Somos Anjos e Mestres!
Todos nós sabemos alguma coisa que alguém, em algum lugar, precisa aprender e, por vezes, nós mesmos recordarmos.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

"O Difícil e o Impossível"!!!

Confundimos sempre o difícil e o impossível, fazendo tudo uma mesma coisa.
Mas não é...
Difícil é algo que encontra obstáculos, geralmente grandes...
Impossível é um beco sem saída, é o inalcançável.
Mas em certas situações da vida não vemos essa diferença. É quando as forças nos abandonam, o passado parece que recai na nossa cabeça e o futuro parece obscuro. Nesses instantes de fraqueza tudo toma forma de impossível. E, mesmo se ousamos sonhar, nos dizemos realistas quando afirmamos que esses sonhos são impossíveis.
Deixa eu dizer uma coisa... tanto que os sonhos estão dentro da nossa cabeça, nunca estarão longe demais de nós. Então, já não são impossíveis, apenas precisarão de algum esforço a mais para que se tornem realidade, precisarão de um pouco mais de trabalho, perseverança, atitude positiva, fé e coragem... Precisarão de uma dose diária de ânimo.
É quando julgamos impossível que não fazemos nada, porque já colocamos um ponto final onde nem começo teve. 
Existe uma diferença entre difícil e inalcançável... Difícil é sempre aquilo que vem com impedimentos e o inalcançável nossas mãos não tocam. Portanto, mesmo o inalcançável a gente acaba tocando com o coração...  Não é o caso do brilho das estrelas e do luar? 
Nossos sonhos só são altos demais se nos curvamos diante deles, se nos fazemos miúdos e deixamos de olhar para a frente.
Impossível mesmo é aquilo que não tem mais volta porque o fôlego se foi...
Tudo o mais são simples etapas que devem ser vencidas, caminhos que devem ser atravessados.

Experimente dar um primeiro passo... e isso vai fazer toda a diferença!

Letícia Thompson

quinta-feira, 25 de julho de 2013

"Conquistas Externas e Internas"!!!

 O homem moderno, criador de excelente tecnologia e descobridor de inúmeras leis que regem o Universo e a vida, teima em ignorar a Lei de amor, fator causal da felicidade e expressão máxima do Divino pensamento.
Graças aos engenhos sofisticados da Astronáutica, logrou pousar repetidas vezes na lua, enquanto suas admiráveis naves espaciais viajam na direção de outros planetas do Sistema Solar, e já fala em turismo espacial.
As distâncias exteriores têm sido conquistadas a cada dia e a cada hora, aproximando-nos dos diferentes corpos celestes e de variados lugares terrestres.
As velocidades são alcançadas de forma desafiadora, já havendo ultrapassado a do som.
Para o homem moderno, tem sido relativamente fácil superar esses desafios. Porém, não vence a distância emocional que o isola, no lar, dos demais familiares; no escritório, dos colegas; na sociedade, das outras pessoas.
Mergulhado no oceano dos conflitos que o afogam, ainda não resolveu viver próximo do seu irmão, em comunhão de elevada solidariedade, encontrando-se e encontrando o familiar, o companheiro, o desconhecido que pode se tornar amigo, o desafeto que pode se transformar em colaborador.
As experiências, que decorrem das viagens para fora, mais o isolam no ninho doméstico, no lugar de trabalho, na comunidade.
Nas férias, busca relacionamentos novos com pessoas que vivem longe, que logo se diluem no esquecimento ou na indiferença, e quando necessita de afetos e amizades coloca anúncios nos jornais, afirmando-se pessoa tímida.
Ou, então, navega pela Internet à procura de alguém que lhe ouça as amarguras, protegido pelo anonimato e descompromissado com a aproximação.
Alguns buscam o triunfo no relevo social, na polpuda conta bancária, nas jóias de alto preço, nos bens imobiliários luxuosos, nos veículos caros, e se esquecem de atender ao chamado do amor, que plenificar por dentro tanto os que possuem coisas como os que nada têm.
Temos que convir que há um abismo que separa o homem externo do homem interno; entre aquele que vence as distâncias físicas, mas não se auto-encontra; que resolve as dificuldades de fora e não equaciona as de dentro, evitando-as, mascarando-as, transferindo-as no tempo.
Inevitavelmente, esse indivíduo faz-se vítima da própria conduta, tornando-se inseguro, insatisfeito, alienado e, não raro, vítima da saturação, da irritabilidade, do tédio, que o poderão empurrar para os alcoólicos ou outras drogas, para o sexo descomprometido, para a loucura, o suicídio ou o crime.
Faz-se urgente que alteremos nossa ótica equivocada pela qual temos observado as finalidades da vida, a fim de que encontremos as soluções para os problemas do ser humano em si mesmo.

O homem de hoje, enfrentando alta soma de dissabores, angústias e incertezas, não terá outra alternativa, logo mais, exceto viajar para dentro de si mesmo, aproximando-se dos demais indivíduos e redescobrindo a sua imortalidade espiritual, a transitoriedade do corpo orgânico, e a excelência do amor como responsável por tudo quanto existe, manifestação natural e especial de Deus.

Divaldo Pereira Franco

terça-feira, 23 de julho de 2013

"A Ação Da Amizade"...

Vez que outra, é bom nos determos, por alguns minutos, para refletir um pouco sobre a ação da amizade em nossas vidas.
A amizade é o sentimento que une as almas umas às outras, gerando alegria e bem-estar.
A amizade é suave expressão do ser humano que necessita intercambiar as forças da emoção sob os estímulos do entendimento fraternal.
Inspiradora de coragem e de abnegação, a amizade floresce as almas, abençoando-as com resistências para as lutas.
Há, no mundo moderno, muita falta de amizade!
O egoísmo afasta as pessoas e as isola... A amizade as aproxima e irmana.
O medo agride as almas e as infelicita.
A amizade apazigua e alegra os indivíduos.
A desconfiança desarmoniza as vidas e a amizade equilibra as mentes, dulcificando os corações.
Na área dos amores de profundidade a presença da amizade é fundamental.
Ela nasce de uma expressão de simpatia e firma-se com as raízes do afeto seguro, fincadas nas terras da alma.
Quando outras emoções se enfraquecem no vaivém dos choques, a amizade perdura, companheira devotada das pessoas que se estimam.
Se a amizade fugisse da Terra, a vida espiritual dos seres se esfacelaria.
Ela é meiga e paciente, vigilante e ativa... Discreta, se apaga, para que brilhe aquele a quem se afeiçoa.
Sustenta na fraqueza e liberta nos momentos de dor... A amizade é fácil de ser vitalizada.
Cultivá-la, constitui dever de todo aquele que pensa e aspira, porquanto, ninguém logra o êxito, se avança com aridez na alma ou indiferente ao enlevo da sua fluidez.
Quando a desilusão apaga o fogo dos desejos nos grandes romances, se existe amizade, não se rompem os liames da união.
A amizade de Jesus pelos discípulos e pelas multidões, dá-nos até hoje, a dimensão do que é o amor na sua essência mais pura, demonstrando que ela é o passo inicial para essa conquista superior que é a meta de todas as vidas e mandamento maior da Lei Divina.

Existe uma ciência de cultivar a amizade e construir o entendimento. Como acontece ao trigo, no campo espiritual do amor, não será possível colher sem semear. Examine, pois, diariamente, a sua lavoura afetiva... Irrigue-a com a água pura da sinceridade, do perdão, da atenção.
Sem esquecer jamais do adubo do amor, do carinho e do afeto...
Imite o lavrador prudente e devotado, e colherá grandes e precisos resultados.

Momento Espírita

segunda-feira, 22 de julho de 2013

"O Pardoxo da Tolerância"!!!

A tolerância é auto-contraditória, pois é reflexiva.  Como princípio, a tolerância dita que devemos ser tolerantes com tudo.  Nós não podemos escolher o que vamos e o que não vamos tolerar.  Se isto é assim, então a tolerância exige tolerar a intolerância.  Assim, se alguém está pregando e praticando a intolerância, a pessoa tolerante não pode, em princípio, falar contra o que a pessoa intolerante está fazendo, pois falar contra a intolerância seria por si só um ato de intolerância.
Em outras palavras, o princípio da tolerância exige que se conceda a pessoas com intolerância o direito de ser intolerante.  Isto é claramente contraditório, uma vez que a tolerância não pode tolerar o que especificamente se propõe a ser contra (ou seja, a intolerância), mas exige, contudo, para fazer exatamente isso.
A tolerância é manifestamente contraditória e, portanto, irracional. A intolerância como princípio não exige que sejamos constantemente e universalmente intolerantes: ela nos oferece a opção de ser tolerante.  Isto é simples, e não é difícil seguir este princípio para viver a vida.
Um lema simples explica que uma pessoa intolerante pensaria: “Eu gosto das coisas que eu gosto e odeio as coisas que eu odeio, e eu odeio as pessoas que gostam de coisas que eu odeio, e eu farei que odeiem a conhecê-las, em termos inequívocos”.  O que poderia ser mais fácil?    “Se você não está comigo, está contra mim, e por isso você é meu inimigo, e eu vou tratá-lo como tal.” George W. Bush praticou esta filosofia para a perfeição durante a sua presidência, recompensando aqueles que o apoiavam e “punindo” aqueles que não fizeram.
Nós temos o sentido intuitivo (além do que a mente racional diz-nos) de que há algo de errado com este raciocínio, por mais lógico e racional que seja.  Nós aprendemos intolerância com a experiência e já vimos que não funciona muito bem na prática. Guerras religiosas, a caça às bruxas (antiga e moderna), a perseguição (política, religiosa e social), estas são todas as frutas deliciosas da intolerância, cujos sabores, eu prefiro não provar.  Mahatma Gandhi fez perfeitamente esta colocação quando disse: “Olho por olho, acaba por tornar o mundo inteiro cego.”
Poderíamos dizer: intolerância gera intolerância em uma espiral descendente.
Curiosamente, a tolerância nem sempre tolera, mas geralmente o faz, é isso que nos é recomendado, como o superior dos dois princípios.

Autor Desconhecido

quarta-feira, 17 de julho de 2013

"Ciência E Espiritualidade"...

Por mais que neguem os materialistas, a espiritualidade é um atributo que faz parte da essência do ser humano. Desde os tempos primitivos o Homem percebeu que existem forças que transcendem o seu domínio e passou a respeitar, a temer e a se subjugar diante das ameaças dos fenômenos da natureza, da conjunção dos astros e da incerteza do futuro.
Nasceram assim as crenças, os mitos, os deuses. as magias, os sortilégios, o misticismo, organizaram-se templos e igrejas com suas liturgias, seus sacerdotes e prosperaram as “instituições religiosas”. Neste clima vários deuses disputavam o poder e a força do verdadeiro Deus.
Conquistando a razão no decurso dos milênios que a evolução lhe exigia percorrer, o Homem percebia que sua experiência psíquica ultrapassava a realidade limitada pela experiência que os sentidos lhe permitia perceber. No seu íntimo, a vida transcendia a própria morte e as lembranças dos seu antepassados, que lhes pareciam visitar nos sonhos ou nas recordações, o faziam pressupor que uma vida futura deveria reunir a todos.
Os séculos se sucederam sem que no entanto o ser humano conseguisse atravessar a fronteira da morte sem temor e sobressaltos. A espiritualidade permanecia como uma conquista sempre adiada para depois, uma viagem sem volta ou uma terra que se comprava com promessas, lamentações ou indulgências.
A caminhada de Jesus pela Terra traçou rumos, comprovou a imortalidade, estabeleceu a comunhão com o Pai, dialogou com os Espíritos e revelou os gozos da vida futura. O Homem, persistiu, porem, nos desvios irresponsáveis, preferindo as vantagens que a Terra e as conquistas materiais o permitia possuir.
Nos dias de hoje as palavras do Cristo de novo ressoam nas páginas do Consolador prometido. A “Pátria do Evangelho” se ergueu revelando-se como o grande “portal da Espiritualidade” a insistir com o Homem que Deus existe, que a vida continua, que somos espíritos imortais, que na Casa do Senhor há muitas moradas onde nossos entes queridos nos aguardam e que este mundo e o “outro” se relacionam num vai e vem de interferências múltiplas.
A mesma doutrina do Cristo, agora codificada por Kardec, nos expôs, ao lado dos cânticos da Boa Nova, a fé raciocinada, permitindo a constatação do fenômeno espiritual com os paradigmas de uma “nova ciência”.
A espiritualidade, quando avaliada cientificamente, esbarra, porem, em uma série de dificuldades. Primeiro a sua própria conceituação, depois, sua distinção com religião e misticismo.
A Religião implica numa organização institucional com uma maior ou menor participação do indivíduo. Nas religiões tradicionais são prescritas crenças, dogmas, rituais, práticas litúrgicas e compromissos sociais com a instituição.
A exploração da espiritualidade é historicamente uma prática comum às religiões, que se aproveitam de alguns conceitos que são compartilhados entre ambos : a relação transcendente com Deus ( uma “força suprema” ou uma “energia universal”) e a veneração por aquilo que é tido como sagrado.
A dimensão espiritual implícita na natureza humana é aceita por uns mas, não por outros, e aquilo que permite alguém ter aceso à esta dimensão, não terá nenhum significado para aquele que não admite a sua existência.
Cada indivíduo pode ser caracterizado por sua religiosidade, suas crenças particulares e práticas relativas a sua religião, sem, no entanto, manterem um vínculo estreito com a espiritualidade.
A vivência espiritual comumente é uma experiência subjetiva, individual, particular, que algumas vezes pode ser compartilhada com os outros. Algumas pessoas experienciam sua espiritualidade como um assunto altamente pessoal e privado, focalizando elementos intangíveis que os suprem de vitalidade e grande significado em suas vidas. Espiritualidade não envolve religião necessariamente.
Cada pessoa define sua espiritualidade particularmente. Ela deve ser vista como um atributo do indivíduo dentro de um conceito complexo e multidimensional. Possivelmente tem alguma coisa a ver com caráter, com personalidade e com cultura.
Para uns, a espiritualidade se manifesta ou é vivenciada em um momento de ganhos materiais prazerosos tão simples como, pisar na relva descalço ou caminhar pela noite solitário, para outros, será um momento de contemplação, de meditação, uma reflexão profunda sobre o sentido da vida, uma sensação de íntima conexão com o que pensa amar ou um contacto psíquico com seres espirituais.
Podemos perceber que a espiritualidade se manifesta em três domínios pelos quais podemos sistematizar sua avaliação com critérios científicos: os domínios da “prática”, das “crenças” e o da própria “experiência espiritual”.
Na “prática”, quando se exercita a contemplação, a meditação, a prece ou uma atividade de culto religioso.
O domínio das “crenças” espirituais varia com a cultura dos povos e inclui a crença na existência de Deus, da Alma, da vida após a morte e da realidade da dimensão espiritual para além do nosso conhecimento sensorial e intelectual.
Por fim, no domínio da “experiência espiritual” há uma série enorme de situações que parecem sugerir contacto direto com a espiritualidade. Incluem-se aqui, por exemplo, aquelas vivências rotineiras, representadas pelo encontro íntimo e pessoal que cada um faz com o transcendente e o sagrado e aqueles outros quadros freqüentemente mais dramáticos, quase sempre súbitos, acompanhados de forte transformação pessoal que se seguem a um acontecimento psíquico marcante na vida. Mais significativas ainda, incluem-se , entre outros, os relatos de experiências de quase morte (near death experience) e as projeções fora do corpo físico (out of body experience) nos quais, o indivíduo transita com sua consciência por outras dimensões, vivenciando a plenitude da vida espiritual
No Brasil, podemos afirmar que, em termos de “experiência espiritual”, nada supera a mediunidade. Entre nós, parece que a espiritualidade convive dentro de casa dirigindo cada passo de nossas vidas. Pelos nossos médiuns os recados do outro lado tem sido tão freqüentes que as portas da morte não isolam mais nosso contacto com os que mais amamos.
Estamos diante de um “campo de experimentação” extraordinário onde é corriqueira a comprovação da intercomunicação entre nós e o “outro lado da vida”.
Qualquer cientista sem preconceito pode sistematizar suas observações dentro dos três domínios que apresentamos para a análise da espiritualidade e confirmar que na “prática”, nas crenças” e nas “experiências espirituais” nos seus vários matizes, a espiritualidade toda se manifesta, revelando a centelha divina e imortal que habita em todos nós.

Nubor Orlando Facure

domingo, 14 de julho de 2013

"A Solidão Amiga"!!!



A noite chegou, o trabalho acabou, é hora de voltar para casa. Lar, doce lar?
 Mas a casa está escura, a televisão apagada e tudo é silêncio. Ninguém para abrir a porta, ninguém à espera. Você está só. Vem a tristeza da solidão... O que mais você deseja é não estar em solidão...
Mas deixa que eu lhe diga: sua tristeza não vem da solidão. Vem das fantasias que surgem na solidão. Lembro-me de um jovem que amava a solidão: ficar sozinho, ler, ouvir, música... Assim, aos sábados, ele se preparava para uma noite de solidão feliz. Mas bastava que ele se assentasse para que as fantasias surgissem. Cenas... De um lado, amigos em festas felizes, em meio ao falatório, os risos, a cervejinha. Aí a cena se alterava: ele, sozinho naquela sala. Com certeza ninguém estava se lembrando dele. Naquela festa feliz, quem se lembraria dele? E aí a tristeza entrava e ele não mais podia curtir a sua amiga solidão. O remédio era sair, encontrar-se com a turma para encontrar a alegria da festa. Vestia-se, saía, ia para a festa... Mas na festa ele percebia que festas reais não são iguais às festas imaginadas. Era um desencontro, uma impossibilidade de compartilhar as coisas da sua solidão... A noite estava perdida.
Faço-lhe uma sugestão: leia o livro A chama de uma vela, de Bachelard. É um dos livros mais solitários e mais bonitos que jamais li. A chama de uma vela, por oposição às luzes das lâmpadas elétricas, é sempre solitária. A chama de uma vela cria, ao seu redor, um círculo de claridade mansa que se perde nas sombras. Bachelard medita diante da chama solitária de uma vela. Ao seu redor, as sombras e o silêncio. Nenhum falatório bobo ou riso fácil para perturbar a verdade da sua alma. Lendo o livro solitário de Bachelard eu encontrei comunhão. Sempre encontro comunhão quando o leio. As grandes comunhões não acontecem em meio aos risos da festa. Elas acontecem, paradoxalmente, na ausência do outro. Quem ama sabe disso...
É precisamente na ausência que a proximidade é maior. Bachelard, ausente: eu o abracei agradecido por ele assim me entender tão bem. Como ele observa, "parece que há em nós cantos sombrios que toleram apenas uma luz bruxoleante. Um coração sensível gosta de valores frágeis". A vela solitária de Bachelard iluminou meus cantos sombrios, fez-me ver os objetos que se escondem quando há mais gente na cena. E ele faz uma pergunta que julgo fundamental e que proponho a você, como motivo de meditação: "Como se comporta a Sua Solidão?" Minha solidão?
Há uma solidão que é minha, diferente das solidões dos outros? A solidão se comporta? Se a minha solidão se comporta, ela não é apenas uma realidade bruta e morta. Ela tem vida.
Entre as muitas coisas profundas que Sartre disse, essa é a que mais amo:
"Não importa o que fizeram com você. O que importa é o que você faz com aquilo que fizeram com você." Pare. Leia de novo... E pense... Você lamenta essa maldade que a vida está fazendo com você, a solidão.
Se Sartre está certo, essa maldade pode ser o lugar onde você vai plantar o seu jardim. Como é que a sua solidão se comporta? Ou, talvez, dando um giro na pergunta: Como você se comporta com a sua solidão? O que é que você está fazendo com a sua solidão? Quando você a lamenta, você está dizendo que gostaria de se livrar dela, que ela é um sofrimento, uma doença, uma inimiga... Aprenda isso: as coisas são os nomes que lhe damos. Se chamo minha solidão de inimiga, ela será minha inimiga...
Mas será possível chamá-la de amiga? Drummond acha que sim: "Por muito tempo achei que a ausência é falta... E lastimava, ignorante, a falta... Hoje não a lastimo... Não há falta na ausência. A ausência é um estar em mim... E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços, que rio e danço e invento exclamações alegres, porque a ausência, essa ausência assimilada, ninguém a rouba mais de mim.!"
Nietzsche também tinha a solidão como sua companheira. Sozinho, doente, tinha enxaquecas terríveis que duravam três dias e o deixavam cego. Ele tirava suas alegrias de longas caminhadas pelas montanhas, da música e de uns poucos livros que ele amava. Eis aí três companheiras maravilhosas! Vejo, frequentemente, pessoas que caminham por razões da saúde. Incapazes de caminhar sozinhas, vão aos pares, aos bandos. E vão falando, falando, sem ver o mundo maravilhoso que as cerca.
Falam porque não suportariam caminhar sozinhas. E, por isso mesmo, perdem a maior alegria das caminhadas, que é a alegria de estar em comunhão com a natureza. Elas não vêem as árvores, nem as flores, nem as nuvens e nem sentem o vento. Que troca infeliz! Trocam as vozes do silêncio pelo falatório vulgar. Se estivessem a sós com a natureza, em silêncio, sua solidão tornaria possível que elas ouvissem o que a natureza tem a dizer. O estar juntos não quer dizer comunhão. O estar juntos, frequentemente, é uma forma terrível de solidão, um artifício para evitar o contato conosco mesmos. Sartre chegou ao ponto de dizer que "o inferno é o outro." Sobre isso, quem sabe, conversaremos outro dia... Mas, voltando a Nietzsche, eis o que ele escreveu sobre a sua solidão:
"Ó solidão! Solidão, meu lar!... Tua voz - ela me fala com ternura e felicidade!
Não discutimos, não queixamos e muitas vezes caminhamos juntos através de portas abertas. Pois onde quer que estás, ali as coisas são abertas e luminosas. E até mesmo as horas caminham com pés saltitantes. Ali as palavras e os tempos/poemas de todo o ser se abrem diante de mim. Ali todo ser deseja transformar-se em palavra, e toda mudança pede para aprender de mim a falar."
E o Vinícius? Você se lembra do seu poema O operário em construção? Vivia o operário em meio a muita gente, trabalhando, falando. E enquanto ele trabalhava e falava ele nada via, nada compreendia. Mas aconteceu que, "certo dia, à mesa, ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção ao constatar assombrado que tudo naquela casa - garrafa, prato, facão - era ele que os fazia, ele, um humilde operário, um operário em construção... Ah! Homens de pensamento, não sabereis nunca o quando aquele humilde operário soube naquele momento!
Naquela casa vazia que ele mesmo levantara, um mundo novo nascia de que nem sequer suspeitava. O operário emocionado olhou sua própria mão, sua rude mão de operário, e olhando bem para ela teve um segundo a impressão de que não havia no mundo coisa que fosse mais bela. Foi dentro da compreensão desse instante solitário que, tal sua construção, cresceu também o operário... E o operário adquiriu uma nova dimensão: a dimensão da poesia."
Rainer Maria Rilke, um dos poetas mais solitários e densos que conheço, disse o seguinte:
"As obras de arte são de uma solidão infinita." É na solidão que elas são geradas. Foi na casa vazia, num momento solitário, que o operário viu o mundo pela primeira vez e se transformou em poeta.
E me lembro também de Cecília Meireles, tão lindamente descrita por Drummond:
"...Não me parecia criatura inquestionavelmente real; e por mais que aferisse os traços positivos de sua presença entre nós, marcada por gestos de cortesia e sociabilidade, restava-me a impressão de que ela não estava onde nós a víamos... Distância, exílio e viagem transpareciam no seu sorriso benevolente? Por onde erraria a verdadeira Cecília..."
Sim, lá estava ela delicadamente entre os outros, participando de um jogo de relações gregárias que a delicadeza a obrigava a jogar. Mas a verdadeira Cecília estava longe, muito longe, num lugar onde ela estava irremediavelmente sozinha.
O primeiro filósofo que li, o dinamarquês Soeren Kiekeggard, um solitário que me faz companhia até hoje, observou que o início da infelicidade humana se encontra na comparação. Experimentei isso em minha própria carne. Foi quando eu, menino caipira de uma cidadezinha do interior de Minas, me mudei para o Rio de Janeiro, que conheci a infelicidade. Comparei-me com eles: cariocas, espertos, bem falantes, ricos. Eu diferente, sotaque ridículo, gaguejando de vergonha, pobre: entre eles eu não passava de um patinho feio que os outros se compraziam em bicar. Nunca fui convidado a ir à casa de qualquer um deles. Nunca convidei nenhum deles a ir à minha casa. Eu não me atreveria. Conheci, então, a solidão. A solidão de ser diferente. E sofri muito. E nem sequer me atrevi a compartilhar com meus pais esse meu sofrimento. Seria inútil. Eles não compreenderiam... E mesmo que compreendessem, eles nada podiam fazer. Assim, tive de sofrer a minha solidão duas vezes sozinho. Mas foi nela que se formou aquele que sou hoje. As caminhadas pelo deserto me fizeram forte. Aprendi a cuidar de mim mesmo. E aprendi a buscar as coisas que, para mim, solitário, faziam sentido. Como, por exemplo, a música clássica, a beleza que torna alegre a minha solidão...
A sua infelicidade com a solidão: não se deriva ela, em parte, das comparações? Você compara a cena de você, só, na casa vazia, com a cena (fantasiada ) dos outros, em celebrações cheias de risos...
Essa comparação é destrutiva porque nasce da inveja. Sofra a dor real da solidão porque a solidão dói. Dói uma dor da qual pode nascer a beleza. Mas não sofra a dor da comparação...Ela não é verdadeira.
Mas essa conversa não acabou: vou falar depois sobre os companheiros que fazem minha solidão feliz.


Rubem Alves

terça-feira, 9 de julho de 2013

"Alegria Em Aprender... Maestria em Ensinar"!!!


A alegria em aprender...
Eu tive um professor de ciências que realmente impactou a minha forma de aprender.  Recordo com nitidez suas aulas... Eram divertidíssimas.
Ele iniciava a aula com uma série de perguntas sobre as coisas do nosso dia a dia. Geralmente era um problema real, que ele exagerava com contornos propositalmente absurdos. Coisa que a maioria de nós, depois de rir muito, atalhávamos em contraposições na tentativa de conter tantos exageros, como que a chamar à razão aquele gênio distraído que nos ministrava as aulas.
Depois ele propunha uma espécie de jogo. Uma competição para que resolvêssemos o problema. Os prêmios eram hilários.  Objetos estapafúrdios que ele retirava aleatoriamente de sua valise de professor-cientista-maluco no qual ficava patente seu divertido “improviso”.
Por exemplo:
•Uma arruela enferrujada (extraída de um disco-voador “por suas próprias mãos”)
•Uma maçaneta quebrada (da porta da casa de praia de Einstein em Matinhos-PR)
•Uma bolinha de pingue-pongue vermelha (da coleção de Isaac Newton)
•Duas tampinhas de Crush (bebidas por Alexandre Volta em uma convenção científica em Guarapuava-PR em 1915.)
Em assim por diante.
Obviamente essa “valiosa premiação” estava facultada à melhor solução do problema proposto.  Coisa que dependia de um conhecimento prévio que geralmente encontrávamos em nosso livro texto.
Assim para ganharmos a partida tínhamos que estudar com alguma antecedência.
Sabíamos de antemão qual era a regra do “jogo” e isso era também divertido.
Além da premiação, que surtia um efeito compensador puramente simbólico, existia o encantamento de solucionarmos um problema real.  Algo como a pertinência do aprendizado como se o conhecimento fosse uma ferramenta que devíamos aprender a construir.
Esse segredo é muito difícil de explicar, mas muito fácil de aprender.
A alegria em ensinar...
Hoje quando recordo de suas aulas, consigo compreender suas técnicas de ensino e vislumbrar a genialidade de sua grande maestria.
Ele provocava um deslocamento em nossa cognição.
Através de seus questionamentos ele evidenciava um vazio que precisava ser preenchido.  E sempre criava novas ligações com aquilo que já sabíamos num encadeamento inovador e surpreendente. Então borbulhávamos de perguntas em nossa curiosidade juvenil, que era saciada apenas para ser novamente aguçada num ciclo que se repetia de forma sempre ascendente.
Porém, o que recordo também com muita clareza era a paixão com a qual ele ensinava.
Ideal e realidade...
Sem dúvida, sua influência muito contribuiu para minha escolha profissional.
Felizmente posso seguir seu exemplo e trabalhar com essa mesma alegria, com esse mesmo grau de envolvimento.
Isso porque tenho tido muita sorte em trabalhar em escolas que possibilitam essa liberdade e esse direito do professor – o de ser professor de verdade.
Primeiro, porque o valorizam não apenas como um mero profissional repetidor de informações, mas como um agente que influencia significativamente a construção de nosso pensamento, bem como do nosso futuro.
Segundo, porque adotam um sistema de ensino ético, calcado em um projeto pedagógico consistente, onde o administrativo está a serviço do pedagógico e não ao contrário.
Nessas escolas o professor tem voz. E é professor!
Não é confundido com uma ama-seca ou com um servo guardador de rebanhos do século XV.
O Brasil precisa de mais escolas assim! Escolas que não venderam sua alma!
Seja para o capital e suas cruas regras de mercado.  Seja para ideologia do descaso e da má vontade institucionalizada.
Fico triste ao perceber que muitos pais que negligenciam a educação de seus filhos simplesmente os despejam na escola – e seja cada um por si – lembrando os visigodos em um campo de batalha. A culpa é da escola, do professor e do sistema. Nunca da sua má vontade, de seu desamor, de seu desrespeito e negligência para com seus filhos e também para com a sociedade ao largar no mundo pessoas com tal naipe de conduta.
Parece que tal clientela pré-histórica requer uma escola com igual perfil de negligência e abandono e que apenas finge cumprir a tabela. Onde isso vai parar?
Alegria em ensinar e a verdadeira maestria
Por um lado, está claro para todos nós dos benefícios de um aprendizado efetivo calcado na alegria de aprender e na pedagogia do afeto.
Por outro lado, quem terá alegria em ensinar?
•Quando for mal pago?
•Quando for tratado como cidadão de quinta categoria e obrigado a trabalhar 15 horas por dia isso sem contar o trabalho não remunerado que tem em casa (preparo de aulas, preparo e correção de provas, etc.).
•Quando for desrespeitado em sua profissão e/ou pessoalmente ameaçado e intimidado por alunos, pais, coordenadores, diretores e principalmente pelo estado? (Até a cavalaria já foi usada por um governador para “intimidar” seus professores).
É por essas e outras razões a realidade do nosso penúltimo lugar em educação.
O que é vergonhoso para um país com o tamanho do nosso! O que é vergonhoso e terrível para todos nós!
Quando o Brasil aprender essa simples lição, de que “nenhuma corrente é mais forte que seu elo mais fraco”... Quem sabe dará chance aos seus professores de serem mestres de verdade.

 Mustafá Ali Kanso

domingo, 7 de julho de 2013

"Agir Honestamente... Nossa Obrigação"!!!!!!

A humanidade cada vez mais demonstra preocupação com questões transcendentes da vida.
A consciência de que viver não se resume a aspectos materiais se dissemina pela sociedade.
Fala-se em entrar em contato com a própria essência, em desenvolver a espiritualidade.
Independentemente de filiação a determinada corrente religiosa, a ampla maioria afirma acreditar em uma força superior. Isso revela as criaturas buscando identificar a razão de sua existência.
Como tudo no universo encontra-se em constante metamorfose e aprimoramento, conclui-se que o progresso é uma das finalidades da vida.  O anseio pelos aspectos sublimes da existência demonstra justamente as criaturas em pleno processo evolutivo.
Mas é importante recordar que a evolução dá-se de modo cadenciado. Na natureza não ocorrem saltos. As espécies não se transformam repentinamente.
Determinadas etapas devem ser vencidas para ser possível atingir-se a fase seguinte.
É como a construção de uma casa: ninguém inicia pelo acabamento. Faz-se necessário antes providenciar sólida estrutura.  O mesmo ocorre com o psiquismo das criaturas.
A identificação com as faixas superiores da vida pressupõe o domínio de aspectos básicos do viver.
A harmonia e a paz são o resultado de vivências nobres do espírito.
Tais conquistas não são improvisáveis e nem surgem de um momento para o outro.
Assim, ao preocupar-se com questões transcendentes, não esqueça coisas elementares.
A honestidade é justamente uma das primeiras virtudes a serem conquistadas por quem deseja a paz e a felicidade. ..
O céu não é um local determinado no espaço, mas um estado de consciência, de harmonia com as leis divinas.
Mas não é possível harmonizar-se com tais leis sem o rigoroso atendimento dos próprios deveres.
Ser honesto implica demonstrar lealdade em todos os aspectos da existência.  O homem honesto realiza as tarefas que lhe cabem, com ou sem testemunhas.  Ele não inventa desculpas para avançar sobre o patrimônio do vizinho... Infelizmente, nossa sociedade vive uma grande crise ética.
Ao tempo em que demonstram indignação com a desonestidade alheia, os indivíduos são com freqüência desleais em seus negócios particulares.
Muitas vezes, quem reclama dos políticos não paga corretamente seus impostos.  Inúmeros estudantes bradam contra a falta de ética de governantes e empresários, mas colam nas provas e copiam as tarefas dos colegas... Esse gênero de conduta sinaliza apenas hipocrisia.
Como afirmou Jesus, é necessário dar a César o que é de César... Ao agir honestamente, ninguém faz mais do que a obrigação.
Mas não há como desenvolver harmonia espiritual se nem a honestidade ainda foi assimilada.
É paradoxal fazer caridade sem pagar as próprias contas. A torpeza dos outros não lhe serve de desculpa... Antes de preocupar-se com a ausência de ética alheia, analise seu modo de viver.
Pense se você tem condições de assumir tudo o que faz e diz... Pense nisso!
A lealdade irrestrita é uma recompensa em si mesma, pois confere dignidade e auto-respeito.
Assim, se você deseja viver em paz, seja honesto...
Afinal, a conquista da paz pressupõe poder observar o próprio proceder sem remorso ou vergonha. 

 Momento Espírita.

sexta-feira, 5 de julho de 2013

"Ajuda Entre Sábios"!!!


Estás interessado em saber se um sábio pode ser útil a outro sábio...
Nós definimos o sábio como um homem dotado de todos os bens no mais alto grau possível.
A questão está pois em saber como é possível alguém ser útil a quem já atingiu o supremo bem.
Ora, os homens de bem são úteis uns aos outros. A sua função é praticar a virtude e manter a sabedoria num estado de perfeito equilíbrio. Mas cada um necessita de outro homem de bem com quem troque impressões e discuta os problemas.
A perícia na luta só se adquire com a prática; dois músicos aproveitam melhor se estudarem em conjunto. O sábio necessita igualmente de manter as suas virtudes em atividade e, por isso mesmo, não só se estimula a si próprio como se sente estimulado por outro sábio. Em que pode um sábio ser útil a outro sábio?
Pode servir-lhe de incitamento, pode sugerir-lhe oportunidades para a prática de ações virtuosas. Além disso, pode comunicar-lhe as suas meditações e dar-lhe conta das suas descobertas.
Nunca faltará mesmo ao sábio algo de novo a descobrir, algo que dê ao seu espírito novos campos a explorar.
Os indivíduos perversos fazem mal uns aos outros, tornam-se mutuamente piores, na medida em que despertam a ira, favorecem o mau carácter, enaltecem os prazeres; tais indivíduos são mesmo tanto mais nocivos quanto mais partilham os seus vícios e juntam as suas forças maléficas com um objectivo comum.
O contrário é igualmente válido: um homem de bem só pode ser útil a outro homem de bem.
 "De que modo?", perguntarás tu. Transmitir-lhe-á o seu contentamento, reforçará a sua autoconfiança; a contemplação mútua da respectiva tranquilidade fará aumentar em ambos a alegria. Além disso pode ainda proporcionar-lhe o conhecimento de certas matérias, já que mesmo um sábio não pode saber tudo.
E mesmo que soubesse tudo, outro sábio pode muito bem descobrir um método mais rápido para atingir o conhecimento da natureza e facilitar-lhe o acesso a um meio de melhor formular uma visão global das coisas.
Um sábio pode ser útil a outro sábio, e não somente graças às suas próprias forças, mas graças também às daquele a quem está auxiliando. Claro que o primeiro, mesmo entregue apenas a si próprio, é capaz de desempenhar perfeitamente o seu papel. Todavia, embora corra com a velocidade que lhe é própria, nem por isso deixará de lhe aproveitar uma voz de incitamento.


Séneca

quinta-feira, 4 de julho de 2013

"Contei Meus Anos e Descobri"...

 Contei meus anos e descobri ... 
Que terei menos tempo para viver do que já tive até agora....
Tenho muito mais passado do que futuro.
Sinto-me como aquele menino que recebeu uma bacia de jabuticabas...
As primeiras, ele chupou displicentemente...
Mas, percebendo que faltam poucas, rói o caroço...
Já não tenho tempo para lidar com mediocridades...
Inquieto-me com os invejosos tentando destruir quem eles admiram.
Cobiçando seus lugares, talento e sorte...
 Já não tenho tempo para administrar melindres de pessoas.
As pessoas não debatem conteúdo, apenas rótulos... 
 Meu tempo tornou-se escasso para debater rótulos...
Quero a essência...
 Minha alma tem pressa....  Sem muitas jabuticabas na bacia.
Quero viver ao lado de gente humana... Muito humana...
Que não foge de sua mortalidade...
Caminhar perto de coisas e pessoas de verdade!


Rubem Alves

quarta-feira, 3 de julho de 2013

"Divórcio... Povo X Cultura"!!!


O povo está divorciado da cultura, e encolhe-se cada vez mais na sua fome e na sua ignorância. Somos nós, os que saímos dele e o queremos verdadeiramente servir, que temos o dever de o procurar, de o esclarecer, de o interessar ativamente na sua própria salvação.
Que lhe importam os grandes livros, se ele os não pode nem sequer ler?
Que lhe importam as grandes sinfonias, se ele as não sabe ouvir?
É urgente chamar o povo à realidade nacional... É preciso interessá-lo de verdade no processo social, onde ele tem o único papel que conta.
— Para isso?...
— Convidá-lo desde já a votar livre e claramente. Chamá-lo a determinar-se, a escolher os seus homens, a responsabilizar-se no seu destino... Esse destino é?...
— O destino de todos os corpos vivos: crescer, multiplicar-se, procurar a felicidade, e deixar no seu caminho uma nítida e aberta marca de compreensão e de amor.

" A diferença existente entre os
 homens cultos e os incultos é:
 -A mesma diferença que existe entre
 os vivos e os mortos'." 
 Diógenes Laércio


 Miguel Torga
"Diário (1945)
 

segunda-feira, 1 de julho de 2013

"Mergulho Silencioso"!!!

Todos nós, em algum momento da vida, diante de alguma tristeza ou alguma grande dificuldade, sentimos a necessidade de encontrar respostas para questionamentos sobre o que somos e o que é a vida. Cada um tem seu caminho..
Uns buscam respostas na religião, outros na meditação, outros em terapia, outros na literatura. E tudo é importante, toda busca é válida e necessária, se através dela a pessoa consegue encontrar-se, encontrar um caminho para o conhecimento do que a infelicita, a cura de algo que nem ela consegue entender.
Isso não é fácil. É um processo interior difícil e muito complicado, porque somos seres complexos, somos um mundo desconhecido dentro de nós. Palavras não traduzem nossos pensamentos e sentimentos, nossas angústias e emoções. Decifrar-nos é crescimento, é experiência de vida.
E quando vemos frutificar nossas buscas, o sentimento é de grande vitória, mesmo que elas sejam pequenas e uma de cada vez. Compreender a nós mesmos é muito difícil, mas essencial para nossa vida. E não existe uma verdade, nem fórmulas, nem regras e isso nos enriquece, nos torna seres diferentes com a possibilidade de aprendermos uns com os outros nos caminhos que se cruzam pela vida.
Li numa revista a seguinte frase: "práticas que investem no mergulho silencioso e interior podem ser tão produtivas e curativas quanto a relação entre um terapeuta e seu paciente". Então, isso quer dizer que só nós mesmos temos a chave de nosso prazer de viver em comunhão com o que está a nossa volta. O mergulho para dentro de nós quem faz somos nós mesmos.
Existem muitas pessoas em nossa vida com as quais aprendemos, pessoas que nos dão perspectivas que não tínhamos. Mas como equacioná-las para a nossa vida, só nós conseguiremos através de mudanças. E para mudar, precisamos fazer escolhas...
Estas são mudanças interiores e as escolhas, íntimas.
Talvez as reviravoltas de nossas vidas -- esses sofrimentos por que passamos -- sejam sinais para que despertemos para algo novo de que estamos necessitando.
E nessa busca vamos descobrindo que, o que nos parecia difícil de entender ou aceitar era o caminho que precisávamos para essa viagem em direção ao que somos em essência. Essas descobertas nos ajudam a ter controle sobre nossas emoções, sobre nossos sentimentos e ações, o que nos dá o equilíbrio de que precisamos para viver bem.
E esse processo não se finda, ao contrário, será constante, assim como cada vitória será um aprendizado gratificante. Viver é uma viagem...
Que possamos, então, fazer dela uma boa viagem.


Autores Desconhecidos

domingo, 30 de junho de 2013

"Pedido De Uma Criança"!!!!

 "Não tenham medo de ser firmes comigo...
Prefiro assim,isso faz com que eu me sinta mais segura.
Não me estraguem, sei que não devo ter tudo o que peço, só estou experimentando vocês.
Não deixem que eu adquira maus hábitos, dependo de você para saber o que é bom ou mau.
Não me corrijam com raiva, aprenderei muito mais se falarem com calma e em particular.
Não me protejam das consequências dos meus erros, às vezes, eu prefiro aprender pelo caminho mais áspero.
Não façam promessas que não possam cumprir mais tarde; lembrem-se de que isto me deixará profundamente desapontada.
Não me mostrem um Deus carrancudo e vingativo, isto me afastará dele.
Não me desconversem quando eu faço perguntas, senão eu procurarei nas ruas as respostas que não tenho em casa.
Não se mostrem para mim como pessoas perfeitas e infalíveis, senão ficarei extremamente chocada quando descobrir algum erro de vocês.
Não digam que não conseguem me controlar, eu julgarei que sou mais forte do que vocês.
Não me tratem como uma pessoa sem personalidade, lembrem-se de que tenho o meu próprio modo de ser.
Não viva me apontando os defeitos das pessoas que me cercam, pois isto criará em mim,desde cedo, um espírito intolerante.
Não queiram me ensinar tudo de uma vez, nem desistam nunca de me ensinar o bem, mesmo que eu pareça não estar aprendendo...
No futuro, vocês verão em mim o fruto daquilo que plantaram,ou então, daquilo que não plantaram."


Autor Desconhecido

segunda-feira, 24 de junho de 2013

"Nem Pão... Nem Circo"!!!

Esses dias ao ler os jornais, tive a forte impressão de que a História realmente se repetia.
Talvez como drama... Talvez como farsa. Não sei.
Alguns acontecimentos no Brasil lembraram-me Roma Antiga.
Por exemplo: em bom e alto latim o “panem et circenses” – a política do Pão e Circo – que imperou na Roma do Século I da era cristã.
O humorista e poeta Juvenal, contemporâneo dessa época, cunhou a expressão em uma de suas obras, a então célebre Sátira X, na qual criticava acintosamente a falta de interesse do povo romano aos assuntos da ciência, da cultura e da política, e que só se preocupava em comer bem e divertir-se, a ponto de que tal característica fosse utilizada como instrumento de manipulação e dominação.
Mesmo com a expansão econômica e o crescimento da “civilidade romana”, ironicamente os trabalhadores livres, formados em sua maioria por pessoas humildes e de poucas condições financeiras foram submetidas à dura realidade da periferia, vivendo em habitações precárias e insalubres, submetendo-se a empregos extenuantes e mal remunerados.
Para que esse povo submetido à exploração desumana de sua mão de obra e também às piores condições de sobrevivência, não se revoltasse, promovendo ações violentas e descontroladas, os governantes da época adotaram  a política do pão e circo.
Mensalmente distribuíam uma cesta básica de alimentos no Pórtico de Minucius, constituídas por uma quantidade de cereais o suficiente para que o povo não morresse de fome e também promoviam vários eventos populares, sempre com o objetivo de distrair a população dos problemas viscerais de sua condição de vida.
Nos tempos de crise as autoridades apaziguavam as tensões sociais com a construção de enormes arenas, nas quais se realizavam grandes espetáculos populares, tais como, por exemplo, a luta de gladiadores por sua própria vida.
Essa velha e sub-reptícia política era duplamente vantajosa. Ao mesmo tempo em que a população ficava apaziguada e mansa, a popularidade do governante entre os mais humildes ficava consolidada.
Foi nesse ponto de minha reflexão que então me perguntei: – será que isso tem a ver com o nosso Brasil de hoje? Será que a história romana está se repetindo, aqui, ora como drama e ora como farsa?
Não! Claro que não. É um lapso de quem busca, de forma insistente, por significados.
Não há nenhuma repetição da história romana aqui.  Pelo menos com o que tenho lido nos jornais.
Pois no Brasil desses últimos dias, a política é do... “Nem pão e Nem circo”.
Afinal o pão na mesa está cada vez mais raro e o circo da praça cada vez mais caro.
Tanto que o glamour de frequentar as arenas modernas e assistir aos espetáculos mais populares ficou para a alta sociedade.
Outra visceral diferença...
São nas ruas, fora dessas arenas tão luxuosamente construídas, que as principais lutas estão acontecendo.
A luta diária e anônima para garantir a simples sobrevivência física...
E uma outra, suprapartidária, que sob os holofotes distorcidos da mídia tenta resgatar a voz e a vigília há tanto tempo perdidas.


Mustafá Ali Kanso

sexta-feira, 21 de junho de 2013

" E Nada Ficará Como Antes"!!!!!!!!!

Dia de brutalidade inaceitável...
Na quinta-feira passada, o dia mais violento que abalou de vez São Paulo, pude testemunhar horrorizado a ação da tropa de choque na minha rua, por volta das 10 horas da noite. Enquanto assistíamos pela TV os dramáticos episódios que marcaram a manifestação, começamos a ouvir pela janela barulho de tiros, cada vez mais próximos. Uma centena de pessoas, em sua maioria jovens, ia em direção à estação do metrô, seguida de perto de um manípulo de Policiais enfileirados com capacetes, escudos e espingardas, disparando balas de borracha sem parcimônia.
Ao mesmo tempo, muitas motos do choque subiam perigosamente nas calçadas das ruas laterais, apavorando e quase atropelando pessoas que nada tinham a ver com tudo aquilo. Uma violência desnecessária, visto que os garotos estavam desarmados somente tentando voltar para casa após os protestos. Um sentimento de impotência, de tristeza e revolta tomou conta da gente. Os atos que deveriam ser pacíficos, desandaram em conflitos que saíram de controle, onde a força bruta policial prevaleceu sobre o bom-senso e o respeito para com os semelhantes.
Mas nada é para sempre e, no tempo certo, quatro dias depois, apareceram os primeiros sinais do Universo. Hoje de madrugada não conseguia pegar no sono; os históricos acontecimentos desta segunda-feira, dia caracterizado pela manifestação de força popular, que acabam de deixar um marco indelével no país, voltavam incessantemente à minha tela mental. Dormi algumas horas, acordando muito cedo com a cidade ainda escura; pessoas apressadas vindo da estação de metrô dirigindo-se ao seu local de trabalho; carros com motoristas nervosos, furando sinais vermelhos, provavelmente para chegar ao destino antes do início do rodízio.
Parecia um dia normal, mas o ar estava e continua diferente, elétrico, cheio de uma energia renovada... Algo muito forte sacudiu a cidade grande, marcando-a mais uma vez com um movimento maciço e cada vez mais determinado de indivíduos que querem ser a mudança profunda há muito tempo sonhada.
Não dá mais para ignorar os fatos, os números, as motivações que vão muito além de uma mera reivindicação de redução de tarifa do transporte, ainda que uma pequena minoria (calculada ontem pelos repórteres de campo da Globo News em cerca de 1% dos presentes), vandalize e deprede de forma truculenta. Efeitos colaterais de uma raiva represada que de repente é canalizada de forma agressiva e destrutiva.
A Maioria silenciosa não tem partido...
A gente não suporta mais o faz de conta, a pseudo-democracia, os incontáveis desperdícios, a corrupção endêmica, a injustiça social, a violência, a impunidade, a política do "pão e circo", os poderosos que governam em causa própria, os serviços essenciais de baixa qualidade, o voto obrigatório e a farsa das eleições. Não é uma questão de economia (que anda mal das pernas também) e sim de ter o direito sagrado à cidadania; poder participar de verdade do destino da nação, sair com dignidade do sufoco até aqui imposto pelas elites e poder receber salários e aposentadorias corretas.
Desde hoje, poucos suportam líderes sem ética, de ficha suja, desperdiçando verbas dos contribuintes. Uma declaração mostra o quanto o presidente da CBF José Maria Marin está distante da realidade, vivendo no mundo da ilusão. Ele declarou:
"Seria preferível que toda a atenção estivesse voltada exclusivamente para o futebol e acho que essa é a preocupação de grande parte do povo brasileiro".
Tem mais distanciamento ainda nas palavras de Blatter, onipotente presidente da FIFA: "O futebol é mais forte que a insatisfação das pessoas".
E nada ficará como antes...
As pessoas cansaram de vez de suportar tamanha iniquidade e o pote acaba de transbordar, com os governantes e seus marqueteiros políticos (os 'fabricantes' de candidatos) que sequer perceberam o que estava por acontecer. O Gigante despertou destarte de um longo sono e se levantou de seu 'berço esplêndido' inaugurando algo muito especial: o caminho para iniciar e propagar ao mundo todo a tão esperada Transição Planetária, que começou em 12 de Dezembro de 2012, com a mudança definitiva da energia kundalini da Mãe Terra para o hemisfério sul, a poucos milhares de quilômetros daqui, na fronteira andina entre o Chile e a Argentina. Sim, este pedaço de mundo em que habitamos, foi escolhido pelo Universo para dar vida e rosto à Nova Era e todos os de consciência desperta fazem parte do projeto Cósmico, como responsáveis e ativos trabalhadores da Luz que precisam levar a cabo a tarefa escolhida antes de encarnar. Tudo faz sentido e a cada dia que passa algo positivo surge, ainda que pouco seja divulgado pela mídia de massa.
O papel fundamental da Internet...
Pelas redes sociais, nada menos que 79 milhões de pessoas ficaram sabendo das manifestações de rua; confira trecho de texto da revista Veja:
"Quem está conectado às redes sociais percebeu que os protestos se tornaram quase um tema único nos últimos cinco dias, dominando publicações no Twitter, Facebook e também no YouTube. Os compartilhamentos impactaram potencialmente mais de 79 milhões de internautas até a noite de segunda-feira.
O mapeamento foi realizado online pela empresa Scup. "O monitoramento mostra que essas mensagens chegaram a todas essas pessoas", explicou o gestor de comunicação da empresa, Eliseu Barreira Junior. Essa abrangência foi alcançada entre quarta-feira e as 21 horas de ontem (dia 17/6).
O mapeamento das redes indica uma curva crescente das publicações sobre o tema desde quinta-feira, dia da manifestação marcada pelo rigor policial, alcançando ontem um pico de menções. Os termos mais citados foram "Protesto", "O gigante acordou", "Vem pra rua" e "Acorda, Brasil". A plataforma contabilizou mais de 236 mil itens publicados no período".
Umas palavras sobre Edward Snowden, que poucos devem conhecer
Sou somente um mensageiro e não pensava em ter de tocar no assunto, mas os mentores me pediram. Para quem não sabe, Edward é um foragido ex-agente da CIA e da NSA, a super secreta agência de segurança nacional americana que, de acordo com ele, monitora indiscriminadamente todas as comunicações telefônicas, os e-mails e as redes sociais dos americanos... e de todos os outros cidadãos do planeta, incluindo instituições civis, militares, sanitárias etc.. Um programa sofisticadíssimo, chamado p.r.i.s.m, tem acesso livre aos principais provedores dos EUA, incluindo Google, Microsoft e Facebook, quando não recebe diariamente megapacotes de dados das telefônicas, como a Verizon e outras. Ele afirma que divulgou as informações secretas "Para demonstrar a hipocrisia do governo americano quando afirma não atacar infra-estruturas civis, a diferença de seus inimigos. Não somente o faz, mas teme além da conta que o mundo saiba de sua intenção de usar todos os meios, inclusive a intimidação por vias diplomáticas, para evitar que essas informações tornem-se públicas".
Silêncio absoluto por parte de nossos governantes sobre o tema! Não tem nada a dizer mesmo?
Lembre-se de que não existe mais privacidade na Rede... e de onde vem a ameaça.
E vamos em frente com mais coragem, fé e confiança no Universo, que deu finalmente o sinal que tanto esperávamos... sim, agora entendo o motivo de ter vindo a esta terra abençoada para aqui viver.

"O fundamental é que a vida brasileira possa,
 novamente, ser devolvida ao público brasileiro. 
Esta é a segunda preocupação de Gota d'Água.
 Nossa tragédia é uma tragédia da vida brasileira"
Chico Buarque.
Somos Todos Um

terça-feira, 18 de junho de 2013

" Vida... Que Não Dá Conta Da Vida"!!!!

 "É possível que seja de qualificação do desejo que esse movimento fale.
Talvez seja esta a única coesão entre tantos anseios diferentes, organizados ou não.
O sentimento de que essa vida é pouca, de que essa política pautada mais pela reprodução das relações de poder do que por ideias de um Brasil melhor já não motiva ninguém. Em São Paulo, mais do qualquer uma das outras capitais que também se levantaram e se levantam, a questão do transporte explicita todo esse desencanto.
É muito simbólico que Alckmin e sua polícia tenham frisado tanto que defendiam “o direito de ir e vir” dos cidadãos, como se cidadãos também não fossem aqueles que se manifestavam. Mas o mais irônico dessa justificativa para a repressão é que “ir e vir” é o que não se consegue fazer em São Paulo, imobilizados em ônibus e carros no trânsito parado, uma oposição já cristalizada na linguagem.
Talvez o que una os manifestantes tão diferentes de São Paulo seja o movimento – o ato mesmo de literalmente romper o imobilismo e se mover. A maior transgressão é andar – e por isso era também crucial andar na imensamente simbólica Avenida Paulista. Pessoas, não carros, não ônibus 20 centavos mais caros. Não mais como zumbis sustentando uma vida insustentável em passos claudicantes e limitados, mas como pessoas no movimento desejante em busca de uma vida que faça mais sentido.

" Vinte centavos talvez sejam o tanto de morte que uma vida humana já não pode suportar". Em São Paulo, mas também em Porto Alegre, no Rio, em Brasília, em várias cidades e capitais. Assim como em outras partes do mundo – antes, agora, possivelmente depois –, em cada uma delas com contextos, peculiaridades e rostos próprios, mas com algo em comum que é possível reconhecer.
Algo que revela de um mundo que apodrece, de um modo de vida que já não dá conta da vida."

Eliane Brum

segunda-feira, 17 de junho de 2013

"Isso a Mídia Não Mostra... A TV Não Vai Mostrar!!!!


Pouca vergonha!!! Que país é este que seu povo, aceita sem reclamar esses absurdos que estão vindo de um Governo tão Corrupto! De que adianta investir na Copa do Mundo, na Falsa Midia, mostrando as belezas naturais do Brasil, a beleza dos carnavais de rua, os falsos investimentos na área de educação e saúde ( é isso que a Mídia tem feito no dia-a-dia para dizer que tudo está bem neste país),  enquanto nós brasileiros sabemos que isso é tudo uma enganação, que aqui o povo passa fome, mora embaixo de ponte, crianças são molestadas e mortas por pedófilos e marginais, que nossos policias atacam com balas de borracha  os manifestantes de uma passeata em busca de melhores condições de vida, enquanto bandidos, marginais e viciados queimam e matam trabalhadores honestos e indefesos.
Tenho 60 anos e confesso que mesmo no Tempo da Ditadura Militar, nunca presenciei tantas barbáries como nos dias atuais e tanta corrupção por parte dos nossos Governantes.
As passeatas que estão acontecendo pelo Brasil, não são só pelos míseros R$0,20 no aumento das passagens, mas sim, o aglomerado de uma série de problemas que vem surgindo nos últimos anos e que o povo brasileiro já não aguenta mais. 
A Gota DÁgua deveria ter sido transbordada há muitos anos, mas como dizia nosso saudoso CHICO ANISIO..."BRASILEIRO É MUITO BONZINHO"!!!
Ser "Bonzinho" não significa ser IDIOTA... Ser Bonzinho significa empunhar uma bandeira contra a corrupção e contra toda essa violência que está acabando com o nosso povo, não fazendo como alguns arruaceiros e vândalos tem feito nas passeatas, destruindo tudo que está na frente, mas sim, de maneira organizada e pacífica, garantindo a segurança e direitos de seus manifestantes. 
Sinceramente, tenho medo do que possa acontecer aos estrangeiros nos jogos da Copa do Mundo aqui no Brasil, pois, se nossos Policiais não conseguem conter a onda de crimes aqui entre os brasileiros, imaginem com todos esses marginais e traficantes a solta, se organizando e esperando o momento oportuno para fazerem um arrastão dentro dos estádios de Futebol... 
Será que somos tão" Ingênuos", a ponto de acreditarmos que a Segurança no Brasil será diferente só porque o Governo precisa fazer "Bonito" nos jogos da Copa, para mostrar lá fora, que é um país de 1º Mundo?
Isso aqui é UM PAÌS DE MENTIRAS... UM PAÌS DO FAZ DE CONTA... UM PAIS DO ENGANA, QUE EU GOSTO!!!!!
Eu, como cidadã brasileira, me sinto muito envergonhada perante o Mundo por ter nascido no berço deste GIGANTE ADORMECIDO, chamado BRASIL!!!!!!

Leiam e assistam ao Vídeo abaixo, e depois disso... Digam se alguém ainda sente Orgulho em dizer que é Brasileiro!!!  Confesso que chorei ao ver o desabafo dessa médica... Chorei por ver o descaso e a miséria do nosso Povo!!!!

GotinhaMRL

SAÚDE OU COPA DO MUNDO?
ISSO A MÍDIA NÃO MOSTRA,
ASSISTAM O DESESPERO DESSA MÉDICA...
É O RETRATO DO DESGOVERNO SOCIALISTA!
Vejam o Brasil real que muitos de nós não vemos. A parcela de nós, e somos minoria, que pode pagar planos de saúde e... que não passamos por isso, embora os planos de saúde atualmente não sejam lá essa maravilha, mas vejam como penam os menos favorecidos que deveriam ser acolhidos dignamente pelos hospitais públicos.

Será se eles fossem a um estadio de futebol de bilhões de reais para a Copa do Mundo estariam a salvo? As cenas grotescas, degradantes, humilhantes e revoltantes são da saúde pública no Rio de Janeiro, mas espelha o que ocorre em todo país.

Portanto insisto com todos(as) vocês vamos nos unir, nos congregar para analisarmos, questionarmos, exigirmos compromissos com nossas demandas com os candidatos nas eleições de outubro de 2.014.

E olhem que o governo do Rio de Janeiro, leia-se SÉRGIO CABRAL é aliado de primeira ordem da presidente DILMA ROUSSEFF.

Questiono: estádios de futebol são empreendimentos da inciativa privada e não de governos. Os bilhões de reais torrados nesses estádios com certeza se estivessem sido aplicados na saúde essas cenas degradantes desse vídeo não seriam vistas.
MEDICA DENUNCIA GOVERNO EM REDE NACIONAL ACOMPANHE E COMPARTILHE
!


domingo, 16 de junho de 2013

" A Gota D´Água"...

Ontem eu acordei e, como faço todos os dias quando começo a trabalhar, abri os principais sites de notícias. A manchete do G1 era Fiança para presos em ato contra tarifa será de R$ 20 mil, diz secretaria, e aí eu entendi...
As manifestações estavam incomodando muito!
A fiança só está cara assim porque o comando da PM (no caso, o governador) e a prefeitura possivelmente se deram conta de que:
1. a manifestação é só a gota d’água pra uma onda de insatisfação generalizada dos paulistanos, não só com o preço e a ineficiência do transporte público, mas com a luta diária que é morar em SP: preços altíssimos, violência, lazer restrito a quem tem dinheiro, trânsito infernal, transporte público precário.
2. a manifestação cresceu em número porque ali não há só estudantes: há todos os tipos de pessoas comuns que, como a maioria dos paulistanos, está cansado de não ser representado adequadamente pelos seus governantes.
3. se a fiança é de R$20 mil e eles estão tentando gerar o pânico, usando técnicas de regimes ditatoriais (infiltrando agentes disfarçados no movimento e informando as pessoas sobre isso, para gerar um clima de desconfiança generalizada), eles estão assustados... E se eles estão assustados, significa que estamos fazendo a coisa certa.
Isso é meio óbvio, né? Tem algumas outras obviedades: que a polícia é truculenta e tem interesse em incitar violência e quebra-quebra pra que os jornais falem sobre o vandalismo dos manifestantes; que alguns manifestantes, uma parcela mínima, passam do limite e causam violência, mas que isso é natural em uma multidão de 10 mil pessoas; onde o trânsito já é insuportável todos os  dias, que se mais um dia ele vai ficar uma merda, seria legal que você tolerasse isso, porque tem gente tentando mudar o país... E finalmente, que não se trata mais de reclamar de um aumento por causa de 20 centavos.
Isso é tão óbvio para mim daqui de fora, que até acho estranho que não seja para algumas pessoas aí no meio do bolo. Nenhum argumento (“eles quebraram tudo então perderam a razão”, “polícia tem mesmo que proteger patrimônio público”, “vagabundo não tem direito de parar o trânsito”, “20 centavos é um aumento justo em três anos”, “esses filhinhos de papai têm dinheiro para pagar a mais na passagem, do que estão reclamando?”) invalida uma luta por um país mais decente... Não se trata de 20 centavos!!!
A verdade é que qualquer pessoa que não concorde, qualquer uma, "jamais" teve que pegar um trem lotado por anos seguidos às 18h.  Coloco minha mão no fogo...
Se teve, tem a memória muito curta.
Ninguém está defendendo a violência de alguns manifestantes... Defendemos a legitimação da manifestação mesmo com alguns membros desnecessariamente violentos, porque acreditamos que esses sejam a minoria... Não se trata mais de 20 centavos. O aumento podia ser de 5 centavos. De 2, que seja.
Não se trata disso, não é somente por esse motivo que as pessoas estão na rua, e se você não percebe, é por que te falta sensibilidade, falta civilidade, e falta viver em SP de verdade – sair do seu carro e do metrozinho que você pega na linha verde e ir morar no subúrbio. Ir viver em outra cidade pra que isso tê dê perspectiva. 
Tomar as ruas de SP em protesto, nesse momento, se trata de gente que não aguenta mais ter que lutar para sobreviver todo dia em uma cidade que cada vez impõe mais obstáculos pra isso.
A fiança para os detidos na manifestação é de R$20 mil reais. Tem gente que atropela e mata, paga 5 a 10 mil reais e sai andando da delegacia.
Eles estão se assustando. E sabe por que? Porque todo mundo sabe que quem foi pra Paulista ontem não está lá por causa da passagem de ônibus – como os manifestantes na Turquia não estão lá por causa da construção de um parque...
Foi só a gota d’água... O lance é que ninguém aguenta mais. Ninguém aguenta mais ler que a desigualdade social diminuiu e o Brasil vai ser a maior economia do mundo em 20 anos, e não conseguir sair de casa por medo de tomar um tiro na cabeça sem motivo São Paulo, especificamente, está sufocando todo mundo...
É uma cidade violenta em todos os aspectos – não tô falando só de gente que te assalta e te sequestra, mas da violência que é esse transporte público absurdo, da violência que são esses preços absurdos, da violência que é a ausência de opções de lazer baratas ou gratuitas pra todas as classes, da violência que é ter que atravessar a cidade pra trabalhar, da violência que é o trânsito, todos os dias.
Viver em SP é uma batalha diária...  A gente fica tão imerso em todos os esforços que tem que fazer, diariamente, para chegar vivo e íntegro em casa no fim do dia, que não percebe o quão extenuante isso é. O quanto isso acaba com a nossa saúde mental, com a nossa dignidade, com os nossos valores do que é realmente importante na vida. Só percebi quando saí do país, e vi que uma vida de qualidade era possível mesmo em uma cidade grande.
Aliás, me pergunto...  E se 5% das 10  mil pessoas que estiveram na rua ontem são vândalos, eu acho que é preço pequeno a se pagar perto do resto, bem intencionado, que só não aguenta mais ser massacrado todos os dias e viu o aumento da passagem de ônibus como a gota d’água.
O que eles querem é que você pense que quem está na rua é meia-dúzia de vândalos vagabundos. Molecada que não tem o que fazer, gente perigosa que precisa pagar VINTE MIL REAIS de fiança pra sair cadeia. Eles querem muito que você acredite nisso. Você sabe que não: que tinha todo tipo de gente lá. Você sabe que tá todo mundo tão cansado quanto você está... Que, como você, ninguém aguenta mais nem um segundo de conversa fiada dos nossos governantes, e que estamos tão no limite que nós, o povo apático, estamos indo para rua de tão indignados.
Uma vez só, tenha em mente que, se tem alguém na TV tentando te convencer de algo, você deveria acreditar justamente no contrário.

Bem, ontem eu li muito sobre tudo o que aconteceu...
Para quem, ingenuamente, ainda está em dúvida sobre que lado tomar, eu sugiro algumas leituras:

-Contra o aumento das tarifas de ônibus: o protesto que eu não vi pela TV, um relato sobre alguém que estava no protesto e viu os dois lados da manifestação: o da polícia truculenta e da polícia gentil, e o dos manifestantes violentos e o dos felizes;

-Vandalismo por direito, sobre como a defesa da “não-violência” interessa ao poder;

-Jovens vão às ruas e nos mostram que desaprendemos a sonhar, sobre porque tantas pessoas se incomodam com movimentos como esse;

-Não é porque não saiu na TV que não aconteceu, um tumblr com depoimentos de gente que estava na passeata;

-A gota que faltava, do Alexandre Versignassi, sobre como a inflação desencadeou os protestos;

-No YouTube, um vídeo com uma matéria jornalística que fez uma cobertura que eu considerei a mais imparcial possível, tentando reportar o que viu pelo caminho de maneira direta;

-Também no YouTube, um vídeo dos stormtroopers policiais espancando um jornalista, o Pedro Ribeiro Nogueira, de maneira covarde e sem motivo aparente;

E se nada disso te ajudar a mostrar a verdade para algumas pessoas, mande o vídeo definitivo de Caetano Veloso sobre a burrice... "Caetano aprovaria!!!!
 http://awe-inspiring-randomness.tumblr.com/post/52896959452/nao-e-sobre-20-centavos-estupido

Ana Freitas

"Ouça a Vida"!

Muitas pessoas se vêem em grande dificuldade quando se trata de ouvir a voz da vida. E isto é perfeitamente compreensível, pois aprendemos que somos nós quem devemos direcionar nosso destino, fazer acontecer o que desejamos.
Esta é uma grande ilusão a qual fomos todos condicionados. Por mais que atuemos, quando algo não acontece, isto significa que é hora de parar e refletir sobre o real significado da palavra confiar.
Por melhores que sejam nossas intenções, é necessário que nosso propósito se harmonize com o propósito da existência, e por mais que isto nos desagrade, às vezes eles são diametralmente opostos.
Revoltar-se, indignar-se, frustrar-se, amargurar-se, reações naturais do ego, são, entretanto, atitudes inúteis. Elas de nada adiantarão, visto que a vida não se preocupa em realizar nossos desejos e expectativas. Ela segue seu próprio ritmo. Imagine se a vida fosse adaptar-se ao desejo individual de cada ser humano a cada momento.
Esta realidade precisa ser plenamente introjetada, para que nos libertemos da dor. Aceitar o que a existência nos trouxer, seja o que for, é o segredo para viver em paz, em um estado de plena serenidade.
O segredo é manter nosso propósito ali, no coração, sem se preocupar se ou quando ele será realizado. Apenas confiar na existência e deixar que ela faça a sua parte. Se de fato, aquilo a que estamos aspirando é essencial para nos levar ao encontro de nossa verdadeira essência, nada precisaremos fazer.
No momento certo, a vida nos encaminhará na direção daquilo que almejávamos, geralmente sem qualquer esforço, pois as condições serão colocadas em nosso caminho de forma mágica.
Mas este é um aprendizado que exige paciência, perseverança, e acima de tudo, confiança...
Esperar alegremente, relaxadamente, é o que faz a diferença.
Se o que desejamos não vier, é porque não era esse o propósito da existência para nós. E se estivermos dispostos a seguir com ela, certamente seremos conduzidos a um novo caminho.
"Não seja zangado com a vida. Não é a vida que está frustrando você, é você que não está ouvindo a vida. E isto eu chamo um critério, uma pedra de toque: se você vir algum santo que é contra a vida, amargo contra a vida, saiba bem que ele ainda não entendeu. Caso contrário, ele vai se curvar para a vida em profundo respeito e reverência, porque a vida despertou-o para fora dos seus sonhos.
A vida é muito chocante. É por isso que a vida é dolorosa. A dor vem porque você está desejando algo que não é possível. Ela não vem da vida, vem de suas expectativas.
As pessoas dizem que o homem propõe e Deus dispõe. Isso nunca aconteceu. Deus nunca dispôs ninguém. Mas em sua própria proposição, você já a elimina. Ouça a proposição de Deus, mantenha suas próprias proposições para si mesmo. Mantenha a calma.
Ouça o que o Todo está propondo... Não tente ter seus objetivos particulares, não tente ter seus desejos particulares. Não pergunte nada individualmente... O Todo está se movendo para seu destino. Você simplesmente seja parte dele... Coopere... Não esteja em conflito...
Entregue-se a ele. E a vida sempre lhe envia de volta para a sua própria realidade - é por isso que é chocante. Ela choca você porque não preenche seus sonhos.
E é bom que a vida nunca preencha seus sonhos... Ela sempre segue dispondo de algum modo.
Ele lhe dá mil e uma oportunidades para ser frustrado, para que você possa entender que as expectativas não são boas e os sonhos são fúteis e os desejos nunca são cumpridos.
Então, você abandona o sonho, abandona o desejo, abandona o propósito.
De repente, você está de volta para casa e lá está o tesouro.

E.Cavalcante