso consiga transmitir paz  para os que estiverem ao meu redor.
 Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém...
 E poder ter a absoluta certeza de que esse alguém  também pensa em mim quando fecha os olhos,
 que faço falta quando não estou por perto.
 Queria ter a certeza de que apesar de minhas  renúncias e loucuras, alguém me valoriza  pelo que sou, não pelo que tenho...
 Que me veja como um ser humano completo,  que abusa demais dos bons sentimentos  que a vida proporciona,  que dê valor ao que realmente importa,  que é meu sentimento...e não brinque com ele."


 Mario Quintana

sábado, 27 de abril de 2013

"Crítica, Espírito Crítico e outras Obviedades"...

Apesar de ser  tema tão comum nas ciências e nas artes, causa surpresa a constatação de que boa parte da população não tem clareza sobre o conceito, e entende a crítica como sendo a “arte de apontar defeitos” ou mesmo algo como um direito insofismável de achincalhar o outro.
Observa-se, também, muitas escolas onde alunos e pais de alunos concorrem em “criticar” o trabalho do professor, principalmente quando chamados à coordenação em virtude do péssimo rendimento escolar, seja pelo mau comportamento em sala de aula, seja pelos resultados desalentadores nos exames.
E nesse caso a “crítica” tem sabor de desforra e produz a ilusão de isenção.
Ao apontar os defeitos do professor, quando não da escola, alguns alunos e pais de alunos acreditam que podem, a partir daí, se eximir do cumprimento de seu papel como protagonistas do processo de ensino-aprendizagem.
Na crença popular essa ideia fica patente com o bordão:
Se meu filho tirou dez – é um gênio! Agora, se tirou zero é porque o professor e/ou a escola não presta!
Esse “criticar” mal executado presta um desserviço à comunidade, pois esvazia seu potencial de aprimoramento, tanto do professor quanto do aluno. Ao mesmo tempo, que, ao banalizar um dos principais direitos e atributos que tem o ser humano, que é o de criticar – expõe o que há de pior no ser humano:
- O egocentrismo.
E isso é manifestado, e de forma eloquente, na sua incapacidade de aplicar em si mesmo o rigor da severa crítica que prodigaliza aos demais.
E em muitas outras áreas isso é observado.
A pseudo-crítica das falhas estruturais como desculpa para não se cumprir com o seu papel!
Percebe-se, em muitos fóruns na internet, onde o anonimato obtido pelo uso de um nickname e o trato impessoal usado em e-mails ou posts , a transformação do direito de criticar em pretexto para atacar, para achincalhar ou menosprezar a pessoa do outro lado.
Alguns pela simples diversão de discordar por discordar.
Outros pela necessidade de propagandear sua ideologia, sua crença, etc. e por essa razão atacar decididamente, não o artigo, mas o articulista.
Ou, ainda, esse ataques se darão por simples vaidade:
– “Afinal com que direito o articulista desse site ousa ser mais inteligente e/ou mais informado que eu”?
Ora, o termo “crítica” deriva etimologicamente do grego Kritikè e significa “discernir”.
Assim, criticar é em seu conceito político-filosófico, a faculdade de discernir o valor das coisas, dos eventos, dos feitos e das pessoas.
Está intimamente ligado ao juízo de valor e ao exercício da razão.
Segundo Kant, a crítica é uma avaliação ou um julgamento de mérito.
E tal julgamento pode ser:
• Estético, se contempla uma obra de arte;
• Lógico, se contempla um raciocínio;
• Intelectual, se contempla um conceito, uma teoria ou um experimento e
• Moral, quando contempla uma conduta.
Ao julgar, busca-se a equanimidade e a justiça.
O julgamento para ser equânime, deve ser isento da intencionalidade de provocar dano e pleno de recursos da razão, fundamentado evidentemente no conhecimento e no anseio pelo bem.
Na crítica, busca-se apontar não só os defeitos, mas também as qualidades e valores e com isso avaliar a extensão dessa mesma qualidade seja da obra de arte, do trabalho científico, do conceito, do argumento ou da conduta objetivando o seu reconhecimento, aprimoramento e/ou superação;
A crítica propriamente dita nunca é dirigida à pessoa. Sempre à suas ideias, obras, argumentos ou comportamentos.
Mais que um exercício de sintaxe, esse fato diferencia a crítica verdadeira do achincalhe. Pois ideias, obras, comportamentos e argumentos não são a identidade.
A pessoa é categoria moral e é infinitamente maior que seu simples comportamento episódico ou somatório de algumas de suas ideias e argumentos ou o somatório de todas as suas obras.
O achincalhe, que significa humilhar, ridicularizar e debochar não é considerado em termos jurídicos ou filosóficos como “crítica” e sim uma perversão de seu significado. Em caso público pode ter consequências sérias, tais como processos por perdas e danos, derivando o achincalhe para a injúria, calúnia e difamação – todos previstos pelo código penal.
De acordo com Dr. Ricardo Antônio L. Camargo, “também se configura o achincalhe quando se imputa a alguém fato depreciativo e inverídico ou quando se lhe diz algo gratuitamente ofensivo à dignidade e ao decoro”.
“O achincalhe é sempre corrosivo, é sempre destrutivo, é sempre a base de todos os conflitos que extrapolem motivos puramente materiais. Estereótipos, preconceitos e mesmo ódios passam a ser considerados como o metro pelo qual se medirá a bondade ou a maldade das condutas.”
“Quando o fato imputado constitui crime, estamos diante do tipo calúnia...
Quando o fato é ofensivo à reputação, estamos diante da difamação. E quando se ofende a dignidade e o decoro de alguém, sem lhe imputar fato, o que se faz é injuriá-lo”.
Em resumo, a verdadeira crítica vale-se de argumentos consistentes, fundamentados no conhecimento e que objetivam julgamentos e avaliações sobre o valor (ou a falta dele) de uma obra, conceito, argumentos, experimentos ou conduta e nada tem a ver com ataques pessoais e achincalhes. Isso se denomina agressão.
A crítica, juntamente com o ceticismo e o princípio da falseabilidade, tem um papel preponderante na evolução da ciência.
Nesse contexto, sem a crítica muitos erros científicos seriam perpetuados.
Daí propugnar-se, na sociedade, o desenvolvimento do espírito crítico e a defesa da liberdade para exercê-lo.
E ter espírito crítico é preconizar a capacidade humana de julgamento visando o bem comum. Criticar é julgar para escolher, para selecionar, para promover a melhora e a superação e exaltar o útil, o criativo, o ético e o estético, para o bem e evolução da humanidade.
Dessa forma, a crítica propriamente dita, corretamente praticada é sempre construtiva.
Mas, para tal necessita-se:
• Humildade;
• Senso de humanidade;
• Tato e polidez;
• Adequação;
E acima de tudo:
• Conhecimento.
Não há como criticar algo que não se conhece:
• Um crítico literário deve ter conhecimento sobre literatura.
• Um crítico de trabalhos científicos deve ter conhecimento pelo menos sobre a área científica objeto de sua crítica.
E assim por diante.
Ora, isso é óbvio!
No entanto, parece que no mundo de hoje as obviedades não são percebidas assim tão obviamente.


Mustafá Ali Kanso

sexta-feira, 26 de abril de 2013

"Uma Mente Sã"!!!

Se quisermos construir uma vida de paz e felicidade, é essencial desativar nosso hábito de colecionarmemórias negativas.
Quando nos conectamos a elas, a emoção que sentimos no momento em que se formaram, é imediatamente desperta. Então, lembrar é reviver os acontecimentos ruins, inúmeras vezes.
Como, então, conseguir fazer com que a mente pare de acessar incessantemente esta memória?
O primeiro passo é tornar-se um observador, pois somente este exercício pode nos permitir perceber o padrão de negatividade mental em que vivemos na maior parte do tempo.
A partir do momento em que nos tornamos conscientes disso, podemos escolher se desejamos prosseguir desse modo, ou tentar construir uma nova forma de viver.
Se a resposta a esta pergunta for um não, ou seja, se estivermos cansados de repetir sempre o mesmo padrão miserável na forma de lidar com a vida, torna-se possível, então, dar o segundo passo.
Em que consiste este passo?
Em manter o foco no pólo oposto, ou seja, nos acontecimentos prazerosos e benéficos que nos acontecem. Ah, dirão alguns, mas nada de bom ocorre em minha vida.
Se isto ainda é a sua realidade é porque, certamente, não encontraram o foco, não ajustaram sua visão para perceber as bênçãos que a existência lhes oferece todos os dias.
Para isto, basta se perguntar, a cada manhã, se você está feliz com a sua vida. Caso a resposta seja um não, assuma a responsabilidade por fazer com que ela se transforme. Ninguém mais poderá fazer isso por você.
A mente não está interessada em tomar nota das flores, está interessada em tomar nota dos espinhos. Qualquer coisa que dói, ela imediatamente toma nota.
Quem se importa com uma flor? Você se lembra de seus inimigos melhor do que de seus amigos. Basta ver a sua mente e você vai se surpreender que você se lembre do seu inimigo mais do que você se lembra de seus amigos. Você pode esquecer seus amigos, mas você não pode esquecer seus inimigos.
Esta é a sua mente insana.
Uma mente sã só vai olhar as coisas na direção oposta: ela vai contar as bênçãos, ela vai contar tudo o que é belo, ela tomar nota de tudo pelo qual tem que ser grata. E então, naturalmente, a vida da pessoa vai se tornar uma vida de bênçãos, cercada por todas as experiências bonitas.
É apenas uma questão de mudar uma pequena estrutura em sua mente. Apenas uma mudança pequena, mas faz muita diferença. Comece a recolher tudo o que está acontecendo de belo com você. E isso está acontecendo com todos. E qualquer coisa que não seja bonita, não é demais lembrar, não vale coletar. Por que tornar-se sobrecarregado com o lixo quando você pode ser cheio de flores e perfumes?
Você tem que fazer uma pequena mudança em sua mente biológica natural.
A meditação pode fazê-lo muito facilmente. Uma das partes essenciais da meditação é olhar para o lado bom das coisas, olhar para o lado bom das pessoas, olhar para o lado bom dos incidentes, de modo que você esteja cercado com tudo de bom... Cercado com todas as coisas bonitas, o seu crescimento é mais fácil.
Você pode até dizer... Mas as pessoas são estranhas...
Você pode fazer mil favores para uma pessoa e apenas uma coisa desfavorável, ela vai esquecer os mil favores e vai se lembrar de uma coisa desfavorável que você fez. Ela vai levar para a vida toda. Esta é a forma como as pessoas estão vivendo: em vingança, raiva, desespero, sentindo-se rejeitadas pela vida, sentindo-se como párias da existência.
Mas a coisa toda é que você está coletando as coisas erradas. A vida é cheia de ambos. Você pode ver que um dia é imprensado entre duas noites, e você também pode ver dois belos dias imprensando uma noite pequena.
Escolha como você quer se sentir... Estar no céu ou no inferno...
A escolha é sua!


Elisabeth Cavalcante 

quinta-feira, 25 de abril de 2013

"A Sopa de Pedras"



Quando terminou a guerra dos farrapos de Canudos, uma guerra dessas aí!, Serapião Pintumba perambulou por muito tempo no sertão.
Á proporção que perambulava, penetrava, e, penetrando, sua miséria aumentava – pois o interior fazia as cidades empobrecerem com ele. Até que um dia chegou a uma aldeia de casas de taipa, distante de tudo, isto é, próxima de nada.
Serapião bateu numa porta e pediu um pedaço de pão. Foi escorraçado.
Bateu noutra porta, pediu um pedaço de queijo de cabra. Foi chutado. Bateu em outra porta e pediu um pedaço de rapadura. Foi cuspido. Bateu em outra porta e pediu uma lata velha. Foi atendido. Aí, Serapião se acocorou no meio da praça, fez uma trempe, botou a lata em cima e ficou esperando o destino.
O destino, como sempre, juntou uns curiosos:
“Que qui tu ta fazendo aí, Serapião Maluco?” perguntaram.
“Uma sopa”, disse Serapião.
“Tô veno nada”, criticou um velho crítico de sopas local.
"Tão marranja água que cê vai vê”, disse Serapião.
Arranjaram água pro Serapião, e fogo, e ele, assim que a água pegou uma fervura, jogou duas pedras dentro da lata e ficou lá mexe que mexe com um pau.
“Que sopa é essa?”, veio a próxima pergunta.
“Sopa de pedra”, disse Serapião.
“De peeeeeedra?”, espantaram-se os habitantes da aldeia, em uníssono. “E pode sopa de pedra?
Nóis num cômi sopa aqui tem mais di méis. Si dava para fazê sopa di pedra, a gente toda tava toda limentada.
Um demagogo presente aproveitou a dúvida no ar e vociferou:
 “É como os eternos leguleios, eternos prometedores de miragens, embaindo o povo do sertão com falácias infantis, acenando para o povo com soluções miríficas enquanto palacianos governosos se locupletam com suas gordas mordomias.
Mas mesmo esses profissionais do engodo jamais pensaram em proposta de solução alimentar tão estapafúrdia!”
Tomou ar e perguntou noutro tom:
 “Que é que você pretende exprimir, dialeticamente, com sopa de pedra?”
 “Bem, respondeu Serapião, um tanto intimidado, a sopa pode sê só di pedra, né...? E inté qui sai boa. Mas se ocês mi arranja um picadinho de tocinho, um pezinho di cove, um naquinho di rapadura, aí dava muito in mió, né memo?”
 “Qué qui há, Maneco, sem essa!”, disse então um pau-de-arara que tinha trabalhado em Ipanema durante seis meses, pendurado num edifício da Vieira Souto, e por isso era considerado o grã-fino da aldeia.
“Sopa de pedra é sopa de pedra! Não vem com subsídios que aqui não tem disso não. Você falou em sopa de pedra; vai ser sopa de pedra! Pessoal, todo mundo fazendo sopa de pedra aí na praça!”
Em poucos minutos, a praça estava cheia de panelas, caldeirões, chaleiras, terrinas e latas fervendo com pedras. E cada um já procurava fazer sua sopa melhor que a do vizinho, com um sabor diferente: rocha, granito, sílex, calcário, pedra-pomes, basalto, pedra-sabão, pedra-ume, pedregulho.
Mas terminou tudo numa grande decepção. Nenhuma das sopas de pedra tinha o menor gosto de sopa. Pior ainda – não tinha nem gosto de pedra.
Foi aí que um caboclo mais imaginoso descobriu a única utilidade da pedra capaz de, naquele momento, satisfazer a todos os habitantes da aldeia. Tacou um paralelepípedo na cabeça de Serapião, que caiu ali mesmo e logo foi apedrejado por todo mundo, morrendo dilapidado.

 Como na Bíblia.
Moral:
"Não se deve abusar da miséria do povo; ele acaba ficando empedernido".

Millor Fernandes


quarta-feira, 24 de abril de 2013

"Um Rato que Ruge"!


Um dos fundadores da sociologia, o economista alemão Max Weber, conceitua o poder como sendo toda a probabilidade de impor a própria vontade numa relação social, não obstante qualquer resistência e independentemente do fundamento dessa probabilidade.
Um dos exemplos mais simplórios e também um dos mais anacrônicos do exercício do poder está manifestado no membro administrativo de algumas corporações, com grau hierárquico executivo identificado simplesmente como “o chefe”.
“O chefe” é o personagem muitas vezes caricato que, encarnando o detentor de alguma forma de poder, tem muitas vezes seu grau de hierarquia oficializado por títulos sugestivos, tais como coordenador, gerente, diretor, supervisor, etc.
Independentemente do título, ser chefe é ter acesso privilegiado às informações e às decisões, e também a outros instrumentos administrativos que viabilizam o exercício desse poder, tais como a promoção e a demissão de seus subordinados, por exemplo.
No Brasil das corporações anacrônicas é comum se ouvir nos bastidores:
- O chefe tem sempre razão!
- Manda quem pode – e obedece quem tem juízo!
E por aí vai.
A infelicidade de tal prática, onde chefe é chefe e subordinado é subordinado (sendo a diferença muito nítida também no montante dos salários) geralmente está acompanhada pelo autoritarismo de uma parte e a subserviência da outra.
Talvez uma herança atávica do feudalismo, o exercício do micro poder diário das chefias nos convida a um questionamento filosófico também sobre o exercício diário da ética, que se traduz, na interpretação de muitos filósofos modernos, como sendo simplesmente o exercício da moral.
Muitos chefes possuem um poder circunstancial. Mandam mas não lideram.
E talvez por falta dessa mesma liderança ameacem, intimidem e se transmigrem amiúde na versão tragicômica de pequenos tiranos.
Em síntese: um rato que ruge.
E o que é pior, é que muitos desses chefes tiranos brotaram do plano comum de seus subordinados.
Quando então promovidos simplesmente “mudam de lado”.
Talvez porque na maioria das corporações onde exista um chefe tirano, também existam subordinados que trabalhem direito apenas quando contam com uma “severa” supervisão.
Flagra-se, portanto, a carência de moral, tanto de uma parte como de outra.
Qual é a solução?
Melhorando-se o subordinado, transformando-o em colaborador se melhoraria também a chefia?
Ou trocando-se um chefe por um verdadeiro líder, a coisa toda mudaria de figura?
Será?
Ou é do indivíduo que temos de falar – antes de mais nada?
Para concluir este artigo e suscitar essa fabulosa reflexão – quero apresentar aqui minha releitura recorrente de uma das “Fábulas Fabulosas” de Millôr Fernandes:

“O rato que tem medo”
A história é bem simples. Um rato que depois de muito sofrer pede para um grande mágico transformá-lo em um gato. Não suportava mais ser perseguido e intimidado.
Nem bem foi transformado, ironicamente, passou a perseguir todos os ratos que encontrou. Porém, com inédita crueldade e efetiva precisão. Afinal conhecia com propriedade o modus operandi destrutivo dos ratos.
Viveu satisfeito até encontrar um cão – que então o persegue.
Implora mais uma vez para que mágico o transforme, dessa vez em um cão, e assim, por efeito da magia vai subindo sucessivamente a escala zoológica até chegar na iminência de ser transformado em ser humano.
Nessa passagem, o mágico, numa peripécia o transforma novamente num rato.
- Mas por que voltei a ser rato?  – pergunta o animal, transbordando frustração.
É com a sabedoria típica das fábulas que o Grande Mágico responde:
- De que adiantaria para o mundo mais um Homem com “coração de rato”!

Mustafá Ali Kanso
  


terça-feira, 23 de abril de 2013

"A Voz de quem... Não se Cala e Não Consente"!!!



A professora Martha de Freitas Azevedo Pannunzio, de 74 anos, é de Uberlância. Ela escreveu uma carta para a presidente Dilma que foi entregue em mãos.
Vale a pena ler...
"É a voz de quem não se cala e não consente".

BRASIL CARINHOSO
Bom dia, dona Dilma!
Eu também assisti ao seu pronunciamento risonho e maternal na véspera do Dia das Mães. Como cidadã da classe média, mãe, avó e bisavó, pagadora de impostos escorchantes descontados na fonte no meu contracheque de professora aposentada da rede pública mineira e em cada Nota Fiscal Avulsa de Produtora Rural, fiquei preocupada com o anúncio do BRASIL CARINHOSO.
Brincando de mamãe Noel, dona Dilma? Em ano de eleição municipalista? Faça-me o favor, senhora presidentA! É preciso que o Brasil crie um  mecanismo bastante severo de controle dos impulsos eleitoreiros dos seus executivos (presidente da república, governador e prefeito) para que as matracas de fazer voto sejam banidas da História do Brasil.
Setenta reais per capita para as famílias miseráveis que têm filhos entre 0 a 06 anos foi um gesto bastante generoso que vai estimular o convívio familiar destas pessoas, porque elas irão, com certeza, reunir sob o mesmo teto o maior número de dependentes para engordar sua renda. Por outro lado mulheres e homens miseráveis irão correndo para a cama produzir filhos de cinco em cinco anos.
Este é, sem dúvida, um plano quinquenal engenhoso de estímulo à vagabundagem, claramente expresso nas diversas bolsas-esmola do governo do PT. É muito fácil dar bom dia com chapéu alheio. É muito fácil fazer gracinha, jogar para a plateia. É fácil e é um sintoma evidente de que se trabalha (que se governa, no seu caso) irresponsavelmente.
Não falo pelos outros, dona Dilma. Falo por mim. Não votei na senhora.
Sou bastante madura, bastante politizada, sobrevivente da ditadura militar e radicalmente nacionalista. Eu jamais votei nem votarei num petista, simplesmente porque a cartilha doutrinária do PT é raivosa e burra. E o governo é paternalista, provedor, pragmático no mau sentido, e delirante. Vocês são adeptos do quanto pior, melhor. São discricionários, praticantes do bullying mais indecente da História do Brasil.
Em 1988 a Assembleia Nacional Constituinte, numa queda-de-braço espetacular, legou ao Brasil uma Carta Magna bastante democrática e moderna. No seu Art. 5º está escrito que todos são iguais perante a lei*. Aí, quando o PT foi ao paraíso, ele completou esta disposição, enfiando goela abaixo das camadas sociais pagadoras de imposto seu modus governandi a partir do qual todos são iguais perante a lei, menos os que são diferentes: os beneficiários das cotas e das bolsas-esmola.
A partir de vocês. Sr. Luís Inácio e dona Dilma, negro é negro, pobre é pobre e miserável é miserável. E a Constituição que vá para a pqp. Vocês selecionaram estes brasileiros e brasileiras, colocaram-nos no tronco, como eu faço com o meu gado, e os marcaram com ferro quente, para não deixar dúvida de que são mal-nascidos.
Não fizeram propriamente uma exclusão, mas fizeram, com certeza, publicamente, uma apartação étnica e social. E o PROUNI se transformou num balcão de empréstimo pró escolas superiores particulares de qualidade bem duvidosa, convalidadas pelo Ministério de Educação.
Faculdades capengas, que estavam na UTI financeira e deveriam ter sido fechadas a bem da moralidade, da ética e da saúde intelectual, empresarial, cultural e política do País. A Câmara Federal endoidou? O Senado endoidou? O STJ endoidou? O ex-presidente e a atual presidente endoidaram? Na década de 60 e 70 a gente lutou por uma escola de qualidade, laica, gratuita e democrática.
A senhora disse que estava lá, nesta trincheira, se esqueceu disto, dona Dilma?
Oi, por favor, alguém pare o trem que eu quero descer!
Uma escola pública decente, realista, sintonizada com um País empreendedor, com uma grade curricular objetiva, com professores bem remunerados, bem preparados, orgulhosos da carreira, felizes, é disto que o Brasil precisa. De ensino técnico, profissionalizante...Para ontem.
Nossa grade curricular é tão superficial e supérflua, que o aluno chega ao final do ensino médio incapaz de conjugar um verbo, incapaz de localizar a oração principal de um período composto por coordenação. Não sabe tabuada. Não sabe regra de três. Não sabe calcular juros. Não sabe o nome dos Estados nem de suas capitais.
Em casa não sabe consertar o ferro de passar roupa. Não é capaz de fritar um ovo. O estudante e a estudante brasileiros só servem para prestar vestibular, para mais nada. E tomar bomba, o que é mais triste.
Nossos meninos e jovens leem (quando leem), mas não compreendem o que leram. Estamos na rabeira do mundo, dona Dilma. Acorde! Digo isto com conhecimento de causa porque domino o assunto. Fui a vida toda professora regente da escola pública mineira, por opção política e ideológica, apesar da humilhação a que Minas submete seus professores. A educação de Minas é uma vergonha, a senhora é mineira (é?), sabe disto tanto quanto eu. Meu contra cheque confirma o que estou informando.
Seu presente para as mães miseráveis seria muito mais aplaudido se anunciasse apenas duas decisões: um programa nacional de planejamento familiar a partir do seu exemplo, como mãe de uma única filha, e uma escola de um turno só, de doze horas. Não sabe como fazer isto? Eu ajudo. Releia Josué de Castro, A GEOGRAFIA DA FOME. Releia Anísio Teixeira. Releia tudo de Darcy Ribeiro. Revisite os governos gaúcho e fluminense de seu meio-conterrâneo e companheiro de PDT, Leonel Brizola. Convide o senador Cristovam Buarque para um café-amigo,mesmo que a Casa Civil torça o nariz. Ele tem o mapa da mina. A senhora se lembra dos CIEPs? É disto que o Brasil precisa...
De escola em tempo integral, igual para as crianças e adolescentes de todas as camadas, miseráveis ou milionárias. Escola com quatro refeições diárias, escova de dente e banho. E aulas objetivas, evidentemente. Com biblioteca, auditório e natação. Com um jardim bem cuidado, sombreado, prazeroso. Com uma baita horta, para aprendizado dos alunos e abastecimento da cantina. Escola adequada para os de zero a seis, para estudantes de ensino fundamental e para os de ensino médio, em instalações individuais para um máximo de quinhentos alunos por prédio. Escola no bairro, virando a esquina de casa. De zero a dezessete anos. Dê um pulinho na Finlândia, dona Dilma. No aerolula dá pra chegar num piscar de olhos. Vá até lá ver como se gerencia a educação pública com responsabilidade e resultado. Enquanto os finlandeses amam a escola, os brasileiros a depredam.
Lá eles permanecem... Aqui a evasão é exorbitante.
Educação custa caro? Depende do ponto de vista de quem analisa. Só que educação não é despesa.
É investimento. E tem que ser feita por qualquer gestor minimamente sério e minimamente inteligente.
Povo educado ganha mais, consome mais, come mais corretamente, adoece menos e recolhe mais imposto para as burras dos governos.
Vale à pena investir mais em educação do que em caridade, pelo menos assim penso eu, materialista convicta.
Antes que eu me esqueça e para ser bem clara: planejamento familiar não tem nada a ver com controle de natalidade. Aliás, é a única medida capaz de evitar a legalização do controle de natalidade, que é uma medida indesejável, apesar de alguns países precisarem recorrer a ela. Uberlândia, inspirada na lei de Cascavel, Paraná, aprovou, em novembro de 1992, a lei do planejamento familiar. Nossa cidade foi a segunda do Brasil a tomar esta iniciativa, antecipando-se ao SUS. Eu, vereadora à época, fui a autora da mesma e declaro isto sem nenhuma vaidade, apenas para a senhora saber com quem está falando.
Senhora PresidentA, mesmo não tendo votado na senhora, torço pelo sucesso do seu governo como mulher e como cidadã. Mas a maior torcida é para que não lhe falte discernimento, saúde nem coragem para empunhar o chicote e bater forte, se for preciso.
A primeira chibatada é o seu veto a este Código Florestal, que ainda está muito ruim, precisado de muito amadurecimento e aprendizado.
O planeta terra é muito mais importante do que o lucro do agronegócio e a histeria da reforma agrária fajuta que vocês estão promovendo.
Sou fazendeira e ao mesmo tempo educadora ambiental. Exatamente por isto não perco a sensatez. Deixe o Congresso pensar um pouco mais, afinal, pensar não dói e eles estão em Brasília, bem instalados e bem remunerados, para isto mesmo. E acautele-se durante o processo eleitoral que se aproxima. Pega mal quando um político usa a máquina para beneficiar seu partido e sua base aliada.
Outros usaram? E daí? A senhora não é os outros. A senhora á a senhora, eleita pelo povo brasileiro para ser a presidentA do Brasil, e não a presidentA de um partidinho de aluguel, qualquer.
Se conselho fosse bom a gente não dava, vendia. Sei disto, é claro. Assim mesmo vou aconselhá-la a pedir desculpas às outras mães excluídas do seu presente: as mães da classe média baixa, da classe média média, da classe média alta, e da classe dominante, sabe por quê? Porque somos nós, com marido ou sem marido, que, junto com os homens produtivos, geradores de empregos, pagadores de impostos, sustentamos a carruagem milionária e a corte perdulária do seu governo tendencioso, refém do PT e da base aliada oportunista e voraz.
A senhora, confinada no seu palácio, conhece ao vivo os beneficiários da Bolsa-família? Os muitos que eu conheço se recusam a aceitar qualquer trabalho de carteira assinada, por medo de perder o benefício.
Estou firmemente convencida de que este novo programa, BRASIL CARINHOSO, além de não solucionar o problema de ninguém, ainda tem o condão de produzir uma casta inoperante, parasita social, sem qualificação profissional, que não levará nosso País a lugar nenhum. E, o que é mais grave, com o excesso de propaganda institucional feita incessantemente pelo governo petista na última década, o Brasil está na mira dos desempregados do mundo inteiro, a maioria qualificada, que entrarão por todas as portas e ocuparão todos os empregos disponíveis, se contentando até mesmo com a informalidade. E aí os brasileiros e brasileira vão ficar chupando prego, entregues ao deus-dará, na ociosidade que os levará à delinquência e às drogas.
Quem cala, consente. Eu não me calo. Aos setenta e quatro anos, o que eu mais queria era poder envelhecer despreocupada, apesar da pancadaria de 1964. Isto não está sendo possível. Apesar de ter lutado a vida toda para criar meus cinco filhos, de ter educado milhares de alunos na rede pública, o País que eu vou legar aos meus descendentes ainda está na estaca zero, com uma legislação que deu a todos a obrigação de votar e o direito de votar e ser votado, mas gostou da sacanagem de manter a maioria silenciosa no ostracismo social, alienada e desinteressada de enfrentar o desafio de lutar por um lugar ao sol, de ganhar o pão com o suor do seu rosto. Sem dignidade, mas com um título de eleitor na mão, pronto para depositar um voto na urna, a favor do político paizão/mãezona que lhe dá alguma coisa. Dar o peixe, ao invés de ensinar a pescar, está foi a escolha de vocês.
A senhora não pediu minha opinião, mas vai mandar a fatura para eu pagar. Vai. Tomou esta decisão sem me consultar. Num país com taxa de crescimento industrial abaixo de zero, eu, agropecuarista, burro-de-carga brasileiro, me dou o direito de pensar em voz alta e o dever de me colocar publicamente contra este cafuné na cabeça dos miseráveis. Vocês não chegaram ao poder agora. Já faz nove anos, pense bem! Torraram uma grana preta com o FOME ZERO, o bolsa-escola, o bolsa-família, o vale-gás, as ONGs fajutas e outras esmolas que tais.
Esta sangria nos cofres públicos não salvou ninguém? Não refrescou niente? Gostaria que a senhora me mandasse o mapeamento do Brasil miserável e uma cópia dos estudos feitos para avaliar o quantitativo de miseráveis apurado pelo Palácio do Planalto antes do anúncio do BRASIL CARINHOSO. Quero fazer uma continha de multiplicar e outra de dividir, só para saber qual a parte que me toca nesta chamada de capital. Democracia é isto, minha cara...
Transparência... Não ofende... Não dói.
Ah, antes que eu me esqueça, a palavra certa é PRESIDENTE.
Não sou impertinente nem desrespeitosa, sou apenas professora de latim, francês e português. Por favor, corrija esta informação.
Se eu mandar esta correspondência pelo correio, talvez ela pare na Casa Civil ou nas mãos de algum assessor censor e a senhora nunca saberá que desagradou alguém em algum lugar. Então vai pela internet. Com pessoas públicas a gente fala publicamente para que alguém, ciente, discorde ou concorde. O contraditório é muito saudável.
Não gostei e desaprovo o BRASIL CARINHOSO. Até o nome me incomoda. R$2,00 (dois reais) por dia para cada familiar de quem tem em casa uma criança de zero a seis anos, é uma esmolinha bem insignificante, bem insultuosa, não é não, dona Dilma?
Carinho de presidentA da república do Brasil neste momento, no meu conceito, é uma campanha institucional a favor da vasectomia e da laqueadura em quem já produziu dois filhos. É mais creche institucional e laica. Mais escola pública e laica em tempo integral com quatro refeições diárias.
É professor dentro da sala de aula, do laboratório, competente e bem remunerado. É ensino profissionalizante e gente capacitada para o mercado de trabalho.
Eu podia vociferar contra os descalabros do poder público, fazer da corrupção escandalosa o meu assunto para esta catilinária. Mas não. Prefiro me ocupar de algo mais grave, muitíssimo mais grave, que é um desvio de conduta de líderes políticos desonestos, chamado populismo, utilizado para destruir a dignidade da massa ignara. Aliciar as classes sociais menos favorecidas é indecente e profundamente desonesto. Eles são ingênuos, pobres de espírito, analfabetos, excluídos?
Os miseráveis são. Mas votam, como qualquer cidadão produtivo, pagador de impostos.
Esta é a jogada. Suja... A televisão mostra ininterruptamente imagens de desespero social.
Neste momento em todos os países, pobres, emergentes ou ricos, a população luta, grita, protesta, mata, morre, reivindicando oportunidade de trabalho. Enquanto isto, aqui no País das Maravilhas, a presidente risonha e ricamente produzida anuncia um programa de estímulo à vagabundagem. Estamos na contramão da História, dona Dilma!
Pode ter certeza de que a senhora conseguiu agredir a inteligência da minoria de brasileiros e brasileiras que mourejam dia após dia para sustentar a máquina extraviada do governo petista.
Último lembrete: a pobreza é uma consequência da esmola... Corta a esmola que a pobreza acaba, como dois mais dois são quatro.
Não me leve a mal por este protesto público. Tenho obrigação de protestar, sabe por quê?
Porque, de cada delírio seu, quem paga a conta sou eu.


Atenciosamente,
Martha de Freitas Azevedo Pannunzio
Fazenda Água Limpa, Uberlândia, em 16-05-2012


segunda-feira, 22 de abril de 2013

"A Força da Solidariedade"!


Conta-se que um poeta estava, um dia, passeando ao crepúsculo em uma floresta, quando, de repente, surgiu diante dele uma aparição do maior dos poetas.
O grande poeta disse ao apavorado poeta que o destino estava sorrindo para ele e que ele tinha sido escolhido para conhecer os segredos do Céu e do Inferno.
O grande poeta transportou-se então, junto ao poeta, ainda apavorado com experiência tão súbita, ao velho e místico rio que circundava aquela região. Entraram em uma canoa e o grande poeta instruiu o poeta para remar até o Inferno.
Quando chegaram, o poeta estava algo surpreso por encontrar um lugar semelhante à floresta onde estavam antes, e não feito de fogo e enxofre nem infestado de demônios alados e criaturas exalando fogo, como ele pensava.
O grande poeta pegou o poeta pela mão e levou-o por uma trilha. Logo o poeta sentiu, à medida que se aproximava de uma barreira de rochas e arbustos, o cheiro de um delicioso ensopado. Junto com o cheiro, entretanto, vinham misteriosos sons de lamentações e ranger de dentes. Ao contornar as rochas, deparou com uma cena incomum.
Havia uma grande clareira com muitas mesas grandes e redondas. No meio de cada mesa, havia uma enorme panela contendo um ensopado, cujo cheiro o poeta havia sentido, e cada mesa estava cercada de pessoas definhadas e famintas.
Cada pessoa segurava uma colher com a qual tentava comer o ensopado. Devido ao tamanho da mesa, entretanto, e por serem as colheres compridas de forma a alcançar a panela no centro, o cabo das colheres era duas vezes maior que os braços das pessoas.
Isso tornava impossível para qualquer daquelas pessoas colocarem a comida na boca. Havia muita luta e imprecações enquanto cada uma tentava desesperadamente pegar pelo menos uma gota do ensopado.
O poeta ficou muito abalado com aquela cena, fechou os olhos e suplicou ao grande poeta que o tirasse dali. Em um momento, eles estavam de volta à canoa e o grande poeta mostrou  como chegar até o Céu. Quando chegaram, o poeta surpreendeu-se novamente ao ver uma cena que não correspondia às suas expectativas.
Aquele lugar era quase exatamente igual ao que eles tinham acabado de sair. Não havia grandes portões de pérolas nem bandos de anjos a cantar. Novamente o grande poeta conduziu-o por uma trilha aonde o cheiro de comida vinha de trás de uma barreira de rochas e arbustos. Desta vez, entretanto, eles ouviram cantos e risadas quando se aproximaram.
Ao contornarem a barreira, o poeta ficou muito surpreso de encontrar um quadro idêntico ao que eles tinham acabado de ver no inferno; grandes mesas cercadas por pessoas com colheres de cabos, grandes também, e uma grande panela de ensopado no centro de cada mesa.
A única e essencial diferença, entre aquele grupo de pessoas e o que eles tinham visto no inferno, era que as pessoas neste grupo estavam usando sua colheres para alimentar uns aos outros.

Autor Desconhecido

domingo, 21 de abril de 2013

"Quando o Pai esquece o Filho"!

Um homem que se finge de burro é mais burro do que um burro honesto.
O que me dói é ver um pai casar de novo e esquecer o filho do primeiro casamento. Esquecer. Nenhum cartão de Natal ou presente debaixo da lareira.
É que ganhou um herdeiro do segundo casamento, está envolvido na escolha do enxoval, no anúncio do jornal, em fumar charuto com o sogro e com aquela vaidade suprema de ostentar para sua esposa que é experiente e sabe segurar a criança.
Ele apaga a casa anterior — com o que havia dentro dela — e se apega à casa recente. Entende que sua criança ou adolescente cresceu o suficiente para não depender mais dele. Nenhum filho cresce o suficiente para ser órfão de repente, não importa a idade.
Aquele filho a quem amava e criava com zelo, a quem aconselhava e trocava as fraldas passa a existir somente como uma pensão, uma linha do seu contracheque. Não pergunta. Não telefona. Não se encontra fora de hora. Está muito ocupado criando um bebê. O que dá para entender é que ele não ama o filho, mas a mulher com quem se encontra no momento. Faz qualquer coisa para agradá-la, inclusive negar a paternidade do primeiro casamento.
É do tipo ou tudo ou nada, ligado à figura masculina patriarcal, que oferece e tira conforme suas vantagens. Não é bem um pai, mas um latifundiário emocional, desconfiado, sob permanente ameaça de invasão de suas terras.
Mãe é diferente, sempre se elogia quando menciona seu filho. Mareja os olhos ao mexer na gaveta das camisas, coleciona bilhetes e desenhos, inventa uma porção de neologismos no abraço. Não se guarda para depois, para um melhor momento, está disposta a conversar pressentimentos e costurar recordações.
Pai costuma se omitir no momento do desabafo. É comedido demais para estar vivo. Troca de personalidade, de residência, de amor, o que precisar, no sentido de prevenir a sobrecarga de problemas. Para namorar, ele some por meses (exatamente o contrário da mãe, que administra o final de semana com o apoio da babá e da avó).
Homem ainda não conseguiu conciliar sua vida profissional com a afetiva. Não é capaz de unir nem a vida afetiva pregressa com a vida afetiva atual. Cuida de um afeto por vez. Pai não forma sindicato, não cria associação. Continua defendendo que ninguém tem o direito de se meter na vida dele e converte em inimigos os amigos que insinuam sua indisposição filial.
Ele se separou de uma mulher, não do seu filho, mas culpa o filho porque não consegue completar uma frase com a ex. Parte do princípio de que ajudando o filho está ajudando a ex. Gostaria de matá-la, mas então se mata para o filho.
Ou entende que seu filho deve procurá-lo, cria paranoias e neuroses para aliviar sua culpa. Age como um ressentido, fala mal do filho do primeiro casamento para a mulher do segundo casamento, alegando ingratidão. E a mulher do segundo casamento concorda com o absurdo porque está preocupada com o nenê e deseja a exclusividade do marido. E não entende que um irmão depende do outro irmão, que uma família não cresce por empréstimos.
Homem tem que aprender a sofrer em público, sofrer por um filho o que sofre por uma dor de cotovelo, apanhar das cólicas e da coriza, desabar numa mesa de bar, beber interurbanos, fechar a rua e o sobrenome para encurtar distâncias, chorar nas apresentações escolares, fingir abandono a cada despedida, para só assim mostrar que pai, pai mesmo, nunca será dispensável.

Fabrício Carpinejar