Somos Anjos e Mestres!
Todos nós sabemos alguma coisa que alguém, em algum lugar, precisa aprender e, por vezes, nós mesmos recordarmos.

sexta-feira, 31 de outubro de 2014

"Mulheres Que Amam De Menos"!!!

Eu quero dar meu depoimento. Creio ter um problema. Se mulheres que amam demais são aquelas que sufocam seus parceiros, que não confiam neles, que investigam cada passo que eles dão e que não conseguem pensar em mais nada a não ser em fantasiosas traições, então eu preciso admitir: sou uma mulher que ama de menos.
Eu nunca abri a caixa de mensagens do celular do meu marido.
Eu nunca abri um papel que estivesse em sua carteira.
Eu nunca fico irritada se uma colega de trabalho telefona pra ele.
Eu não escuto a conversa dele na extensão.
Eu não controlo o tanque de gasolina do carro dele para saber se ele andou muito ou pouco.
Eu não me importo quando ele acha outra mulher bonita, desde que ela seja realmente bonita. Se não for, é porque ele tem mau gosto
Eu não me sinto insegura se ele não me faz declarações de amor a toda hora.
Eu não azucrino a vida dele.
Segundo o que tenho visto por aí, meu diagnóstico é lamentável: eu o amo pouco. Será?
Obsessão e descontrole são doenças sérias e merecem respeito e tratamento, mas batizar isso de "amar demais" é uma romantização e um desserviço às mulheres e aos homens. Fica implícito que amar tem medida, que amar tem limite, quando na verdade amar nunca é demais. O que existe são mulheres e homens que têm baixa auto-estima, que tem níveis exagerados de insegurança e que não sabem a diferença entre amor e possessão. E tem aqueles que são apenas ciumentos e desconfiados, tornando-se chatos demais.
Mas se todo mundo concorda que uma patologia pode ser batizada de "amor demais", então eu vou fundar As Mulheres que Amam De Menos, porque, pelo visto, quem é calma, quem não invade a privacidade do outro e quem confia na pessoa que escolheu pra viver também está doente.

Martha Medeiros

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

"O Efeito Do Progresso Induzido"!!!

 
A vida é uma coisa complicada. Esse negócio de conviver em sociedade é útil, é legal, faz parte de quem nós somos e inclusive é um pilar importante para a sobrevivência da nossa espécie. Mas ao mesmo tempo em que saber conviver é importante, você há de concordar comigo que às vezes é um grande pé no saco.
Sabe aquelas situações em que, para a gente, é óbvio que alguém tem que fazer alguma coisa, seja lá o que for, só que a outra pessoa não tem a mesma clareza sobre esse assunto?
Infelizmente, não podemos mudar ninguém. Mas podemos… Manipular as pessoas.
Como essa palavra é feia e carregada de uma senso pejorativo, vou me referir a isso de forma mais científica. Vamos chamar o ato de “progresso induzido”. Um belo eufemismo.
O efeito do progresso induzido
O efeito do progresso induzido é algo que você vai ver muito em sua vida. Em essência, é a manipulação psicológica, mas você raramente vai ter algum ressentimento quanto a isso, porque é assim que o efeito funciona. Se você já jogou um videogame, especialmente um que permite que você pegue fichas ao longo do caminho (saudades Super Mario), você já experimentou esse efeito. Se você tem um cartão que você recebe um café grátis ou sanduíche ou qualquer tipo de brinde depois de carimbá-lo 10 vezes, você já experimentou esse efeito. Em outras palavras, tudo o que estimula você a atingir pequenas metas em busca de um objetivo maior é o que chamamos de efeito do progresso induzido.
Sabendo disso, claro que você pode transformá-lo em uma grande vantagem para você.
Por exemplo, se você tem uma tarefa que precisa ser feita, e depende de uma pessoa que não quer fazê-la, tudo o que você precisa é de uma visão objetiva, fria e calculista dos fatos para colocar o efeito do progresso induzido em prática. É assim que você começa:
Neurocientistas conseguem manipular os sonhos de ratos. Humanos serão os próximos?
1. O primeiro passo é fazer uma lista de tudo o que tem que ser feito
Ok, aqui está a parte mais difícil. Porque você tem que estar disposto a fazer algum esforço. Se você for esperto, o trabalho pode ser mínimo ou até mesmo inexistente. Seja qual for a tarefa, dê o primeiro passo. Se a tarefa envolve comprar uma lista de itens difíceis de serem encontrados, compre o primeiro item online. Você pode até pagar caro demais por ele, tudo bem. Se você precisa completar um grande projeto, comece. O “start” pode ser algo muito pequeno como fazer uma lista das medidas necessárias e executar apenas a primeira delas.
Esta técnica se utiliza de um estímulo. As pessoas se sentem como se tivessem conseguido algo de graça, e isso as motiva.
Para comprovar e entender melhor esse efeito, um estudo foi feito em um lava-rápido. A cada lavagem de carro, a pessoa ganhava dois cartões de recompensas. O primeiro vinha com oito espaços para selos. Cada vez que o cliente lavava seu carro, um desses espaços era carimbado. Ao coletar oito selos, a nona lavagem era gratuita. Já o segundo de cartão tinha 10 lugares para selos, só que dois desses espaços já vinham carimbados. E o apelo desse segundo cartão era: ganhe “mais” oito selos e 11ª lavagem seria de graça. Os cartões que haviam sido pré-carimbados foram resgatados quase duas vezes mais que os cartões que não foram previamente carimbados. Ou seja, com o estímulo certo, as pessoas ficam motivadas a conquistar determinados resultados.
Além do estímulo, há agora uma outra questão envolvida: terminar o que começou. Uma tarefa ignorada é apenas uma tarefa ignorada. Uma tarefa em que o primeiro passo é feito é uma tarefa incompleta, e as pessoas não gostam de conviver com uma tarefa incompleta. Isso tem seu próprio nome: o efeito Zeigarnik, em homenagem a Bluma Zeigarnik, um psicólogo que estudou o fato de que garçons tem uma melhor recordação de pedidos que não foram pagos e os alunos se lembram mais de trabalhos incompletos. Uma tarefa incompleta gruda na mente. Ao iniciar uma tarefa, você toma a finalização dela como seu objetivo e não esquece que tem algo a fazer.
2. O que importa é progresso, não o valor
Se você quiser ser uma pessoa realmente manipuladora, experimente jogar na roda algumas tarefas “livres”. Isso não significa que você tem que fazê-las você mesmo (embora você possa). Essas tarefas livres podem levar apenas alguns segundos de tempo. Encontrar um número de telefone. Colocar uma mensagem em cima da geladeira. Organizar os papéis sobre a mesa.
O importante é fazer as pessoas pensarem que estão fazendo um grande progresso – o que não necessariamente precisa ser um progresso importante. Isto é ilustrado por outra técnica, a do “cartão de recompensas”.
Por exemplo, um grupo de voluntários foi convidado a preencher um questionário sobre um restaurante na área, que supostamente tinha iniciado um programa de recompensas através de cartões, nos moldes dos exemplos que demos anteriormente. Esse funcionaria assim: os clientes comprariam um determinado número de refeições a um determinado preço, e receberiam uma refeição no mesmo valor de graça. Alguns cartões de recompensas tinham espaços para 12 selos de refeição, com dois selos de “grátis” já colados neles. E outros teriam espaços para 15 selos, com cinco selos de “grátis” já colados.
Não é surpresa alguma que os clientes responderam que seriam mais favoráveis ao cartão com cinco selos “grátis”, embora o número de refeições que deveriam comprar para ganhar uma gratuita fosse exatamente o mesmo.
O que, no entanto, é surpreendente é que os clientes não se importaram com o quanto essas cinco refeições gratuitas valiam. Faça as contas comigo: se para valer um selo, uma refeição tivesse que ser de no mínimo 4 reais, a refeição “gratuita” valeria no mínimo R$ 20 para os que a ganhassem ao completar as 5 casas do cartão. Mas por que as pessoas não se importam com essa conta?
Simples. Porque, afinal, o valor real não é importante. A única coisa que as pessoas realmente consideram importante é o quanto elas parecem progredir em direção a sua meta. Dê às pessoas símbolos sem sentido, ou a satisfação de correr atrás de objetivos sem sentido, e elas vão continuar trabalhando enlouquecidamente por isso.
3. Coloque obstáculos apenas no final
As pessoas não só respondem às metas. Às vezes, respondem aos problemas que as impedem de chegar ao seu objetivo também. Mas há um porém: esses obstáculos tem que começar a aparecer quando a meta já está à vista. Porque assim eles podem ser uma motivação a mais para chegar a um determinado objetivo, e até valorizar mais a conquista.
E se o obstáculo naturalmente aparecer nos primeiros passos? Lembre-se: não há primeiros passos! Continue expandindo a tarefa, e divida ela em etapas menores e mais fáceis. Isso costuma dar certo.
4. Mostre alguma razão para isso tudo
Em um estudo sobre as sutilezas do efeito do progresso induzido, os clientes de uma loja receberam cartões fidelidade com alguns carimbos e uma lista de condições. Se eles comprassem uma quantidade “x” de vinho, eles ganhariam uma garrafa. Os pesquisadores tentaram todos os tipos de variações, mas encontraram que o que realmente fez a diferença foi dizer aos clientes por que eles estavam sendo favorecidos com esses cartões.
Os clientes que receberam a informação de que estavam recebendo os cartões como parte de um programa eram muito mais propensos a olhar favoravelmente para ele do que os que simplesmente receberam a oferta dos benefícios. Mostrar uma razão plausível para um determinado investimento motiva as pessoas, não importa quão insignificante seja esse motivo.

 Gabriela Mateos

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

"A Tristeza Permitida"!!!


Se eu disser pra você que hoje acordei triste, que foi difícil sair da cama, mesmo sabendo que o sol estava se exibindo lá fora e o céu convidava para a farra de viver, mesmo sabendo que havia muitas providências a tomar, acordei triste e tive preguiça de cumprir os rituais que faço sem nem prestar atenção no que estou sentindo, como tomar banho, colocar uma roupa, ir pro computador, sair pra compras e reuniões, se eu disser que foi assim, o que você me diz?
Se eu lhe disser que hoje não foi um dia como os outros, que não encontrei energia nem pra sentir culpa pela minha letargia, que hoje levantei devagar e tarde e que não tive vontade de nada, você vai reagir como?
Você vai dizer “te anima” e me recomendar um antidepressivo, ou vai dizer que tem gente vivendo coisas muito mais graves do que eu (mesmo desconhecendo a razão da minha tristeza), vai dizer pra eu colocar uma roupa leve, ouvir uma música revigorante e voltar a ser aquela que sempre fui, velha de guerra.
Você vai fazer isso porque gosta de mim, mas também porque é mais um que não tolera a tristeza: nem a minha, nem a sua, nem a de ninguém.
Tristeza é considerada uma anomalia do humor, uma doença contagiosa, que é melhor eliminar desde o primeiro sintoma. Não sorriu hoje? Medicamento. Sentiu uma vontade de chorar à toa? Gravíssimo, telefone já para o seu psiquiatra.
A verdade é que eu não acordei triste hoje, nem mesmo com uma suave melancolia, está tudo normal. Mas quando fico triste, também está tudo normal. Porque ficar triste é comum, é um sentimento tão legítimo quanto a alegria, é um registro de nossa sensibilidade, que ora gargalha em grupo, ora busca o silêncio e a solidão. Estar triste não é estar deprimido.
Depressão é coisa muito séria, contínua e complexa. Estar triste é estar atento a si próprio, é estar desapontado com alguém, com vários ou consigo mesmo, é estar um pouco cansado de certas repetições, é descobrir-se frágil num dia qualquer, sem uma razão aparente, as razões têm essa mania de serem discretas.
Eu não sei o que meu corpo abriga, nestas noites quentes de verão e não me importa que mil raios partam, qualquer sentido vago da razão eu ando tão down... Lembra da música? Cazuza ainda dizia, lá no meio dos versos, que pega mal sofrer. Pois é, pega mal. Melhor sair pra balada, melhor forçar um sorriso, melhor dizer que está tudo bem, melhor desamarrar a cara.
 “Não quero te ver triste assim”, sussurrava Roberto Carlos em meio a outra música. Todos cantam a tristeza, mas poucos a enfrentam de fato. Os esforços não são para compreendê-la, e sim para disfarçá-la, sufocá-la, ela que, humilde, só quer usufruir do seu direito de existir, de assegurar seu espaço nesta sociedade que exalta apenas o oba-oba e a verborragia, e que desconfia de quem está calado demais. Claro que é melhor ser alegre que ser triste (agora é Vinícius), mas melhor mesmo é ninguém privar você de sentir o que for.
Em tempo: na maioria das vezes, é a gente mesmo que não se permite estar alguns degraus abaixo da euforia.
Tem dias que não estamos pra samba, pra rock, pra hip-hop, e nem pra isso devemos buscar pílulas mágicas para camuflar nossa introspecção, nem aceitar convites para festas em que nada temos para brindar. Que nos deixem quietos, que quietude é armazenamento de força e sabedoria, daqui a pouco a gente volta, a gente sempre volta, anunciando o fim de mais uma dor, até que venha a próxima, normais que somos.
Martha Medeiros

domingo, 26 de outubro de 2014

"O Milagre De Um Novo Dia"!!!

Hoje eu me levantei cedo pensando no que tenho para fazer antes que o relógio marque meia noite.
Eu tenho responsabilidades para cumprir hoje... Eu sou importante.
É minha função escolher que tipo de dia terei hoje.
Hoje eu posso reclamar porque está chovendo ou posso agradecer às águas por lavarem energias pesadas.
Hoje eu posso ficar triste por não ter muito dinheiro ou posso me sentir encorajado para administrar minhas finanças sabiamente, mantendo-me longe de desperdícios.
Hoje eu posso reclamar sobre minha saúde ou posso dar graças a Deus por estar vivo.
Hoje eu posso me queixar dos meus pais por não terem me dado tudo que eu queria quando estava crescendo,ou posso ser grato a eles por terem permitido que eu nascesse.
Hoje eu posso lamentar decepções com amigos ou posso observar oportunidades de ter novas amizades.
Hoje eu posso reclamar por ter que trabalhar ou posso vibrar de alegria por ter um trabalho que me põe ativo.
Hoje eu posso choramingar por ter que ir à escola ou abrir minha mente com entusiasmo para novos conhecimentos.
Hoje eu posso sentir tédio com trabalho doméstico ou posso agradecer a Deus por ter dado-me a bênção de um teto que abriga meus pertences, meu corpo e minha alma.
Hoje eu posso olhar para o dia de ontem e lamentar as coisas que não saíram como eu planejei ou posso alegrar-me por ter o dia de hoje para recomeçar.
O dia de hoje está à minha frente esperando para ser o que eu quiser...
E aqui estou eu, o escultor que pode dar-lhe forma.
Depende de mim como será o dia de hoje diante de tudo que encontrarei...
A escolha está em minhas mãos.
Hoje eu posso... Enxergar minha vida vazia, ou posso alegremente receber o "Milagre de Um Novo Dia"!

Silvia Schmidt
 
 

sábado, 11 de outubro de 2014

"Somente Uma Ilusão"!!!

Quão preciosa é a mão do amigo que se dirige a nós quando não sabemos o que fazer ou como reagir! Quão preciosas são as palavras que não sabíamos que existiam, mas que nosso coração exigia para continuar inteiro e manter-se vivo!
Nunca poderemos negar a importância daquilo que chegou na hora exata em que estávamos precisando e, portanto, o que é fundamental ao nosso bem-estar e à nossa felicidade encontra-se dentro de nós e não vem de fora.
A voz que nos chama é apenas a brisa que acende uma brasa já existente...
Nossa força existe em nós, escrita em cada célula de um corpo que já nasceu vitorioso. 
A base, o fundamento e princípio das nossas vitórias estão ancoradas no mais profundo do nosso ser e se assim não fosse, nenhuma voz teria sentido e nenhum resultado alcançaríamos.
Temos a terra e a semente e o poder de fazê-la germinar ou deixá-la morrer.
Amigo é aquele que abre a porta, traz o sol e a chuva e o sereno das madrugadas intermináveis. São os instrumentos que nos trabalham, mas não inventam o que não existe em nós. Eles nos acordam, sacodem, abrem-nos os olhos e nos empurram... Mas são nossas pernas que andam, é nossa força que nos leva adiante.
Amigo é aquele que nos diz:-"Levanta-te e anda!" porque sabe que somos capazes... É o que não duvida e não nos deixa duvidar.
A ideia de que nossa felicidade e nossas vitórias dependem de outras pessoas ou fatores é apenas uma ilusão. Damos o que possuímos e possuímos o que damos...
Se nada temos, nada podemos oferecer.
Benditas são as pessoas que ao nosso lado ofertam um sorriso, apontam, mesmo sem saber, um pedacinho do paraíso.
Benditos somos nós, donos de uma força que ignoramos e herdeiros de um Pai que nos recebe de braços abertos cada vez que decidimos voltar pra casa.


Letícia Thompson

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

"Perdoar,,, Ato De Inteligência"!!!


Por vezes nos indignamos ao ouvir que precisamos perdoar para liberar a energia presa na situação, pois nos sentimos como se fôssemos diminuídos, mas, na realidade, o que ocorre em termos energéticos é exatamente o contrário. O principal beneficiado será você mesma, até porque, na grande maioria das vezes, o outro nem sabe que você a perdoou.
Existe uma enorme diferença entre julgar e ter compaixão. Julgar significa achar que o outro deve se enquadrar nas suas expectativas, que deve agir como você agiria, e ter compaixão significa entender a diferença que existe entre os seres humanos e seus mais diferentes graus de evolução.
Existem pessoas que não sabem amar, que, pela forma com que foram criadas não desenvolveram a característica do amor e da empatia que é a capacidade de se colocar no lugar do outro.
A relação entre as pessoas e elas se estabelece somente pela troca...
Eu faço se você fizer, eu lhe dou algo se for interessante para mim e assim por diante. Jamais estas pessoas lhe farão ou darão algo em troca sem esperar nada de você. Ai que triste isto! Mas o pior de tudo é não identificarmos pessoas assim e sofrermos na expectativa de um dia receber o amor delas.
Pessoas que não têm a capacidade de amar, normalmente são colocadas no meio de pessoas com grande capacidade de amar e se doar sem esperar nada em troca, porém, nem sempre pelo convívio, este aprendizado se estabelece e, na sequência, vem o sofrimento e a decepção. Não traga para você este desamor, é apenas uma deficiência da outra pessoa.
Perdoar e estabelecer a compaixão em relações como estas é a única forma de modificá-las.
As pessoas são colocadas em nossas vidas sempre por uma razão, que pode ser de crescimento mútuo, de aprendizado ou de complementação e entender que a razão do convívio traz harmonia.
O sofrimento se estabelece quando criamos expectativas em relação ao outro que nunca irão se concretizar. Como esperar amor de alguém que não tem essa referência em sua vida? Como esperar que o outro se solidarize com sua situação se ele sempre viveu por si só e aprendeu a se defender na vida sozinho?
Como esperar que alguém que nunca recebeu uma ajuda, que sempre foi colocado em segundo plano, estenda-lhe a mão?
Perdoe... Entenda e ame mesmo assim.
Tenha absoluta certeza que desta forma um novo padrão energético irá se instalar em sua vida.


Maria Isabel Carapinha

terça-feira, 30 de setembro de 2014

"Maturidade E Imaturidade... Rejeição"!!!

Qual é a diferença emocional entre estas duas "personalidades"?
A maior diferença entre uma pessoa verdadeiramente madura e outra imatura é o nível de orgulho de cada uma, entendendo-se aqui o "orgulho" como um defeito de caráter.
A pessoa madura não tem medo de se magoar, pois o seu ego já está exposto e não tem vergonha de mostrar quem é e do que é (e não é) capaz, não tem receios de que os outros vejam as suas limitações e dificuldades.
A pessoa imatura falha justamente ao tentar esconder os seus defeitos do mundo, tentando passar uma imagem de perfeição.
A pessoa rejeitada ainda não entendeu que o outro tem a liberdade de fazer suas próprias escolhas, e que estas escolhas são o oposto do que a pessoa que se sente rejeitada acha que o outro deveria ter em relação a ela.
A pessoa espera demais do outro...  Em outras palavras, o rejeitado assume que o outro está discordando dele porque acha que o outro deveria cumprir um papel em relação a ele. Não entende que é somente um opinião diferente. E toma isso como profundamente pessoal.
Como podemos superar esse medo da rejeição e amadurecermos mais rápido?
Existe uma técnica que podemos chamar de "escudo ou casca grossa"...
O segredo é expor-se em situações em que a rejeição é quase certa, sem se importar com isso. O truque é passar pela rejeição mesmo, diversas vezes!
Quanto mais rejeição "colecionar", menos se importará com seu próprio orgulho e mais aprenderá que o medo é maior do que a rejeição em si.

Cristina Longhi

segunda-feira, 29 de setembro de 2014

"Convivência Entre Pais E Filhos"!!!


A convivência entre pais e filhos implica em uma série de questionamentos quando pensamos nos problemas a serem enfrentados na hora de educar, impor limites e ao mesmo tempo, transformar tudo isso em uma relação de confiança e cumplicidade com os pequenos.
A maioria dos conflitos tem origem na dificuldade de comunicação dentro de casa, muitas vezes, os filhos acham apenas que os pais querem proibir, enquanto que os pais acham que os filhos só querem permissão.
Na tentativa de demonstrar aos pais suas vontades, as crianças apresentam-se desatentas, inquietas e, muitas vezes, elas reagem à atitude dos pais com agressividade. Quando adolescentes reagem com rebeldia, na tentativa de comunicar aos pais e educadores a própria insatisfação em relação às necessidades não atendidas. Cada etapa tem suas dificuldades e conquistas, pois ocorrem em momentos diferentes.
Para manter, constantemente, uma boa relação com os filhos é preciso paciência, e às vezes, até mesmo um pouco de flexibilidade, uma atitude muito rígida pode não ser muito benéfica. O equilíbrio entre a amizade e a autoridade é um dos desafios que os pais devem buscar todos os dias. A relação deve basear-se no afeto emocional também, favorecendo o elogio e evitando críticas constantes.
Hoje em dia, também é muito comum ouvirmos que os pais e as mães precisam ser amigos de seus filhos. Aqui, igualmente, é preciso ter cuidado com a inversão de ordem. É muito importante que pais e mães possam ser amigos de seus filhos, mas, antes de qualquer outra coisa, os pais têm o dever de educá-los, de colocar limites e de estabelecer proibições. O que se espera de pais amigos de seus filhos? Do que os filhos precisam? São de pais e mães mais próximos, mais disponíveis, abertos a escutá-los, a discutir e orientá-los naquilo que eles lhes solicitarem, ou naquilo que os pais entenderem necessário fazê-lo. Mas, precisam igualmente de pais que saibam dizer não, estabelecer o que é certo e o que é errado, e quais os limites que precisam ser seriamente respeitados.
A rotina de trabalho cheia de compromissos é, muitas vezes, um fator decisivo na relação familiar. Essa distância não permite uma maior intimidade, e essa intimidade é necessária para que os pais conheçam seus filhos, participem de suas vidas e saibam como e o que falar com eles. Para sanar o problema, é importante que o tempo destinado aos filhos seja usado de forma satisfatória e eficiente, priorizando a qualidade dos momentos juntos.

Aline Bellino

domingo, 28 de setembro de 2014

"Como As Mulheres Dominaram O Mundo"!!!


Conversa entre pai e filho, por volta do ano de 2031 sobre como as mulheres dominaram o mundo.
- Foi assim que tudo aconteceu, meu filho...
Elas planejaram o negócio discretamente, para que não notássemos...
Primeiro elas pediram igualdade entre os sexos. Os homens, bobos, nem deram muita bola para isso na ocasião. Parecia brincadeira.
Pouco a pouco, elas conquistaram cargos estratégicos: Diretoras de Orçamento, Empresárias, Chefes de Gabinete, Gerentes disso ou daquilo.
- E aí, papai?
- Ah, os homens foram muito ingênuos. Enquanto elas conversavam ao telefone durante horas a fio, eles pensavam que o assunto fosse telenovela. Triste engano.
De fato, era a rebelião se expandindo nos inocentes intervalos comerciais...
 "Oi querida!", por exemplo, era a senha que identificava as líderes. "Celulite", eram as células que formavam a organização. Quando queriam se referir aos maridos, diziam "O regime".
- E vocês? Não perceberam nada?
- Ficávamos jogando futebol no clube, despreocupados. E o que é pior:
Continuávamos a ajudá-las quando pediam. Carregar malas no aeroporto, consertar torneiras, abrir potes de azeitona, ceder a vez nos naufrágios. Essas coisas de homem.
- Aí, veio o golpe mundial?!?
- Sim o golpe. O estopim foi o episódio Hillary-Mônica. Uma farsa... Tudo armado para desmoralizar o homem mais poderoso do mundo. Pegaram-no pelo ponto fraco, coitado. Já lhe contei, né? A esposa e a amante, que na TV posavam de rivais eram, no fundo, cúmplices de uma trama diabólica. Pobre Presidente...
- Como era mesmo o nome dele?
- William, acho. Tinha um apelido, mas esqueci... Desculpe, filho, já faz tanto tempo...
- Tudo bem, papai. Não tem importância. Continue...
- Naquela manhã a Casa Branca apareceu pintada de cor-de-rosa. Era o sinal que as mulheres do mundo inteiro aguardavam... A rebelião tinha sido vitoriosa!  Então elas assumiram o poder em todo o planeta. Aquela torre do relógio em Londres chamava-se Big-Ben, e não Big-Betty, como agora.
Só os homens disputavam a Copa do Mundo, sabia? Dia de desfile de moda não era feriado. Essa Secretária Geral da ONU era uma simples cantora. Depois trocou o nome, de Madonna para Mandona...
- Pai, conta mais...
- Bem filho... O resto você já sabe.
Instituíram o Robô "Troca-Pneu" como equipamento obrigatório de todos os carros. A Lei do Já-Prá-Casa, proibindo os homens de tomar cerveja depois do trabalho...
E, é claro, a famigerada semana da TPM, uma vez por mês...
- TPM???
- Sim, TPM... A Temporada Provável de Mísseis... E quando elas ficam irritadíssimas e o mundo corre perigo de confronto nuclear...
- Sinto um frio na barriga só de pensar, pai...
- Sssshhh! Escutei barulho de carro chegando. Disfarça e continua picando essas batatas.
..
Luis Fernando Veríssimo

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

"Você É"...!!!!

Você é os brinquedos que brincou, as gírias que usava...
Você é os nervos à flor da pele no vestibular, os segredos que guardou.
Você é sua praia preferida, Garopaba, Maresias, Ipanema.
Você é o renascido depois do acidente que escapou, aquele amor atordoado que viveu, a conversa séria que teve um dia com seu pai... Você é o que você lembra.
Você é a saudade que sente da sua mãe, o sonho desfeito quase no altar, a infância que você recorda, a dor de não ter dado certo, de não ter falado na hora.
Você é aquilo que foi amputado no passado, a emoção de um trecho de livro, a cena de rua que lhe arrancou lágrimas... Você é o que você chora.
Você é o abraço inesperado, a força dada para o amigo que precisa.
Você é o pêlo do braço que eriça, a sensibilidade que grita, o carinho que permuta.
Você é as palavras ditas para ajudar, os gritos destrancados da garganta, os pedaços que junta.
Você é o orgasmo, a gargalhada, o beijo... Você é o que você desnuda...
Você é a raiva de não ter alcançado, a impotência de não conseguir mudar...
Você é o desprezo pelo o que os outros mentem, o desapontamento com o governo, o ódio que tudo isso dá.
Você é aquele que rema, que cansado não desiste, você é a indignação com o lixo jogado do carro, a ardência da revolta... Você é o que você queima.
Você é aquilo que reivindica, o que consegue gerar através da sua verdade e da sua luta...
Você é os direitos que tem, os deveres que se obriga.
Você é a estrada por onde corre atrás, serpenteia, atalha, busca...
Você é o que você pleiteia.
Você não é só o que come e o que veste... Você é o que você requer, recruta, rabisca, traga, goza e lê...
Você é o que ninguém vê!

Martha Medeiro


quarta-feira, 24 de setembro de 2014

"Será Que A Gente Se Dá Um Valor"???


"Autoestimar = Autovalorizar."
Então, é simples, é o valor que você se dá.
Mas será que é a gente que se dá um valor?
Ouvimos aqueles chavões do tipo "Se você não se der o valor, quem dará?".
Isso é verdade, em parte. Mas é mais teoria. Se funcionasse realmente, os livros de autoajuda resolveriam cem por cento dos conflitos emocionais.
Na verdade, a autoestima é construída. O que forma a autoestima da pessoa são as situações que ela vivencia desde muito cedo.
Imaginem uma criança que ouviu muitos: "Eita menino burro, tá parecendo seu pai", "Você vai à escola pra que?", "Esse menino não faz nada que preste, só me dá trabalho".
E agora imagine outra criança, outra situação: "Muito bem, filho, é assim que se aprende, daqui a pouco você vai estar fera nisso!", "Esse é meu filhão, não desiste. Esse menino vale ouro!", "Você é tão caprichoso, vamos lá, vamos arrumar essa bagunça, eu te ajudo".
Acho que nem é preciso muita explicação para se previr qual criança construirá uma autoestima boa e qual poderá ter dificuldades no futuro. E repare que são coisas do dia a dia.
Quando a gente é criança, o que os pais falam é verdade absoluta. Não temos condições para questionar.
E aí, curiosamente, vemos por aí adultos que por mais que se graduem, montem seu negócio, planejem sua vida, não progridem. Por que será?
É mais uma vez a verdade aprendida que diz o contrário lá no inconsciente. Como um menino burro, que não presta para nada, vai ser bem-sucedido?
E existem inúmeras outras situações que poderão contribuir para uma baixa autoestima. O bullying, por exemplo, que em geral aponta para alguma característica física da vítima. E tem as situações condicionais, em algumas fases da vida. Estar fora do peso, estar sem dinheiro, sem emprego.
Outra situação marcante na infância é a falta de recursos financeiros explicada como inferioridade. Já vi crianças pobres vivendo muito felizes, num ambiente em que não se pregava a pobreza, nem a falta, nem a tristeza.
Já vi casos de pessoas que tiveram pais carinhosos, mas humildes o suficiente para não saberem que os filhos precisavam de apontamentos positivos, de elogios, de quem nomeasse os sentimentos para eles.
Toda a pessoa se desenvolve a partir do olhar dos pais, que vão apontar, por exemplo: "O João é caprichoso, adora desenhar", "A Maria é nervosa, mas é amorosa", "O Pedro é organizado, o quarto dele é todo arrumado", e assim por diante.
Algumas pessoas podem não viver isso adequadamente, e depois poderão ficar com a sensação de "Como eu sou?" ou "No que eu sou bom?". Fica faltando um pedaço na sua constituição interna.
Quem viveu situações assim desfavoráveis, poderá se tornar um adulto inseguro, angustiado, infeliz. E não necessariamente estará consciente das causas de sua insatisfação e infelicidade na vida. Poderá chamar de azar. Mas as atitudes responderão pelo inconsciente, é regra.
Você pode pensar: "Eu conheço gente que era pobre e conseguiu vencer na vida. O Silvio Santos era camelô e hoje é dono de emissora". Provavelmente a infância pobre não foi passada a ele na forma de inferioridade. Se progrediu, não deve carregar crenças de escassez em seu inconsciente. É só um exemplo!
Autoestima bem formada é uma das coisas mais importantes na vida. É o que dá segurança, confiança, felicidade, coragem.
Mas, felizmente, apesar dessa constituição interna negativa, existe a possibilidade da pessoa se tratar, rever o que viveu, e ressignificar as coisas, para poder se libertar das velhas crenças e ser fel.

Rosangela Tavares

terça-feira, 23 de setembro de 2014

"Gaiolas E Asas"!!!

Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos.
Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo "atacados" porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: "Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas".
Escolas que são gaiolas existem para que os pássaros desaprendam a arte do vôo. Pássaros engaiolados são pássaros sob controle. Engaiolados, o seu dono pode levá-las para onde quiser. Pássaros engaiolados sempre têm um dono. Deixaram de ser pássaros. Porque a essência dos pássaros é o vôo.
Escolas que são asas não amam pássaros engaiolados. O que elas amam são os pássaros em vôo.
Existem para dar aos pássaros coragem para voar. Ensinar o vôo, isso elas não podem fazer, porque o vôo já nasce dentro dos pássaros. O vôo não pode ser ensinado. Só pode ser encorajado.
Esse simples aforismo nasceu de um sofrimento: sofri conversando com professoras de segundo grau, em escolas de periferia. O que elas contam são relatos de horror e medo. Balbúrdia, gritaria, desrespeito, ofensas, ameaças... E elas, timidamente, pedindo silêncio, tentando fazer as coisas que a burocracia determina que sejam feitas, como dar o programa, fazer avaliações... Ouvindo os seus relatos, vi uma jaula cheia de tigres famintos, dentes arreganhados, garras à mostra e a domadoras com seus chicotes, fazendo ameaças fracas demais para a força dos tigres.
Sentir alegria ao sair de casa para ir à escola? Ter prazer em ensinar? Amar os alunos? O sonho é livrar-se de tudo aquilo. Mas não podem. A porta de ferro que fecha os tigres é a mesma porta que as fecha com os tigres.
Nos tempos de minha infância, eu tinha um prazer cruel: pegar passarinhos. Fazia minhas próprias arapucas, punha fubá dentro e ficava escondido, esperando... O pobre passarinho vinha, atraído pelo fubá. Ia comendo, entrava na arapuca e pisava no poleiro. E era uma vez um passarinho voante.
Cuidadosamente eu enfiava a mão na arapuca, pegava o passarinho e o colocava dentro de uma gaiola. O pássaro se lançava furiosamente contra os arames, batia as asas, crispava as garras e enfiava o bico entre os vãos. Na inútil tentativa de ganhar de novo o espaço, ficava ensanguentado... Sempre me lembro com tristeza da minha crueldade infantil.
Violento, o pássaro que luta contra os arames da gaiola? Ou violenta será a imóvel gaiola que o prende?
Violentos, os adolescentes de periferia? Ou serão as escolas que são violentas? As escolas serão gaiolas? Vão me falar sobre a necessidade das escolas dizendo que os adolescentes de periferia precisam ser educados para melhorarem de vida. De acordo. É preciso que os adolescentes, que todos, tenham uma boa educação. Uma boa educação abre os caminhos de uma vida melhor. Mas eu pergunto: nossas escolas estão dando uma boa educação? O que é uma boa educação?
O que os burocratas pressupõe sem pensar é que os alunos ganham uma boa educação se aprendem os conteúdos dos programas oficiais. E, para testar a qualidade da educação, criam mecanismos, provas e avaliações, acrescidos dos novos exames elaborados pelo Ministério da Educação.
Mas será mesmo? Será que a aprendizagem dos programas oficiais se identifica com o ideal de uma boa educação? Você sabe o que é "dígrafo"? E os usos da partícula "se"? E o nome das enzimas que entram na digestão? E o sujeito da frase "Ouviram do Ipiranga as margens plácidas de um povo heróico o brado retumbante"? Qual a utilidade da palavra "mesóclise"? Pobres professoras, também engaioladas... São obrigadas a ensinar o que os programas mandam, sabendo que é inútil. Isso é hábito velho das escolas. Bruno Bettelheim relata sua experiência com as escolas: "Fui forçado (!) a estudar o que os professores haviam decidido que eu deveria aprender. E aprender à sua maneira".
O sujeito da educação é o corpo, porque é nele que está a vida. É o corpo que quer aprender para poder viver. É ele que dá as ordens. A inteligência é um instrumento do corpo cuja função é ajudá-lo a viver. Nietzsche dizia que ela, a inteligência, era "ferramenta" e "brinquedo" do corpo. Nisso se resume o programa educacional do corpo: aprender "ferramentas", aprender "brinquedos". "Ferramentas" são conhecimentos que nos permitem resolver os problemas vitais do dia-a-dia. "Brinquedos" são todas aquelas coisas que, não tendo nenhuma utilidade como ferramentas, dão prazer e alegria à alma.
Nessas duas palavras, ferramentas e brinquedos, está o resumo da educação. Ferramentas e brinquedos não são gaiolas. São asas. Ferramentas me permitem voar pelos caminhos do mundo.
Brinquedos me permitem voar pelos caminhos da alma. Quem está aprendendo ferramentas e brinquedos está aprendendo liberdade, não fica violento. Fica alegre, vendo as asas crescer... Assim todo professor, ao ensinar, teria de se perguntar: "Isso que vou ensinar, é ferramenta? É brinquedo?" Se não for, é melhor deixar de lado.
As estatísticas oficiais anunciam o aumento das escolas e o aumento dos alunos matriculados. Esses dados não me dizem nada. Não me dizem se são gaiolas ou asas. Mas eu sei que há professores que amam o vôo dos seus alunos.
Há esperança...
Rubem Alves

sábado, 12 de julho de 2014

"Os Opostos Se Atraem... Mas Não Se Entendem"!!!

É voz corrente, que nos relacionamentos afetivos, os opostos se atraem.
Diante do fato, a gente se posiciona de forma curiosa: como sempre ouvimos falar disso, consideramos a afirmação absolutamente verdadeira. Não duvidar de sua lógica parece nos conduzir a um porto seguro e acabamos acreditando que o fenômeno é inevitável.
Por acaso alguém já se questionou a respeito? Afinal de contas por que os opostos se atraem? Trata-se de uma fatalidade, de uma lei da natureza que nos leva a bons resultados? Acho muito importante assumir uma atitude crítica e de reflexão em torno dos problemas do amor, pois é a emoção que mais dor e sofrimento nos tem causado. São raras as pessoas realmente felizes e realizadas nessa área. Devem existir muitos erros e ignorância em relação ao amor. Aliás, é só de algumas décadas para cá que os profissionais de psicologia – e, ainda hoje, poucos entre eles – começaram a se interessar pelo assunto, até então reservado aos poetas.
Gostaria de externar de modo categórico a minha opinião, fundamentada em mais de 26 anos de experiência como psicoterapeuta: os opostos se atraem, mas nem por isso combinam bem. O resultado desse tipo de união não é obrigatoriamente um sucesso. Pessoas muito diferentes vivem brigando e se irritando uma com as outras. Temperamentos e gostos antagônicos dificultam a vida em comum. Durante o período de namoro, os obstáculos existem, mas não são tão importantes, uma vez que são raras as coisas práticas compartilhadas. Após o casamento, porém, as divergências infernizam o cotidiano. Como encaminhar a educação dos filhos se os pontos de vista são tão diferentes? Como planejar a economia doméstica, a ordem dentro de casa, as viagens de férias?
Na prática, ocorre o seguinte: os opostos se atraem, mas na rotina da vida em comum as contradições se acirram. Começa então a tarefa de cada um tentar modificar o outro. O marido quer moldar a mulher de acordo com o seu modo de ser; a mulher deseja que o marido a compreenda e se aproxime dos seus pontos de vista. Será que isso é possível? Não deveriam diminuir as diferenças com o convívio? Deveriam, mas não diminuem, talvez por causa do medo de ver o encantamento amoroso desaparecer. Sim, porque afinal de contas os namorados se sentiram atraídos exatamente por serem pólos opostos. Se ficarem parecidos, não acabará o amor? Os casais convivem por anos, sempre se desentendendo, sempre procurando fazer do outro um semelhante e só conseguem agravar as diferenças e piorar as brigas.
Não deixa de ser ironia que a gente se sinta fascinado por pessoas com as quais não teremos um bom convívio. Esse fenômeno é responsável por um enorme número de uniões infelizes e que, hoje, acabam em divórcio. Cabe indagar: a atração por opostos é inevitável? Acho que não, apesar de ser muito comum, especialmente na adolescência. Considero fundamental entendermos as razões que levam a esse tipo de encantamento. Conhecendo-as, poderemos evitar o erro e nossas chances de sucesso no amor aumentarão bastante.
A principal causa do magnetismo entre opostos é, sem dúvida alguma, a falta ou diminuição da auto-estima. Quando não estou satisfeita com o meu modo de ser, procurarei alguém que seja completamente diverso. Se eu for introvertido e tímido, a tendência será me apaixonar por uma pessoa extrovertida e sem inibição. Com o tempo, o que suscitava minha admiração e era uma qualidade se tornará fonte de irritação, mas no início ficarei encantado. Ao ter o outro, tenho a extroversão que me faltava. Sinto-me mais completo. Tudo muito lógico na teoria. Na prática, as diferenças nos desagradam, dificultam nossas vidas, criam barreiras e resistências cada vez maiores. Elas são responsáveis pelos atritos constantes e pelas brigas normais entre marido e mulher. Será que são mesmo normais?

Flávio Gikovate

domingo, 29 de junho de 2014

"Internet... Fantástico Mundo Virtual"!!!!

Ah! Como viajamos!!! Do Brasil ao Japão, do Norte ao Sul, entramos nas casas, corremos mundo, conversamos, nos damos a mão, compartilhamos, nos apoiamos, desabafamos, criamos mil fantasias, nos chamamos de amigos...
Damos e recebemos, trocamos, nos emocionamos... Realizamos alguns dos nossos sonhos e fazemos com que pessoas sonhem através da gente.
Invadimos corações e vidas e permitimos que nos invadam também.
Trocamos a solidão de se estar só com uma outra disfarçada de presença.
Vamos ligando corações invisíveis, onde não sabemos onde está o começo e nem onde estará o fim... Portas se abrem a cada instante.
O mundo da internet é maravilhoso! Portanto, algo me inquieta: será que não estamos trocando o mundo que Deus nos criou por quatro paredes e uma tela?
Damos altas gargalhadas diante do computador quando recebemos uma piada ou uma imagem engraçada... Mas onde está o calor do riso amigo que nos acompanha?
E o olhar, que diz sem falar e faz compreender milhões de palavras não ditas?
Cadê o abraço e o conforto de se sentir entre abraços?
Não sou contra o mundo virtual, muito pelo contrário... O que sou contra é a exclusividade dele, o monopólio desse mesmo mundo nas nossas existências.
Onde está o prazer de ir na biblioteca ou livraria e procurar entre milhares de livros algo interessante e depois não saber o que escolher?  Esses tesouros estão morrendo empoeirados em prateleiras...
Quem vai igualar um dia nossa maravilhosa aurora, que nos lembra que é sempre possível recomeçar?
E nosso pôr-do-sol laranja-vermelho, quem será capaz de inventar com tanta maestria?
O mundo virtual é encantador. Mas esse deve ser um local de visita, não nossa morada. Deve ser um jardim onde podemos passear quando quisermos, não nossa prisão; deve ser um pedaço do nosso coração, não todo ele.
Estamos nos tornando escravos do mundo virtual e tentamos nos convencer que somos livres. Falamos menos, escrevemos mais... Respiramos mais ar fechado...
Temos menos tempo para os nossos.
É gostoso quando nos enxugam as lágrimas com palavras, mas que isso não nos impeça de desejar mãos suaves que nos acariciem o rosto e um olhar firme dizendo pra ter coragem, que tudo vai passar.
Que a internet nos abra o mundo, sem nos isolar desse mesmo mundo!
Que ela nos sirva, não que sirvamos a ela.
Que saibamos achar o perfeito equilíbrio entre as coisas!
Que ela seja uma bênção, não nossa perdição!
Que possamos ainda abrir os olhos, antes que morramos no nosso isolamento, vítimas de nossa própria armadilha... A liberdade virtual.
 

Letícia Thompson

domingo, 25 de maio de 2014

"Quando O Amor Vier"!!!


Quando o amor vier a ter convosco, recebai-o... Embora os seus caminhos sejam árduos e sinuosos.
Quando as suas asas vos envolverem, abraçai-o, embora a espada oculta sob suas asas vos possa ferir.
E quando ele falar convosco, acreditai... Embora a sua voz possa abalar os vossos sonhos como o vento devasta o jardim.
Pois o amor, coroando-vos, também vos sacrificará.
Assim como é para o vosso crescimento, também é para a vossa decadência.
Mesmo que ele suba até vós e acaricie seus mais tenros ramos que tremem ao sol... Também até suas raízes ele descerá, e as sacudirá, enquanto elas se agarram a terra...Como molhos de trigo ele vos junta a si... Vos apanha para vos pôr a nu... Vos peneira para vos libertar das impurezas, e vos mói até a alvura.
Vos amassa até vos tornardes moldáveis...E depois vos entrega ao seu fogo sagrado, para que vos torneis pão sagrado, para a sagrada festa de Deus.
Todas estas coisas vos fará o amor até que conheçais os segredos do vosso coração, e com esse conhecimento, vos torneis um fragmento do coração da vida.
Mas, se receosos procurardes somente a paz do amor e o prazer do amor, então é melhor que oculteis a vossa nudez e saiais do amor...Saiais para o mundo sem sentido onde rireis, mas não com todo o vosso riso... E chorareis, mas não com todas as vossas lágrimas... O amor só se dá a si e não tira nada, senão de si.
O amor não possui nem é possuído...  Pois o amor basta-se a si próprio.
Quando amardes não deveis dizer: "Deus está no meu coração"...
Mas antes, "Eu estou no coração de Deus".
E não pensais que podeis alterar o rumo do amor, pois o amor se vos achar dignos dele, dirigirá seu curso... O amor não tem outro desejo, que não seja de preencher a si próprio.
Mas se amardes e tiverdes desejos, que sejam esses os vossos desejos...  Fundir-se... E ser como um regato que corre e canta sua melodia para a noite.
Amai para sangrar com vontade, e alegremente...Amai para despertar de madrugada com um coração alado, e dar graças a Deus por mais um dia.

 Gibran Kahlil Gibran

segunda-feira, 12 de maio de 2014

"Filhos Brilhantes... Alunos Fascinantes"!!!!

Bons filhos conhecem o prefácio da história de seus pais... Filhos brilhantes vão muito mais longe...Conhecem os capítulos mais importantes das suas vidas.
Bons jovens se preparam para o sucesso. Jovens brilhantes se preparam para as derrotas. Eles sabem que a vida é um contrato de risco e que não há caminhos sem acidentes.
Bons jóvens têm sonhos ou disciplina. Jovens brilhantes têm sonhos e disciplina. Pois sonhos sem disciplina produzem pessoas frustradas, que nunca transformam seus sonhos em realidade, e disciplina sem sonhos produz servos, pessoas que executam ordens, que fazem tudo automaticamente e sem pensar.
Bons alunos escondem certas intenções, mas alunos fascinantes são transparentes. Eles sabem que quem não é fiel à sua consciência tem uma dívida impagável consigo mesmo. Não querem, como alguns políticos, o sucesso a qualquer preço. Só querem o sucesso conquistado com suor, inteligência e transparência. Pois sabem que é melhor a verdade que dói do que a mentira que produz falso alívio. A grandeza de um ser humano não está no quanto ele sabe mas no quanto ele tem consciência que não sabe.
O destino não é frequentemente inevitável, mas uma questão de escolha. Quem faz escolha, escreve sua própria história, constrói seus próprios caminhos.
Os sonhos não determinam o lugar onde vocês vão chegar, mas produzem a força necessária para tirá-los do lugar em que vocês estão. Sonhem com as estrelas para que vocês possam pisar pelo menos na Lua. Sonhem com a Lua para que vocês possam pisar pelo menos nos altos montes. Sonhem com os altos montes para que vocês possam ter dignidade quando atravessarem os vales das perdas e das frustrações. Bons alunos aprendem a matemática numérica, alunos fascinantes vão além, aprendem a matemática da emoção, que não tem conta exata e que rompe a regra da lógica. Nessa matemática você só aprende a multiplicar quando aprende a dividir, só consegue ganhar quando aprende a perder, só consegue receber, quando aprende a se doar.
Uma pessoa inteligente aprende com os seus erros... Uma pessoa sábia vai além... Aprende com os erros dos outros, pois é uma grande observadora.
Procurem um grande amor na vida e cultivem-no. Pois, sem amor, a vida se torna um rio sem nascente, um mar sem ondas, uma história sem aventura! Mas, nunca esqueçam, em primeiro lugar tenham um caso de amor consigo mesmos.

Augusto Cury

quarta-feira, 30 de abril de 2014

Vi Cair Do Céu...!!!

Deixei a natureza me transformar...  Com todas as suas leis!
Tive o prazer e a alegria, de sentir dois bebês gerados em meu coração e mais dois em meu ventre.
Chorei ao pega-los no colo... Chorei na maternidade... Chorei ao pegar em suas mãozinhas... Chorei, quando choravam com uma simples dor de barriga
Desfrutei a sensação de amamenta-los dia e noite... Troquei fraldas e mais fraldas... Passei noites acordada.
Ensinei a comer... Ensinei a andar... Chorei no primeiro dia de escolinha.
Chorei quando dei a primeira palmada ou a primeira chinelada, para educa-los... Chorei quando me trouxeram de presente o primeiro desenho feito na escola, escrito em letra de forma..."Eu te amo mamãe"!
Me tornei criança...  Com eles brinquei, pulei, joguei e cantei.
Me desesperei quando saíram pela primeira vez em companhia dos amigos.
Quase enlouqueci quando tiraram a carta de habilitação e saíram dirigindo.
Me esforcei para que se tornassem pessoas honestas, responsáveis, educadas e amáveis. Ensinei que para serem sábios, deveriam ser humildes, perante a vida deles e dos outros.
Me transformei, chorei, ensinei e mais que tudo... Amei!!!
Talvez, durante esse percurso, tenha deixado algumas pessoas de lado...
Talvez não tivesse tempo para dar atenção para as amigas.
Pode ser que me relaxei um pouco com minha aparência, ou quem sabe não tive nem tempo para pensar nisso.
Pode ser que deixei alguns projetos pela metade, talvez porque não conseguisse consilia-los com meu horário familiar
Na verdade, só pensei em segurar com as duas mãos o que vi cair do céu...
Meus Filhos!!!  Permiti que a mão de Deus me tocasse para ser "Mãe".
Agora, em minha longa caminhada pela vida, ganhei mais dois Anjos que caíram do céu... Meus Netos!
Vocês são os Maiores Presentes e Verdadeiros Tesouros que recebi das mãos de Deus!
Obrigada por serem Meus Filhos e Meus Netos!
Não existe maior felicidade na Vida, do que ser Mãe e Avó!

Para:

Luiz Carlos, Liza Carla, Lia Cláudia, Lúcio Caio....
Bruninho e Laurinha!
Márcio e Fernanda!
GotinhaMRL

quinta-feira, 24 de abril de 2014

"Liberte-se'!!!

Liberte-se das amarras, das algemas, dos grilhões que a sociedade construiu.
Liberte-se do preconceito... Liberte-se do racismo e do egocentrismo... Liberte-se da falsa modéstia... Liberte-se do egoísmo... Da inveja e da truculência.
Prenda-se à vida.
Liberte sua vida, daqueles que somente reclamam... Liberte-se daqueles que observam as verdade como se fossem únicas... Liberte-se da mentira de que a vida é um mar de rosas.
Acredite que o amor é possível, de todas as formas, em todos os gêneros, veja a liberdade em tudo o que faz. Livre-se do pudor, da vergonha busque a coragem, fé,crendice.
Liberte-se dos incrédulos, dos pessimistas, arranque de sua vida o ódio, o recalque, o “eu podia”, ao invés, faça...Liberte-se do pensamento de não conseguir.
Arrume formas e tempos, mesmo que hoje, eles não existam.
Liberte-se de si mesmo, das coisas que acha que já sabe, esqueça-as.
Aprenda tudo de novo, visualize novas idéias, leia muito, mas pense em tudo o que leu, e se não achar conveniente nem comente, sob pena de criar uma animação em alguém que ainda busca uma idéia.
Doe coisas velhas, junte coisas velhas, as transforme em coisas novas, até que fiquem velhas... Viva, mas seja livre. Seja no mundo e não para o mundo.
Faça-se, remodele-se, liberte-se!

João F.Costa

quarta-feira, 23 de abril de 2014

"A Verdadeira Morte"!!!


Um homem vai conversar com um sábio, e assim que chega, sem mais delongas, já resolve lhe fazer a pergunta que sempre desejou.
- Mestre, fala-me sobre a morte.
O mestre olhou para o homem e disse:
- Falar sobre a morte, meu caro? Não há muito o que dizer sobre ela. O que pode se pode dizer é que a morte, tal como a compreendemos, não existe. A morte é apenas uma mudança de fase onde se perde o corpo físico e passamos a viver em outro nível de realidade.
Mas o homem não estava satisfeito com a resposta. Queria saber mais, e disse:
- Mas mestre, será que é só isso mesmo? O maior mistério de nosso mundo, e é algo assim tão simples? Não pode ser.
O mestre responde:
- Sim, as maiores verdades da vida são simples. Mas se você quiser que eu te mostre o que de fato é a morte, teremos que viajar até um certo local.
- O que me diz?
O homem ficou muito eufórico. Estava ali, à sua frente, um sábio muito reconhecido em seu país anunciando que iria lhe revelar diretamente o segredo da morte. O homem não hesitou e, de pronto, arrumou suas coisas para fazer a viagem.
Conforme ele e o sábio iam viajando, o homem mal podia conter o seu entusiasmo, e pensava “Este sábio vai me mostrar a verdade sobre a morte. Será que ele vai me transportar a esta outra dimensão? Irei ver os anjos? Irei em algum templo secreto e me será desvendado algum conhecimento especial?”.
Ambos então chegaram num pequeno vilarejo onde havia algumas cabanas.
Havia um homem deitado dentro de uma delas. O sábio então apontou para o homem deitado e disse:
- Está vendo aquele homem ali deitado? Ele irá nos revelar a verdadeira morte.
O homem ficou sem entender. Seria ele um santo? Um mestre ainda mais elevado?
Um ser superior?
O sábio continuou:
- Este homem que você pode ver está deitado nessa cama há mais de 1 ano.
Ele perdeu a mulher, os filhos e os pais num assassinato. Sua família era tudo para ele, e após esse incidente, ele simplesmente deixou de viver. Está prostrado nessa cama boa parte do dia. Quase não sente mais as coisas, tornou-se frio e permitiu que a tristeza e a mágoa o dominasse. Sua vida está estagnada e ele não consegue se libertar desse estado de paralisia. Compreenda bem, a única morte que existe é essa! É a morte de nossa alma.
A morte de nossa essência vital... É quando desistimos de viver e permanecemos estagnados e presos a ilusões; presos a mágoas do que se passou e vendo a vida passar sem participar dela. A morte, como perda do corpo físico não existe. A única morte que existe é essa, a morte de quem somos quando desistimos de viver e de ter esperança.
O homem agradeceu o sábio e deu-se por satisfeito.
Essa é, verdadeiramente, a única morte que existe.


Hugo Lapa

domingo, 20 de abril de 2014

"As Vezes...!!!


 Às vezes as pessoas que amamos nos magoam, e nada podemos fazer senão continuar nossa jornada com nosso coração machucado.
Às vezes nos falta esperança. Às vezes o amor nos machuca profundamente, e vamos nos recuperando muito lentamente dessa ferida tão dolorosa.
Às vezes perdemos nossa fé, então descobrimos que precisamos acreditar, tanto quanto precisamos respirar…É nossa razão de existir.
Às vezes estamos sem rumo, mas alguém entra em nossa vida, e se torna o nosso destino. Às vezes estamos no meio de centenas de pessoas, e a solidão aperta nosso coração pela falta de uma única pessoa.
Às vezes a dor nos faz chorar, nos faz sofrer, nos faz querer parar de viver, até que algo toque nosso coração, algo simples como a beleza de um pôr do sol, a magnitude de uma noite estrelada, a simplicidade de uma brisa batendo em nosso rosto. É a força da natureza nos chamando para a vida. Você descobre que as pessoas que pareciam ser sinceras e receberam sua confiança, te traíram sem qualquer piedade. Você entende que o que para você era amizade, para outros era apenas conveniência, oportunismo. Você descobre que algumas pessoas nunca disseram “eu te amo”, e por isso nunca fizeram amor, apenas transaram…
Descobre também que outras disseram “eu te amo” uma única vez. E agora temem dizer novamente, e com razão, mas se o seu sentimento for sincero poderá ajudá-las a reconstruir um coração quebrado.
Assim ao conhecer alguém, preste atenção no caminho que essa pessoa percorreu, são fatores importantes: a relação com a família, as condições econômicas nas quais se desenvolveu. (dificuldades extremas ou facilidades excessivas formam um caráter), os relacionamentos anteriores e as razões do rompimento, seus sonhos, ideais e objetivos.
Não deixe de acreditar no amor... Mas certifique-se de estar entregando seu coração para alguém que dê valor aos mesmos sentimentos que você dá.
Manifeste suas ideias e planos, para saber se vocês combinam. E certifique-se de que quando estão juntos, aquele abraço vale mais que qualquer palavra.
Esteja aberto a algumas alterações, mas jamais abra mão de tudo, pois se essa pessoa te deixar, então nada irá lhe restar.
Tenha sempre em mente que às vezes tentar salvar um relacionamento, manter um grande amor, pode ter um preço muito alto se esse sentimento não for recíproco. Pois em algum outro momento essa pessoa irá te deixar e seu sofrimento será ainda mais intenso, do que teria sido no passado. Pode ser difícil fazer algumas escolhas, mas muitas vezes isso é necessário.
Existe uma diferença muito grande entre conhecer o caminho e percorrê-lo.
A tristeza pode ser intensa, mas jamais será eterna. A felicidade pode demorar a chegar, mas o importante é que ela venha para ficar e não esteja apenas de passagem…

Luiz Fernando Verissimo