Somos Anjos e Mestres!
Todos nós sabemos alguma coisa que alguém, em algum lugar, precisa aprender e, por vezes, nós mesmos recordarmos.

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

"Crônica do Amor"!!!

Ninguém ama outra pessoa pelas qualidades que ela tem, caso contrário os honestos, simpáticos e não fumantes teriam uma fila de pretendentes batendo a porta.
O amor não é chegado a fazer contas, não obedece à razão...
O verdadeiro amor acontece por empatia, por magnetismo, por conjunção estelar.
Ninguém ama outra pessoa porque ela é educada, veste-se bem e é fã do Caetano...
Isso são só referenciais.
Ama-se pelo cheiro, pelo mistério, pela paz que o outro lhe dá, ou pelo tormento que provoca...
Ama-se pelo tom de voz, pela maneira que os olhos piscam, pela fragilidade que se revela quando menos se espera.
Você ama aquela petulante... Você escreveu dúzias de cartas que ela não respondeu... Você deu flores que ela deixou a seco... Você gosta de rock e ela de chorinho... Você gosta de praia e ela tem alergia a sol.. Você abomina Natal e ela detesta o Ano Novo... Nem no ódio vocês combinam. Então?
Então, que ela tem um jeito de sorrir que o deixa imobilizado, o beijo dela é mais viciante do que LSD, você adora brigar com ela e ela adora implicar com você... Isso tem nome.
Você ama aquele cafajeste. Ele diz que vai e não liga, ele veste o primeiro trapo que encontra no armário. Ele não emplaca uma semana nos empregos, está sempre duro, e é meio galinha. Ele não tem a menor vocação para príncipe encantado e ainda assim você não consegue despachá-lo.
Quando a mão dele toca na sua nuca, você derrete feito manteiga. Ele toca gaita na boca, adora animais e escreve poemas. Por que você ama  este cara?
Não pergunte pra mim; você é inteligente. Lê livros, revistas, jornais. Gosta dos filmes dos irmãos Coen e do Robert Altman, mas sabe que uma boa comédia romântica também tem seu valor.
É bonita. Seu cabelo nasceu para ser sacudido num comercial de xampu e seu corpo tem todas as curvas no lugar... Independente, emprego fixo, bom saldo no banco... Gosta de viajar, de música, tem loucura  por computador e seu fettucine ao pesto é imbatível.
Você tem bom humor, não pega no pé de ninguém e adora sexo. Com um currículo desse, criatura, por que está sem um amor?
Ah, o amor, essa raposa. Quem dera o amor não fosse um sentimento, mas uma equação matemática: eu linda + você inteligente = dois apaixonados...
Não funciona assim.
Amar não requer conhecimento prévio nem consulta ao SPC... Ama-se justamente pelo que o Amor tem de indefinível.
Honestos existem aos milhares, generosos têm às pencas, bons motoristas e bons pais de família, tá assim, ó!
Mas ninguém consegue ser do jeito que o amor da sua vida é! Pense nisso...
Pedir é a maneira mais eficaz de merecer. É a contingência maior de quem precisa.


Martha Medeiros

quarta-feira, 13 de novembro de 2013

"Para Se Roubar Um Coração"!!!


Para se roubar um coração, é preciso que seja com muita habilidade, tem que ser vagarosamente, disfarçadamente, não se chega com ímpeto, não se alcança o coração de alguém com pressa...
Tem que se aproximar com meias palavras, suavemente, apoderar-se dele aos poucos, com cuidado.
Não se pode deixar que percebam que ele será roubado, na verdade, teremos que furtá-lo, docemente... Conquistar um coração de verdade dá trabalho, requer paciência, é como se fosse tecer uma colcha de retalhos, aplicar uma renda em um vestido, tratar de um jardim, cuidar de uma criança... É necessário que seja com destreza, com vontade, com encanto, carinho e sinceridade.
Para se conquistar um coração definitivamente tem que ter garra e esperteza, mas não falo dessa esperteza que todos conhecem, falo da esperteza de sentimentos, daquela que existe guardada na alma em todos os momentos.
Quando se de seja realmente conquistar um coração, é preciso que antes já tenhamos conseguido conquistar o nosso, é preciso que ele já tenha sido explorado nos mínimos detalhes, que já se tenha conseguido conhecer cada cantinho, entender cada espaço preenchido e aceitar cada espaço vago, e então, quando finalmente esse coração for conquistado, quando tivermos nos apoderado dele, vai existir uma parte de alguém que seguirá conosco...
Uma metade de alguém que será guiada por nós e o nosso coração passará a bater por conta desse outro coração.
Eles sofrerão altos e baixos sim, mas com certeza haverá instantes, milhares de instantes de alegria. Baterá descompassado muitas vezes e sabe por que?
Faltará a metade dele que ainda não está junto de nós.
Até que um dia, cansado de estar dividido ao meio, esse coração chamará a sua outra parte e alguém por vontade própria, sem que precisemos roubá-la ou furtá-la nos entregará a metade que faltava...
É assim que se rouba um coração, fácil não?
Pois é, nós só precisaremos roubar uma metade, a outra virá na nossa mão e ficará detectado um roubo então!
E é só por isso que encontramos tantas pessoas pela vida a fora que dizem que nunca mais conseguiram amar alguém... É simples...
É porque elas não possuem mais coração, eles foram roubados, arrancados do seu peito, e somente com um grande amor ela terá um novo coração, afinal de contas, corações são para serem divididos, e com certeza esse grande amor repartirá o dele com você.

 Luis Fernando Veríssimo
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

"Há Certas Horas"...


Há certas horas, em que não precisamos de um Amor...
Não precisamos da paixão desmedida...
Não queremos beijo na boca...
E nem corpos a se encontrar na maciez de uma cama...
Há certas horas, que só queremos a mão no ombro, o abraço apertado ou mesmo o estar ali, quietinho, ao lado...
Sem nada dizer...
Há certas horas, quando sentimos que estamos pra chorar, que desejamos uma presença amiga, a nos ouvir paciente, a brincar com a gente, a nos fazer sorrir...
Alguém que ria de nossas piadas sem graça...
Que ache nossas tristezas as maiores do mundo...
Que nos teça elogios sem fim...
E que apesar de todas essas mentiras úteis, nos seja de uma sinceridade inquestionável...
Que nos mande calar a boca ou nos evite um gesto impensado...
Alguém que nos possa dizer:
- Acho que você está errado, mas estou do seu lado...
 Ou alguém que apenas diga:
- Sou seu amor! E estou Aqui!

William Shakespeare

sábado, 9 de novembro de 2013

"Mães Más"!!!



Um dia, quando meus filhos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, eu hei de dizer-lhes:
– Eu os amei o suficiente para ter perguntado aonde vão, com quem vão e a que horas regressarão...
Eu os amei o suficiente para não ter ficado em silêncio e fazer vocês saberem que aquele novo amigo não era boa companhia...
Eu os amei o suficiente para os fazer pagar as balas que tiraram do supermercado ou revistas do jornaleiro, e os fazer dizer ao dono: "Nós pegamos isto ontem e queríamos pagar"...
Eu os amei o suficiente para ter ficado em pé junto a vocês, duas horas, enquanto limpavam o seu quarto, tarefa que eu teria feito em 15 minutos...
Eu os amei o suficiente para os deixar ver além do amor que eu sentia por vocês, o desapontamento e também as lágrimas nos meus olhos...
Eu os amei o suficiente para os deixar assumir a responsabilidade por suas ações, mesmo quando as penalidades eram tão duras que me partiam o coração.
Mais do que tudo, eu os amei o suficiente para dizer-lhes não, quando eu sabia que vocês poderiam me odiar por isso (e em momentos até odiaram). Essas eram as mais difíceis batalhas de todas.
Estou contente, venci... Porque no final vocês venceram também!
E em qualquer dia, quando meus netos forem crescidos o suficiente para entender a lógica que motiva os pais e as mães, quando eles lhes perguntarem se sua mãe era má, meus filhos vão lhes dizer:
 "Sim, nossa mãe era má. Era a mãe mais má do mundo..."
As outras crianças comiam doces no café e nós tínhamos que comer cereais, ovos e torradas.
As outras crianças bebiam refrigerante e comiam batatas fritas e sorvete no almoço e nós tínhamos que comer arroz, feijão, carne, legumes e frutas.
E ela nos obrigava a jantar à mesa, bem diferente das outras mães que deixavam seus filhos comerem vendo televisão.
Ela insistia em saber onde estávamos a toda hora (tocava nosso celular de madrugada e "fuçava" nos nossos e-mails).
Mamãe tinha que saber quem eram nossos amigos e o que nós fazíamos com eles.
Insistia que lhe disséssemos com quem íamos sair, mesmo que demorássemos apenas uma hora ou menos. Nós tínhamos vergonha de admitir, mas ela violava as leis do trabalho infantil. Nós tínhamos que tirar a louça da mesa, arrumar nossas bagunças, esvaziar o lixo e fazer todo esse tipo de trabalho, que achávamos cruéis.
Eu acho que ela nem dormia à noite, pensando em coisas para nos mandar fazer.
Ela insistia sempre conosco para que lhe disséssemos sempre a verdade e apenas a verdade.
E quando éramos adolescentes, ela conseguia até ler os nossos pensamentos.
A nossa vida era mesmo chata. Ela não deixava os nossos amigos tocarem a buzina para que saíssemos, tinham que subir, bater à porta, para ela os conhecer.
Enquanto todos podiam voltar tarde à noite, com 12 anos, tivemos que esperar pelos 16 para chegar um pouco mais tarde, e aquela chata levantava para saber se a festa foi boa (só para ver como estávamos ao voltar).
Por causa de nossa mãe, nós perdemos imensas experiências na adolescência: nenhum de nós esteve envolvido com drogas, em roubo, em atos de vandalismo, em violação de propriedade, nem fomos presos por qualquer crime... FOI TUDO POR CAUSA DELA.
Agora que já somos adultos, honestos e educados, estamos a fazer o nosso melhor para sermos..."PAIS MAUS", como minha mãe foi.
EU ACHO QUE ESTE É UM DOS MALES DO MUNDO DE HOJE... NÃO HÁ SUFICIENTES MÃES MÁS.

Dr. Carlos Hecktheuer 

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

"Grandes Homens"!!!

Quem faz jus ao título de "grande homem"?
Não sei... O homem inteligente? Não basta ter inteligência para ser grande.
O homem poderoso? Há também poderosos mesquinhos...
Não basta qualquer forma de religião...
Podem todos esses homens possuir muita inteligência, muito poder, e certo espírito religioso e nem por isso serem grandes homens.
Pode ser que lhes falte certo vigor e largueza, certa profundidade e plenitude, indispensáveis à verdadeira grandeza.
Podem os inteligentes, os poderosos, os virtuosos não ter a necessária liberdade de espírito... Pode ser que as suas boas qualidades não corram com essa vasta e leve espontaneidade que caracteriza todas as coisas grandes... Pode ser que a sua perfeição venha mesclada com um quê de acanhado e tímido, com algo de teatral e violento.
O grande homem é silenciosamente bom... É genial, mas não exibe gênio.
É poderoso, mas não ostenta poder... Socorre a todos, sem precipitação.
É puro, mas não vocifera contra os impuros... Adora o que é sagrado, mas sem fanatismo... Carrega fardos pesados, com leveza e sem gemido.
Domina, mas sem insolência... É humilde, mas sem servilismo.
Fala às grandes distâncias, mas sem gritar... Ama, sem se oferecer...
Faz bem a todos, antes que se perceba.
O grande homem... "Não quebra cana fendida, nem apaga a mecha fumegante, nem se ouve o seu clamor nas ruas..."
Rasga caminhos novos sem esmagar ninguém... Abre largos espaços, sem arrombar portas... Entra no coração humano, sem se saber como.
Tudo isto faz o grande homem, porque é como o sol, esse astro assaz poderoso para sustentar um sistema planetário, e assaz delicado para beijar uma pétala de flor.
Assim é, e assim age o homem verdadeiramente grande, porque é instrumento nas mãos de Deus...
Desse Deus de infinita potência e de supremo amor...
Desse Deus, cuja força governa a imensidade do cosmos, e cuja paciência tolera as fraquezas do homem..."
" O grande homem é, mais do que ninguém, imagem e semelhança de Deus"!


Huberto Rohden

quarta-feira, 6 de novembro de 2013

"A Luta De Classes Ainda Existe"!!!


Os noticiários ultimamente estão cada vez mais, veiculando informações e notícias sobre os acontecimentos e fatos que acontecem no Brasil e no mundo.
A notícia é passada em segundos, cada vez mais rápido e globalizado...
Via internet e redes sociais, blogs ou sites, não importa, o fato é que a evolução tecnológica proporciona essa velocidade toda. No entanto, tanta informação muitas vezes é perdida, não percebida, não internalizada, não interpretada, não esclarecida, não entendida, não verificada, não comprovada, manipulada ou direcionada pelos interesses políticos e econômicos. Ou seja, as notícias atendem interesses que muitas vezes não são do bem comum do cidadão que paga seus impostos.
Corrupção e poder são parceiros irmãos no comando e no monopólio da informação. Não obstante, como muitos tentam provar o contrário, mas a luta de classes está colocada. Aliás, quando foi na história que a luta de classes nunca esteve presente?
Com certeza a resposta tenderá para o lado que acredita e comprova historicamente os fatos, mostrando que a luta entre os interesses de grupos sempre esteve presente, condicionando e muitas vezes evoluindo no processo de luta, demonstrando organização, superação e sobretudo um caráter socialista e revolucionário. Isto é, com base no arcabouço teórico marxista, a luta de classes foi uma forte forma de mostrar como era organizado o sistema.
Explorados e exploradores, senhor feudal ou servo, dominadores e dominados, pobres e ricos, escravagistas e escravos, incluídos e excluídos, etnias contra etnias, branco, negros, índios, mexicanos, americanos, franceses, uruguaios, ingleses, alemães, russos, chineses, africanos, argentinos, chilenos, indianos, japoneses, coreanos, dinamarqueses, australianos, todos, em tempos diferentes, em momentos diferentes, em lugares diferentes, em conjunturas e contextos diferentes, em situações e revoluções diferentes, em sistemas diferentes, os fortes abusaram dos fracos. Ou melhor dizendo, os maníacos tendem a serem malvados com os humildes.
A exploração é o que alimenta esse sistema podre que temos. As contradições e dialéticas são cada vez mais explosivas e dinâmicas. Não podemos prever as coisas com precisão. Falhas são e serão inevitáveis. Os excessos e os ódios estarão presentes. Ressentimentos e vingança são coisas que se poderem ser evitadas, seria melhor para todo mundo. Outra vez, não podemos perder o foco e muito menos sermos ingênuos ao ponto de achar que as coisas virão de graça para todos...
Muito trabalho precisará ser feito para atingir tal objetivo.
Conscientização, organização na luta ou manifestação, participação popular efetiva e real, recriar uma rede nova de lutas e reivindicações. As experiências nas organizações que estão sendo feitas no sentido de mobilizar as pessoas para manifestar seus direitos, mostram seus resultados para todos que tem um mínimo de informação disponível.
Televisão, rádio ou internet, tudo é passado para todos automaticamente quando esses eventos ocorreram. E tais eventos, foram uma nítida demonstração de lutas de classes em diferentes níveis ou formas em todo o planeta. Primavera Árabe e Manifestações de Junho no Brasil são uma forma de entender isso. No oriente médio a voz por liberdade e melhorias nas condições de vida foram uma tônica presente e constante.
Nas terras de Dilma a classe média foi a porta voz da Saúde, Educação, Transporte Público. Cobrando melhorias, enquanto que a periferia não tinha participado com mais vontade. Dialético, momentâneo, difícil de dizer como seria esse de vir...
De qualquer forma, a luta de classes ainda existe!!!

José Eduardo Brondi

terça-feira, 5 de novembro de 2013

" Promessas De Casamento"...

- Promete não deixar a paixão fazer de você uma pessoa controladora, e sim respeitar a individualidade do seu amado, lembrando sempre que ele não pertence a você e que está ao seu lado por livre e espontânea vontade?
- Promete saber ser amiga(o) e ser amante, sabendo exatamente quando devem entrar em cena uma e outra, sem que isso lhe transforme numa pessoa de dupla identidade ou numa pessoa menos romântica?
- Promete fazer da passagem dos anos uma via de amadurecimento e não uma via de cobranças por sonhos idealizados que não chegaram a se concretizar?
- Promete sentir prazer de estar com a pessoa que você escolheu e ser feliz ao lado dela pelo simples fato de ela ser a pessoa que melhor conhece você e portanto a mais bem preparada para lhe ajudar, assim como você a ela?
 - Promete se deixar conhecer?
- Promete que seguirá sendo uma pessoa gentil, carinhosa e educada, que não usará a rotina como desculpa para sua falta de humor?
- Promete que fará sexo sem pudores, que fará filhos por amor e por vontade, e não porque é o que esperam de você, e que os educará para serem independentes e bem informados sobre a realidade que os aguarda?
- Promete que não falará mal da pessoa com quem casou só para arrancar risadas dos outros?
- Promete que a palavra liberdade seguirá tendo a mesma importância que sempre teve na sua vida, que você saberá responsabilizar-se por si mesmo sem ficar escravizado pelo outro e que saberá lidar com sua própria solidão, que casamento algum elimina?
- Promete que será tão você mesmo quanto era minutos antes de entrar na igreja?
" Sendo assim, declaro-os muito mais que marido e mulher... Declaro-os maduros".

Martha Medeiros
 

domingo, 3 de novembro de 2013

"Uma Lição Inesperada"!!!!


No último dia de férias, Lilico nem dormiu direito. Não via a hora de voltar à escola e rever os amigos. Acordou feliz da vida, tomou o café da manhã às pressas, pegou sua mochila e foi ao encontro deles. Abraçou-os à entrada da escola, mostrou o relógio que ganhara de Natal, contou sobre sua viagem ao litoral. Depois ouviu as histórias dos amigos e divertiu-se com eles, o coração latejando de alegria. Aos poucos, foi matando a saudade das descobertas que fazia ali, das meninas ruidosas, do azul e branco dos uniformes, daquele burburinho à beira do portão. Sentia-se como um peixe de volta ao mar. Mas, quando o sino anunciou o início das aulas, Lilico descobriu que caíra numa classe onde não havia nenhum de seus amigos. Encontrou lá só gente estranha, que o observava dos pés à cabeça, em silêncio. Viu-se perdido e o sorriso que iluminava seu rosto se apagou.
Antes de começar, a professora pediu que cada aluno se apresentasse.
Aborrecido, Lilico estudava seus novos companheiros. Tinha um japonês de cabelos espetados com jeito de nerd. Uma garota de olhos azuis, vinda do Sul, pareceu-lhe fria e arrogante. Um menino alto, que quase bateu no teto quando se ergueu, dava toda a pinta de ser um bobo. E a menina que morava no sítio? A coitada comia palavras, olhava-os assustada, igual a um bicho-do-mato. O mulato, filho de pescador, falava arrastado, estalando a língua, com sotaque de malandro.
E havia uns garotos com tatuagens umas meninas usando óculos de lentes grossas, todos esquisitos aos olhos de Lilico.
A professora? Tão diferente das que ele conhecera... Logo que soou o sinal para o recreio, Lilico saiu a mil por hora, à procura de seus antigos colegas. Surpreendeu-se ao vê-los em roda, animados, junto aos estudantes que haviam conhecido horas antes.
De volta à sala de aula, a professora passou uma tarefa em grupo.
Lilico caiu com o japonês, a menina gaúcha, o mulato e o grandalhão. Começaram a conversar cheios de cautela, mas paulatinamente foram se soltando, a ponto de, ao fim do exercício, parecer que se conheciam há anos. Lilico descobriu que o japonês não era nerd, não: era ótimo em Matemática, mas tinha dificuldade em Português. A gaúcha, que lhe parecera tão metida, era gentil e o mirava ternamente com seus lindos olhos azuis.
O mulato era um caiçara responsável, ajudava o pai desde criança e prometeu ensinar a todos os segredos de uma boa pescaria. O grandalhão não tinha nada de bobo. Raciocinava rapidamente e, com aquele tamanho, seria legal jogar basquete no time dele. Lilico descobriu mais. Inclusive que o haviam achado mal-humorado quando ele se apresentara, mas já não pensavam assim. Então, mirou a menina do sítio e pensou no quanto seria bom conhecê-la. Devia saber tudo de passarinhos.
Sim, justamente porque eram diferentes havia encanto nas pessoas...
Se ele descobrira aquilo no primeiro dia de aula, quantas descobertas não haveria de fazer no ano inteiro? E, como um lápis deslizando numa folha de papel, um sorriso se desenhou novamente no rosto de Lilico.
 
 "Em muitos julgamento mesquinhos,
 julgamos a nós mesmos na figura do outro. "
 (Autor desconhecido)

João Anzanello Carrascoza

sábado, 2 de novembro de 2013

"A Verdadeira Riqueza"!!!


Um dia um homem que acreditava na vida após a morte, e que valorizava o ser mais que o ter, hospedou-se na casa de um materialista convicto, em bela mansão de uma cidade européia.
Depois da ceia, o anfitrião convidou o hóspede para visitar sua galeria de artes e começou a enaltecer os bens materiais que possuía, de maneira soberba.
Falou que o homem vale pelo que possui, pelo patrimônio que consegue acumular durante sua vida na Terra.
Exibiu escrituras de propriedades as mais variadas, jóias, títulos, valores diversos.
Depois de ouvir e observar tudo calmamente, o hóspede falou da sua convicção de que os bens da Terra não nos pertencem de fato, e que mais cedo ou mais tarde teremos que deixá-los.
Argumentou que os verdadeiros valores são as conquistas intelectuais e morais e não as posses terrenas, sempre passageiras.
No entanto, o materialista falou com arrogância que era o verdadeiro dono de tudo aquilo e que não havia ninguém no mundo capaz de provar que todos aqueles bens não lhe pertenciam.
Diante de tanta teimosia, o hóspede propôs-lhe um acordo:
- Já que é assim, voltaremos a falar do assunto daqui a cinqüenta anos, está bem?
- Ora, disse o dono da casa, daqui a cinqüenta anos nós já estaremos mortos, pois ambos já temos mais de sessenta e cinco anos de idade!
O hóspede respondeu prontamente:
- É por isso mesmo que poderemos discutir o assunto com mais segurança, pois só então você entenderá que tudo isso passou pelas suas mãos mas, na verdade, nada disso lhe pertence de fato.
Chegará um dia em que você terá que deixar todas as posses materiais e partir, levando consigo somente suas verdadeiras conquistas, que são as virtudes do espírito imortal.
E só então você poderá avaliar se é verdadeiramente rico ou não.
O homem materialista ficou contemplando as obras de arte ostentadas nas paredes de sua galeria, e uma sombra de dúvida pairou sobre seu olhar, antes tão seguro.
E uma voz silenciosa, íntima, lhe perguntava:
- Que diferença fará, daqui a cem anos, se você morou em uma mansão ou num casebre?
- Se comprou roupas em lojas sofisticadas ou num bazar beneficente?
- Se bebeu em taças de cristal ou numa concha de barro?
- Se comeu em pratos finos ou numa simples marmita?
- Se pisou em tapetes caros ou sobre o chão batido?
- Se teve grande reserva financeira ou viveu com um salário mínimo?
- Que diferença isso fará daqui a cem anos?
Absolutamente nenhuma !
No entanto, o que você fizer do seu tempo na Terra, fará muita diferença em sua vida, não só daqui a cem anos, mas por toda a eternidade.

Fênix Faustine
 

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

"A Divina Ordem"...


Pensamentos e palavras têm um grande poder de nos fazer mais, ou menos felizes..
 Há uma frase em particular que me tranquiliza muito, quando penso nela, principalmente em situações confusas e preocupantes...
Tudo está na Divina Ordem!
Na verdade, quando digo isto a mim mesma, sinto-me em paz de repente. Por saber que o Amor Divino está regendo a tudo, mesmo o que nos pode parecer caótico e fora de foco.
E nos dias de hoje, quanta coisa está assim.
As horas correm, tudo se modifica vertiginosamente, parece que não vamos dar conta e quando mal acordamos, já está na hora de dormir novamente.
Mas tudo obedece ao Maestro Divino e não há com o que se preocupar.
Vivendo o presente de forma consciente, podemos ter a certeza de que iremos para onde precisarmos e chegaremos lá no momento que tiver que ser.
E quando falo esta frase pra mim, parece que o que estava desarrumado se organiza em minha consciência. Como é importante a gente procurar ter crenças corretas e positivas!
Enquanto tudo em torno de nós se modifica e segue o seu curso, em nós existe um mundo particular que pode ser tranquilo e organizado, independente do que estiver acontecendo fora. Precisamos testar isto e cada vez mais procurar nos centrar na Fonte de Luz que temos em nós, que é nosso porto seguro, nosso ninho amoroso.
Se continuarmos a viver apenas focados no que acontece ao nosso redor, iremos certamente nos perturbar bastante, pois como sabemos, habitamos um planeta escola onde convivem seres em vários níveis de consciência e evolução.
Precisamos compreender isto, para aceitarmos melhor seja lá quem for que chegue no nosso caminho. Sua visão da vida pode diferir muito da nossa, mas há alguma razão para ter aparecido e feito contato conosco. Com ele vamos aprender, conosco ele também o fará, se estivermos abertos pra isto.
Apesar de tantas mudanças, de tantas diferenças entre todos nós, nem uma folha cai de uma árvore sem o consentimento do Pai - disse-nos Jesus! Logo, tudo está na Divina Ordem!
Estar bem focado no presente e buscando interagir com a realidade externa a nós, manifestando o que somos, é nossa maior contribuição como filhos de Deus únicos - diferentes de todos os outros.
Precisamos aceitar as diferenças, as divergências, as contradições, na certeza de que estamos no lugar certo, pois tudo está na Divina Ordem! Se o que vemos nos parece um tanto distorcido, busquemos em nós a paz que gostaríamos que já existisse no mundo todo. Desta forma, estaremos fazendo o maior bem possível!
Sem alardes, sem guerras e principalmente sem violências.
Podemos, como humanidade, demorar mais ou menos tempo, para chegarmos a um porto feliz e harmonioso... Certamente lá chegaremos um dia e para lá estamos caminhando.
Na certeza de que o Divino Arquiteto do Universo a tudo há de prover, no momento que seja preciso, vamos buscando aprender sobre nós mesmos e tentando aceitar o que os outros têm que os torna diferentes de nós.
Fazemos parte de um imenso quebra-cabeça onde nosso lugar existe e só pode ser ocupado por cada um de nós. Esta é a nossa real importância como criaturas criadas pelo Amor que a tudo rege.
Estudando a história da raça humana, vemos quanto mudamos através dos tempos, à custa de muita dor! Mas percebemos, também, que Jesus encarnou entre nós pra nos ensinar a viver segundo o Amor. Muitos estão tentando isto, muitos ainda sequer acreditam que seja necessário. Mas está tudo na Divina Ordem e vai acontecer.
Aos trancos e barrancos, feridos, doentes, livres, acorrentados, como for, um dia chegaremos numa situação de muita paz e harmonia, quando o céu se instalará finalmente neste planeta tão lindo e principalmente preencherá todo o nosso Ser.
Nesta caminhada vamos todos nós. Acreditemos ou não, nossa meta é a mesma.
Não importa o tempo que levemos, lá chegaremos.


Maria Cristina Tanajura


quarta-feira, 30 de outubro de 2013

"Adolescentes Sem Atitude"!!!


Não é regra... Mas as atitudes dos adolescentes estão deixando as pessoas assustadas.
Parecem desconectados da realidade, agem sem interesse e são descompromissados, estão quase sempre desligados.
Por que estou abordando isso?
Passeando com uma adolescente, tivemos necessidade de verificar um endereço, como não conhecíamos o lugar precisávamos de orientação para achar o endereço correto.
Confiante na adolescente que está fazendo o Ensino Médio apostei que teria conhecimento dos aspectos geográficos básicos, para saber andar em uma cidade, bairro ou lugarejo.
Para minha surpresa a adolescente não foi capaz de localizar o itinerário que precisávamos fazer mesmo com o mapa que o meu sobrinho havia feito... Ela não conseguiu decifrar os rabiscos que estavam no bilhete o que chamamos de mapa.
Então fiquei pensando, o que esses adolescentes estão estudando no Ensino Médio, que tem como finalidade preparar para a vida?
Será que os adolescentes estão na fase de serem preparados para a vida?
Será que a escola não está sonegando o direito que o adolescente tem de curtir a vida, a fase, os amigos, o grupo?
Vejo certo desinteresse dos adolescentes frente às atitudes corriqueiras que precisam ser trabalhadas pela família e pela escola, mesmo com o universo de possibilidades de informações, ajuda e colaboração, em muitos casos são informações duvidosas, sem detalhes, expressando uma orientação aleatória, desprovida de fundamentação teórica, ou seja, de conhecimento construído na escolarização.
A postura da adolescente provocou a seguinte indagação:
Como um adolescente utiliza os conhecimentos escolares frente a uma situação problemática?
O que é o conhecimento formal para um adolescente?
Essa pergunta nasce da necessidade de entender como um adolescente visualiza a relação do conhecimento escolar com as necessidades práticas da vida do próprio adolescente.
Partindo desse pressuposto, a escola ocupa um espaço sem muito significado para o adolescente, parece que a escola ensina coisas totalmente fora do contexto da vida deles, ou seja, o conhecimento escolar não significa muito para eles, parece que serve apenas para o vestibular. Em muitos casos, eles não sabem colocá-los em ação, na hora que precisam. Parece que esse conhecimento só tem utilidade enquanto estão na escola se preparando para o Enem, não são associados à realidade.
Percebi que os adolescentes estão realmente desconectados da realidade, não estão preparados para a vida, apesar de saberem utilizar as tecnologias como ninguém, mas, reconstruir conceitos a partir dessas informações e transformá-los em conhecimento parece ser muito difícil para eles.
O Ensino Médio não prepara o adolescente para saber localizar o espaço geográfico, orientar o tipo de transporte que precisa utilizar como explorar uma visita ao museu, essas são atividades básicas e primárias do conhecimento...
Parece coisa pequena, insignificante, porém, bastante relevante.
Ainda falando sobre a adolescente, ao passear por um museu, entramos e tínhamos que pagar a entrada, então perguntei, onde estava sua carteira de estudante?
O que lhe dava o direito ao desconto de 50% do valor do ingresso, então ela me disse, que esse documento não tinha importância, portanto não levou junto com os demais documentos.
Espantei-me com a colocação da adolescente, firme na teimosia, disse não saber que era preciso usá-lo. Pelo que sei, segundo a tradição escolar a carteira de estudante é a identidade do aluno.
Se o estudante não conhece a importância que tem um documento de identidade estudantil, ou seja, um documento que mostra a ocupação da pessoa no momento, e também oferece benefícios, então, a escola precisa rever suas orientações.
Quem entra na escola não pode sair dela sem saber que tem identidade estudantil. Dominar conteúdos, informação e internet não são suficientes para a formação dos adolescentes, precisamos ensinar os estudantes a saberem fazer a articulação entre teoria e prática de vida.
Então onde está o Ensino Médio que constrói a identidade do adolescente?
Onde está a escola necessária para a vida dos adolescentes?
De quem é o papel de orientar sobre a importância de um documento de identidade para o estudante? A família? A escola?
Uma coisa eu percebi... Os adolescentes, estão com pouca iniciativa, muita informação em idiomas e internet, grupos, tribos, porém suas as atitudes são desprovidas de desenvoltura, de interesse de curiosidade, parecem agir como robôs programados para fazer só que lhes interessa.


Iza Aparecida Saliés

sábado, 26 de outubro de 2013

"A Alegria Na Tristeza"...

O título desse texto na verdade não é meu, e sim de um poema do uruguaio Mario Benedetti. No original, chama-se "Alegría de la tristeza" e está no livro "La vida ese paréntesis" que, até onde sei, permanece inédito no Brasil.
O poema diz que a gente pode entristecer-se por vários motivos ou por nenhum motivo aparente, a tristeza pode ser por nós mesmos ou pelas dores do mundo, pode advir de uma palavra ou de um gesto, mas que ela sempre aparece e devemos nos aprontar para recebê-la, porque existe uma alegria inesperada na tristeza, que vem do fato de ainda conseguirmos senti-la.
Pode parecer confuso mas é um alento. Olhe para o lado: estamos vivendo numa era em que pessoas matam em briga de trânsito, matam por um boné, matam para se divertir. Além disso, as pessoas estão sem dinheiro.
Quem tem emprego, segura... Quem não tem, procura.
Os que possuem um amor desconfiam até da própria sombra, já que há muita oferta de sexo no mercado.
E a gente corre pra caramba, é escravo do relógio, não consegue mais ficar deitado numa rede, lendo um livro, ouvindo música. Há tanta coisa pra fazer que resta pouco tempo pra sentir.
Por isso, qualquer sentimento é bem-vindo, mesmo que não seja uma euforia, um gozo, um entusiasmo, mesmo que seja uma melancolia.
Sentir é um verbo que se conjuga para dentro, ao contrário do fazer, que é conjugado pra fora.
Sentir alimenta... Sentir ensina... Sentir aquieta. Fazer é muito barulhento.
Sentir é um retiro... Fazer é uma festa. O sentir não pode ser escutado, apenas auscultado. Sentir e fazer, ambos são necessários, mas só o fazer rende grana, contatos, diplomas, convites, aquisições. Até parece que sentir não serve para subir na vida.
Uma pessoa triste é evitada. Não cabe no mundo da propaganda dos cremes dentais, dos pagodes, dos carnavais. Tristeza parece praga, lepra, doença contagiosa, um estacionamento proibido.
Ok, tristeza não faz realmente bem pra saúde, mas a introspecção é um recuo providencial, pois é quando silenciamos que melhor conversamos com nossos botões. E dessa conversa sai luz, lições, sinais, e a tristeza acaba saindo também, dando espaço para uma alegria nova e revitalizada.. Triste é não sentir nada.

Martha Medeiros


sexta-feira, 25 de outubro de 2013

"Responsabilidade... Um Processo Social"!!!

Responsabilidade social é um dos imperativos do mundo corporativo moderno.
Para algumas organizações isso se resume meramente a práticas de cunho assistencialista. A distribuição de ovos de páscoa em abril, uma campanha do agasalho organizada durante o inverno, brinquedos distribuídos no dia das crianças e cestas básicas ofertadas no Natal funcionam como pequenas indulgências ao empresariado. A sensação de legar uma contribuição à comunidade consegue amainar o espírito e promover o bem, ainda que de forma pontual.
Outras empresas são eficientes em praticar marketing social.
O importante não são as realizações, mas a repercussão midiática das ações tidas como sociais. Assim, investe-se mais em material publicitário e assessoria de imprensa do que nas pessoas beneficiadas, com foco precípuo na imagem institucional. Agindo assim, correm elevado risco, haja vista que a sociedade, apoiada pelas redes sociais, está atenta para denunciar publicamente um comportamento antiético.
Contudo, a autêntica responsabilidade social é exercida por companhias com visão de futuro, capazes de iniciativas de longo prazo, autossustentáveis e passíveis de serem replicadas, transformando positivamente a realidade dos envolvidos.
Dentro deste contexto, ações de caráter socioeducativo estão entre as mais dignas de serem desenvolvidas. O primeiro passo é a capacitação dos próprios funcionários, desenvolvendo competências que conduzam ao aprimoramento profissional, com consequente aumento da produtividade e elevação da autoestima. É a iniciativa privada mais uma vez suprindo as deficiências do Estado.
O chamado “apagão da mão de obra” é uma triste realidade evidenciada estatisticamente. Segundo o Sistema Nacional de Emprego (SINE), braço do Ministério do Trabalho e Emprego responsável pela intermediação de mão de obra e apoio ao programa de geração de emprego e renda, mais de 60% das vagas ofertadas em 2009 não foram preenchidas porque os candidatos não atendiam os pré-requisitos mínimos exigidos pelas organizações.
Construtoras brasileiras, em um momento de pujança do setor imobiliário, estão sendo obrigadas a importar engenheiros, em especial de outros países latinos, porque o número de profissionais formados anualmente em nosso país (32 mil, em 2008), atende a menos da metade da demanda de mercado.
O segundo passo consiste em transpor o processo educacional para além dos muros da corporação, alcançando os familiares. Um bom exemplo é a educação financeira. O papel de uma empresa não é facilitar o acesso ao crédito consignado, mas ensinar seus funcionários a lidar com o dinheiro. E o êxito desta tarefa depende eminentemente da participação do cônjuge.
Por fim, deve-se envolver a comunidade. O objetivo deve ser a integração do público com o privado. A promoção de manifestações artísticas e culturais, a conscientização da cidadania e o desenvolvimento de um senso de pertencimento e propriedade possibilitam a construção de uma sociedade mais equilibrada, com menos conflitos e maiores oportunidades. De quebra, as empresas investem na formação de um promissor mercado consumidor para seus produtos e serviços.
Associado a estes aspectos temos outros fatores fundamentais, com destaque para a adoção de políticas de estímulo à diversidade e a inclusão de pessoas com deficiência, as quais não são uma minoria silenciosa, posto que representam parte significativa da população brasileira.


 “A educação é um processo social, é desenvolvimento.
Não é a preparação para a vida, é a própria vida.”(John Dewey)

TomCoelho

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

" O Nó Do Afeto"...



Era um reunião numa escola. A diretora incentivava os pais a apoiarem as crianças, falando da necessidade da presença deles junto aos filhos.
Mesmo sabendo que a maioria dos pais e mães trabalhava fora, ela tinha convicção da necessidade de acharem tempo para seus filhos.
Foi então que um pai, com seu jeito simples, explicou que saía tão cedo de casa, que seu filho ainda dormia e que, quando voltava, o pequeno, cansado, já adormecera. Explicou que não podia deixar de trabalhar tanto assim, pois estava cada vez mais difícil sustentar a família. E contou como isso o deixava angustiado, por praticamente só conviver com o filho nos fins de semana.
O pai, então, falou como tentava redimir-se, indo beijar a criança todas as noites, quando chegava em casa.
Contou que a cada beijo, ele dava um pequeno nó no lençol, para que seu filho soubesse que ele estivera ali. Quando acordava, o menino sabia que seu pai o amava e lá estivera... E era o nó o meio de se ligarem um ao outro.
Aquela história emocionou a diretora da escola que, surpresa, verificou ser aquele menino um dos melhores e mais ajustados alunos da classe. E a fez refletir sobre as infinitas maneiras que pais e filhos têm de se comunicarem, de se fazerem presentes nas vidas uns dos outros.
O pai encontrou sua forma simples, mas eficiente, de se fazer presente e, o mais importante, de que seu filho acreditasse na sua presença.
Para que a comunicação se instale, é preciso que os filhos 'ouçam' o coração dos pais ou responsáveis, pois os sentimentos falam mais alto do que as palavras.
É por essa razão que um beijo, um abraço, um carinho, revestidos de puro afeto, curam até dor de cabeça, arranhão, ciúme do irmão, medo do escuro, etc.
Uma criança pode não entender certas palavras, mas sabe registrar e gravar um gesto de amor, mesmo que este seja um simples nó.
E você? Tem dado um nó no lençol do seu filho?

Eloi Zanetti
 

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

"Amar Somente... Não Basta"!!!


Aos que não casaram... Aos que vão casar...  Aos que acabaram de casar... Aos que pensam em se separar... Aos que acabaram de se separar...  Aos que pensam em voltar...
Não existem vários tipos de amor, assim como não existem três tipos de saudades, quatro de ódio, seis espécies de inveja. O AMOR É ÚNICO, como qualquer sentimento, seja ele destinado a familiares, ao cônjuge ou a Deus.
A diferença é que, como entre marido e mulher não há laços de sangue.
A SEDUÇÃO  tem que ser ininterrupta...
Por não haver nenhuma garantia de durabilidade, qualquer alteração no tom de voz nos fragiliza, e de cobrança em cobrança, acabamos por sepultar uma relação que poderia SER ETERNA
Casaram... Te amo pra lá, te amo pra cá. Lindo, mas insustentável...
O sucesso de um casamento exige mais do que declarações românticas.
Entre duas pessoas que resolvem dividir o mesmo teto, tem que haver muito mais do que amor, e às vezes, nem necessita de um amor tão intenso.
É preciso que haja, antes de mais nada...RESPEITO... Agressões zero.
Disposição para ouvir argumentos alheios. Alguma paciência... Amor só, não basta... Não pode haver competição... Nem comparações.
Tem que ter jogo de cintura, para acatar regras que não foram previamente combinadas... Tem que haver BOM HUMOR  para enfrentar imprevistos, acessos de carência, infantilidades... Tem que saber levar.
Amar só é pouco...
Tem que haver inteligência. Um cérebro programado para enfrentar tensões pré-menstruais, rejeições, demissões inesperadas, contas para pagar.
Tem que ter disciplina para educar filhos, dar exemplo, não gritar.
Tem que ter um bom psiquiatra...  Não adianta, apenas, amar.
Entre casais que se unem , visando à longevidade do matrimônio, tem que haver um pouco de silêncio, amigos de infância, vida própria, um tempo pra cada um.
Tem que haver confiança... Certa camaradagem.... Às vezes fingir que não viu, fazer de conta que não escutou. É preciso entender que união não significa, necessariamente, fusão... E que amar "solamente", não basta.
Entre homens e mulheres que acham que  O AMOR É SÓ POESIA, tem que haver discernimento, pé no chão, racionalidade.
Tem que saber que o amor pode ser bom pode durar para sempre, mas que sozinho não dá conta do recado... O amor é grande, mas não são dois.
Tem que saber se aquele amor faz bem ou não, se não fizer bem, não é amor...
É preciso convocar uma turma de sentimentos para amparar esse amor que carrega o ônus da onipotência... O amor até pode nos bastar, mas ele próprio não se basta.
Um bom Amor aos que já têm!
Um bom encontro aos que procuram!
E felicidades a todos nós!


Arthur da Távola

terça-feira, 22 de outubro de 2013

"Envelhecer"...


Envelhecer é o único meio de viver muito tempo...
A idade madura é aquela na qual ainda se é jovem, porém com muito mais esforço.
O que mais me atormenta em relação às tolices de minha juventude, não é havê-las cometido...é sim não poder voltar a cometê-las.
Envelhecer é passar da paixão para a compaixão.
Muitas pessoas não chegam aos oitenta porque perdem muito tempo tentando ficar nos quarenta.
Aos vinte anos reina o desejo, aos trinta reina a razão, aos quarenta o juízo.
O que não é belo aos vinte, forte aos trinta, rico aos quarenta, nem sábio aos cinquenta, nunca será nem belo, nem forte, nem rico, nem sábio...
Quando se passa dos sessenta, são poucas as coisas que nos parecem absurdas.
Os jovens pensam que os velhos são bobos; os velhos sabem que os jovens o são.
A maturidade do homem é voltar a encontrar a serenidade como aquela que se usufruía quando se era menino.
Nada passa mais depressa que os anos...
Quando era jovem dizia: “verás quando tiver cinqüenta anos”.
Tenho cinqüenta anos e não estou vendo nada.
Nos olhos dos jovens arde a chama, nos olhos dos velhos brilha a luz.
A iniciativa da juventude vale tanto a experiência dos velhos.
Sempre há um menino em todos os homens.
A cada idade lhe cai bem uma conduta diferente.
Os jovens andam em grupo, os adultos em pares e os velhos andam sós.
Feliz é quem foi jovem em sua juventude e feliz é quem foi sábio em sua velhice.
Todos desejamos chegar à velhice e todos negamos que tenhamos chegado.
Não entendo isso dos anos: que, todavia, é bom vivê-los, mas não tê-los.

Albert Camus

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

"Lobo Entre Cordeiros... Capitalismo Selvagem"!!!


Nos meus tempos de faculdade, há mais de vinte anos, saímos às ruas contra o "Capitalismo Selvagem" que era a exploração do trabalhador, ou do país, pelo capitalista inescrupuloso, representado pela Organização Mundial do Comércio, Banco Mundial, e o famigerado FMI - Fundo Monetário Internacional.
O capitalista selvagem, para engordar sua conta, contratava o indivíduo para trabalhar quase sem descanso, com salário irrisório, nem participação no lucro etc.
Naquela época o empresário era persona non grata no meio trabalhista...
Seria tal como o "Lobo entre os Cordeiros".
O papa Francisco, em sua visita ao Rio de Janeiro, por conta da Jornada Mundial da Juventude, aconselhou que a economia deveria ser humanizada. O que o papa quis dizer? O que estaria por trás deste conselho?
Ao contrário da palavra... Os números são frios. Não trazem a emoção do trabalhador. Pouco importa se a empresa cresceu à custa de muitas lágrimas ou sorrisos do empregado; se ela degradou ou conservou o meio ambiente.
O que importa ao capitalismo selvagem é o resultado crescente no final no mês.
Acredito que o papa sugeriu acrescentar ao lucro, também, algo intangível como a felicidade ou a infelicidade, a tristeza ou a alegria.
É inquestionável que a empresa cresça, pague seus funcionários e impostos...
O que se questiona é comemorar esse crescimento sem considerar os sentimentos de outrem... É desumano o fabricante de sal comemorar o aumento de suas vendas às custas do aumento da pressão arterial dos seus clientes.
Também é inaceitável o fabricante de armas de fogo festejar o lucro às custas do aumento da violência.
Não é razoável que na avaliação do crescimento não se considere a emoção dos que contribuíram para a riqueza do país. Incluir no resultado a felicidade ou a infelicidade, a alegria ou a tristeza é uma decisão Divina.


Autor Desconhecido

segunda-feira, 14 de outubro de 2013

" Alguém Especial... Professor"!!!!


Verdades da Profissão de Professor...
"Ninguém nega o valor da educação e que um bom professor é imprescindível. Mas, ainda que desejem bons professores para seus filhos, poucos pais desejam que seus filhos sejam professores. Isso nos mostra o reconhecimento que o trabalho de educar é duro, difícil e necessário, mas que permitimos que esses profissionais continuem sendo desvalorizados. Apesar de mal remunerados, com baixo prestígio social e responsabilizados pelo fracasso da educação, grande parte resiste e continua apaixonada pelo seu trabalho.
A data (15 de Outubro) é um convite para que todos, pais, alunos, sociedade, repensemos nossos papéis e nossas atitudes, pois com elas demonstramos o compromisso com a educação que queremos.
Aos professores, fica o convite para que não descuidem de sua missão de educar, nem desanimem diante dos desafios, nem deixem de educar as pessoas para serem “águias” e não apenas “galinhas”. Pois, se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela, tampouco, a sociedade muda".
Paulo Freire

Professor...
Alguém um dia se propôs a trabalhar na construção de vidas, estudou psicologia, filosofia e as melhores técnicas de comunicação...
Passou dias, horas e minutos, observando o comportamento de todas as faixas etárias do ser humano.
Alguém que se percebeu vocacionado e, atendendo aos apelos do coração, inscreveu-se na batalha de frente da luta milenar contra os analfabetismos. Armado de pouquíssimos recursos materiais,postou-se de peito aberto, levando flechadas federais, estaduais, municipais.
Alguém se especializou nas oficinas mecânicas do ser humano e candidatou-se a reformar conceitos e valores da educação mal orientada.
Alguém se inscreveu no concurso da vida, não se importando de sacrificar o próprio corpo na concorrência desleal de convênios, convenções, tratados e dissídios.
Alguém se fez alheio às dificuldades, tendo plena certeza delas, e saiu disposto a questionar leis, portarias, resoluções e regimentos. Nos desmaios da sobrevivência, impôs-se.
Alguém foi nomeado, designado, empossado para o exercício do magistério, não se perdeu no labirinto do caminho nem se assustou com o fantasma da exigência impossível. Saiu a procurar o aluno perdido, nas balas perdidas da guerra civil.
Alguém convive com a distância, com a fome, com a injustiça, com a carência e a canseira, contudo, ensina gerações a acreditar no futuro, a ter fé e não se deter.
Para um ser assim tão especial, só um nome poderia identificá-lo..."PROFESSOR"!

Ivone Boechar

domingo, 13 de outubro de 2013

"Dia Das Crianças Grandes"!!!



Findo o dia das crianças pequenas, chegaram os dias das crianças grandes...
Os Adultos!
Ficaram as emoções das poesias, das melodias, as recordações dos tempos de antanho.
Toda essa contemplação vale para nós também que  somos crianças a vida inteira... Que sonhamos!
Que guardamos um brinquedinho de estimação no fundo do baú!
Que amamos e somos amados!
Que tentamos adivinhar o mistério do dia seguinte!
Que pregamos as verdades de todos os momentos!
Que abraçamos, beijamos e queremos bem aos nossos semelhantes!
Que somos apaixonados pela vida!
Que aspiramos dias melhores na fogueira do tempo!
Que nos vemos no espelho e nos achamos bonitos!Seremos sempre crianças grandes e encantadas com circos e palhaços imaginários.
Com a magia das histórias de papa-figos e das Cinderelas.
Com amizades gostosas e perenes.
Com a alegria da família.
Com as vitórias alcançadas mesmo entre abrolhos.
Com saúde de ferro, beleza e felicidade.
Com lagos translúcidos cheios de peixinhos dourados.
Com montes e vales verdejantes repletos de magias.
Nunca permitamos que morra a criança que somos...!
Aquela  que vibra pela vida sem pressa que o amanhã chegue... Regando a cada dia os canteiros do espírito e os jardins que cultivamos dentro de nós.
Com sopros de sorrisos e retalhos de esperanças... Brinquemos com nossos brinquedos de gente grande, família, estudos, trabalho, amigos e amigas, realidades e desejos.
E com o maior bem que possuímos... O Amor!
Brinquemos com a vida. Esse dom maravilhoso que recebemos de Deus, todo poder e bondade.
Que... Um dia esgotará o estoque e seremos todos devolvidos ao ponto de origem.
Parabéns pelo nosso dia de crianças grandes.

Rivaldo Cavalcante

sábado, 12 de outubro de 2013

"Deixe De Querer Entender... Fique em Paz"!!!

Uma coisa que causa muito inquietação e sofrimento é o querer entender.
Querer entender por que as coisas aconteceram do jeito que aconteceram...
Querer entender por alguém agiu da forma que agiu.
Por trás dessa inquietação, existe a crença de que, se eu entender, eu vou poder ficar em paz...
Então, a mente fica buscando a explicação incessantemente. Só que em muitos casos a resposta não vai surgir e a pessoa fica especulando mil teorias ou, então, sente-se inconformada.
A nossa mente quer entender tudo... Saber de todos os porquês, só que isso é impossível.
Por que ele me traiu?
Por que minha mãe me abandonou?
Por que fulano me tratou assim, eu não fiz nada...
O comportamento de cada pessoa é influenciado por milhões de coisas inconscientes. Nem a própria pessoa sabe ao certo por que ela agiu da forma que agiu. Se você perguntar, talvez a pessoa dê uma explicação superficial pra aquele comportamento. Mas no fundo, nem ela sabe. São coisas que essa pessoa guarda que nem ela mesma entende. Às vezes, ela até pensa que entende e dá uma explicação qualquer.
Se você investigar o seu comportamento, vai perceber inúmeras coisas que você faz e que não sabe o porquê...
Por que você não estuda na hora que é pra estudar?
Por que dorme mais tarde sabendo que precisa dormir mais cedo?
Por que come o que sabe que não deveria?
Por que não faz exercícios se sabe que é importante?
Por que não conseguiu dizer não pra fulano, quando ele pediu que você fizesse algo que você não queria?
Por que agiu de forma irritada, quando poderia ter agido com calma?
Talvez você dê várias desculpas racionais bem superficiais, mas, na verdade, você não sabe exatamente por que age de uma forma que não é boa pra você.
Existem muitos fatores inconsciente por trás do seu comportamento. E se você não tem condição de saber nem por que você age de determinado jeito, como vai ser possível saber a razão que levou alguém a agir? E, assim, muitas pessoas ficam especulando, criando várias histórias que só trazem sentimentos ruins, e nenhuma delas é a explicação real.
Quando alguém age de uma forma que nos causa sofrimento, uma das primeiras coisas que se especula, de forma inconsciente na maiorias das vezes, é que nós fizemos algo de errado, ou que tem algo de errado conosco que fez com que a outra pessoa agisse daquela forma. É algo que acontece de forma automática e em um nível bem profundo, trazendo muita inquietação e desconforto.
Nos sentimos em algum nível responsáveis pela forma como o outro agiu. E no fundo não percebemos que é essa interpretação inconsciente que é a causa do nosso sofrimento.
Por isso, nós queremos ouvir a explicação da outra pessoa, pra que possamos ter certeza de que o problema não está em nós. E mesmo quando a pessoa fala que o problema não é nosso, ainda assim, não ficamos em paz, porque, no fundo, não acreditamos nisso. Continuamos achando no nosso inconsciente que temos, sim, algo de errado.
Existe também a inquietação por trás dos fatos negativos.
Por que o acidente aconteceu?
Por que a minha empresa faliu?
Por que eu fiquei doente?
Por que justamente comigo?
Por que fulano morreu tão cedo?
Por trás de cada acontecimento existe uma rede, causas que acabaram dando origem exatamente aquele fato. E essa rede de causas está além da nossa compreensão na vasta maioria das vezes.
São muitos fatos intrincados, onde uma coisa foi levando a outra até acontecer o que aconteceu... Querer entender tudo isso... É uma grande perda de tempo.
A nossa mente fica muito inquieta e insegura com o que não é possível entender racionalmente. Ela tem a ilusão de querer entender tudo pra se sentir no controle. Não saber é uma forma de perder o controle, a mente fica perdida com isso e nos causa muito sofrimento.
Não seria ótimo que você pudesse ficar em paz, mesmo sem entender? Afinal de contas, é isso que nós queremos... Ficar em paz!

André Lima