Somos Anjos e Mestres!
Todos nós sabemos alguma coisa que alguém, em algum lugar, precisa aprender e, por vezes, nós mesmos recordarmos.

terça-feira, 30 de setembro de 2014

"Maturidade E Imaturidade... Rejeição"!!!

Qual é a diferença emocional entre estas duas "personalidades"?
A maior diferença entre uma pessoa verdadeiramente madura e outra imatura é o nível de orgulho de cada uma, entendendo-se aqui o "orgulho" como um defeito de caráter.
A pessoa madura não tem medo de se magoar, pois o seu ego já está exposto e não tem vergonha de mostrar quem é e do que é (e não é) capaz, não tem receios de que os outros vejam as suas limitações e dificuldades.
A pessoa imatura falha justamente ao tentar esconder os seus defeitos do mundo, tentando passar uma imagem de perfeição.
A pessoa rejeitada ainda não entendeu que o outro tem a liberdade de fazer suas próprias escolhas, e que estas escolhas são o oposto do que a pessoa que se sente rejeitada acha que o outro deveria ter em relação a ela.
A pessoa espera demais do outro...  Em outras palavras, o rejeitado assume que o outro está discordando dele porque acha que o outro deveria cumprir um papel em relação a ele. Não entende que é somente um opinião diferente. E toma isso como profundamente pessoal.
Como podemos superar esse medo da rejeição e amadurecermos mais rápido?
Existe uma técnica que podemos chamar de "escudo ou casca grossa"...
O segredo é expor-se em situações em que a rejeição é quase certa, sem se importar com isso. O truque é passar pela rejeição mesmo, diversas vezes!
Quanto mais rejeição "colecionar", menos se importará com seu próprio orgulho e mais aprenderá que o medo é maior do que a rejeição em si.

Cristina Longhi

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"Convivência Entre Pais E Filhos"!!!


A convivência entre pais e filhos implica em uma série de questionamentos quando pensamos nos problemas a serem enfrentados na hora de educar, impor limites e ao mesmo tempo, transformar tudo isso em uma relação de confiança e cumplicidade com os pequenos.
A maioria dos conflitos tem origem na dificuldade de comunicação dentro de casa, muitas vezes, os filhos acham apenas que os pais querem proibir, enquanto que os pais acham que os filhos só querem permissão.
Na tentativa de demonstrar aos pais suas vontades, as crianças apresentam-se desatentas, inquietas e, muitas vezes, elas reagem à atitude dos pais com agressividade. Quando adolescentes reagem com rebeldia, na tentativa de comunicar aos pais e educadores a própria insatisfação em relação às necessidades não atendidas. Cada etapa tem suas dificuldades e conquistas, pois ocorrem em momentos diferentes.
Para manter, constantemente, uma boa relação com os filhos é preciso paciência, e às vezes, até mesmo um pouco de flexibilidade, uma atitude muito rígida pode não ser muito benéfica. O equilíbrio entre a amizade e a autoridade é um dos desafios que os pais devem buscar todos os dias. A relação deve basear-se no afeto emocional também, favorecendo o elogio e evitando críticas constantes.
Hoje em dia, também é muito comum ouvirmos que os pais e as mães precisam ser amigos de seus filhos. Aqui, igualmente, é preciso ter cuidado com a inversão de ordem. É muito importante que pais e mães possam ser amigos de seus filhos, mas, antes de qualquer outra coisa, os pais têm o dever de educá-los, de colocar limites e de estabelecer proibições. O que se espera de pais amigos de seus filhos? Do que os filhos precisam? São de pais e mães mais próximos, mais disponíveis, abertos a escutá-los, a discutir e orientá-los naquilo que eles lhes solicitarem, ou naquilo que os pais entenderem necessário fazê-lo. Mas, precisam igualmente de pais que saibam dizer não, estabelecer o que é certo e o que é errado, e quais os limites que precisam ser seriamente respeitados.
A rotina de trabalho cheia de compromissos é, muitas vezes, um fator decisivo na relação familiar. Essa distância não permite uma maior intimidade, e essa intimidade é necessária para que os pais conheçam seus filhos, participem de suas vidas e saibam como e o que falar com eles. Para sanar o problema, é importante que o tempo destinado aos filhos seja usado de forma satisfatória e eficiente, priorizando a qualidade dos momentos juntos.

Aline Bellino

domingo, 28 de setembro de 2014

"Como As Mulheres Dominaram O Mundo"!!!


Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.
- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho...
Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos...
Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira.
Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.
- E aí, papai?
- Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano.
De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais...
 "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes. "Celulite", eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".
- E vocês? Não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior:
Continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.
- Aí, veio o golpe mundial?!?
- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa... Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente...
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci... Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...
- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam... A rebelião tinha sido vitoriosa!  Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora.
Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona...
- Pai, conta mais...
- Bem filho... O resto você já sabe.
Instituíram o Robô "Troca-Pneu" como equipamento obrigatório de todos os carros. A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho...
E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...
- TPM???
- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... E quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear...
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas.
..
Luis Fernando Veríssimo

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Você É"...!!!!

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava...
Você é os nervos à flor da pele no vestibular, os segredos que guardou.
Você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema.
Você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai... Você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora.
Você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas... Você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa.
Você é o pêlo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta.
Você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta.
Você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo... Você é o que você desnuda...
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar...
Você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá.
Você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta... Você é o que você queima.
Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta...
Você é os direitos que tem, os deveres que se obriga.
Você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca...
Você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste... Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê...
Você é o que ninguém vê!

Martha Medeiro


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

"Será Que A Gente Se Dá Um Valor"???


"Autoestimar = Autovalorizar."
Então, é simples, é o valor que você se dá.
Mas será que é a gente que se dá um valor?
Ouvimos aqueles chavões do tipo "Se você não se der o valor, quem dará?".
Isso é verdade, em parte. Mas é mais teoria. Se funcionasse realmente, os livros de autoajuda resolveriam cem por cento dos conflitos emocionais.
Na verdade, a autoestima é construída. O que forma a autoestima da pessoa são as situações que ela vivencia desde muito cedo.
Imaginem uma criança que ouviu muitos: "Eita menino burro, tá parecendo seu pai", "Você vai à escola pra que?", "Esse menino não faz nada que preste, só me dá trabalho".
E agora imagine outra criança, outra situação: "Muito bem, filho, é assim que se aprende, daqui a pouco você vai estar fera nisso!", "Esse é meu filhão, não desiste. Esse menino vale ouro!", "Você é tão caprichoso, vamos lá, vamos arrumar essa bagunça, eu te ajudo".
Acho que nem é preciso muita explicação para se previr qual criança construirá uma autoestima boa e qual poderá ter dificuldades no futuro. E repare que são coisas do dia a dia.
Quando a gente é criança, o que os pais falam é verdade absoluta. Não temos condições para questionar.
E aí, curiosamente, vemos por aí adultos que por mais que se graduem, montem seu negócio, planejem sua vida, não progridem. Por que será?
É mais uma vez a verdade aprendida que diz o contrário lá no inconsciente. Como um menino burro, que não presta para nada, vai ser bem-sucedido?
E existem inúmeras outras situações que poderão contribuir para uma baixa autoestima. O bullying, por exemplo, que em geral aponta para alguma característica física da vítima. E tem as situações condicionais, em algumas fases da vida. Estar fora do peso, estar sem dinheiro, sem emprego.
Outra situação marcante na infância é a falta de recursos financeiros explicada como inferioridade. Já vi crianças pobres vivendo muito felizes, num ambiente em que não se pregava a pobreza, nem a falta, nem a tristeza.
Já vi casos de pessoas que tiveram pais carinhosos, mas humildes o suficiente para não saberem que os filhos precisavam de apontamentos positivos, de elogios, de quem nomeasse os sentimentos para eles.
Toda a pessoa se desenvolve a partir do olhar dos pais, que vão apontar, por exemplo: "O João é caprichoso, adora desenhar", "A Maria é nervosa, mas é amorosa", "O Pedro é organizado, o quarto dele é todo arrumado", e assim por diante.
Algumas pessoas podem não viver isso adequadamente, e depois poderão ficar com a sensação de "Como eu sou?" ou "No que eu sou bom?". Fica faltando um pedaço na sua constituição interna.
Quem viveu situações assim desfavoráveis, poderá se tornar um adulto inseguro, angustiado, infeliz. E não necessariamente estará consciente das causas de sua insatisfação e infelicidade na vida. Poderá chamar de azar. Mas as atitudes responderão pelo inconsciente, é regra.
Você pode pensar: "Eu conheço gente que era pobre e conseguiu vencer na vida. O Silvio Santos era camelô e hoje é dono de emissora". Provavelmente a infância pobre não foi passada a ele na forma de inferioridade. Se progrediu, não deve carregar crenças de escassez em seu inconsciente. É só um exemplo!
Autoestima bem formada é uma das coisas mais importantes na vida. É o que dá segurança, confiança, felicidade, coragem.
Mas, felizmente, apesar dessa constituição interna negativa, existe a possibilidade da pessoa se tratar, rever o que viveu, e ressignificar as coisas, para poder se libertar das velhas crenças e ser fel.

Rosangela Tavares

terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Gaiolas E Asas"!!!

Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos.
Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo "atacados" porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: "Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas".
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-las para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, como dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres.
Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres.
Nos tempos de minha infância, eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca e pisava no poleiro. E era uma vez um passarinho voante.
Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguentado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende?
Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, que todos, tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?
O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam mecanismos, provas e avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é "dígrafo"? E os usos da partícula "se"? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante"? Qual a utilidade da palavra "mesóclise"? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: "Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. E aprender à sua maneira".
O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era "ferramenta" e "brinquedo" do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender "ferramentas", aprender "brinquedos". "Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma.
Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo.
Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria de se perguntar: "Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?" Se não for, é melhor deixar de lado.
As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos.
Há esperança...
Rubem Alves

sábado, 12 de julho de 2014

"Os Opostos Se Atraem... Mas Não Se Entendem"!!!

É voz corrente, que nos relacionamentos afetivos, os opostos se atraem.
Diante do fato, a gente se posiciona de forma curiosa: como sempre ouvimos falar disso, consideramos a afirmação absolutamente verdadeira. Não duvidar de sua lógica parece nos conduzir a um porto seguro e acabamos acreditando que o fenômeno é inevitável.
Por acaso alguém já se questionou a respeito? Afinal de contas por que os opostos se atraem? Trata-se de uma fatalidade, de uma lei da natureza que nos leva a bons resultados? Acho muito importante assumir uma atitude crítica e de reflexão em torno dos problemas do amor, pois é a emoção que mais dor e sofrimento nos tem causado. São raras as pessoas realmente felizes e realizadas nessa área. Devem existir muitos erros e ignorância em relação ao amor. Aliás, é só de algumas décadas para cá que os profissionais de psicologia – e, ainda hoje, poucos entre eles – começaram a se interessar pelo assunto, até então reservado aos poetas.
Gostaria de externar de modo categórico a minha opinião, fundamentada em mais de 26 anos de experiência como psicoterapeuta: os opostos se atraem, mas nem por isso combinam bem. O resultado desse tipo de união não é obrigatoriamente um sucesso. Pessoas muito diferentes vivem brigando e se irritando uma com as outras. Temperamentos e gostos antagônicos dificultam a vida em comum. Durante o período de namoro, os obstáculos existem, mas não são tão importantes, uma vez que são raras as coisas práticas compartilhadas. Após o casamento, porém, as divergências infernizam o cotidiano. Como encaminhar a educação dos filhos se os pontos de vista são tão diferentes? Como planejar a economia doméstica, a ordem dentro de casa, as viagens de férias?
Na prática, ocorre o seguinte: os opostos se atraem, mas na rotina da vida em comum as contradições se acirram. Começa então a tarefa de cada um tentar modificar o outro. O marido quer moldar a mulher de acordo com o seu modo de ser; a mulher deseja que o marido a compreenda e se aproxime dos seus pontos de vista. Será que isso é possível? Não deveriam diminuir as diferenças com o convívio? Deveriam, mas não diminuem, talvez por causa do medo de ver o encantamento amoroso desaparecer. Sim, porque afinal de contas os namorados se sentiram atraídos exatamente por serem pólos opostos. Se ficarem parecidos, não acabará o amor? Os casais convivem por anos, sempre se desentendendo, sempre procurando fazer do outro um semelhante e só conseguem agravar as diferenças e piorar as brigas.
Não deixa de ser ironia que a gente se sinta fascinado por pessoas com as quais não teremos um bom convívio. Esse fenômeno é responsável por um enorme número de uniões infelizes e que, hoje, acabam em divórcio. Cabe indagar: a atração por opostos é inevitável? Acho que não, apesar de ser muito comum, especialmente na adolescência. Considero fundamental entendermos as razões que levam a esse tipo de encantamento. Conhecendo-as, poderemos evitar o erro e nossas chances de sucesso no amor aumentarão bastante.
A principal causa do magnetismo entre opostos é, sem dúvida alguma, a falta ou diminuição da auto-estima. Quando não estou satisfeita com o meu modo de ser, procurarei alguém que seja completamente diverso. Se eu for introvertido e tímido, a tendência será me apaixonar por uma pessoa extrovertida e sem inibição. Com o tempo, o que suscitava minha admiração e era uma qualidade se tornará fonte de irritação, mas no início ficarei encantado. Ao ter o outro, tenho a extroversão que me faltava. Sinto-me mais completo. Tudo muito lógico na teoria. Na prática, as diferenças nos desagradam, dificultam nossas vidas, criam barreiras e resistências cada vez maiores. Elas são responsáveis pelos atritos constantes e pelas brigas normais entre marido e mulher. Será que são mesmo normais?

Flávio Gikovate

domingo, 29 de junho de 2014

"Internet... Fantástico Mundo Virtual"!!!!

Ah! Como viajamos!!! Do Brasil ao Japão, do Norte ao Sul, entramos nas casas, corremos mundo, conversamos, nos damos a mão, compartilhamos, nos apoiamos, desabafamos, criamos mil fantasias, nos chamamos de amigos...
Damos e recebemos, trocamos, nos emocionamos... Realizamos alguns dos nossos sonhos e fazemos com que pessoas sonhem através da gente.
Invadimos corações e vidas e permitimos que nos invadam também.
Trocamos a solidão de se estar só com uma outra disfarçada de presença.
Vamos ligando corações invisíveis, onde não sabemos onde está o começo e nem onde estará o fim... Portas se abrem a cada instante.
O mundo da internet é maravilhoso! Portanto, algo me inquieta: será que não estamos trocando o mundo que Deus nos criou por quatro paredes e uma tela?
Damos altas gargalhadas diante do computador quando recebemos uma piada ou uma imagem engraçada... Mas onde está o calor do riso amigo que nos acompanha?
E o olhar, que diz sem falar e faz compreender milhões de palavras não ditas?
Cadê o abraço e o conforto de se sentir entre abraços?
Não sou contra o mundo virtual, muito pelo contrário... O que sou contra é a exclusividade dele, o monopólio desse mesmo mundo nas nossas existências.
Onde está o prazer de ir na biblioteca ou livraria e procurar entre milhares de livros algo interessante e depois não saber o que escolher?  Esses tesouros estão morrendo empoeirados em prateleiras...
Quem vai igualar um dia nossa maravilhosa aurora, que nos lembra que é sempre possível recomeçar?
E nosso pôr-do-sol laranja-vermelho, quem será capaz de inventar com tanta maestria?
O mundo virtual é encantador. Mas esse deve ser um local de visita, não nossa morada. Deve ser um jardim onde podemos passear quando quisermos, não nossa prisão; deve ser um pedaço do nosso coração, não todo ele.
Estamos nos tornando escravos do mundo virtual e tentamos nos convencer que somos livres. Falamos menos, escrevemos mais... Respiramos mais ar fechado...
Temos menos tempo para os nossos.
É gostoso quando nos enxugam as lágrimas com palavras, mas que isso não nos impeça de desejar mãos suaves que nos acariciem o rosto e um olhar firme dizendo pra ter coragem, que tudo vai passar.
Que a internet nos abra o mundo, sem nos isolar desse mesmo mundo!
Que ela nos sirva, não que sirvamos a ela.
Que saibamos achar o perfeito equilíbrio entre as coisas!
Que ela seja uma bênção, não nossa perdição!
Que possamos ainda abrir os olhos, antes que morramos no nosso isolamento, vítimas de nossa própria armadilha... A liberdade virtual.
 

Letícia Thompson

domingo, 25 de maio de 2014

"Quando O Amor Vier"!!!


Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o... Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.
Quando as suas asas vos envolverem, abraçai-o, embora a espada oculta sob suas asas vos possa ferir.
E quando ele falar convosco, acreditai... Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento devasta o jardim.
Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará.
Assim como é para o vosso crescimento, também é para a vossa decadência.
Mesmo que ele suba até vós e acaricie seus mais tenros ramos que tremem ao sol... Também até suas raízes ele descerá, e as sacudirá, enquanto elas se agarram a terra...Como molhos de trigo ele vos junta a si... Vos apanha para vos pôr a nu... Vos peneira para vos libertar das impurezas, e vos mói até a alvura.
Vos amassa até vos tornardes moldáveis...E depois vos entrega ao seu fogo sagrado, para que vos torneis pão sagrado, para a sagrada festa de Deus.
Todas estas coisas vos fará o amor até que conheçais os segredos do vosso coração, e com esse conhecimento, vos torneis um fragmento do coração da vida.
Mas, se receosos procurardes somente a paz do amor e o prazer do amor, então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor...Saiais para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso... E chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas... O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si.
O amor não possui nem é possuído...  Pois o amor basta-se a si próprio.
Quando amardes não deveis dizer: "Deus está no meu coração"...
Mas antes, "Eu estou no coração de Deus".
E não pensais que podeis alterar o rumo do amor, pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso... O amor não tem outro desejo, que não seja de preencher a si próprio.
Mas se amardes e tiverdes desejos, que sejam esses os vossos desejos...  Fundir-se... E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite.
Amai para sangrar com vontade, e alegremente...Amai para despertar de madrugada com um coração alado, e dar graças a Deus por mais um dia.

 Gibran Kahlil Gibran

segunda-feira, 12 de maio de 2014

"Filhos Brilhantes... Alunos Fascinantes"!!!!

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais... Filhos brilhantes vão muito mais longe...Conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.
Bons jóvens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.
Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.
O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.
Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros... Uma pessoa sábia vai além... Aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.
Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

Augusto Cury

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Vi Cair Do Céu...!!!

Deixei a natureza me transformar...  Com todas as suas leis!
Tive o prazer e a alegria, de sentir dois bebês gerados em meu coração e mais dois em meu ventre.
Chorei ao pega-los no colo... Chorei na maternidade... Chorei ao pegar em suas mãozinhas... Chorei, quando choravam com uma simples dor de barriga
Desfrutei a sensação de amamenta-los dia e noite... Troquei fraldas e mais fraldas... Passei noites acordada.
Ensinei a comer... Ensinei a andar... Chorei no primeiro dia de escolinha.
Chorei quando dei a primeira palmada ou a primeira chinelada, para educa-los... Chorei quando me trouxeram de presente o primeiro desenho feito na escola, escrito em letra de forma..."Eu te amo mamãe"!
Me tornei criança...  Com eles brinquei, pulei, joguei e cantei.
Me desesperei quando saíram pela primeira vez em companhia dos amigos.
Quase enlouqueci quando tiraram a carta de habilitação e saíram dirigindo.
Me esforcei para que se tornassem pessoas honestas, responsáveis, educadas e amáveis. Ensinei que para serem sábios, deveriam ser humildes, perante a vida deles e dos outros.
Me transformei, chorei, ensinei e mais que tudo... Amei!!!
Talvez, durante esse percurso, tenha deixado algumas pessoas de lado...
Talvez não tivesse tempo para dar atenção para as amigas.
Pode ser que me relaxei um pouco com minha aparência, ou quem sabe não tive nem tempo para pensar nisso.
Pode ser que deixei alguns projetos pela metade, talvez porque não conseguisse consilia-los com meu horário familiar
Na verdade, só pensei em segurar com as duas mãos o que vi cair do céu...
Meus Filhos!!!  Permiti que a mão de Deus me tocasse para ser "Mãe".
Agora, em minha longa caminhada pela vida, ganhei mais dois Anjos que caíram do céu... Meus Netos!
Vocês são os Maiores Presentes e Verdadeiros Tesouros que recebi das mãos de Deus!
Obrigada por serem Meus Filhos e Meus Netos!
Não existe maior felicidade na Vida, do que ser Mãe e Avó!

Para:

Luiz Carlos, Liza Carla, Lia Cláudia, Lúcio Caio....
Bruninho e Laurinha!
Márcio e Fernanda!
GotinhaMRL

quinta-feira, 24 de abril de 2014

"Liberte-se'!!!

Liberte-se das amarras, das algemas, dos grilhões que a sociedade construiu.
Liberte-se do preconceito... Liberte-se do racismo e do egocentrismo... Liberte-se da falsa modéstia... Liberte-se do egoísmo... Da inveja e da truculência.
Prenda-se à vida.
Liberte sua vida, daqueles que somente reclamam... Liberte-se daqueles que observam as verdade como se fossem únicas... Liberte-se da mentira de que a vida é um mar de rosas.
Acredite que o amor é possível, de todas as formas, em todos os gêneros, veja a liberdade em tudo o que faz. Livre-se do pudor, da vergonha busque a coragem, fé,crendice.
Liberte-se dos incrédulos, dos pessimistas, arranque de sua vida o ódio, o recalque, o “eu podia”, ao invés, faça...Liberte-se do pensamento de não conseguir.
Arrume formas e tempos, mesmo que hoje, eles não existam.
Liberte-se de si mesmo, das coisas que acha que já sabe, esqueça-as.
Aprenda tudo de novo, visualize novas idéias, leia muito, mas pense em tudo o que leu, e se não achar conveniente nem comente, sob pena de criar uma animação em alguém que ainda busca uma idéia.
Doe coisas velhas, junte coisas velhas, as transforme em coisas novas, até que fiquem velhas... Viva, mas seja livre. Seja no mundo e não para o mundo.
Faça-se, remodele-se, liberte-se!

João F.Costa

quarta-feira, 23 de abril de 2014

"A Verdadeira Morte"!!!


Um homem vai conversar com um sábio, e assim que chega, sem mais delongas, já resolve lhe fazer a pergunta que sempre desejou.
- Mestre, fala-me sobre a morte.
O mestre olhou para o homem e disse:
- Falar sobre a morte, meu caro? Não há muito o que dizer sobre ela. O que pode se pode dizer é que a morte, tal como a compreendemos, não existe. A morte é apenas uma mudança de fase onde se perde o corpo físico e passamos a viver em outro nível de realidade.
Mas o homem não estava satisfeito com a resposta. Queria saber mais, e disse:
- Mas mestre, será que é só isso mesmo? O maior mistério de nosso mundo, e é algo assim tão simples? Não pode ser.
O mestre responde:
- Sim, as maiores verdades da vida são simples. Mas se você quiser que eu te mostre o que de fato é a morte, teremos que viajar até um certo local.
- O que me diz?
O homem ficou muito eufórico. Estava ali, à sua frente, um sábio muito reconhecido em seu país anunciando que iria lhe revelar diretamente o segredo da morte. O homem não hesitou e, de pronto, arrumou suas coisas para fazer a viagem.
Conforme ele e o sábio iam viajando, o homem mal podia conter o seu entusiasmo, e pensava “Este sábio vai me mostrar a verdade sobre a morte. Será que ele vai me transportar a esta outra dimensão? Irei ver os anjos? Irei em algum templo secreto e me será desvendado algum conhecimento especial?”.
Ambos então chegaram num pequeno vilarejo onde havia algumas cabanas.
Havia um homem deitado dentro de uma delas. O sábio então apontou para o homem deitado e disse:
- Está vendo aquele homem ali deitado? Ele irá nos revelar a verdadeira morte.
O homem ficou sem entender. Seria ele um santo? Um mestre ainda mais elevado?
Um ser superior?
O sábio continuou:
- Este homem que você pode ver está deitado nessa cama há mais de 1 ano.
Ele perdeu a mulher, os filhos e os pais num assassinato. Sua família era tudo para ele, e após esse incidente, ele simplesmente deixou de viver. Está prostrado nessa cama boa parte do dia. Quase não sente mais as coisas, tornou-se frio e permitiu que a tristeza e a mágoa o dominasse. Sua vida está estagnada e ele não consegue se libertar desse estado de paralisia. Compreenda bem, a única morte que existe é essa! É a morte de nossa alma.
A morte de nossa essência vital... É quando desistimos de viver e permanecemos estagnados e presos a ilusões; presos a mágoas do que se passou e vendo a vida passar sem participar dela. A morte, como perda do corpo físico não existe. A única morte que existe é essa, a morte de quem somos quando desistimos de viver e de ter esperança.
O homem agradeceu o sábio e deu-se por satisfeito.
Essa é, verdadeiramente, a única morte que existe.


Hugo Lapa

domingo, 20 de abril de 2014

"As Vezes...!!!


 Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar…É nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino. Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto. É a força da natureza nos chamando para a vida. Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade. Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo. Você descobre que algumas pessoas nunca disseram “eu te amo”, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram…
Descobre também que outras disseram “eu te amo” uma única vez. E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu. (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor... Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas ideias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco. Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem…

Luiz Fernando Verissimo

terça-feira, 15 de abril de 2014

"Uma Luz No Fim do Túnel"!!!

Por vezes, o mundo nos vira as costas e nos sentimos só, e com o maior problema do mundo. Temos a nítida sensação que isso só acontece conosco.
Um fato ruim pode ser a força propulsora para a sua mudança, desde que você entenda o porquê de ter passado por determinada situação.
Reclamar sem fim ou se recolher pode levar a repetições, pois o que deveria ter sido vivido em sua intensidade não foi.
Você terá a oportunidade de viver uma nova vida na devida proporção em que observar o que a incomoda em seu interior e desejar mudar.
Cabe aqui um alerta, mudanças radicais trazem sofrimento, pois você as faz por impulso e não por equilíbrio. Se você acha que se livrar de determinada coisa fará a sua vida ficar esplêndida, a conclusão que se chega é que se formou um imenso vazio em sua mente, pois não houve o tempo da observação e preparo.
Entregar-se a emoções insanas de raiva, ódio, pensamentos e emoções negativas só farão com que você permaneça no estado em que se encontra.
Dar nome à emoção ou problema por que passa fará com que a solução comece a despontar no fundo do túnel como um pequeno feixe de luz que aparece e desaparece, até que se torne intenso, intenso, e comece a aumentar e, mostre assim, a saída do estado em que você se encontra.
Nem todas as pessoas nascem com a mesma capacidade de amor, pois este sentimento se desenvolve na infância e muitas famílias não o cultivam. Existem seres humanos que são 10% amor, outros são 20%, outros são 50% e outros até 100%. Mas imagine o que acontece quando um ser 100% amor estabelece relações com um ser 10% amor?
O ser 10% de amor somente irá entender e estabelecer relações por trocas, ou seja, eu faço na medida em que você faz e assim por diante. Esta pessoa será incapaz de se colocar no seu lugar. Mostrará muitas vezes um comportamento frio e calculista e você que é 100% amor se sentirá só, abandonado e desprezado, porém dois seres extremos em amor normalmente são colocados juntos para que se desenvolvam.
A luz no fim do túnel que desejo mostrar aqui é que se existem relações infelizes em que você esteja vivendo, observe que muitas vezes elas são um aprendizado onde a compreensão levará a felicidade.
Estas relações estabelecidas podem ser na forma de um chefe agressivo, determinado e que pouco se importa com pessoas, como pode ser nas relações afetivas ou familiares. Onde a outra pessoa é de difícil convívio e a faz sentir-se rejeitada e infeliz o tempo todo.
Você precisa aprender a resgatar seu amor-próprio, seus valores, sua segurança, sua confiança, sua capacidade de se colocar em primeiro plano e não mais viver na sombra de outras pessoas.
Você se transforma e, por consequência, o que está ao seu redor se transforma também!

Maria Isabel Carapinha

sábado, 12 de abril de 2014

"Quem Não Ama A Solidão... Não Ama A Liberdade"!!!


Quem não Ama a Solidão, não Ama a Liberdade...
Nenhum caminho é mais errado para a felicidade do que a vida no grande mundo, às fartas e em festanças (high life), pois, quando tentamos transformar a nossa miserável existência numa sucessão de alegrias, gozos e prazeres, não conseguimos evitar a desilusão; muito menos o seu acompanhamento obrigatório, que são as mentiras recíprocas.
Assim como o nosso corpo está envolto em vestes, o nosso espírito está revestido de mentiras. Os nossos dizeres, as nossas acções, todo o nosso ser é mentiroso, e só por meio desse invólucro pode-se, por vezes, adivinhar a nossa verdadeira mentalidade, assim como pelas vestes se adivinha a figura do corpo.
Antes de mais nada, toda a sociedade exige necessariamente uma acomodação mútua e uma temperatura; por conseguinte, quanto mais numerosa, tanto mais enfadonha será. Cada um só pode ser ele mesmo, inteiramente, apenas pelo tempo em que estiver sozinho. Quem, portanto, não ama a solidão, também não ama a liberdade: apenas quando se está só é que se está livre.
A coerção é a companheira inseparável de toda a sociedade, que ainda exige sacrifícios tão mais difíceis quanto mais significativa for a própria individualidade. Dessa forma, cada um fugirá, suportará ou amará a solidão na proporção exata do valor da sua personalidade. Pois, na solidão, o indivíduo mesquinho sente toda a sua mesquinhez, o grande espírito, toda a sua grandeza; numa palavra: cada um sente o que é.
Ademais, quanto mais elevada for a posição de uma pessoa na escala hierárquica da natureza, tanto mais solitária será, essencial e inevitavelmente. Assim, é um benefício para ela se à solidão física corresponder a intelectual.
Caso contrário, a vizinhança frequente de seres heterogêneos causa um efeito incomodo e até mesmo adverso sobre ela, ao roubar-lhe seu «eu» sem nada lhe oferecer em troca. Além disso, enquanto a natureza estabeleceu entre os homens a mais ampla diversidade nos domínios moral e intelectual, a sociedade, não tomando conhecimento disso, iguala todos os seres ou, antes, coloca no lugar da diversidade as diferenças e degraus artificiais de classe e posição, com frequência diametralmente opostos à escala hierárquica da natureza.
Nesse arranjo, aqueles que a natureza situou em baixo encontram-se em ótima situação; os poucos, entretanto, que ela colocou em cima, saem em desvantagem. Como consequência, estes costumam esquivar-se da sociedade, na qual, ao tornar-se numerosa, a vulgaridade domina.

Arthur Schopenhauer

quinta-feira, 3 de abril de 2014

"A Lição do Bambu Chinês"!!!


Depois de plantada a semente deste incrível arbusto, não se vê nada por aproximadamente 5 anos, exceto um lento desabrochar de um diminuto broto a partir do bulbo. Durante 5 anos, todo crescimento é subterrâneo, invisível a olho nu.
Mas... Uma maciça e fibrosa estrutura de raiz que se estende vertical e horizontalmente pela terra está sendo construída. Então, no final do 5º ano, o bambu chinês cresce até atingir a altura de 25 metros.
Um escritor de nome Covey escreveu:
"Muitas coisas na vida pessoal e profissional são iguais ao bambu chinês.
Você trabalha, investe tempo, esforço, faz tudo o que pode para nutrir seu crescimento, e ,às vezes, não vê nada por semanas, meses ou anos. Mas se tiver paciência para continuar trabalhando, persistindo e nutrindo, o seu 5.º ano chegará... Com ele virão um crescimento e mudanças que você jamais esperava..."
O bambu chinês nos ensina que não devemos facilmente desistir de nossos projetos e de nossos sonhos...
Em nosso trabalho, especialmente, que é um projeto fabuloso que envolve mudanças de comportamento, de pensamento, de cultura e de sensibilização, devemos sempre lembrar do bambu chinês para não desistirmos facilmente diante das dificuldades que surgirão.
Procure cultivar sempre dois bons hábitos em sua vida:
Persistência e a Paciência, pois você merece alcançar todos os seus sonhos!!!
"É preciso muita fibra para chegar às alturas e, ao mesmo tempo, muita flexibilidade para se curvar ao chão e não se deixar quebrar."

 Covey


sábado, 29 de março de 2014

"Quais Mentiras Você Conta Para Ser Feliz"???

Talvez você realmente acredite que não se conta mentiras. Que tudo o que sua mente lhe diz é verdade! E se você pensa assim, talvez esteja aí a sua maior armadilha. Talvez este seja o maior de todos os buracos, no qual você cai toda vez que decide seguir em frente e, finalmente, ser feliz, especialmente quando essa felicidade tem a ver com relacionamentos amorosos.
Estou falando daquela voz que não se cala... Que fala o dia todo em sua mente.
Se você acabou de se perguntar algo como "que voz? Do que é que ela está falando?", então, acabou de descobrir que voz é essa. Ela fala enquanto você caminha, enquanto toma banho, enquanto dirige, come e até enquanto faz amor, se você deixar. Ela fala desembestadamente, sem parar, enquanto você não se dá conta de que ela está falando.
Um dos momentos em que ela fala mais alto, para muitas pessoas, é quando elas se deitam para dormir. Daí a voz toma conta. Chega a gritar... E o sono passa longe. A pessoa vira de um lado para o outro e a voz não pára! Ela fala de medos, inseguranças, arrependimentos, dúvidas, tristezas e dores. E de um modo bastante exagerado e distorcido!
Porém, no momento em que você - sua essência, sua consciência - finalmente bota o foco nela, quando você finalmente toma as rédeas da situação e diz algo como "opa! Alto lá! Quem é você para me perturbar desta forma?", ela se intimida e vai se calando...
E, então, é quando você pode comandar a sua própria voz... É quando você manda nela e não ela que manda em você.
Mas o problema é que a maioria das pessoas passa grande parte da vida - senão toda - sem se dar conta disso... Sem perceber que é manipulado por esta voz.
E por isso vive relações cheias de meias-verdades. Iludido. Desperdiçando muitas oportunidades de ser feliz!
Quer se livrar dessa armadilha? Então, comece você a decidir o que a sua mente lhe fala. Comece a disciplinar seus pensamentos. Não há melhor maneira de fazer isso do que se alimentando com ideias altruístas sobre a vida e sobre os relacionamentos. Pare de ouvir músicas que falem de abandono, traição e tristeza. Pare de assistir a programas que mostram intrigas, falsidade e decepções...
Pare de consumir tudo o que você não quer viver e comece a focar no que você mais deseja viver.
Livros que ensinam. Filmes que motivam. Músicas que inspiram. Há muita voz de verdades ao seu redor. Basta ter ouvidos para ouvi-las. Mas talvez você precise, antes, rever suas sintonias. Com quais pessoas, lugares e coisas você está sintonizado? São esses os canais que dão conteúdo para a voz que fala dentro da sua cabeça.
Ela fala que homem não presta? Que mulher é interesseira? Que não é possível viver um amor de evolução, paz e felicidade? Ela diz pra você duvidar?
Diz pra você que a vida é assim mesmo e que quanto mais você faz pelo outro, menos valor você tem, mas que não tem outro jeito? A voz a angustia e lhe cansa? Então, é hora de ordenar que ela se cale. E que sua consciência e sua integridade ganhem vez e voz!
Amor de verdade existe, sim! É possível. Mas você tem de acreditar que merece!
E entrar em sintonia com pessoas e lugares e situações coerentes. Precisa parar de acreditar em mentiras que lhe fazem viver uma vidinha bem mais ou menos...
E  passar a viver a melhor vida que for capaz de imaginar e desejar...
É sobre isso que sua voz precisa começar a lhe contar!


Rosana Braga

terça-feira, 25 de março de 2014

"A Vida Mede Nossa Fé"!!!



Muitas vezes, a vida mede nossa fé opondo-nos resistência.
Os obstáculos fazem parte da caminhada e render-se a eles demonstra fraqueza.
Não há, na história da humanidade, um grande homem sequer que não tenha tido uma fé inquebrantável.
Somente através da persistência e do bom animo é que conseguimos tornar realidade nossos mais ousados sonhos.
Quando se tem a certeza interior de que estamos no caminho certo, nada, nem ninguém, pode ser mais forte que nós mesmos.
Possuímos uma força poderosa, capaz de perseverar e conseguir tudo, bastando acreditar firmemente que, mesmo difícil, jamais será impossível.
Vale lembrar o ditado: "O IMPOSSÍVEL É O POSSÍVEL QUE NUNCA FOI TENTADO"...
Chega quem caminha... Estão, caminhe com determinação, jamais duvidando da sua capacidade de vencer.. .Você pode, se acredita que pode.
Todos nós, quando bem intencionados, somos merecedores de uma vida nova.
Para tanto, necessário se faz uma ação contínua e persistente no sentido de tornar nossa vida mais próspera e feliz. Sem esforço não existe vitória... Persistência hoje e sempre, persistência mais e muito.
E lembre-se: "UM MUNDO MELHOR COMEÇA EM VOCE".
Tantas outras constatações invadem o nosso dia-a-dia entrando também no espaço do desenvolvimento espiritual. Diversos são os caminhos, mas uma coisa é certa: o ser humano é resultado de si mesmo, ou seja, ele é conseqüência natural de seus pensamentos e ações.
Viver positivamente é criar uma visão construtiva, amorosa e otimista para melhor atuar neste mundo mágico de Deus.
Mas o que é, de forma mais detalhada, ter uma vida positiva?
Pois então vou dar algumas dicas preciosas para você conquistar tempos novos e mais prósperos para sua vida querida.
Ter uma vida positiva é ter consciência que o universo precisa de você.
É lutar pelos SONHOS de maneira determinada...
É crescer sem precisar diminuir ninguém...
É ter a verdade como um principio vital...
É usar o poder da ousadia construtiva...
É saber agradecer e perdoar, fraterna e totalmente...
É priorizar a família...
É viver cada dia de uma vez, sendo alegre no presente e otimista no futuro...
É respeitar o próprio corpo...
É se preocupar com os mais carentes...
É preservar a natureza...
É ter a tenacidade de uma águia, o entusiasmo de uma formiga e a meiguice de um beija-flor...
É não se abater nos momentos de dor...
É jamais perder a esperança...
É ter auto estima e ser rico em humildade...
É sempre fazer a sua parte!

Charles S. Chaplin

sábado, 22 de março de 2014

"Felicidade Realista"!!!

De norte a sul, de leste a oeste, todo mundo quer ser feliz. Não é tarefa das mais fáceis. A princípio, bastaria ter saúde, dinheiro e amor, o que já é um pacote louvável, mas nossos desejos são ainda mais complexos.
Não basta que a gente esteja sem febre: queremos, além de saúde, ser magérrimos, sarados, irresistíveis. Dinheiro? Não basta termos para pagar o aluguel, a comida e o cinema: queremos a piscina olímpica, a bolsa Louis Vitton e uma temporada num spa cinco estrelas. E quanto ao amor? Ah, o amor... não basta termos alguém com quem podemos conversar, dividir uma pizza e fazer sexo de vez em quando. Isso é pensar pequeno: queremos AMOR, todinho maiúsculo. Queremos estar visceralmente apaixonados, queremos ser surpreendidos por declarações e presentes inesperados, queremos jantar à luz de velas de segunda a domingo, queremos sexo selvagem e diário, queremos ser felizes assim e não de outro jeito.
É o que dá ver tanta televisão. Simplesmente esquecemos de tentar ser felizes de uma forma mais realista. Por que só podemos ser felizes formando um par, e não como ímpares? Ter um parceiro constante não é sinônimo de felicidade, a não ser que seja a felicidade de estar correspondendo às expectativas da sociedade, mas isso é outro assunto. Você pode ser feliz solteiro, feliz com uns romances ocasionais, feliz com três parceiros, feliz sem nenhum. Não existe amor minúsculo, principalmente quando se trata de amor-próprio.
Dinheiro é uma benção. Quem tem, precisa aproveitá-lo, gastá-lo, usufruí-lo.
Não perder tempo juntando, juntando, juntando. Apenas o suficiente para se sentir seguro, mas não aprisionado. E se a gente tem pouco, é com este pouco que vai tentar segurar a onda, buscando coisas que saiam de graça, como um pouco de humor, um pouco de fé e um pouco de criatividade.
Ser feliz de uma forma realista é fazer o possível e aceitar o improvável.
Fazer exercícios sem almejar passarelas, trabalhar sem almejar o estrelato, amar sem almejar o eterno. Olhe para o relógio: hora de acordar. É importante pensar-se ao extremo, buscar lá dentro o que nos mobiliza, instiga e conduz, mas sem exigir-se desumanamente. A vida não é um game onde só quem testa seus limites é que leva o prêmio. Não sejamos vítimas ingênuas desta tal competitividade.
Se a meta está alta demais, reduza-a. Se você não está de acordo com as regras, demita-se. Invente seu próprio jogo.


Martha Medeiros